terça-feira, 21 de abril de 2026

PARANATAMA FAZ HISTÓRIA E CHEGA À FINAL DO PRÊMIO PREFEITURA EMPREENDEDORA

Paranatama entrou de vez no mapa do desenvolvimento em Pernambuco. Pela primeira vez, o município disputa o Prêmio Prefeitura Empreendedora e já garantiu lugar entre as nove cidades finalistas do estado — um feito que marca uma virada importante na economia local.

O resultado não veio por acaso. É fruto de uma política consistente de incentivo ao empreendedorismo, conduzida pela Secretaria de Turismo, Juventude e Desenvolvimento Econômico, sob a liderança de Josa Costa. Com ações práticas e foco no pequeno negócio, a gestão conseguiu criar um ambiente mais favorável para quem quer empreender.

Entre as iniciativas que impulsionaram esse avanço estão o 1º Congresso de Desenvolvimento Econômico, que reuniu empreendedores e especialistas; a Patrulha do Empreendedor, que leva orientação diretamente aos comerciantes; e o fortalecimento da Sala do Empreendedor, hoje mais ágil e acessível.

Outro destaque é a Rota do Desenvolvimento, que articula oportunidades em diferentes setores, além da EXPOTAMA, feira que movimentou a cidade, aqueceu o comércio e superou expectativas de vendas.

O objetivo tem sido claro: gerar renda, apoiar quem empreende e abrir novas oportunidades. E os resultados já começam a aparecer, com mais dinamismo na economia e maior participação dos pequenos negócios.

À frente desse momento está o prefeito Dr. Henrique Gois, que tem apostado no desenvolvimento econômico como prioridade de gestão. A estratégia tem colocado Paranatama em outro patamar, com ações que saem do papel e impactam diretamente a população.

Chegar à final do prêmio é mais do que reconhecimento. É a confirmação de que o município está no rumo certo.

Paranatama avança — com trabalho, resultado e protagonismo.

RUBER NETO MUDA DE RUMO MAIS UMA VEZ E ENSAIA NOVA DISPUTA NA ESTEIRA DE ARRANJOS POLÍTICOS EM GARANHUNS

O tabuleiro político de Garanhuns volta a girar em torno de um personagem que já se acostumou a mudar de posição conforme o vento sopra. O vereador Ruber Neto (PSD) reaparece no radar eleitoral como possível candidato a deputado estadual nas eleições deste ano, numa movimentação que, longe de surpreender, reforça um histórico recente marcado por idas, vindas e alianças que se reconfiguram com frequência.

A eventual candidatura nasce ancorada no aval do deputado federal Túlio Gadêlha (PSD), com quem Ruber já teve momentos de proximidade política. A ideia, nos bastidores, é ocupar o espaço que será deixado pelo deputado estadual Izaías Régis (PSD), que decidiu não disputar a reeleição e deve mirar uma vaga na Câmara Federal. A movimentação, no entanto, está longe de ser apenas estratégica — ela escancara uma trajetória política que mais parece um roteiro em constante reescrita.

Ruber Neto já transitou por diferentes grupos com desenvoltura. Em um passado não tão distante, esteve alinhado a Izaías Régis, num período em que o grupo político ainda demonstrava coesão local. Depois, aproximou-se do chamado grupo Chaparral, onde não faltaram declarações públicas de fidelidade e alinhamento político — o tipo de compromisso que, em Garanhuns, costuma ter prazo de validade curto. Na sequência, mudou novamente de rota e passou a orbitar o grupo dos Martins, chegando a declarar apoio à reeleição do deputado estadual Claudiano Martins (PP) em 2025, sob o discurso de renovação política e maior sintonia com as demandas populares.

O movimento, à época, foi visto como mais uma guinada dentro de uma trajetória já marcada por reposicionamentos. Não demorou, porém, para que o eixo voltasse a se deslocar. Ruber reaproximou-se de Túlio Gadêlha, retomando um vínculo político que havia esfriado, numa espécie de retorno ao ponto de partida — ou pelo menos a um dos vários pontos já ocupados por ele.

