quinta-feira, 21 de maio de 2026

QUANTO “DARK HORSE” PRECISARIA FATURAR PARA JUSTIFICAR O MEGAAPORTE ATRIBUÍDO A VORCARO?

BBC
O filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, precisaria arrecadar ao menos R$ 300 milhões nos cinemas para que Daniel Vorcaro, do Banco Master, recuperasse os R$ 134 milhões que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lhe pediu para custear a produção.

Isso equivaleria a 40% a mais do que todos os longa-metragens brasileiros lançados no ano passado conseguiram arrecadar juntos (aproximadamente R$ 215 milhões) ou o dobro do filme nacional mais bem-sucedido da história, Minha Mãe É uma Peça 3, do comediante Paulo Gustavo, que arrecadou R$ 143,8 milhões.

Flávio Bolsonaro admitiu ter pedido milhões a Vorcaro para a produção de Dark Horse (Azarão, em tradução livre), mas a produtora do filme, a Go Up Entertainment, e o roteirista da obra, o deputado Mario Frias (PL-SP), negam que tenham tido acesso a qualquer verba do banqueiro.

Os pronunciamentos da família Bolsonaro e da equipe do filme têm entrado em conflito. O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por exemplo, primeiro disse que não exerceu qualquer posição nos bastidores além de ceder os direitos de uso da própria imagem, mas um dia depois admitiu ter assinado um contrato para gerir financeiramente a produção. Vorcaro, que está preso, não comentou o caso.

Flávio afirmou, em entrevista à emissora GloboNews, que Vorcaro era um investidor do filme e buscava retorno financeiro. Para que isso acontecesse, no entanto, o longa-metragem precisaria ter uma trajetória nas bilheterias completamente fora da curva.
Isso considerando que só Vorcaro teria investido no filme, o que pode ser improvável, visto que a produtora Go Up afirmou, em nota à imprensa, que houve outros investidores no longa-metragem, apesar de não ter revelado o nome de nenhum deles, acrescentando que, caso o fizesse, quebraria os contratos de confidencialidade envolvendo a produção.

Segundo o site The Intercept Brasil, parte da verba do banqueiro teria sido transferida para um fundo de investimentos no Texas gerido pelo advogado de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que teve seu mandato de deputado federal cassado e hoje vive nos Estados Unidos.

A BBC News Brasil questionou a produtora sobre o financiamento e os bastidores da produção de Dark Horse, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Não se sabe, até agora, qual foi o orçamento total do longa-metragem nem quem o patrocionou.
 
É uma máxima mundial, na indústria cinematográfica, que metade da arrecadação de um filme fique com os cinemas, enquanto a outra metade vá para a equipe por trás da produção.

Mas, desses 50%, em geral de 20% a 30% vão para a distribuidora, de forma que, no fim das contas, os produtores podem ficar com uma porcentagem até menor do que 25% da arrecadação nos cinemas.

Enquanto os produtores são responsáveis por entregar o filme pronto, a distribuidora tem o papel não só de levar as cópias da obra aos cinemas, mas também de cuidar da divulgação.

Esse trabalho envolve desde cartazes para fixar nas salas e campanhas de marketing nas redes sociais até eventos de lançamento, sessões de imprensa para que críticos e jornalistas assistam ao longa antes da estreia e viagens para que os atores encontrem o público e promovam a produção.

A porcentagem da bilheteria cobrada pela distribuidora varia de acordo com o quanto ela vai investir em marketing. Não é raro que essa verba se iguale ou até supere o valor gasto na produção dos longa-metragens. Ela é essencial, afinal, para que a obra seja vista e o investimento se pague.
Esses são padrões da indústria do cinema, mas as porcentagens foram confirmadas à BBC News Brasil por produtores, diretores e empresários ligados a distribuidoras e redes exibidoras brasileiras, muitos dos quais agora estão no Festival de Cannes, na França, justamente para angariar fundos e vender projetos ao mercado ou comprar os direitos de exibição de produções estrangeiras no Brasil.

São profissionais com currículos extensos de sucessos não só nacionais, mas também internacionais, que já trabalharam com talentos do primeiro escalão de Hollywood e que conquistaram indicações e premiações no Oscar. Eles pediram anonimato para fugir de conflitos com parte do empresariado do setor que tem alguma simpatia com Bolsonaro e evitar processos judiciais.

Em um cálculo que esses profissionais consideram generoso, no qual Dark Horse se venderia mais no boca a boca do que em marketing pago, de forma que a distribuidora fique com apenas 15% da bilheteria — um custo apenas operacional —, o filme precisaria arrecadar mais de R$ 300 milhões apenas para que Vorcaro recupere seu investimento, caso tenha desembolsado os R$ 134 milhões pedidos por Flávio.

