terça-feira, 23 de junho de 2026
NO SERTÃO, GOVERNADORA RAQUEL LYRA ENTREGA PRIMEIRA CRECHE DO PAJEÚ E 300ª COZINHA COMUNITÁRIA DO ESTADO, NO MOXOTÓ
JOÃO FORTALECE ELO COM BRENO E MÁRCIA EM SERRA TALHADA
DESISTÊNCIAS EM SÃO PAULO FORTALECEM TARCÍSIO COM SUBIDA DE HADDAD
As duas decisões acabam beneficiando politicamente o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que deverá concentrar parte significativa dos votos que poderiam ser destinados aos dois pré-candidatos. Ambos dialogavam com segmentos do eleitorado mais alinhados ao campo conservador e liberal, reduzindo a fragmentação desse grupo na disputa estadual.
Ao anunciar sua mudança de planos, Paulo Serra afirmou que pretende representar a região do ABC Paulista em Brasília.
“Eu decidi ser pré-candidato a deputado federal para levar Santo André e o ABC para Brasília e trazer muita coisa boa para nossa região”, declarou. Em seguida, explicou que a decisão foi tomada após um período de reflexão. “Depois de muita reflexão, ouvindo as pessoas, ouvindo o meu coração, eu entendi que a missão agora é outra. É algo muito maior”, completou.
A desistência ocorre após movimentações de aliados de Tarcísio que buscavam aproximar o ex-prefeito do projeto de reeleição do governador. Embora Serra não tenha formalizado apoio público ao republicano no anúncio, sua saída reduz o número de concorrentes no campo político que disputa o mesmo perfil de eleitor.
No sábado (20), Kim Kataguiri também comunicou que não disputará o governo estadual. O parlamentar informou que buscará um novo mandato na Câmara dos Deputados, encerrando uma pré-campanha que vinha sendo construída nos últimos meses.
Os números mais recentes da corrida eleitoral ajudam a explicar o impacto das desistências. Levantamento da Paraná Pesquisas divulgado na última sexta-feira (19) apontava Tarcísio de Freitas com 45,6% das intenções de voto, seguido pelo ex-ministro Fernando Haddad (PT), com 34,1%. Paulo Serra aparecia com 4,6%, enquanto Kim Kataguiri registrava 3%.
Somados, os dois pré-candidatos alcançavam 7,6% das intenções de voto. A retirada de ambos da disputa tende a favorecer principalmente Tarcísio, que passa a ter mais espaço para ampliar sua vantagem sobre os adversários e fortalecer a estratégia de buscar uma vitória ainda no primeiro turno. Ao mesmo tempo, a movimentação evidencia um processo de concentração de forças no campo da direita paulista, reduzindo a dispersão eleitoral e consolidando o governador como principal nome desse segmento para a eleição de 2026
segunda-feira, 22 de junho de 2026
CANDIDATO DO PL VENCE ELEIÇÃO SUPLEMENTAR PARA O GOVERNO DE RORAIMA
PREFEITURA DE ARCOVERDE DECRETA PONTO FACULTATIVO E FERIADO MUNICIPAL DURANTE FESTEJOS JUNINOS
TRE MANDA REMOVER IMAGEM MANIPULADA CONTRA RAQUEL LYRA
A postagem foi divulgada de forma conjunta pelos perfis @jefinhodeolinda e @raquel_bolada e trazia uma imagem produzida ou alterada artificialmente, na qual a governadora aparecia segurando uma aeronave. Na legenda, os autores da publicação afirmavam que Raquel Lyra estaria utilizando para fins pessoais um avião supostamente adquirido para atender o sistema de saúde pública do Estado. O texto ainda classificava a conduta atribuída à gestora como uma “escrotice”.
Ao analisar o pedido, o desembargador eleitoral relator Paulo Augusto de Freitas Oliveira destacou que a legislação eleitoral permite a livre circulação de ideias e críticas à administração pública durante o período de pré-campanha. No entanto, segundo o magistrado, a publicação questionada ultrapassou os limites do debate político legítimo ao apresentar uma acusação grave sem qualquer comprovação.
De acordo com a decisão, não foi identificado qualquer elemento probatório capaz de sustentar a acusação feita contra a governadora. Além disso, o relator considerou especialmente preocupante o uso de recursos tecnológicos para a criação de uma imagem sintética sem qualquer aviso ao público sobre a utilização de inteligência artificial ou de montagem digital.
“A aparência visual da publicação revela, ao menos em juízo preliminar, indícios suficientes de manipulação ou criação artificial da imagem, sem qualquer informação ao público acerca dessa circunstância”, registrou o desembargador em seu voto.
Para o TRE-PE, a manutenção do conteúdo nas redes sociais poderia contribuir para a disseminação de informações potencialmente enganosas e causar prejuízos à integridade do processo eleitoral. Com base nesse entendimento, a Corte determinou que a plataforma promova a remoção da publicação no prazo de 24 horas.
Em caso de descumprimento da decisão judicial, foi fixada multa diária no valor de R$ 10 mil até o efetivo cumprimento da ordem. A medida tem caráter liminar e ainda será analisada no mérito durante a tramitação do processo
DUEIRE SE COLOCA COMO CANDIDATO NATURAL AO SENADO E MANDA RECADO AOS CONCORRENTES DA CHAPA DE RAQUEL
Com um discurso pautado na experiência acumulada no Senado Federal e no apoio político que afirma possuir em Pernambuco, Dueire destacou que sua candidatura está respaldada por uma trajetória que considera consolidada e por uma ampla base de sustentação municipal. Segundo o senador, sua atuação em Brasília e sua relação com prefeitos pernambucanos fortalecem sua condição de postulante legítimo à renovação do mandato.
