quinta-feira, 25 de junho de 2026

MICHELLE MOSTRA MAIS UMA FACE DE FLÁVIO E EXPÕE FERIDA NO CORAÇÃO DO BOLSONARISMO

A política brasileira já se acostumou a acompanhar os embates entre adversários. O que raramente acontece é ver uma crise ganhar dimensão nacional quando nasce dentro da própria família que lidera um dos maiores movimentos políticos do país. Foi exatamente isso que ocorreu após as duras declarações de Michelle Bolsonaro contra o senador Flávio Bolsonaro, episódio que abriu uma nova frente de desgaste para o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro e revelou ao público uma face pouco conhecida da relação entre os principais nomes do bolsonarismo.

Ao afirmar que foi "apunhalada", humilhada e desrespeitada por Flávio, Michelle não apenas tornou público um conflito que até então permanecia restrito aos bastidores. A ex-primeira-dama levou para o centro do debate político uma disputa que ultrapassa questões familiares e alcança diretamente o futuro eleitoral da direita brasileira.

O episódio ganhou repercussão porque Michelle ocupa hoje uma posição estratégica dentro do campo conservador. Desde que assumiu protagonismo político, ela deixou de ser apenas a esposa do ex-presidente para se transformar em uma das principais lideranças do PL. À frente da estrutura feminina do partido, construiu pontes com eleitoras conservadoras, ampliou a presença feminina nas bases bolsonaristas e consolidou uma imagem de lealdade absoluta a Jair Bolsonaro.

Por isso, quando a crítica parte dela, o impacto é diferente. Não se trata de um ataque vindo da oposição, da esquerda ou de adversários eleitorais. Trata-se de uma cobrança feita por alguém que sempre esteve dentro do núcleo mais próximo da família Bolsonaro. E é justamente esse fator que torna o episódio tão sensível.

A situação ganha contornos ainda mais delicados porque toca em uma das maiores dificuldades históricas enfrentadas por Flávio Bolsonaro: a ampliação de sua aceitação entre o eleitorado feminino. Enquanto Michelle conseguiu construir uma relação de proximidade com milhares de mulheres conservadoras, especialmente no segmento evangélico, o senador nunca alcançou o mesmo nível de identificação junto a esse público.

Nesse contexto, as declarações da ex-primeira-dama podem produzir um efeito político relevante. Afinal, quando uma liderança feminina respeitada dentro da própria direita relata episódios de desrespeito e mágoa envolvendo um possível candidato presidencial, o assunto inevitavelmente desperta atenção entre eleitoras que acompanham o movimento bolsonarista.

Outro aspecto que amplia o desgaste é a natureza do conflito. A divergência não surgiu por questões pessoais isoladas. Ela está ligada a uma discussão política envolvendo alianças partidárias, especialmente a aproximação de setores bolsonaristas com o ex-ministro e ex-candidato presidencial Ciro Gomes no Ceará. Para parte da base conservadora, qualquer movimento nessa direção é visto com desconfiança.

Michelle decidiu se posicionar de forma firme contra essa estratégia e associou a articulação a um afastamento dos princípios que marcaram a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao fazer isso, ela acabou ocupando um espaço simbólico importante: o de guardiã da identidade ideológica do bolsonarismo mais fiel.

Enquanto isso, Flávio se vê diante do desafio de administrar um desgaste que não pode ser tratado como uma simples divergência partidária. A própria Michelle afirmou que não conversa com o senador desde o episódio e revelou que, embora ele frequente regularmente a residência da família, não houve qualquer tentativa de reconciliação. A declaração reforça a percepção de que o conflito permanece aberto e sem solução no horizonte próximo.

Para observadores da cena política, o caso também lança luz sobre uma realidade frequentemente escondida pelas demonstrações públicas de unidade. Nos últimos anos, o bolsonarismo construiu sua força apoiado na imagem de coesão familiar e alinhamento entre seus principais líderes. Quando uma das figuras mais populares desse grupo rompe o silêncio e expõe divergências internas, a narrativa de unidade sofre inevitavelmente um abalo.

Embora seja prematuro falar em ruptura definitiva, o episódio evidencia que o caminho rumo às eleições de 2026 poderá ser mais turbulento do que muitos imaginavam. A direita brasileira continua sendo uma das principais forças políticas do país, mas a disputa por liderança dentro desse campo começa a revelar fissuras cada vez mais visíveis.