Mas essa conta ainda não leva em consideração o custo de produção da película, que envolve o pagamento dos atores, roteiristas, diretor, editores e das centenas de figurantes envolvidos nos bastidores.

Caso isso seja adicionado à conta, dizem os especialistas, o filme de Bolsonaro precisaria arrecadar até mais do que a produção que mais vendeu ingressos na história do Brasil, Divertida Mente 2, que conquistou mais de R$ 400 milhões ao transformar as emoções humanas em personagens de uma animação.


Por que o Dark Horse é considerado um negócio fracassado
Para os profissionais do setor consultados pela BBC News Brasil, Dark Horse, caso tenha custado mais de R$ 100 milhões, é um negócio falho do ponto de vista comercial.

Este, aliás, não é um cenário incomum no cinema. Muitas vezes, empresários e magnatas investem em um longa-metragem não porque visam lucro.

Seus objetivos podem ser inúmeros, indo desde a vaidade — o universo do cinema e os tapetes vermelhos regados a champanhe, afinal, são glamourosos — até o apoio a causas específicas — neste caso, a Jair Bolsonaro e, em última análise, à candidatura de seu filho, Flávio, à Presidência da República.

Embora o filme tenha sido gravado em inglês e seja protagonizado por um americano — Jim Caviezel, que interpretou Jesus em A Paixão de Cristo —, um lançamento no exterior, que poderia render uma bilheteria significativa devido à conversão de moedas mais fortes para o real, é descartado pela indústria.

Ainda que reconheçam que Dark Horse possa ter alguma exibição internacional, principalmente nos Estados Unidos, os profissionais ouvidos pela BBC afirmam que a projeção não deve ser ampla o suficiente para ter impacto significativo nas contas finais e que, a julgar por um suposto roteiro da produção vazado na última semana, a obra não se encaixa no perfil buscado por festivais e mostras internacionais.

Por isso, o cálculo de bilheteria leva em consideração apenas o Brasil, onde o preço médio por ingresso pago por filmes nacionais é de R$ 19,88, segundo o Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual, um painel interativo atualizado semanalmente e gerido pela Ancine, a Agência Nacional do Cinema.

Pensando nisso, para gerar R$ 300 milhões, Dark Horse precisaria levar 15,1 milhões de pessoas aos cinemas. É possível: para efeito de comparação, Divertida Mente 2 levou 22 milhões de pessoas às salas de exibição.

Mas é um número improvável de ser atingido, segundo os produtores ouvidos pela BBC. Somente cinco filmes conseguiram esse feito na história do cinema no Brasil: Vingadores: Ultimato, Titanic, Homem-Aranha: Sem Volta para Casa e o remake de O Rei Leão.

Isso porque, para alcançar esses números, um filme precisa ter uma campanha de divulgação agressiva, não apenas com comerciais na televisão, no rádio e anúncios nas redes sociais, mas também parcerias com marcas para que produtos vendidos em massa se transformem em meios de propaganda.

No caso de Divertida Mente 2, a Disney, o estúdio de cinema mais poderoso do mundo, conseguiu estampar o filme em perfumes d'O Boticário, esmaltes da Colorama, chinelos da Havaianas e até em máquinas de lava e seca da Samsung, além de peças da C&A, da Riachuelo e da Pernambucanas, algumas das maiores lojas de roupa do país.

Em outras palavras, era como se, meses antes da estreia, durante todo o período em cartaz e até algumas semanas após sair dos cinemas, fosse impossível para boa parte dos brasileiros entrar em uma loja popular sem se deparar com alguma propaganda de Divertida Mente 2.

A campanha também precisa levar em conta quais são os concorrentes em cartaz: lançar uma produção dessas ao mesmo tempo que um sucesso de grandes estúdios de Hollywood significaria concorrer com empresas que já são parceiras de longa data dos cinemas e têm contratos para que seus títulos ocupem a maior parte das salas.

Também há outros fatores que os estúdios levam em conta ao definir suas estreias. Não costuma ser uma boa alternativa, por exemplo, lançar um grande investimento durante eventos como a Copa do Mundo, já que boa parte do público estará em casa ou nos bares assistindo às partidas de futebol.

É por isso que, em geral, produções do porte do investimento que Vorcaro teria feito no filme de Bolsonaro têm suas datas de estreia definidas com anos de antecedência.

Mas Dark Horse, até agora, nem sequer tem previsão de lançamento ou registro na Ancine, responsável por autorizar a exibição, nem no Ministério da Justiça, encarregado de avaliar e atribuir a classificação indicativa da obra.