Agora, o vereador ensaia mais uma composição, desta vez mirando uma dobradinha com o deputado federal Fernando Monteiro (PSD). A possível aliança amplia ainda mais o leque de articulações e reforça a impressão de que, no caso de Ruber, o projeto político parece menos ideológico e mais circunstancial, moldado de acordo com as oportunidades que surgem no cenário eleitoral.

Nos bastidores, a leitura é de que o vereador tenta se viabilizar ocupando um vácuo eleitoral evidente com a saída de Izaías Régis da disputa estadual. Resta saber, no entanto, até quando essa nova ideia irá durar na cabeça do parlamentar, que atualmente se auto declara isolado na Câmara de Garanhuns — nem oposição, nem governo, independente apenas de si mesmo. O discurso de independência, nesse contexto, soa mais como reflexo de um isolamento político do que propriamente uma estratégia consolidada.

O momento também é atravessado por um silêncio que chama atenção. Desde que seu mandato foi colocado à mesa em um pedido de cassação por quebra de decoro, após um episódio de agressão a um cidadão em via pública, Ruber Neto tem adotado uma postura discreta, quase ausente do debate público, contrastando com o histórico de movimentações intensas nos bastidores.

Em Garanhuns, onde a memória política pode até falhar, mas não desaparece, o vereador volta a apostar na capacidade de se reinventar. Resta saber se o eleitor acompanhará mais essa mudança de rota ou se, desta vez, a conta das idas e vindas começará a pesar.

NOVO DESENHO DE COMISSÕES NA ALEPE RECONFIGURA FORÇAS E AMPLIA ESPAÇO DO GOVERNO

A reacomodação das forças políticas na Assembleia Legislativa de Pernambuco começa a ganhar forma com a iminente oficialização das novas indicações para as comissões permanentes da Casa. A expectativa gira em torno do presidente Álvaro Porto, que deve consolidar as mudanças ainda nesta semana, logo após o feriado de Tiradentes, marcando um novo capítulo na dinâmica interna do Legislativo estadual.

O redesenho ocorre em meio aos efeitos da recente janela partidária, que alterou o equilíbrio entre governo, oposição e independentes. Com o fortalecimento de legendas alinhadas à governadora Raquel Lyra, a tendência é de ampliação da presença governista em comissões estratégicas como Justiça, Finanças e Administração Pública — colegiados considerados centrais na tramitação e análise de projetos de maior impacto administrativo e orçamentário.

Mesmo com essa reorganização, os comandos dessas comissões permanecem inalterados, já que seus presidentes foram eleitos para mandatos de dois anos. Permanecem à frente dos colegiados o deputado Alberto Feitosa, na Comissão de Justiça, Antonio Coelho, em Finanças, e Waldemar Borges, na Administração Pública. A permanência desses nomes assegura certa estabilidade institucional, mesmo diante das mudanças na composição interna.

Nos bastidores, a base governista adotou uma estratégia cuidadosa para ampliar sua influência sem provocar resistência direta: evitou a تشکیل de um blocão formal, preferindo manter os partidos aliados atuando de forma independente, mas coordenada. Essa articulação permitiu uma divisão mais flexível das indicações, abrindo espaço para ampliar a presença governista sem tensionar excessivamente o ambiente político.

A federação União Progressistas desponta como a maior força numérica e, por isso, deverá ocupar posições relevantes nos principais colegiados. Nomes como Claudiano Martins e Adalto Santos são cotados para a Comissão de Justiça, enquanto Dannilo Godoy deve integrar a Comissão de Finanças. Já France Hacker e o próprio Antonio Coelho seguem como peças importantes na Administração Pública, consolidando a presença do grupo.

O PSD, partido comandado no estado pela governadora, também fortalece sua atuação. O deputado Antônio Moraes permanece na Comissão de Justiça ao lado de Jarbas Filho, enquanto a líder do governo Socorro Pimentel assume papel estratégico na suplência. A legenda ainda cedeu espaço ao deputado Renato Antunes, do Novo, evidenciando a tentativa de diálogo com setores independentes que orbitam a base.

Na Comissão de Finanças, o PSD mantém a deputada Débora Almeida como titular, ao lado de William Brígido, enquanto nomes como Socorro Pimentel e Romero Sales Filho aparecem na suplência. Já na Administração Pública, Izaías Régis assume como titular, reforçando o peso do partido em áreas estratégicas.

