quarta-feira, 15 de abril de 2026

GOVERNADORA RAQUEL LYRA DESTACA CHEGADA DA AEC A CARUARU COM GERAÇÃO DE MIL NOVOS EMPREGOS NO AGRESTE

Instalação da empresa de tecnologia no município foi articulada pela Adepe e prevê investimento inicial de R$ 9 milhões
A governadora Raquel Lyra assinou, nesta quarta-feira (15), um protocolo de intenções para a chegada da empresa AeC ao município de Caruaru, no Agreste Central, com a previsão de geração de mil empregos diretos. A iniciativa, viabilizada por meio da articulação da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe), prevê um investimento inicial de R$ 9 milhões e reforça a estratégia estadual de descentralização das oportunidades e fortalecimento da economia no interior.

Até o momento, o projeto em Caruaru já gerou 250 vagas de empregos diretos, e outras 350 pessoas estão em fase de seleção. Interessados podem se inscrever através do link: https://sou.aec.com.br. “A AeC tem mais de 60 mil pessoas trabalhando no Brasil e agora chega a Caruaru, gerando mil empregos diretos. É trabalho chegando perto de casa, oportunidade para quem busca o primeiro emprego e também para quem quer voltar ao mercado. Pernambuco está de portas abertas para quem quer investir, gerar renda e ajudar a transformar a vida da nossa gente”, declarou a governadora Raquel Lyra.

O protocolo foi assinado com a presença de diretores e acionistas da empresa. A nova unidade operacional da AeC, uma das líderes nacionais em tecnologia e gestão de relacionamento com clientes, deve iniciar suas atividades até o fim de 2026, ampliando a presença do setor de serviços e tecnologia fora da Região Metropolitana do Recife e consolidando o Agreste como polo de desenvolvimento.
Com mais de três décadas de atuação no Brasil, a AeC é reconhecida pelo impacto social, especialmente na geração do primeiro emprego e na promoção da diversidade e planeja expandir os negócios pelo Sertão do Estado. “Estamos muito felizes de chegar em Pernambuco, estamos sendo recebidos de portas abertas pelo Governo do Estado e pela prefeitura de Caruaru, que foi escolhida pela sua população e pela infraestrutura. Acredito que vamos ter um grande sucesso aqui e temos vontade de ir ainda mais para o interior, gerando oportunidades”, explicou o fundador da companhia, Antônio Guilherme Noronha.

Segundo a secretária de Desenvolvimento Econômico, Danielle Jar Souto, a chegada da AeC em Caruaru integra a política da gestão de atração de investimentos estratégicos, com foco na geração de emprego e renda, para além da Região Metropolitana. “É necessário para que aconteça a interiorização da nossa economia. Isso vai potencializar mais de mil empregos e vai aumentar consideravelmente a possibilidade das pessoas que moram nessa região terem acesso ao primeiro emprego, a dignidade, carteira assinada, que é o sonho de todas as pessoas que estão no mercado de trabalho”, afirmou a titular da pasta.

O projeto também prevê ações de capacitação profissional, preparando trabalhadores da região para atuar em áreas como atendimento remoto, suporte técnico e soluções em tecnologia da informação. “O projeto deles é muito fantástico com relação a ser a primeira oportunidade de emprego e dar também a chance de pessoas que ainda estão na faculdade ou até aquela mãe que quer voltar a trabalhar depois de um tempo”, explicou Roberta Andrade, diretora-presidente interina da Adepe.
A chegada da empresa também conta com o apoio da Prefeitura de Caruaru. Para o prefeito Rodrigo Pinheiro, a ocasião mostra como a parceria entre Estado e município pode impulsionar o desenvolvimento regional e ampliar as oportunidades para a população local. “Pernambuco vem dando exemplos de como os incentivos através do poder público aumentam as oportunidades para a geração de emprego e renda. Aqui estamos falando de um call center que vai dar a oportunidade de termos mais empregos disponibilizados em nossa cidade, principalmente para os jovens”, frisou.

Também acompanharam a assinatura o secretário de Relações Institucionais de Caruaru, Gilvan Calado; o CEO da AeC, Raphael Duailibi, e o diretor financeiro Guilherme Carrara. 

Fotos: Miva Filho/Secom

NOVA JERUSALÉM PROJETA LEVAR PAIXÃO DE CRISTO PARA GRAMADO EM 2027

A diretoria da Sociedade Teatral de Fazenda Nova – Nova Jerusalém (STFN) está em negociação com o trade turístico de Gramado (RS) com o objetivo de realizar o espetáculo da Paixão de Cristo na Serra Gaúcha em abril de 2027.

