segunda-feira, 22 de junho de 2026
CANDIDATO DO PL VENCE ELEIÇÃO SUPLEMENTAR PARA O GOVERNO DE RORAIMA
PREFEITURA DE ARCOVERDE DECRETA PONTO FACULTATIVO E FERIADO MUNICIPAL DURANTE FESTEJOS JUNINOS
TRE MANDA REMOVER IMAGEM MANIPULADA CONTRA RAQUEL LYRA
A postagem foi divulgada de forma conjunta pelos perfis @jefinhodeolinda e @raquel_bolada e trazia uma imagem produzida ou alterada artificialmente, na qual a governadora aparecia segurando uma aeronave. Na legenda, os autores da publicação afirmavam que Raquel Lyra estaria utilizando para fins pessoais um avião supostamente adquirido para atender o sistema de saúde pública do Estado. O texto ainda classificava a conduta atribuída à gestora como uma “escrotice”.
Ao analisar o pedido, o desembargador eleitoral relator Paulo Augusto de Freitas Oliveira destacou que a legislação eleitoral permite a livre circulação de ideias e críticas à administração pública durante o período de pré-campanha. No entanto, segundo o magistrado, a publicação questionada ultrapassou os limites do debate político legítimo ao apresentar uma acusação grave sem qualquer comprovação.
De acordo com a decisão, não foi identificado qualquer elemento probatório capaz de sustentar a acusação feita contra a governadora. Além disso, o relator considerou especialmente preocupante o uso de recursos tecnológicos para a criação de uma imagem sintética sem qualquer aviso ao público sobre a utilização de inteligência artificial ou de montagem digital.
“A aparência visual da publicação revela, ao menos em juízo preliminar, indícios suficientes de manipulação ou criação artificial da imagem, sem qualquer informação ao público acerca dessa circunstância”, registrou o desembargador em seu voto.
Para o TRE-PE, a manutenção do conteúdo nas redes sociais poderia contribuir para a disseminação de informações potencialmente enganosas e causar prejuízos à integridade do processo eleitoral. Com base nesse entendimento, a Corte determinou que a plataforma promova a remoção da publicação no prazo de 24 horas.
Em caso de descumprimento da decisão judicial, foi fixada multa diária no valor de R$ 10 mil até o efetivo cumprimento da ordem. A medida tem caráter liminar e ainda será analisada no mérito durante a tramitação do processo
DUEIRE SE COLOCA COMO CANDIDATO NATURAL AO SENADO E MANDA RECADO AOS CONCORRENTES DA CHAPA DE RAQUEL
Com um discurso pautado na experiência acumulada no Senado Federal e no apoio político que afirma possuir em Pernambuco, Dueire destacou que sua candidatura está respaldada por uma trajetória que considera consolidada e por uma ampla base de sustentação municipal. Segundo o senador, sua atuação em Brasília e sua relação com prefeitos pernambucanos fortalecem sua condição de postulante legítimo à renovação do mandato.
Ao defender sua permanência na disputa, Dueire enfatizou sua ficha pública sem questionamentos judiciais e afirmou que a credibilidade construída ao longo dos anos representa um diferencial importante no cenário eleitoral. Para ele, a confiança conquistada junto à população e às lideranças políticas é resultado de uma carreira marcada pela estabilidade e pelo compromisso com a atividade parlamentar.
O senador também aproveitou a entrevista para fazer críticas indiretas aos movimentos de outros nomes que já se articulam publicamente para ocupar uma das vagas ao Senado na chapa governista. Entre os possíveis concorrentes aparecem lideranças de peso como Miguel Coelho (União Brasil), Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD), que vêm sendo citados nos bastidores como potenciais integrantes do grupo liderado por Raquel Lyra.
Sem mencionar diretamente adversários, Dueire classificou como inadequada a antecipação da disputa interna e afirmou que o momento exige cautela e respeito à condução política da governadora. Na avaliação do senador, a definição da chapa deve ocorrer no tempo certo e sob a liderança de Raquel Lyra, evitando que projetos individuais se sobreponham à construção coletiva da aliança governista.