Outras forças políticas também garantem presença relevante. O Podemos mantém Edson Vieira na vice-presidência da Comissão de Justiça, enquanto Luciano Duque passa a integrar Finanças e Wanderson Florêncio ocupa espaço na Administração Pública. Já a federação Brasil da Esperança assegura representação equilibrada com João Paulo, João de Nadegi e Joaquim Lira distribuídos entre os colegiados.

Mesmo fora do eixo governista, o PL mantém posições estratégicas, preservando o comando da Comissão de Justiça com Alberto Feitosa e espaços de destaque em outras áreas, o que demonstra que, apesar do avanço da base governista, a oposição e os independentes seguem com influência significativa na engrenagem legislativa.

O novo desenho das comissões sinaliza não apenas uma reorganização administrativa, mas também um reposicionamento político que pode impactar diretamente o ritmo e o teor das pautas discutidas na Assembleia. Com maior presença nos colegiados-chave, o governo tende a ganhar fôlego na tramitação de projetos, ao mesmo tempo em que a manutenção de lideranças oposicionistas nos comandos garante um ambiente de equilíbrio e disputa dentro da Casa.

TÚLIO GADELHA SURGE COM FORÇA NAS PESQUISAS E REDEFINE CENÁRIO PARA O SENADO EM PERNAMBUCO

A largada ainda é recente, mas os primeiros sinais já colocam o deputado federal Túlio Gadelha no centro das atenções da corrida pelo Senado em Pernambuco. Com pouco mais de duas semanas desde que passou a ter o nome ventilado com maior intensidade nas ruas e nos bastidores políticos, o parlamentar alcançou dois dígitos nas primeiras sondagens de intenção de voto, um desempenho considerado expressivo para quem ainda não formalizou uma pré-candidatura robusta.

O resultado inicial não apenas surpreende analistas como também mexe no tabuleiro político estadual. Em um cenário tradicionalmente dominado por nomes mais consolidados, a presença de Túlio entre os mais lembrados indica um espaço aberto para renovação e evidencia a capacidade de penetração do deputado junto ao eleitorado, especialmente em segmentos urbanos e entre os mais jovens.

Aliados avaliam que o desempenho precoce é fruto de uma combinação de fatores: visibilidade nacional, atuação parlamentar ativa e uma comunicação direta com o público, sobretudo por meio das redes sociais. Além disso, a construção de uma imagem ligada a pautas contemporâneas e à defesa de políticas públicas voltadas para direitos sociais tem contribuído para ampliar sua base de apoio.

Nos bastidores, a leitura é de que o deputado joga em duas frentes. Ao mesmo tempo em que testa sua viabilidade para a disputa ao Senado, também consolida um cenário confortável para uma eventual tentativa de reeleição à Câmara dos Deputados. Com a pontuação já alcançada nas pesquisas, cresce a avaliação de que, mesmo fora da corrida pela chamada “Casa Alta”, Túlio entraria em uma disputa proporcional com ampla vantagem competitiva.

O movimento também pressiona adversários e potenciais candidatos, que passam a recalibrar estratégias diante de um nome que, até então, não figurava como protagonista imediato na disputa. A tendência é que, caso mantenha o ritmo de crescimento, o deputado amplie seu espaço no debate político estadual e se torne peça-chave nas articulações para 2026.

Enquanto o cenário segue em construção, uma certeza começa a ganhar corpo: independentemente do caminho que escolher, Túlio Gadelha já demonstrou que tem capital político suficiente para influenciar diretamente os rumos da próxima eleição em Pernambuco.

EM CERIMÔNIA NO RECIFE, GOVERNADORA RAQUEL LYRA EMPOSSA NOVO COMANDANTE-GERAL DO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE PERNAMBUCO

A governadora Raquel Lyra liderou, na tarde desta segunda-feira (20), a cerimônia de passagem de comando do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE). Após quase dois anos à frente da Corporação, o coronel Francisco de Assis Cantarelli Alves transmitiu o cargo ao coronel Eduardo Araripe Pacheco de Souza em solenidade realizada no Quartel do Comando-Geral, na área central do Recife. A vice-governadora Priscila Krause também participou do evento.