Mesmo interessado, público pode não ter onde assistir ao filme
Diferentemente do que acontece na televisão ou no streaming, para ser exibido no cinema, um filme precisa disputar espaço. Hoje, o Brasil tem cerca de 890 cinemas, com 3.553 salas de exibição.

A maioria delas, no entanto, está concentrada no Sul e no Sudeste, de modo que, mesmo que haja interesse do público pelo filme de Bolsonaro em várias regiões do país, sobretudo entre seus eleitores, uma parcela considerável da população talvez nem consiga assistir à produção, haja vista que somente 419 das 5.570 cidades brasileiras têm uma sala de cinema.

Para se ter ideia, não há sequer uma sala de cinema em nenhuma das dez cidades onde Bolsonaro obteve proporcionalmente seu melhor desempenho no segundo turno da eleição de 2022, em uma análise feita a partir do cruzamento de dados da Justiça Eleitoral e da Ancine.

Na avaliação dos Estados em que o ex-presidente teve maior porcentagem de votos, a situação é ainda mais desfavorável. Em Roraima, unidade da federação que mais votou nele, há apenas três cinemas em funcionamento; em Rondônia, o segundo Estado mais bolsonarista, há nove complexos; e no Acre, o terceiro ente federativo em que ele teve melhor desempenho, há apenas duas salas.

Essa comparação é importante, na visão dos diretores e produtores ouvidos pela BBC, para mostrar que não basta Bolsonaro ser uma figura capaz de atrair multidões para que o filme tenha sucesso, já que, na indústria cinematográfica, isso depende de fatores externos que vão além da popularidade do tema e do interesse do público em assisti-lo.

Streaming pode ser alternativa, mas ainda é difícil de fechar a conta
A alternativa seria um lançamento em plataformas de streaming ou na internet. Mas, segundo os filhos de Bolsonaro e o roteirista Mario Frias, em entrevistas e notas à imprensa, Dark Horse é uma produção de grande porte, feita aos moldes de Hollywood e pensada para ser vista na tela grande.

Mesmo assim, é difícil que o investimento se pague, na visão dos produtores ouvidos pela BBC. Caso opte por um lançamento em uma plataforma gratuita, como o YouTube, a receita gerada por anúncios exibidos antes e durante o filme é muito menor do que o valor cobrado por um ingresso — cada visualização rende centavos.

Já em plataformas pagas, as empresas pagam um valor fixo pelos direitos de exibição, e não uma quantia por visualização, já que seu negócio, diferentemente do cinema, é baseado em assinaturas que dão acesso ao catálogo completo, e não a uma obra específica. Ainda assim, os valores pagos por esses direitos costumam ficar bem abaixo do que é praticado no circuito cinematográfico.

Para fechar a conta, seria preciso contar com o streaming mais como uma segunda janela de exibição do que como plataforma de estreia, assim como com o eventual lançamento em DVDs — que se tornaram mais objetos de colecionador e de fãs do que um formato prático — e com licenciamentos para exibições em telas menores, de canais de TV a sistemas de entretenimento de bordo de aviões.

Nas palavras dos produtores consultados pela reportagem, o conflito se resume ao fato de que fazer um filme ser visto por tantos milhões de pessoas não é tão simples quanto fazer um vídeo curto viralizar nas redes sociais — nem mesmo para quem consegue levar milhões de eleitores às urnas.


RECEITA ÍNTIMA EM UBS VIRA ESCÂNDALO EM ALAGOINHA E EXPÕE FALHAS NO CONTROLE DE DOCUMENTOS PÚBLICOS

Um episódio inusitado e constrangedor acabou colocando a rede municipal de saúde de Alagoinha, no Agreste de Pernambuco, no centro de uma forte repercussão nas redes sociais e nos bastidores administrativos da cidade. A polêmica envolve uma receita médica com uma suposta prescrição de “três horas de relações sexuais”, documento que viralizou rapidamente na internet e provocou questionamentos sobre a utilização indevida de materiais oficiais dentro de uma unidade de saúde pública.

Após a ampla repercussão do caso, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou que a receita foi produzida por duas estagiárias do curso técnico de enfermagem durante uma “brincadeira” realizada dentro da Unidade Mista Maria Elizária Paes. Segundo a pasta, o documento foi confeccionado sem autorização da profissional cujo carimbo aparecia na receita e também sem assinatura válida, o que reforçou a constatação de irregularidade no uso do material.