Ao tornar pública sua insatisfação, Michelle Bolsonaro acabou mostrando ao eleitorado uma face de Flávio que até então permanecia longe dos holofotes. E, em política, quando conflitos familiares se transformam em questões públicas, os efeitos costumam ultrapassar os muros de casa e chegar diretamente às urnas.

APÓS BANHO DE SANGUE NA ESTAÇÃO DO FORRÓ, EM MADRUGADA DE TERROR COM MORTO E 15 FERIDOS, MÁRCIA CONRADO MANTÉM SÃO JOÃO EM SERRA TALHADA

O que deveria ser mais uma noite de celebração da cultura nordestina transformou-se em um dos episódios mais graves já registrados durante os festejos juninos de Serra Talhada. A madrugada da última quarta-feira foi marcada por tiros, correria, desespero e cenas de pânico na Estação do Forró, principal polo do São João da Capital do Xaxado. O saldo da violência foi devastador: um homem morto, quinze pessoas feridas — entre elas cinco policiais militares — e uma cidade inteira tentando compreender como uma festa popular se transformou em cenário de guerra.

Apesar da gravidade da ocorrência, a prefeita Márcia Conrado decidiu manter a programação junina. Em nota oficial, a gestora lamentou o episódio, classificou o ocorrido como um fato isolado e informou que o esquema de segurança será reforçado para garantir a continuidade das festividades.

A decisão, no entanto, reacendeu o debate sobre os limites entre a preservação da tradição cultural, a movimentação econômica gerada pelo São João e a necessidade de garantir segurança à população. Enquanto parte da população defende a continuidade do evento para evitar que a violência vença a festa, outra parcela questiona se o momento exige uma reavaliação das condições de segurança oferecidas aos milhares de forrozeiros que lotam diariamente o espaço.

Segundo informações da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, o confronto teve início por volta das 2h30 da manhã. De acordo com relatos preliminares, um homem identificado como Édson Alves da Rocha, de 36 anos, teria se aproximado armado de duas patrulhas da Polícia Militar que realizavam o policiamento ostensivo da festa e efetuado disparos contra os agentes.

A reação policial foi imediata. O intenso tiroteio provocou momentos de absoluto caos. Pessoas correram em busca de abrigo, familiares se perderam em meio à multidão e equipes de socorro precisaram agir rapidamente para evitar uma tragédia ainda maior.

Entre os cinco policiais atingidos estão o cabo Wilson de Souza Lima, o cabo Dênis Carlos de Melo Nunes, a 3ª sargento Poliana Maria Sobreira de Lemos, o cabo José George Pereira de Oliveira e o cabo Cícero José do Nascimento. Os ferimentos variaram entre lesões nos pés, coxa, mão e tórax. Um dos militares foi salvo pelo colete balístico, evidenciando a intensidade dos disparos efetuados durante a ocorrência.

Além dos policiais, dez civis ficaram feridos. As vítimas foram encaminhadas ao Hospital Eduardo Campos e ao Hospital Regional Professor Agamenon Magalhães (Hospam). As informações médicas indicam que a maioria dos feridos não corre risco de morte, embora o trauma emocional provocado pela violência deva deixar marcas por muito tempo.

O caso ganhou contornos ainda mais dramáticos após a divulgação de informações de que o autor dos disparos teria sido retirado anteriormente da festa por comportamento inadequado e retornado armado ao local. Essa versão, entretanto, ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades e permanece sob investigação.

Ferido durante a troca de tiros, Édson Alves da Rocha chegou a ser socorrido. Contudo, o desfecho do caso tornou-se ainda mais complexo quando surgiram relatos de que a ambulância que realizava sua transferência hospitalar teria sido interceptada e ele acabou morto a tiros durante o deslocamento. A Polícia Militar confirmou o óbito, mas ressaltou que as circunstâncias exatas desse segundo episódio ainda serão apuradas pela investigação.

A sequência de acontecimentos levanta uma série de questionamentos que agora passam a ocupar o centro das atenções das forças de segurança e da população sertaneja. Como um homem armado conseguiu retornar ao evento? Houve falhas nos protocolos de acesso e monitoramento? Quem são os responsáveis pela morte do suspeito durante o transporte hospitalar? E, principalmente, o que pode ser feito para impedir que episódios semelhantes se repitam?