“Hoje nós damos as boas-vindas ao novo comandante do Corpo de Bombeiros Militar, o coronel Eduardo Araripe, que, pela sua trajetória, pelo seu currículo e pela sua capacidade de entrega, já demonstrou que está à altura do desafio. Ao mesmo tempo, o coronel Cantarelli deixa o comando tendo dado sua contribuição para que pudéssemos garantir o maior investimento da história no Corpo de Bombeiros do nosso Estado, assim como estamos fazendo com toda a segurança pública”, destacou a governadora Raquel Lyra.

A transição no comando reforça a continuidade das ações estratégicas e marca um novo momento institucional para o Corpo de Bombeiros, reafirmando o compromisso da corporação com a segurança e o bem-estar da população. 

O secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, agradeceu a atuação do coronel Cantarelli e saudou o novo comandante. “Agradeço ao coronel Francisco Cantarelli. Nós conhecemos as boas pessoas e forjamos as amizades nas dificuldades, e o senhor tem todo o meu respeito e consideração. Coronel Araripe, tenho a mais absoluta certeza de que o senhor está à altura de comandar o Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco”, disse. Na ocasião, Carvalho também destacou os investimentos que foram realizados no Corpo de Bombeiros desde que Cantarelli assumiu o comando da Corporação: mais de R$ 300 milhões para a aquisição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), viaturas, requalificação de imóveis e outras ações.

“Estou muito feliz e grato, pois tive a oportunidade de ver de perto o maior investimento da história do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Pernambuco. Neste trabalho, aprendi a lidar com situações extremas, a ter empatia e respeito pelo próximo, especialmente em momentos de dor e desespero”, afirmou o coronel Francisco Cantarelli.

Novo comandante-geral dos Bombeiros de Pernambuco, o coronel Eduardo Araripe Pacheco de Souza tem uma trajetória consolidada na Corporação, com passagens pela Diretoria de Gestão de Pessoas (DGP), pela Chefia do Gabinete do Comando, pelo comando da Academia Bombeiro Militar dos Guararapes (ABMG) e do Grupamento de Bombeiros de Atendimento Pré-Hospitalar (GBAPH). “Maior do que o desafio do cargo é o nosso desejo de continuar conduzindo a Corporação no patamar que ela merece, sendo referência regional e nacional na proteção, na prevenção e no socorro ao nosso povo”, afirmou.

O deputado estadual Joel da Harpa também participou da cerimônia e destacou a importância dos investimentos na segurança pública. “O Governo de Pernambuco tem priorizado os investimentos na segurança pública, fortalecendo as corporações e garantindo melhores equipamentos, estrutura e condições de trabalho para proteger a população com mais eficiência”, pontuou.

VIDEOMONITORAMENTO- Ainda no Quartel do Comando-Geral, a governadora visitou a Sala de Monitoramento Estratégico do Corpo de Bombeiros. O espaço é uma sala de comando e controle operacional equipada com tecnologia que permite o monitoramento em tempo real de ocorrências de maior complexidade. A estrutura possibilita a transmissão de imagens ao vivo, ampliando a capacidade de análise e tomada de decisão estratégica por parte das equipes. 

Utilizada principalmente em grandes operações e situações críticas, a sala garante mais agilidade, precisão e integração no envio de recursos, representando um avanço significativo na gestão das ações do Corpo de Bombeiros. Durante o Carnaval de 2026, as operações e o monitoramento foram realizados a partir desse equipamento. A chefe do Executivo estadual anunciou que unidades semelhantes deverão ser instaladas em Petrolina e Caruaru.

Também estiveram presentes na cerimônia o comandante-geral da Polícia Militar de Pernambuco, coronel Ivanildo Torres; o delegado-geral da Polícia Civil, Felipe Monteiro; a secretária de Administração, Ana Maraíza; o defensor público-geral de Pernambuco, Henrique Seixas, e o procurador-geral do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), José Paulo Xavier.

Fotos: Janaína Pepeu/Secom

ALEPE RETOMA SESSÕES EM MEIO A IMPASSE SOBRE ORÇAMENTO E PRESSÃO DE PREFEITOS E PRODUTORES

A reabertura dos trabalhos legislativos na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), marcada para esta quarta-feira, ocorre sob um cenário de incertezas e tensão política. No centro do debate está a ausência de consenso para a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), peça fundamental que orienta a elaboração do orçamento estadual e define prioridades de investimento para o próximo ciclo fiscal.