De acordo com a investigação interna instaurada pela prefeitura, as estudantes utilizaram folhas de receituário oficial contendo a marca d’água da Prefeitura de Alagoinha e acessaram o carimbo funcional de uma técnica de enfermagem sem que ela tivesse conhecimento da situação. O caso ganhou contornos ainda mais delicados porque a circulação da imagem acabou atingindo diretamente a credibilidade da profissional envolvida, que inicialmente foi afastada de maneira cautelar até a conclusão da sindicância administrativa.

A Secretaria de Saúde informou que, durante os depoimentos, as estagiárias admitiram que tudo ocorreu em tom de brincadeira, sem imaginar a proporção que o caso tomaria após a divulgação da receita nas redes sociais. Mesmo assim, a gestão municipal considerou a conduta grave, principalmente pelo uso indevido de documentos públicos e instrumentos funcionais vinculados ao sistema municipal de saúde.

Como consequência imediata, as duas estudantes foram desligadas do campo de estágio. Já a técnica de enfermagem, após a conclusão das apurações, foi inocentada oficialmente e reintegrada às suas funções. Segundo a secretaria, não houve qualquer elemento que apontasse participação, autorização ou anuência da servidora na produção do documento.

A repercussão do episódio reacendeu discussões sobre o controle de acesso a receituários, carimbos profissionais e documentos oficiais dentro das unidades públicas de saúde. Especialistas na área administrativa lembram que receituários possuem valor institucional e não podem ser utilizados de forma recreativa ou fora de contexto profissional, justamente para evitar fraudes, constrangimentos e danos à imagem de servidores e órgãos públicos.

Embora tratado inicialmente como uma brincadeira entre estudantes, o caso acabou expondo fragilidades no ambiente interno da unidade de saúde e gerou desgaste para a administração municipal, que precisou agir rapidamente para conter os impactos negativos da situação.

Nas redes sociais, o episódio dividiu opiniões. Enquanto algumas pessoas trataram o caso com humor, outras criticaram duramente a falta de responsabilidade no manuseio de documentos públicos e alertaram para os riscos envolvendo falsificação e uso indevido de identificação funcional em ambientes da saúde pública.

Em nota oficial, a Secretaria Municipal de Saúde reforçou que adotou todas as medidas administrativas cabíveis e destacou que a sindicância foi fundamental para esclarecer os fatos e preservar a imagem da profissional inicialmente envolvida.

LULA RECEBE PEDRO FREITAS NO PLANALTO E MUNICIPALISMO GANHA FORÇA EM MEIO À PRESSÃO DAS “PAUTAS BOMBA”

Em meio à intensa programação da XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, abriu as portas do Palácio do Planalto para ouvir diretamente os prefeitos e representantes do movimento municipalista de todo o país. Entre os participantes do encontro realizado nesta terça-feira (20), esteve o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) e prefeito de Aliança, Pedro Freitas, que acompanhou de perto as discussões sobre os desafios financeiros enfrentados pelos municípios brasileiros.

A reunião reuniu também o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, além de dirigentes das entidades municipalistas estaduais. O clima foi de preocupação, mas também de articulação política, diante das chamadas “pautas bomba” que vêm causando apreensão entre prefeitos de todas as regiões do país. Os temas debatidos envolvem propostas e medidas que podem ampliar despesas das prefeituras ou reduzir a capacidade financeira das administrações locais, afetando diretamente áreas essenciais como saúde, educação, infraestrutura e assistência social.

No centro da discussão esteve a necessidade de construção de soluções conjuntas entre União e municípios para evitar um colapso financeiro nas cidades, especialmente nas de pequeno e médio porte, que dependem fortemente de repasses federais. Como encaminhamento do encontro, ficou definida a criação de um grupo de trabalho formado por representantes do Governo Federal e da CNM. A missão será aprofundar os debates técnicos e políticos sobre os impactos das pautas em tramitação e buscar alternativas que preservem o equilíbrio das contas públicas municipais.

Para Pedro Freitas, o encontro representou um gesto importante de aproximação institucional e reconhecimento do papel estratégico dos municípios na execução das políticas públicas. Segundo ele, o diálogo franco entre prefeitos e Governo Federal é fundamental para garantir avanços concretos para a população.

“Foi uma conversa positiva, com espaço para diálogo e construção conjunta. Os municípios precisam ser ouvidos e fortalecidos, porque é nas cidades que as políticas públicas acontecem de fato. Acreditamos na força do municipalismo e na parceria com o Governo Federal para avançar nas pautas que impactam diretamente a população”, destacou o presidente da Amupe.

O dirigente pernambucano também ressaltou que programas federais têm exercido papel importante no fortalecimento das administrações municipais e na melhoria da qualidade de vida da população. Entre as iniciativas citadas por ele estão o Minha Casa Minha Vida, o Mais Médicos e o PAC Seleções, apontados como instrumentos que vêm permitindo a chegada de investimentos diretos aos municípios.