Enquanto essas respostas não chegam, Serra Talhada vive um momento de reflexão. O município, reconhecido nacionalmente por seu São João e por sua forte tradição cultural, vê sua principal festa ser marcada por uma ocorrência que rompeu o clima de alegria e deixou um rastro de medo e apreensão.

Mesmo com o reforço policial anunciado pela Prefeitura, o episódio deixa uma mensagem incontestável: quando a violência invade um espaço dedicado à celebração popular, as consequências ultrapassam os números oficiais. Elas atingem famílias, abalam a sensação de segurança coletiva e colocam em xeque a capacidade do poder público de proteger quem apenas desejava viver uma noite de festa.

Agora, entre o som da sanfona e o eco dos disparos que interromperam a madrugada, Serra Talhada tenta reencontrar o equilíbrio entre a tradição que move sua economia e a necessidade urgente de garantir que o São João volte a ser apenas aquilo que sempre deveria ser: uma festa de alegria, cultura e paz.

LÍDER DO PSB DESAFIA ESTRATÉGIA NACIONAL E TENSIONA ACORDO COSTURADO POR JOÃO CAMPOS E LULA

A poucos meses da intensificação das articulações para as eleições de 2026, um movimento protagonizado pelo líder do PSB na Câmara dos Deputados, Jonas Donizette, acendeu um sinal de alerta dentro da cúpula socialista e expôs divergências sobre a estratégia eleitoral construída nacionalmente pelo partido em conjunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Enquanto a direção nacional do PSB, sob o comando do prefeito do Recife, João Campos, trabalha para consolidar acordos políticos nos estados e fortalecer a aliança com o PT, Jonas Donizette adotou um discurso que vai na direção oposta das negociações conduzidas pelas lideranças partidárias. Em entrevista ao portal Poder360, o deputado voltou a defender que o ex-governador Márcio França dispute novamente o Governo de São Paulo, contrariando o desenho político que vem sendo costurado nos bastidores.

O entendimento predominante entre as direções nacionais do PSB e do PT aponta para uma composição em São Paulo que teria o ministro Fernando Haddad como candidato ao governo estadual, a senadora Simone Tebet concorrendo ao Senado e Márcio França ocupando a vaga de vice-governador na chapa. A construção faz parte de um acordo mais amplo entre os partidos aliados para evitar disputas internas e ampliar a competitividade do campo governista nas principais unidades da federação.

No entanto, Jonas Donizette tem defendido publicamente um caminho diferente. Para ele, a candidatura própria de Márcio França ao Palácio dos Bandeirantes fortaleceria o PSB, ampliaria a votação da legenda e dificultaria uma eventual definição da disputa paulista já no primeiro turno.

“Sempre defendi uma candidatura própria em São Paulo. É importante para a gente ter o nosso palanque do partido. É importante a gente poder, pela votação da legenda, fazer um número maior também de deputados. A mesma lógica que o PT usa, eu acho que serve para a gente também”, afirmou o parlamentar.

A declaração repercutiu imediatamente nos meios políticos porque vai de encontro à linha de atuação que João Campos vem buscando consolidar desde que assumiu a presidência nacional do PSB. O prefeito recifense tem defendido uma postura de unidade partidária e fortalecimento dos acordos estaduais negociados em sintonia com o presidente Lula, entendendo que a manutenção da aliança entre PSB e PT é fundamental para garantir estabilidade política e ampliar a presença das duas legendas nos estados.

Nos bastidores, dirigentes socialistas avaliam que manifestações públicas como a de Jonas Donizette acabam criando ruídos em um processo de negociação que ainda está em andamento. Embora o debate interno seja considerado legítimo dentro da estrutura partidária, a insistência em uma candidatura própria em São Paulo é vista por setores da legenda como uma posição que enfraquece o esforço nacional de construção de consensos.

São Paulo é considerado o principal colégio eleitoral do país e ocupa papel estratégico nas articulações para 2026. Qualquer definição envolvendo a disputa paulista tem reflexos diretos na formação de alianças em outras regiões, influenciando negociações para governos estaduais, Senado e Câmara dos Deputados.