Apesar da retomada das sessões plenárias, interlocutores do Legislativo admitem que as negociações ainda não avançaram o suficiente para garantir um acordo entre base governista e oposição. A falta de definição sobre a LDO gera um efeito cascata, travando discussões importantes e ampliando o clima de pressão sobre deputados estaduais, sobretudo neste período em que demandas regionais ganham mais força.

Do lado de fora do plenário, a cobrança é crescente. Produtores de cana-de-açúcar, setor historicamente relevante para a economia pernambucana, intensificam articulações em busca de garantias e políticas de incentivo que dependem diretamente da definição orçamentária. A insegurança quanto à aprovação da LDO alimenta preocupações sobre apoio governamental e manutenção de programas voltados ao segmento.

Ao mesmo tempo, prefeitos de diversas regiões do estado entram no circuito de pressão política. Com a proximidade das festividades juninas — consideradas estratégicas para a economia local e o turismo — gestores municipais buscam assegurar recursos e parcerias com o Governo de Pernambuco. Sem a LDO aprovada, há receio de atrasos ou limitações no repasse de verbas, o que pode impactar diretamente a realização dos festejos, especialmente em cidades do Agreste e do Sertão.

Nos bastidores, parlamentares reconhecem que o impasse vai além de questões técnicas. Divergências políticas, disputas por espaço no orçamento e negociações envolvendo emendas parlamentares contribuem para a lentidão no avanço das tratativas. Enquanto isso, a expectativa é de que a retomada das sessões sirva como ponto de inflexão para destravar o diálogo.

A quarta-feira, portanto, marca não apenas o retorno formal dos trabalhos legislativos, mas o início de uma semana decisiva para o equilíbrio entre interesses políticos e demandas econômicas. O desfecho das negociações sobre a LDO será determinante para dar previsibilidade às ações do governo e atender às pressões que se acumulam dentro e fora da Alepe.

SESSÃO NA CÂMARA DE ARCOVERDE DESCAMBA PARA O CAOS E EXPÕE CONDUÇÃO CONTROVERSA DA PRESIDÊNCIA

A sessão da Câmara Municipal de Arcoverde que já nascia esvaziada de sentido jurídico acabou se transformando em um espetáculo de descontrole — e, principalmente, em um retrato incômodo da fragilidade na condução dos trabalhos por parte da presidência da Casa.

O ponto central era simples: com a renúncia do ex-vereador Claudelino Costa, qualquer processo de cassação estava automaticamente esvaziado. Ainda assim, o tema foi mantido em pauta, abrindo margem para um debate que rapidamente saiu do campo institucional e mergulhou em ataques pessoais.

O momento mais crítico veio quando o advogado Eldy Magalhães utilizou a tribuna para ir além da discussão técnica e partir para declarações direcionadas à vereadora Célia Galindo. Ausente no plenário, ela se tornou alvo fácil de críticas consideradas desrespeitosas, em um episódio que, para muitos presentes, ultrapassou os limites do debate democrático e resvalou em ataques de cunho pessoal.

O ponto mais delicado — e que mais repercute — não foi apenas o teor das falas, mas a forma como elas foram permitidas. O presidente da Câmara, Luciano Pacheco, assistiu ao avanço do discurso sem uma intervenção firme no momento em que o debate claramente se deteriorava. A ausência de contenção imediata acabou sendo interpretada por críticos como permissividade — ou, no mínimo, complacência diante de um uso indevido da tribuna.

A reação no plenário foi inevitável. O ex-vice-prefeito Israel Rubis questionou duramente a condução da sessão, enquanto a própria Célia Galindo, participando por telefone com apoio do vereador João Taxista, rebateu as declarações e classificou o episódio como desrespeitoso. O clima saiu do controle, e o que se viu foi uma sequência de interrupções, acusações e perda completa da ordem.

Nos bastidores, a leitura é ainda mais dura. Parlamentares avaliam que a sessão não apenas foi mal conduzida, como também acabou servindo a interesses que pouco tinham a ver com o tema formal da pauta. Há quem sustente que o ambiente de tumulto favoreceu o esvaziamento de discussões sensíveis dentro da Casa — inclusive aquelas que poderiam atingir a própria presidência.