Na avaliação de Pedro Freitas, a cooperação entre os entes federativos é decisiva para garantir desenvolvimento regional e ampliar a capacidade de resposta das prefeituras diante das demandas da população. “Também é importante reconhecer o papel do Governo Federal no fortalecimento dos municípios brasileiros, através de programas e investimentos que já estão chegando na ponta. Quando União e municípios trabalham juntos, quem ganha é a população”, afirmou.

A participação da Amupe nas discussões em Brasília reforça o protagonismo de Pernambuco dentro do debate nacional sobre o municipalismo. Em um momento de forte pressão fiscal sobre as prefeituras, a atuação das entidades representativas ganha ainda mais relevância na defesa de medidas que assegurem sustentabilidade financeira às cidades e mantenham o funcionamento dos serviços públicos essenciais.

CAYO ALBINO CONSOLIDA SUA FORÇA EM BONITO E BUSCA VAGA NA ALEPE COM APOIO DO PREFEITO DR. RUY BARBOSA

Com apoio de 4 prefeitos, 8 ex-prefeitos, quase 60 vereadores, e lideranças em diversos municípios, socialista pavimenta reeleição, que deve ser histórica
As urnas em outubro têm tudo para consolidar um jovem nome dentre os eleitos para Assembleia Legislativa de Pernambuco. Cayo Albino (PSB), que aproveitou muito bem sua passagem pela ALEPE com muitos projetos e atuação política, chegando à vice-liderança do PSB e sendo líder da oposição ao governo Raquel Lyra, vem demonstrando habilidade de diálogo e agregando mais lideranças ao seu grupo. Já são diversos prefeitos e ex-prefeitos, vereadores e ex-vereadores, empresários, representantes sociais, entre outras lideranças, que devem ajudar no processo eleitoral, fazendo com que Cayo Albino tenha uma votação histórica e garanta seu nome dentre os mais votados e eleitos em Pernambuco.

Dr. Ruy Barbosa (PSB), prefeito de Bonito, é mais um nome de peso que vem se juntar a Cayo Albino. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (20), e marca o retorno do parlamentar ao município, onde foi muito bem votado em 2022, com quase seis mil votos. O apoio de Dr. Ruy a Cayo contou com a aprovação de João Campos, ex-prefeito do Recife, e pré-candidato a governador.

Além de Dr. Ruy, Cayo Albino também conta com o apoio do prefeito de Correntes, Edimilson da Bahia, de Paranatama, Henrique Gois, e de Garanhuns, Sivaldo Albino, seu pai. Em sua cidade natal Cayo Albino deve ter votação consagradora, a maior da história para Deputado Estadual, fruto de muito trabalho e entregas do grupo político liderado por seu pai, Sivaldo. Além disso, Cayo tem estado presente nos municípios onde tem apoios, com ações importantes, que levaram aos prefeitos anunciarem apoios ao parlamentar.
Além dos prefeitos, muitos ex-prefeitos de cidades do Agreste estão com Cayo: Joseraldo Rodrigues, Sandoval e Beta Cadengue (Brejão), Genaldi Zumba (São João), Mário Mota (Riacho das Almas), Gustavo Adolfo (Bonito), José Teixeira (Paranatama), e Silvino Duarte (Garanhuns), atual secretário do governo Sivaldo Albino. Cayo Albino ainda conta quase 60 vereadores em todo o estado, além de centenas de lideranças políticas e comunitárias.

"A chegada de Dr. Ruy Barbosa é muito importante e significativa especialmente para mim. Consolida ainda mais nosso projeto, mas também nos leva a trabalhar ainda mais pelo município de Bonito e esta gente acolhedora que nos recebeu tão bem desde o início. Vamos juntos fazer muito mais por Bonito!" - Afirmou Cayo Albino.

Em 2022, Cayo Albino somou mais de 32.500 votos, tornando-se suplente e assumindo mandato já em sua primeira campanha eleitoral. Para 2026, a expectiva é que agora esteja entre os mais votados do estado, garantindo seu retorno à ALEPE.

foto: Thomas Ravelly

UTI PEDIÁTRICA DO HRDM COMPLETA UM ANO FORTALECENDO A ASSISTÊNCIA INFANTIL NO AGRESTE

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica do Hospital Regional Dom Moura (HRDM), em Garanhuns, completa um ano de funcionamento nesta quinta-feira (21/05), consolidando-se como um importante reforço na assistência intensiva infantil para toda a região do Agreste Meridional. Inaugurada em 21 de maio de 2025, pela Governadora Raquel Lyra, a UTI Pediátrica já realizou 227 admissões, sendo 122 em 2025 e outras 105 admissões em 2026.