A defesa de uma candidatura própria também coloca em evidência um antigo debate dentro do PSB: a necessidade de preservar identidade partidária e protagonismo eleitoral versus a estratégia de composições amplas para enfrentar adversários de maior peso político. Essa discussão acompanha o partido há anos e volta à tona em um momento decisivo para o futuro da legenda.

O episódio revela que, apesar da liderança nacional de João Campos buscar alinhamento com os aliados e unidade interna, ainda existem setores do PSB que defendem caminhos alternativos para a disputa eleitoral. O posicionamento de Jonas Donizette mostra que o consenso desejado pela direção nacional está longe de ser uma realidade absoluta e que as negociações para 2026 prometem ser marcadas por intensas disputas de estratégia dentro do próprio campo socialista.

Mais do que uma divergência regional, a movimentação do líder do PSB na Câmara evidencia os desafios enfrentados por João Campos na condução de um partido nacional, onde interesses estaduais muitas vezes entram em choque com os acordos construídos em Brasília. O caso de São Paulo, considerado peça-chave no tabuleiro eleitoral brasileiro, pode se transformar em um dos principais testes de liderança para o jovem presidente nacional socialista nos próximos meses.

XAND AVIÃO E MAGNÍFICOS ARRASTAM MULTIDÃO NO DIA DE SÃO JOÃO E CONSOLIDAM SUCESSO DA FESTA EM ARCOVERDE

O Dia de São João em Arcoverde foi marcado por uma combinação perfeita entre emoção, tradição e grandes shows. Nesta quarta-feira (24), o Polo Multicultural recebeu milhares de pessoas para uma das noites mais aguardadas da programação junina, tendo como destaques os shows de João Vaqueiro, Xand Avião e da consagrada banda Magníficos.

Logo após a comemoração da vitória da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, o público lotou o Pátio de Eventos da Estação para acompanhar a apresentação de Xand Avião. Dono de uma das carreiras mais vitoriosas da música nordestina, o cantor relembrou sucessos que marcaram gerações e conduziu uma verdadeira celebração do forró moderno, transformando o espaço em um grande coro popular.

Na sequência foi a vez de João Vaqueiro, que aqueceu o público e abriu caminho uma das maiores bandas de forró do Brasil. A banda Magníficos encerrou a noite em clima de romantismo. Com um repertório repleto de clássicos que atravessam décadas, o grupo emocionou casais e fãs ao interpretar canções que se tornaram trilha sonora de muitas histórias de amor. O show reafirmou a força do chamado "forró das antigas", uma das marcas mais presentes na identidade cultural nordestina.

“A noite de São João foi coroada pela vitória do Brasil e pela presença de dois grandes nomes da música nordestina, Xand Avião e Magníficos. Foi uma celebração da nossa cultura, da alegria do nosso povo e do sucesso que está sendo o São João de Arcoverde”, afirmou o prefeito Zeca Cavalcanti.

Além do Polo Multicultural, a programação se espalhou por diversos polos culturais da cidade, reforçando a diversidade que marca o São João de Arcoverde. O público prestigiou apresentações de forró, poesia popular, samba de coco, música instrumental, maracatu e ritmos alternativos, em uma celebração que valorizou as diferentes expressões da cultura nordestina.

Ao longo do dia e da noite, moradores e visitantes circularam pelos espaços culturais do evento, vivenciando uma programação plural que une tradição e contemporaneidade, uma das principais características do São João de Arcoverde. Foto: PC Cavalcanti

quarta-feira, 24 de junho de 2026

JARBAS FILHO ENTRA NO TABULEIRO DE PARANATAMA E MOVIMENTA O CENÁRIO POLÍTICO DO AGRESTE

Uma publicação feita pelo prefeito de Paranatama, Henrique Góis, nas redes sociais, ganhou forte repercussão política ao sinalizar, de forma clara, quem deverá ser seu principal nome para a disputa proporcional de 2026. Ao destacar uma reunião com o deputado estadual Jarbas Filho e ressaltar a parceria construída em favor do município, o gestor praticamente oficializou o parlamentar como sua aposta para a Assembleia Legislativa de Pernambuco, movimentando os bastidores políticos não apenas de Paranatama, mas de todo o Agreste Meridional.