Os entendimentos, iniciados durante a temporada deste ano quando uma comitiva do município gaúcho esteve em Nova Jerusalém para conhecer o espetáculo, tiveram continuidade nesta terça-feira (14), em Gramado, durante reunião dos diretores da STFN com o prefeito Nestor Tissot e representantes do setor turístico local.

De acordo com o projeto, a encenação deverá ocorrer cerca de um mês após a tradicional temporada realizada em Nova Jerusalém, consolidando uma possível expansão do espetáculo para outras regiões do país. 

A STFN, presidida por Robinson Pacheco e com direção administrativa de Robinson Pacheco Filho, avalia a iniciativa como estratégica para ampliar o alcance nacional da produção, considerada uma das maiores montagens teatrais ao ar livre do Brasil.

Também participaram do encontro o diretor da Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul, Lissandro Lamarque; a presidente da Gramadotur, Rosa Helena Pereira Volk; Thiago Samejima, diretor da ParksNet; e Alexandre Lima, da Nordeste Sul Turismo.

Sobre o espetáculo

A Paixão de Cristo de Nova Jerusalém é realizada anualmente no município do Brejo da Madre de Deus, em um teatro a céu aberto que reproduz cenários da antiga Jerusalém. Reconhecida pela grandiosidade, a montagem reúne elencos com artistas nacionais e centenas de figurantes, atraindo milhares de espectadores todos os anos. O espetáculo narra os últimos dias de Jesus Cristo, combinando fé, cultura e turismo, e se consolidou como um dos principais eventos do calendário cultural brasileiro.

RODRIGO FARIAS AMPLIA BASE COM APOIO DA PREFEITA MAIS VOTADA DA HISTÓRIA DE TRINDADE

A movimentação política no Sertão do Araripe ganhou novos contornos nesta terça-feira (14) com o anúncio de apoio da prefeita Helbinha Rodrigues à pré-candidatura à reeleição do deputado estadual Rodrigo Farias. O gesto, vindo da gestora que detém a maior votação já registrada na história de Trindade, reposiciona forças e amplia o raio de atuação política do parlamentar na região.

Filiada ao PSD e integrante da base de apoio da governadora Raquel Lyra, Helbinha optou por caminhar ao lado de Rodrigo Farias na disputa estadual, mesmo em um cenário político marcado por alianças diversas. A decisão não apenas fortalece o nome do deputado no Sertão, como também sinaliza uma articulação que ultrapassa linhas partidárias tradicionais, mirando o fortalecimento regional.

O anúncio foi acompanhado pelo alinhamento do grupo político da prefeita, incluindo vereadores da base municipal, que também passam a integrar o projeto de reeleição do parlamentar. Nos bastidores, o movimento é interpretado como estratégico, consolidando uma base que já vinha sendo construída por Rodrigo Farias ao longo de seu mandato, especialmente em municípios do interior pernambucano.

Durante o encontro, Helbinha Rodrigues ressaltou o perfil do deputado, destacando sua atuação voltada às demandas de cidades de pequeno e médio porte. Segundo a prefeita, a postura de proximidade com a população e o compromisso com pautas do interior foram determinantes para a decisão de apoio, reforçando a percepção de parceria institucional em favor do desenvolvimento regional.

Por sua vez, Rodrigo Farias, que ocupa a vice-presidência da Assembleia Legislativa de Pernambuco, enfatizou o peso político da adesão. Ao reconhecer a liderança consolidada da gestora em Trindade, o deputado destacou que o apoio representa não apenas um reforço eleitoral, mas também um compromisso conjunto com investimentos e ações que impactem diretamente a vida da população sertaneja.

O movimento ocorre em um momento considerado decisivo para a pré-campanha de 2026, quando alianças começam a ganhar forma e definir o desenho político no interior do estado. Com o respaldo de uma liderança municipal de forte legitimidade popular, Rodrigo Farias amplia sua presença no Sertão do Araripe e fortalece a construção de uma base que pode ser determinante no próximo pleito.

PREFEITO ELEITO EM CABEDELO DOMINGO, JÁ FOI AFASTADO ONTEM PELA PF

O prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), eleito no último domingo (13) em eleição suplementar, foi afastado do cargo nesta terça-feira (14) durante a deflagração da Operação Cítrico, conduzida pela Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público da Paraíba (Gaeco) e a Controladoria-Geral da União (CGU).