Os dados apontam um aumento significativo das admissões durante os períodos de sazonalidade respiratória pediátrica, especialmente entre os meses de março e agosto, quando houve maior demanda por atendimentos relacionados a síndromes respiratórias.

Entre os principais perfis clínicos atendidos pela unidade estão casos de Bronquiolite Viral Aguda (BVA), pneumonia, Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), crise asmática e lactentes sibilantes.

A coordenadora de Enfermagem da UTI Pediátrica, Evelliny Metódio, destacou a importância estratégica da unidade para a assistência regional. “Estamos falando de uma assistência extremamente especializada, voltada para crianças em estado crítico, que necessitam de monitorização contínua e decisões rápidas. O Hospital Regional Dom Moura recebe pacientes regulados de diversos municípios da V Gerência Regional de Saúde (Geres), o que amplia ainda mais nossa responsabilidade", disse.

Evelliny também ressaltou o impacto da unidade durante os períodos de aumento das doenças respiratórias infantis. “ A UTI Pediátrica tem um papel fundamental durante a sazonalidade respiratória, evitando transferências para centros distantes e permitindo que essas crianças recebam assistência especializada mais próxima de suas famílias, com mais acolhimento e humanização.”

A gerente administrativa do HRDM, Maria Edilza, destacou os avanços proporcionados pela implantação da unidade. “A UTI Pediátrica representa um grande avanço para a saúde da nossa região. Hoje conseguimos oferecer uma assistência intensiva mais próxima da população, garantindo mais segurança e agilidade no cuidado às crianças que necessitam de atendimento especializado".

O diretor geral do hospital, Walter Mendonça, reforçou a importância da unidade para o fortalecimento da rede pública de saúde. “A implantação da UTI Pediátrica mudou a realidade da assistência infantil em nossa regional. Hoje conseguimos reduzir transferências, oferecer atendimento especializado mais rápido e fortalecer toda a rede de cuidado pediátrico do Agreste Meridional".

Assessoria de Comunicação Hospital Regional Dom Moura

CHAPARRAL SE JUNTA A RAQUEL LYRA EM BRASÍLIA PARA DEFENDER POLO DE CONFECÇÕES E REFORÇA PESO DE SURUBIM NA ECONOMIA DO AGRESTE

O prefeito de Surubim, Cleber Chaparral, participou em Brasília de uma ampla articulação política liderada pela governadora Raquel Lyra em defesa do Polo de Confecções do Agreste pernambucano. A reunião, realizada no Escritório de Representação de Pernambuco, reuniu prefeitos, deputados estaduais, secretários de governo e lideranças políticas da região em meio à crescente preocupação provocada pelas mudanças na política de importações do país, especialmente após o fim da isenção para compras internacionais abaixo de US$ 50.

Ao lado da esposa, a ex-prefeita de Casinhas e pré-candidata a deputada federal Juliana de Chaparral, Chaparral integrou o grupo de gestores municipais que levou ao debate os impactos econômicos que a nova taxação pode provocar sobre comerciantes, confeccionistas, pequenos empreendedores e trabalhadores ligados diretamente ao setor têxtil e de confecções, considerado um dos principais motores da economia do Agreste pernambucano.

A mobilização ocorreu durante a agenda institucional da governadora na capital federal, paralelamente à realização da XXVII Marcha dos Prefeitos, evento que concentra gestores de todo o país em Brasília. Durante o encontro, Raquel Lyra reforçou que o Governo de Pernambuco está acompanhando de perto os desdobramentos da medida e garantiu que novas discussões já estão sendo articuladas para ampliar o diálogo entre o Estado, os municípios e representantes do setor produtivo. A governadora anunciou, inclusive, uma nova reunião marcada para a próxima segunda-feira, no Recife, com foco na construção de estratégias conjuntas para proteger a economia regional e garantir competitividade ao Polo de Confecções.

Ao defender o fortalecimento do setor, Raquel destacou que o Polo representa uma das maiores cadeias produtivas do Nordeste e exerce papel decisivo na geração de empregos e renda em dezenas de municípios pernambucanos. Segundo ela, o momento exige união política e institucional para preservar a atividade econômica da região diante das mudanças tributárias e dos desafios impostos pelo mercado nacional e internacional.

Durante a reunião, o deputado estadual Edson Vieira ressaltou a importância da iniciativa promovida pelo Governo do Estado e enfatizou que o diálogo aberto com prefeitos e lideranças políticas é fundamental para encontrar soluções capazes de minimizar os impactos sobre o setor confeccionista. O parlamentar destacou que a escuta promovida pelo governo representa um passo importante para a construção de medidas articuladas em defesa do Agreste.