Ao defender sua permanência na disputa, Dueire enfatizou sua ficha pública sem questionamentos judiciais e afirmou que a credibilidade construída ao longo dos anos representa um diferencial importante no cenário eleitoral. Para ele, a confiança conquistada junto à população e às lideranças políticas é resultado de uma carreira marcada pela estabilidade e pelo compromisso com a atividade parlamentar.
O senador também aproveitou a entrevista para fazer críticas indiretas aos movimentos de outros nomes que já se articulam publicamente para ocupar uma das vagas ao Senado na chapa governista. Entre os possíveis concorrentes aparecem lideranças de peso como Miguel Coelho (União Brasil), Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD), que vêm sendo citados nos bastidores como potenciais integrantes do grupo liderado por Raquel Lyra.
Sem mencionar diretamente adversários, Dueire classificou como inadequada a antecipação da disputa interna e afirmou que o momento exige cautela e respeito à condução política da governadora. Na avaliação do senador, a definição da chapa deve ocorrer no tempo certo e sob a liderança de Raquel Lyra, evitando que projetos individuais se sobreponham à construção coletiva da aliança governista.
A fala do parlamentar reforça uma posição que vem sendo adotada por integrantes do grupo palaciano: a de que a governadora terá a palavra final sobre a composição da chapa majoritária. Com isso, Dueire busca demonstrar alinhamento político com Raquel Lyra ao mesmo tempo em que fortalece sua permanência no debate eleitoral.
Outro ponto destacado durante a entrevista foi a rejeição de qualquer possibilidade de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Dueire deixou claro que sua identificação política está ligada ao Senado Federal, instituição que considera fundamental para o equilíbrio federativo e para a relação entre União, estados e municípios.
Segundo o senador, sua atuação sempre esteve voltada para uma visão ampla do país, com foco no fortalecimento dos municípios e na construção de políticas que atendam às demandas regionais. Para ele, o Senado oferece as condições necessárias para desenvolver esse trabalho de articulação federativa, razão pela qual pretende seguir no cargo.
Embora tenha reafirmado sua disposição para disputar a reeleição, Fernando Dueire fez questão de ressaltar que a decisão definitiva sobre a formação da chapa governista pertence à governadora Raquel Lyra. A declaração demonstra que, apesar da confiança em sua candidatura, o senador reconhece que as definições eleitorais dependerão das negociações políticas que serão conduzidas ao longo dos próximos meses.
Enquanto os bastidores seguem movimentados e diferentes lideranças buscam ampliar espaços no tabuleiro eleitoral de 2026, as declarações de Dueire evidenciam que a corrida pelas vagas ao Senado dentro do grupo governista promete ser uma das disputas mais observadas da política pernambucana nos próximos meses.
O RECUO NA FEIRA DE RAINHA ISABEL MOSTRA QUE A PRESSÃO DO POVO DE BOM CONSELHO FALOU MAIS ALTO QUE A SOBERBA DO PODER
A proposta de mudança na feira atingiu em cheio um dos pilares da economia popular da cidade. Não se trata de um detalhe administrativo. Trata se do sustento de feirantes, comerciantes e trabalhadores que dependem daquele espaço para sobreviver. Mexer nisso sem construção coletiva foi o primeiro erro. Insistir após a reação foi o segundo. E recuar depois do desgaste foi o desfecho previsível.
O impacto foi imediato. A cidade reagiu. Comerciantes se posicionaram. Feirantes denunciaram prejuízos e insegurança. Moradores criticaram a falta de diálogo. O que deveria ter sido tratado como política pública virou um conflito aberto entre gestão e população.
E o mais grave é que não foi falta de aviso. O alerta veio das ruas, veio dos próprios trabalhadores, veio de quem conhece na prática o funcionamento da feira. Ainda assim, a decisão foi mantida até que o custo político e social se tornou insustentável.
A feira, que sempre aconteceu aos domingos, não é invenção recente nem espaço disponível para experimentação administrativa. É tradição, é economia viva e é parte do funcionamento real da cidade. Ignorar isso foi o ponto central do desgaste.
O resultado foi o que já se via caminhando desde o início. Pressão crescente, perda de apoio e desgaste público. Até que finalmente veio a recusa em sustentar o próprio erro. A manutenção da feira aos domingos não nasceu de diálogo. Nasceu de pressão.
E isso muda tudo.
Porque quando uma gestão precisa voltar atrás depois de criar tensão, insegurança e prejuízo político, o recado que fica não é de flexibilidade. É de improviso. É de falta de leitura da realidade. É de distância entre quem decide e quem vive o impacto da decisão.
A Feira de Rainha Isabel não é cenário para teste político. É estrutura de sobrevivência econômica. E quem trata isso como variável secundária acaba inevitavelmente colhendo reação.
O recuo veio, mas veio depois do estrago. Depois da revolta. Depois da cidade inteira se posicionar.
No fim, fica evidente o que a população já entendeu sem precisar de explicação técnica: quando se ignora a base e se tenta impor mudança de cima para baixo, a resposta vem das ruas.
E veio.
Antes tarde do que nunca dizem alguns.
Mas na prática, quem erra o timing já perdeu antes de recuar.