A ação investiga a atuação de uma organização criminosa suspeita de fraudar licitações, desviar recursos públicos, lavar dinheiro e financiar facção criminosa com atuação no município. A decisão de afastamento foi determinada pelo Poder Judiciário como medida cautelar para preservar as investigações.

De acordo com as apurações, o esquema teria utilizado contratos administrativos para beneficiar empresas ligadas à facção “Tropa do Amigão”, associada ao Comando Vermelho, com inserção de integrantes em estruturas da gestão municipal. A investigação aponta ainda a circulação de recursos públicos em favor do grupo criminoso.

As autoridades identificaram a existência de um suposto consórcio envolvendo agentes políticos, empresários e integrantes da organização criminosa, com foco na manutenção de contratos e distribuição de vantagens ilícitas. Os valores investigados podem chegar a R$ 270 milhões.

Ao todo, estão sendo cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares, incluindo o afastamento de servidores públicos

GOVERNO DE PERNAMBUCO AUTORIZA CONSTRUÇÃO DE 25 CASAS COM TECNOLOGIA SUSTENTÁVEL EM FERNANDO DE NORONHA

Residências serão construídas com recursos da União para as unidades habitacionais, enquanto o Estado investe em infraestrutura e garante a logística necessária para execução em Fernando de Noronha
A governadora Raquel Lyra assinou, nesta terça-feira (14), a ordem de serviço para a construção de 25 casas em Fernando de Noronha. As obras serão realizadas em parceria com a União, por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida, que financia as unidades habitacionais. Já o Estado assegura a execução com investimentos em infraestrutura, como água, esgoto, drenagem e pavimentação, além da logística necessária para intervenções na ilha. O valor total da obra é de R$ 12,9 milhões, sendo R$ 9,7 milhões referentes à contrapartida do Governo de Pernambuco. O prazo de execução é de 12 meses, e os recursos estaduais já estão garantidos por meio do programa Morar Bem. As moradias serão erguidas com tecnologia de concreto leve, que combina cimento e isopor, facilitando o transporte dos blocos e garantindo mais agilidade na construção. 

“Estamos assinando uma ordem de serviço para a construção de 25 casas em Fernando de Noronha, esse paraíso natural que é um tesouro pernambucano e que, por tanto tempo, foi esquecido. São mais de R$ 12 milhões investidos no projeto, e o prazo de entrega é de 12 meses. Nós vamos garantir o direito de morar em uma casa digna às pessoas que vivem na Ilha”, declarou a governadora Raquel Lyra.

Cada casa terá 46,52 m² e atende ao critério Sub50, modalidade do Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, voltada a municípios com até 50 mil habitantes. As novas moradias da ilha, destinadas a famílias com renda mensal de até R$ 2.850,00, serão erguidas na localidade de Três Paus, bairro residencial de Fernando de Noronha. Elas terão varanda, sala, dois quartos, cozinha, área de serviço e banheiro. 

“É uma felicidade enorme estar anunciando a construção dessas 25 casas populares para Fernando de Noronha, através do programa Morar Bem. A gente sabe da necessidade de investir na habitação do nosso arquipélago. A gestão estadual está tendo um olhar diferenciado, com investimentos que não víamos há muito tempo, seja na área da saúde, infraestrutura, transição energética e entre outros investimentos que estão mudando a história do Arquipélago de Fernando de Noronha”, declarou Virgílio Oliveira, administrador do Arquipélago.

A modalidade Sub50 é mantida com recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS), em parceria com a Caixa Econômica Federal, e atende à tipologia “casa unifamiliar térrea". As 25 unidades de Fernando de Noronha estão previstas em portaria ministerial de 2024, que selecionou as propostas enviadas pelos estados brasileiros, incluindo Pernambuco. As intervenções urbanas para a construção das 25 casas na localidade de Três Paus incluem serviços de terraplenagem, rede de energia elétrica, iluminação pública, rede de abastecimento de água potável, sistema de drenagem pluvial e vias de acesso com pavimentação e acessibilidade.

O secretário executivo de Habitação de Pernambuco, Adriano Freitas, considera que a obra vem se somar às intervenções que a gestão estadual está fazendo em Fernando de Noronha com foco em infraestrutura, como o aeroporto, e desenvolvimento sustentável, como o investimento em fontes de energia renováveis  "Agora, em mais uma frente de trabalho na ilha, serão 25 casas utilizando uma metodologia construtiva inovadora e que vão levar mais dignidade à população local”, afirmou.