Representando Surubim, Cleber Chaparral chamou atenção para o papel estratégico do município dentro da cadeia produtiva do Polo de Confecções. O prefeito ressaltou que a economia local mantém forte ligação com a atividade têxtil e que milhares de famílias dependem diretamente do fortalecimento do comércio e da produção regional. Segundo ele, a união entre prefeitos, deputados e o Governo do Estado será fundamental para garantir proteção aos empreendedores e assegurar a continuidade da geração de empregos em toda a região.

A reunião também contou com a presença dos prefeitos Helinho Aragão, Sérgio Colin, Lúcio Silva, Padre Joselito, Lindonaldo da Farinha, Gena Lins e Rael Ferreira. O município de Brejo da Madre de Deus foi representado pelo vereador Roberto Asfora Filho.

Também participaram do encontro os secretários estaduais Túlio Vilaça e Pedro Neves, além dos deputados estaduais Joãozinho Tenório e Claudiano Filho, e do assessor especial do Governo de Pernambuco, André Teixeira.

A mobilização política em Brasília reforça o peso econômico e estratégico do Polo de Confecções do Agreste para Pernambuco. O setor movimenta bilhões de reais anualmente, sustenta milhares de empregos diretos e indiretos e mantém cidades inteiras dependentes da produção, comercialização e circulação das confecções produzidas na região. Diante das mudanças tributárias em debate no país, prefeitos e lideranças políticas intensificam articulações para evitar prejuízos à competitividade do Polo e assegurar a continuidade do crescimento econômico do Agreste pernambucano.


Informações do Blog Mais Casinhas 

DÉBORA ALMEIDA PROTAGONIZA HOMENAGEM AOS 40 ANOS DO REI DAS COXINHAS E ENALTECE EMPREENDEDORISMO PERNAMBUCANO

A deputada estadual Débora Almeida (PSD) foi a autora da sessão solene realizada ontem, 20, na Assembleia Legislativa de Pernambuco, que comemorou os 40 anos de atuação do Rei das Coxinhas. Ao propor a homenagem, Débora transformou o reconhecimento em uma celebração da trajetória de uma marca que saiu de um projeto familiar e se tornou referência no setor alimentício da região Nordeste, com unidades em Pernambuco, Alagoas e Paraíba.
No plenário, a parlamentar ressaltou a importância de valorizar histórias de empreendedorismo que geram emprego e movimentam a economia local. Débora destacou que a marca cresceu mantendo suas raízes e valores, e que esse vínculo com a comunidade é parte essencial do sucesso. Ela lembrou ainda memórias pessoais da juventude universitária, quando comprava as coxinhas vendidas nos ônibus, para ilustrar o laço afetivo entre a marca e os pernambucanos.

Débora afirmou que homenagens desse tipo têm caráter inspirador e pedagógico, ao mostrar que é possível transformar sonhos em negócios sustentáveis. Em seu discurso, afirmou comprometimento com iniciativas que fomentem o desenvolvimento estadual e sirvam de exemplo para novos empreendedores.

A sessão contou com a participação de representantes do Rei das Coxinhas, entre eles o sócio Josenildo Severino dos Santos, que agradeceu a homenagem emocionado e lembrou os desafios enfrentados ao longo de quatro décadas. Débora encerrou a solenidade ressaltando a contribuição da empresa para a geração de empregos e para o fortalecimento da economia regional, e reafirmou que o mandato seguirá valorizando histórias que promovem o crescimento de Pernambuco.

Fotos: Matheus Augusto

TJPE DÁ RECADO DURO À CÂMARA DE CORRENTES E ENTERERRA TENTATIVA DE BARRAR FISCALIZAÇÃO DE VEREADOR

Uma decisão dura, direta e juridicamente pesada do Tribunal de Justiça de Pernambuco expôs o embate político e institucional travado em Correntes, no Agreste Meridional. No Agravo de Instrumento nº 0001574-83.2026.8.17.9480, julgado no âmbito da Segunda Turma da Câmara Regional de Caruaru, o desembargador substituto Evanildo Coelho de Araújo Filho rejeitou a tentativa da Câmara Municipal de Correntes e do presidente da Casa, Joseylton Anderson de Vasconcelos, de suspender os efeitos da liminar que garantiu ao vereador Clayton Francisco Umbelino o direito de exercer fiscalização parlamentar individual.