A fala do parlamentar reforça uma posição que vem sendo adotada por integrantes do grupo palaciano: a de que a governadora terá a palavra final sobre a composição da chapa majoritária. Com isso, Dueire busca demonstrar alinhamento político com Raquel Lyra ao mesmo tempo em que fortalece sua permanência no debate eleitoral.
Outro ponto destacado durante a entrevista foi a rejeição de qualquer possibilidade de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Dueire deixou claro que sua identificação política está ligada ao Senado Federal, instituição que considera fundamental para o equilíbrio federativo e para a relação entre União, estados e municípios.
Segundo o senador, sua atuação sempre esteve voltada para uma visão ampla do país, com foco no fortalecimento dos municípios e na construção de políticas que atendam às demandas regionais. Para ele, o Senado oferece as condições necessárias para desenvolver esse trabalho de articulação federativa, razão pela qual pretende seguir no cargo.
Embora tenha reafirmado sua disposição para disputar a reeleição, Fernando Dueire fez questão de ressaltar que a decisão definitiva sobre a formação da chapa governista pertence à governadora Raquel Lyra. A declaração demonstra que, apesar da confiança em sua candidatura, o senador reconhece que as definições eleitorais dependerão das negociações políticas que serão conduzidas ao longo dos próximos meses.
Enquanto os bastidores seguem movimentados e diferentes lideranças buscam ampliar espaços no tabuleiro eleitoral de 2026, as declarações de Dueire evidenciam que a corrida pelas vagas ao Senado dentro do grupo governista promete ser uma das disputas mais observadas da política pernambucana nos próximos meses.
O RECUO NA FEIRA DE RAINHA ISABEL MOSTRA QUE A PRESSÃO DO POVO DE BOM CONSELHO FALOU MAIS ALTO QUE A SOBERBA DO PODER
A proposta de mudança na feira atingiu em cheio um dos pilares da economia popular da cidade. Não se trata de um detalhe administrativo. Trata se do sustento de feirantes, comerciantes e trabalhadores que dependem daquele espaço para sobreviver. Mexer nisso sem construção coletiva foi o primeiro erro. Insistir após a reação foi o segundo. E recuar depois do desgaste foi o desfecho previsível.
O impacto foi imediato. A cidade reagiu. Comerciantes se posicionaram. Feirantes denunciaram prejuízos e insegurança. Moradores criticaram a falta de diálogo. O que deveria ter sido tratado como política pública virou um conflito aberto entre gestão e população.
E o mais grave é que não foi falta de aviso. O alerta veio das ruas, veio dos próprios trabalhadores, veio de quem conhece na prática o funcionamento da feira. Ainda assim, a decisão foi mantida até que o custo político e social se tornou insustentável.
A feira, que sempre aconteceu aos domingos, não é invenção recente nem espaço disponível para experimentação administrativa. É tradição, é economia viva e é parte do funcionamento real da cidade. Ignorar isso foi o ponto central do desgaste.
O resultado foi o que já se via caminhando desde o início. Pressão crescente, perda de apoio e desgaste público. Até que finalmente veio a recusa em sustentar o próprio erro. A manutenção da feira aos domingos não nasceu de diálogo. Nasceu de pressão.
E isso muda tudo.
Porque quando uma gestão precisa voltar atrás depois de criar tensão, insegurança e prejuízo político, o recado que fica não é de flexibilidade. É de improviso. É de falta de leitura da realidade. É de distância entre quem decide e quem vive o impacto da decisão.
A Feira de Rainha Isabel não é cenário para teste político. É estrutura de sobrevivência econômica. E quem trata isso como variável secundária acaba inevitavelmente colhendo reação.
O recuo veio, mas veio depois do estrago. Depois da revolta. Depois da cidade inteira se posicionar.
No fim, fica evidente o que a população já entendeu sem precisar de explicação técnica: quando se ignora a base e se tenta impor mudança de cima para baixo, a resposta vem das ruas.
E veio.
Antes tarde do que nunca dizem alguns.