A tecnologia de concreto leve é considerada uma solução técnica adequada para Fernando de Noronha não apenas por facilitar o transporte do material, mas também porque o desperdício e a geração de entulho são menores, uma vez que os blocos são de encaixe. Outras características da tecnologia escolhida apontadas como mais adequadas para programas habitacionais de habitação de interesse social como o MCMV Sub50 são a redução do tempo da obra, conforto térmico, acústico, durabilidade, resistência e padronização.

Fotos: Janaína Pepeu/Secom

EUA FECHAM O CERCO AO IRÃ E SUFOCAM COMÉRCIO MARÍTIMO EM ESCALADA QUE AMEAÇA O MUNDO

O mundo volta a viver dias de tensão máxima no Oriente Médio após os Estados Unidos adotarem uma das medidas mais agressivas contra o Irã nas últimas décadas: o bloqueio praticamente total do comércio marítimo do país. A ação, confirmada pelo comando militar americano, mira diretamente o coração da economia iraniana e acende um alerta global sobre impactos no petróleo, na segurança internacional e até no risco de ampliação da guerra.

A ofensiva ocorre no contexto da guerra iniciada no fim de fevereiro de 2026, quando forças dos EUA e de Israel atacaram alvos estratégicos no território iraniano, desencadeando uma escalada militar que já deixou milhares de mortos e abalou o equilíbrio geopolítico da região. Sem acordo nas negociações recentes, Washington decidiu apertar o cerco — desta vez pelo mar.

Segundo autoridades americanas, o bloqueio naval interrompeu completamente o comércio marítimo iraniano, atingindo uma economia altamente dependente dessa via. Estimativas indicam que cerca de 90% da atividade econômica do país depende de exportações e importações feitas por navios, especialmente petróleo e derivados. Na prática, trata-se de um golpe direto na capacidade de sobrevivência econômica do regime de Teerã.

A operação não se limita a um ponto específico. O bloqueio se estende por toda a costa iraniana e áreas estratégicas do Golfo, com autorização para interceptar, desviar e até capturar embarcações que tentem acessar portos do país sem permissão dos EUA. Ainda que cargas humanitárias estejam formalmente liberadas, elas também ficam sujeitas a inspeções rigorosas, o que, na prática, mantém o cerco apertado.

O epicentro da crise é o estratégico Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do planeta. Por ali passa cerca de um quinto de todo o petróleo e gás transportado no mundo, o que transforma qualquer instabilidade na região em um problema global imediato. Desde o início do conflito, o Irã já vinha restringindo a navegação na área, e agora o bloqueio americano intensifica ainda mais o caos logístico.

Os efeitos já começaram a aparecer. Navios petroleiros estão recuando ao se aproximar da região, rotas comerciais estão sendo alteradas às pressas e o preço do petróleo voltou a subir no mercado internacional, ultrapassando a marca dos 100 dólares por barril. O temor é de um efeito dominó na economia global, com impacto direto em combustíveis, inflação e cadeias de suprimento.

Do lado iraniano, a reação veio em tom de ameaça. Autoridades militares classificaram o bloqueio como “ilegal” e sinalizaram que poderão ampliar o conflito para outras rotas estratégicas, incluindo o Mar Vermelho, o Golfo Pérsico e o Mar de Omã. A advertência é clara: se o cerco continuar, o Irã promete retaliar impedindo o fluxo de comércio nessas regiões, o que elevaria a crise a um patamar ainda mais perigoso.

Mesmo sem acesso direto ao Mar Vermelho, Teerã conta com aliados na região, como grupos armados no Iêmen, capazes de atingir navios e rotas comerciais, ampliando o alcance do conflito. Isso aumenta o risco de uma guerra indireta, espalhada por diferentes pontos estratégicos do planeta.

Enquanto isso, um frágil cessar-fogo ainda vigora, mas com sinais claros de desgaste. A escalada econômica promovida pelos EUA pode ser o fator decisivo para o colapso definitivo das negociações. Washington aposta que o estrangulamento financeiro forçará o Irã a ceder. Já Teerã sinaliza que pode responder com força.

No meio desse jogo de pressão e ameaça, o mundo observa com apreensão. O bloqueio marítimo não é apenas uma medida econômica — é um movimento de guerra com potencial de impacto global. E, como a história já mostrou, quando o petróleo entra no centro da disputa, as consequências dificilmente ficam restritas ao Oriente Médio.

SUSPEITO É DETIDO POR TRÁFICO DE DROGAS E RESISTÊNCIA NO SERTÃO DE PE

Policiais militares da 2ª Companhia Independente da Polícia Militar (2ª CIPM) conduziram, nesta terça-feira (14), um homem à delegacia após uma ocorrência envolvendo tráfico de entorpecentes e resistência à prisão, no município de Orocó, no Sertão de Pernambuco.