A decisão interlocutória foi assinada em 20 de abril de 2026 e desmonta, ponto por ponto, a tese sustentada pela presidência da Câmara de que um vereador não poderia fiscalizar atos do Executivo sem autorização prévia do plenário. O magistrado deixou claro que o entendimento adotado pela Câmara contraria frontalmente precedentes do Supremo Tribunal Federal e afronta o direito constitucional de acesso à informação.

O caso nasceu após Clayton Francisco Umbelino ingressar com Mandado de Segurança contra sucessivas negativas de acesso a informações públicas e restrições impostas ao exercício de sua atividade fiscalizatória. A Vara Única da Comarca de Correntes havia concedido liminar determinando que secretários municipais respondessem ofícios enviados pelo parlamentar e que a presidência da Câmara deixasse de exigir aprovação do plenário para que o vereador pudesse exercer fiscalização individual.

A reação da Câmara veio em forma de recurso, alegando decadência do direito do vereador e sustentando que a prerrogativa fiscalizatória pertenceria exclusivamente ao Legislativo enquanto órgão colegiado. Mas o TJPE rejeitou a tese logo de saída. O desembargador afirmou que não se tratava de um ato isolado ocorrido em março de 2025, mas de uma prática continuada que se renovava a cada negativa de informação ao parlamentar.

Na prática, a Corte enxergou que a orientação interna criada pela presidência da Câmara virou uma espécie de barreira permanente contra a atuação fiscalizatória do vereador. A decisão registra que ofícios enviados em julho, outubro, novembro e dezembro de 2025 deixaram de ser atendidos e culminaram numa negativa formal da Secretaria Municipal de Educação em 19 de janeiro de 2026, utilizando exatamente o mesmo argumento defendido pelo presidente da Câmara.

Foi justamente aí que o Judiciário endureceu o tom. O desembargador concluiu que a restrição não se esgotou em um pronunciamento político, mas se transformou em “diretriz normativa interna” para impedir o acesso do parlamentar às informações públicas. O entendimento foi suficiente para afastar a alegação de decadência e manter vivo o Mandado de Segurança protocolado em 05 de fevereiro de 2026.

A parte mais contundente da decisão aparece quando o TJPE enfrenta a principal tese da Câmara: a de que vereador individualmente não teria poder fiscalizatório sem autorização do plenário. O magistrado rebateu a argumentação utilizando o Tema 832 do Supremo Tribunal Federal, firmado no Recurso Extraordinário nº 865.401/MG, relatado pelo ministro Dias Toffoli. O precedente estabelece que o parlamentar, na condição de cidadão, possui direito pleno de acesso a informações públicas de interesse coletivo.

Em um dos trechos mais fortes da decisão, o desembargador destaca que o STF já deixou assentado que o vereador “não se despe da condição de cidadão” e que não pode ser tratado como “cidadão de segunda categoria”. A frase atinge diretamente a lógica defendida pelos agravantes, que tentavam limitar a atuação do parlamentar ao aval da maioria política da Câmara.

O TJPE também derrubou outro argumento central do recurso: a tentativa de diferenciar acesso documental de acesso físico a repartições públicas. A decisão reconhece que o vereador pode circular em áreas públicas de secretarias, escolas, unidades de saúde e obras municipais, sem necessidade de autorização prévia, desde que respeitadas áreas técnicas restritas e normas de segurança.

O tribunal fez questão de enfatizar que a liminar não liberou acesso irrestrito a ambientes sensíveis, como UTIs, salas cirúrgicas, áreas de isolamento ou salas de aula em atividade pedagógica. Ou seja, o Judiciário delimitou a fiscalização para impedir abusos, mas preservou o núcleo essencial do direito parlamentar.

Outro ponto que chamou atenção foi a crítica indireta ao uso do Regimento Interno da Câmara como ferramenta de bloqueio político. O desembargador afirmou que normas regimentais não podem se sobrepor ao direito fundamental de acesso à informação garantido pela Constituição Federal e pela Lei de Acesso à Informação.

A decisão ainda mergulha numa questão política sensível ao afirmar que impedir a fiscalização individual de vereadores, sobretudo em contextos onde o plenário é dominado pela base governista, pode esvaziar completamente o papel fiscalizador da oposição. O texto judicial sustenta que submeter toda fiscalização ao aval da maioria seria incompatível com o regime democrático e com o sistema constitucional de freios e contrapesos.

No fim, o TJPE rejeitou a preliminar de decadência e indeferiu o pedido de efeito suspensivo apresentado pela Câmara Municipal de Correntes e por seu presidente. Com isso, permanece válida a decisão que garante ao vereador Clayton Francisco Umbelino o direito de obter informações, fiscalizar e acessar repartições públicas municipais abertas ao público sem depender da autorização política do plenário.