O desfecho reforçou essa percepção. Ao encerrar a sessão de forma abrupta, sem votação e já em meio ao caos, Luciano Pacheco evitou um colapso ainda maior, mas também deixou no ar a sensação de que faltou controle no momento em que ele era mais necessário — e, para críticos, sobrou conveniência no momento de interromper os trabalhos.

No fim, o saldo é claro: uma sessão que não deliberou, um debate que não avançou e um plenário que deixou de cumprir seu papel institucional para se transformar em arena de confronto. E mais do que isso, um episódio que levanta questionamentos sérios sobre os limites da tribuna, o respeito entre os atores políticos e, sobretudo, a responsabilidade de quem tem a função de manter a ordem.

Enquanto isso, permanece o fato essencial que acabou soterrado pelo barulho: Claudelino Costa já não era mais vereador. E, ainda assim, o que se viu foi uma Câmara consumindo energia em um conflito estéril — amplificado por falas inadequadas e por uma condução que, no mínimo, falhou em impedir que o plenário cruzasse a linha do aceitável.

A expectativa agora é que a Câmara se pronuncie oficialmente. Mas, mais do que uma nota, o episódio cobra uma resposta prática: como evitar que o espaço democrático volte a ser usado dessa forma — e quem, de fato, será responsabilizado pelo que aconteceu.

POLÍCIA FEDERAL REESTRUTURA PRESENÇA NOS EUA E APOSTA EM EXPERIÊNCIA PARA FORTALECER COOPERAÇÃO INTERNACIONAL

A Polícia Federal brasileira deu um passo estratégico na sua atuação fora do país ao redefinir sua representação nos Estados Unidos, movimento que reforça a importância crescente da cooperação internacional no enfrentamento ao crime organizado. A mudança foi oficializada pelo diretor-geral Andrei Rodrigues, que designou a delegada Tatiana Alves Torres como nova oficial de ligação da instituição em território norte-americano.

A escolha de Tatiana não é por acaso. Com uma trajetória sólida construída ao longo de mais de duas décadas dentro da corporação, ela assume o posto em Miami com a missão de manter e ampliar os canais de diálogo com autoridades dos Estados Unidos, especialmente junto ao Immigration and Customs Enforcement (ICE), órgão fundamental no combate a crimes transnacionais. A delegada substitui Marcelo Ivo de Carvalho, cuja saída ocorreu após um episódio de natureza diplomática envolvendo autoridades locais, fato que acelerou a transição no cargo.

A nomeação, embora oficializada recentemente, já fazia parte de um planejamento interno da Polícia Federal desde fevereiro, indicando que a instituição vinha se preparando para a mudança com antecedência. O mandato da nova oficial de ligação terá duração prevista de dois anos, período em que Tatiana deverá atuar diretamente na articulação entre os dois países em temas sensíveis de segurança pública.

Ao longo da carreira, a delegada acumulou experiência em funções de grande relevância. Ingressou na Polícia Federal em 2002 e, desde então, ocupou posições estratégicas, como a superintendência regional em Minas Gerais. Mais recentemente, estava à frente da Coordenação-Geral de Gestão de Processos na Diretoria de Gestão de Pessoas, função que reforçou seu perfil técnico e de liderança dentro da instituição.

A atuação como oficial de ligação vai muito além de um papel diplomático. Trata-se de uma função-chave no combate a crimes que ultrapassam fronteiras, como tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e imigração irregular. Nesse contexto, o trabalho envolve o intercâmbio constante de informações, apoio a investigações conjuntas e construção de estratégias integradas entre as forças de segurança dos dois países.

A mudança ocorre em um momento delicado e ao mesmo tempo estratégico nas relações institucionais entre Brasil e Estados Unidos, especialmente no campo da segurança pública. O fortalecimento dessa ponte internacional é visto como essencial para dar respostas mais rápidas e eficazes a organizações criminosas que operam em escala global.

Com a chegada de Tatiana Alves Torres ao posto em Miami, a Polícia Federal sinaliza não apenas uma substituição administrativa, mas uma aposta na experiência e na capacidade técnica para consolidar sua presença internacional e ampliar a eficiência no combate ao crime transnacional.