Mas na prática, quem erra o timing já perdeu antes de recuar.
GILSON MACHADO PEDE TRÉGUA NA POLÍTICA DURANTE SHOW NO SÃO JOÃO DE CARUARU E DEFENDE CLIMA DE CONFRATERNIZAÇÃO
A apresentação aconteceu no Polo Alto do Moura, um dos espaços mais tradicionais da programação do São João de Caruaru, conhecido por reunir grandes atrações culturais e valorizar as raízes nordestinas. No comando da sanfona e acompanhado pelos músicos da banda, Gilson conduzia o show com um repertório diversificado, que misturava clássicos do forró e versões de músicas em inglês adaptadas ao ritmo nordestino, marca registrada de suas apresentações.
Em determinado momento, pessoas que acompanhavam o espetáculo nas proximidades do palco passaram a citar o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e fizeram gestos representando a letra “L” com as mãos. A manifestação chamou a atenção de parte da plateia e gerou reação imediata do artista.
Sem entrar em debate político ou estimular qualquer tipo de confronto ideológico, Gilson Machado procurou conduzir a situação de forma descontraída. Dirigindo-se ao público, afirmou: “Vamos esquecer política um pouquinho. Tanta mulher bonita e tanto cara bom querendo dançar”. A fala foi recebida com risos e aplausos de parte dos presentes, permitindo que a apresentação seguisse normalmente.
O episódio foi registrado em vídeo por pessoas que acompanhavam o show e rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais. As imagens foram divulgadas pela página Corujão do Pepeu e passaram a circular em diferentes plataformas digitais, gerando comentários de apoiadores e críticos de diversas correntes políticas.
A cena também evidencia uma característica comum das grandes festas populares do Nordeste: a convivência de pessoas com diferentes visões políticas em ambientes marcados pela cultura, pela música e pela celebração coletiva. Em eventos de grande porte como o São João de Caruaru, manifestações espontâneas de natureza política costumam ocorrer, especialmente em períodos que antecedem disputas eleitorais.
Conhecido por sua forte ligação com o forró e pela atuação política nos últimos anos, Gilson Machado tem conciliado a agenda artística com compromissos públicos e participações em eventos por diversas cidades pernambucanas. Em Caruaru, porém, a mensagem transmitida ao público foi de valorização da festa e do espírito de confraternização que tradicionalmente marca os festejos juninos.
O momento reforçou o clima de descontração da noite e acabou se transformando em um dos assuntos mais comentados nas redes sociais ligadas à cobertura do São João, mostrando como cultura, música e política frequentemente se cruzam nos grandes eventos populares do país.
SAÚDE OU BALCÃO DE PRIVILÉGIOS? MP INVESTIGA SUPOSTO ESQUEMA DE FAVORECIMENTO POLÍTICO, INTIMIDAÇÃO E QUEBRA DE SIGILO EM ITAQUITINGA
O Ministério Público instaurou Inquérito Civil para apurar denúncias que colocam sob suspeita a atuação de um médico plantonista, de agentes políticos e até de integrantes da estrutura de segurança pública. O caso tem origem na reclamação de uma cidadã que procurou atendimento de urgência e afirma ter testemunhado uma cena que revolta qualquer contribuinte: a suposta quebra da fila da saúde para beneficiar figuras da política local.
Segundo a denúncia, vereadores teriam recebido tratamento privilegiado, passando à frente de pacientes que aguardavam atendimento. Se a acusação for comprovada, não se trata apenas de um ato de desrespeito. Trata-se de uma afronta direta aos princípios da impessoalidade, da moralidade administrativa e ao próprio SUS, que foi criado para garantir que todos sejam atendidos de acordo com critérios técnicos e não pelo peso de seus cargos ou influência política.
Mas o episódio teria tomado proporções ainda mais alarmantes quando a paciente decidiu registrar a situação. O que deveria gerar uma apuração imediata sobre a denúncia teria provocado uma reação oposta. Conforme os relatos encaminhados ao Ministério Público, a cidadã passou a ser pressionada para apagar as imagens. As acusações apontam para um ambiente de intimidação dentro de uma unidade de saúde pública, local onde o cidadão deveria encontrar proteção, não constrangimento.