A ação teve início a partir de informações repassadas pelo serviço de inteligência, que apontavam para um possível esquema de plantio e comercialização de maconha na zona rural da cidade. Diante das denúncias, os policiais se deslocaram até o local indicado para averiguar a situação.

Ao chegarem ao endereço, os militares flagraram um suspeito saindo de uma residência carregando um saco. Ao receber ordem de parada, o indivíduo desobedeceu e tentou fugir, sendo alcançado logo em seguida.

Durante a abordagem, segundo a polícia, o homem reagiu e chegou a ameaçar o efetivo com um facão, sendo necessário o uso de força para contê-lo. Após a imobilização, os policiais realizaram a verificação do material que ele transportava, onde foram encontrados cinco invólucros de substância semelhante à maconha, totalizando aproximadamente 1,9 quilo da droga.

Além do entorpecente, também foi apreendida uma motobomba, que, de acordo com a polícia, seria utilizada para irrigação da plantação ilícita.

O suspeito, juntamente com todo o material apreendido, foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Orocó, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis

PEC PROPÕE TRANSFORMAR VEREADORES EM CONSELHEIROS SEM SALÁRIO E ACENDE DEBATE SOBRE O FUTURO DO LEGISLATIVO MUNICIPAL

Uma proposta que promete provocar forte repercussão em todo o país está prestes a chegar oficialmente ao Congresso Nacional. O deputado federal Amom Mandel (Cidadania-AM) anunciou que irá protocolar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera de forma significativa o funcionamento das câmaras municipais em cidades com até 30 mil habitantes, extinguindo o salário fixo dos vereadores e transformando-os em “conselheiros”.

A ideia, que já conta com o apoio inicial de cerca de 20 a 30 parlamentares, ainda precisa reunir ao menos 171 assinaturas para começar a tramitar na Câmara dos Deputados. O texto, segundo o próprio autor, está em fase final de ajustes e deve ser apresentado ainda nesta semana, abrindo espaço para uma discussão que vai além da economia de recursos públicos e toca diretamente no papel da representação política nos municípios brasileiros.

Pela proposta, vereadores de cidades menores deixariam de receber remuneração mensal e passariam a atuar mediante pagamento de ajuda de custo por sessão realizada. Na prática, o modelo substitui a lógica atual por uma atuação mais pontual, com menor impacto financeiro nas prefeituras. Amom Mandel sustenta que, em localidades de pequeno porte, o formato atual pode ser desproporcional à realidade econômica e administrativa, e que a mudança contribuiria para tornar o sistema mais eficiente, além de fortalecer mecanismos de fiscalização e dar mais espaço às minorias dentro do Legislativo.

O parlamentar também sinaliza que a proposta pode ganhar proporções maiores. A intenção é, no futuro, ampliar o modelo para municípios com maior população e até discutir mudanças internas no funcionamento da própria Câmara Federal. Entre os pontos defendidos está a criação de regras que garantam maior autonomia ao Legislativo, como a liberação automática de recursos, sem depender de decisões do Poder Executivo, o que, segundo ele, evitaria entraves políticos e fortaleceria a independência entre os poderes.

Apesar do discurso de modernização e economia, a proposta já nasce cercada de polêmica. Isso porque o deputado fez declarações contundentes ao comentar sua trajetória política, afirmando ter tido uma visão extremamente crítica tanto do cargo de vereador, que ocupou em Manaus entre 2021 e 2023, quanto da função de deputado federal. As falas tiveram repercussão negativa e foram duramente criticadas por parlamentares da Assembleia Legislativa do Amazonas, que consideraram o posicionamento desrespeitoso com as funções legislativas.

Mesmo diante das críticas, Amom Mandel manteve o tom e utilizou as redes sociais para ironizar parte das reações, o que ampliou ainda mais a discussão pública em torno do tema. O episódio acabou dando maior visibilidade à proposta, que agora passa a ser analisada não apenas pelo seu conteúdo, mas também pelo contexto político em que foi apresentada.

Caso avance, a PEC tem potencial para redesenhar o funcionamento das câmaras municipais em milhares de cidades brasileiras, especialmente nas regiões do interior. O debate deve envolver questões sensíveis, como a valorização da função pública, a qualidade da representação política e o equilíbrio entre economia de recursos e manutenção da democracia local. Enquanto isso, a proposta segue em fase inicial, mas já se consolida como um dos temas mais provocativos do cenário político recente.