A situação se agrava porque a denunciante afirma que as pressões continuaram mesmo após procurar a delegacia para formalizar os fatos. Em vez de encontrar respaldo institucional, ela relata ter enfrentado novas tentativas de convencimento para eliminar o registro que poderia comprovar as irregularidades denunciadas.
O capítulo mais explosivo da investigação envolve a suposta utilização indevida de informações médicas da paciente. Segundo o procedimento instaurado pelo Ministério Público, o médico investigado teria acessado dados protegidos pelo sigilo profissional para obter o telefone da denunciante. A suspeita é que as informações foram retiradas do prontuário e utilizadas para contatos fora do ambiente hospitalar.
Caso a denúncia seja confirmada, a situação ultrapassa os limites de uma infração administrativa e entra no terreno das violações mais graves da confiança entre paciente e profissional de saúde. O prontuário médico existe para proteger o cidadão e garantir a confidencialidade de informações pessoais. Transformá-lo em instrumento de perseguição ou pressão seria uma perversão completa da finalidade para a qual foi criado.
O caso lança luz sobre uma prática que revolta a população sempre que vem à tona: a cultura dos privilégios. Em uma cidade onde trabalhadores, idosos, mães e pessoas em situação de vulnerabilidade aguardam atendimento em filas muitas vezes longas e desgastantes, a simples suspeita de que agentes políticos possam receber tratamento diferenciado é suficiente para abalar a credibilidade de todo o sistema.
A pergunta que emerge das investigações é simples e brutal: desde quando mandato político virou senha para furar fila na saúde pública? E mais: quem fiscaliza aqueles que deveriam dar exemplo de respeito às regras?
O Inquérito Civil instaurado pelo MPPE buscará separar acusações de fatos comprovados. Os investigados terão amplo direito à defesa e ao contraditório. Porém, independentemente do resultado final, o caso já escancara uma realidade preocupante. Quando cidadãos denunciam possíveis irregularidades e alegam sofrer pressões em vez de receber proteção, o problema deixa de ser apenas administrativo. Passa a ser institucional.
Agora, a expectativa recai sobre o Ministério Público. A população espera respostas, transparência e rigor. Porque se a saúde pública virou espaço para privilégios políticos, intimidação de denunciantes e uso indevido de informações sigilosas, não estamos diante de um simples desvio de conduta. Estamos diante de um ataque direto à confiança da sociedade nas instituições que deveriam servi-la.
RAQUEL LYRA PRESTIGIA SÃO JOÃO DE GRAVATÁ E REFORÇA PROXIMIDADE COM O AGRESTE PERNAMBUCANO
A presença da governadora reforça a importância do ciclo junino para a economia, a cultura e o turismo do Agreste pernambucano. Gravatá tem se consolidado como um dos principais polos de festejos da região, atraindo milhares de visitantes durante o mês de junho e movimentando setores como hotelaria, gastronomia, comércio e serviços. O município mantém uma programação diversificada, valorizando as tradições nordestinas e fortalecendo a identidade cultural do povo pernambucano.
A agenda também evidencia a sintonia política e administrativa entre o Governo do Estado e a gestão municipal. Ao lado de Joselito Gomes e de Viviane Facundes, Raquel Lyra acompanha uma das maiores celebrações populares do calendário pernambucano, em um momento de forte participação popular e valorização das manifestações culturais que fazem do São João um dos principais patrimônios imateriais do Nordeste.
Além do caráter festivo, a visita da governadora simboliza o compromisso do Estado com os municípios do interior, especialmente aqueles que transformam a cultura em vetor de desenvolvimento econômico e geração de oportunidades. A expectativa é de que a passagem de Raquel Lyra pelo evento reúna lideranças políticas, representantes da sociedade civil e milhares de forrozeiros que participam da programação junina em Gravatá, consolidando mais uma noite de celebração, tradição e fortalecimento da cultura pernambucana.