O encontro, descrito pelo prefeito como uma conversa voltada para ações, projetos e desenvolvimento do município, foi além de uma simples agenda institucional. No texto divulgado, Henrique Góis fez questão de enfatizar a contribuição de Jarbas Filho para a liberação de recursos, o apoio junto ao Governo do Estado e a atuação em demandas consideradas estratégicas para a cidade. A mensagem foi interpretada por lideranças políticas e observadores da região como um gesto de alinhamento político consolidado e uma demonstração pública de confiança no trabalho do deputado.

Ao afirmar que Jarbas Filho tem sido "um parceiro importante" e que sua atuação já trouxe benefícios concretos para Paranatama, o prefeito construiu uma narrativa que reforça a ligação entre o mandato do parlamentar e os avanços buscados pela gestão municipal. Em tempos de articulações antecipadas para as eleições estaduais, manifestações dessa natureza costumam ser vistas como sinais inequívocos de posicionamento político.

A repercussão ganhou ainda mais força quando Henrique Góis anunciou que Jarbas Filho estará presente no município no próximo dia 28, participando da programação do Paranatama Junina, no Alto da Serra. O convite público e a valorização da visita transformam o evento em mais uma oportunidade para estreitar laços com a população e fortalecer a imagem do deputado junto ao eleitorado local.

Nos bastidores da política regional, a movimentação chama atenção porque Paranatama possui relevância estratégica no Agreste Meridional e historicamente exerce influência nas composições eleitorais da região. O gesto do prefeito pode representar o início de uma construção política mais ampla, capaz de atrair novas adesões e ampliar a base de apoio de Jarbas Filho em municípios vizinhos.

Filho do ex-governador Jarbas Vasconcelos, uma das figuras mais emblemáticas da política pernambucana, Jarbas Filho vem consolidando seu espaço na Assembleia Legislativa e ampliando sua presença no interior do estado. O apoio de prefeitos com boa avaliação administrativa tem sido peça importante nessa estratégia, e a sinalização feita por Henrique Góis surge como um reforço significativo nesse processo.

Para analistas políticos, o conteúdo da publicação vai além da cordialidade institucional. O tom adotado pelo prefeito, destacando resultados, parcerias e investimentos, deixa evidente a construção de uma aliança política que tende a ganhar corpo nos próximos meses. Em um cenário onde lideranças municipais já começam a definir posicionamentos para 2026, a mensagem de Henrique Góis foi recebida como uma declaração política de grande peso.

Enquanto o calendário eleitoral ainda parece distante para o eleitor comum, os movimentos de bastidor seguem em ritmo acelerado. E em Paranatama, a fotografia do encontro acompanhada das palavras do prefeito pode ter revelado muito mais do que uma reunião administrativa: pode ter marcado o início oficial de uma parceria eleitoral capaz de influenciar os rumos da política no Agreste pernambucano nos próximos anos.

NO SÃO JOÃO DE GRAVATÁ, GOVERNADORA RAQUEL LYRA RESSALTA INVESTIMENTOS DO GOVERNO DE PERNAMBUCO NO MUNICÍPIO

O apoio do Governo do Estado nos festejos juninos se soma a investimentos em segurança pública, recuperação de estradas, recursos hídricos e geração de emprego e renda
Celebrando o ciclo junino em mais uma cidade no interior do Estado, a governadora Raquel Lyra desembarcou, na noite desta segunda-feira (22), em um dos destinos mais tradicionais e animados de Pernambuco: o São João de Gravatá. A gestora marcou presença na festa, que teve início no dia 13 deste mês e segue até o próximo dia 28. O São João de Gravatá conta com o apoio do Governo de Pernambuco, por meio das secretarias estaduais de Cultura, Turismo e Defesa Social. Para garantir a tranquilidade dos festejos, o Estado reforçou a operação com 1.124 lançamentos extras das forças de segurança durante o período junino. A vice-governadora Priscila Krause também participou dos festejos.

“Frequento o São João de Gravatá há muitas décadas e é uma alegria voltar mais uma vez como governadora e ver o quanto essa festa cresce e fica ainda mais bonita a cada ano. O Governo de Pernambuco tem apoiado não apenas a realização do evento, mas também investido em ações que fortalecem o município, como segurança pública, recursos hídricos, recuperação de estradas e infraestrutura para impulsionar o comércio, os bares e os restaurantes. Trabalhamos para garantir desenvolvimento, geração de renda e emprego para a nossa gente, porque um lugar bom para visitar também precisa ser um lugar bom para morar”, enfatizou a governadora Raquel Lyra.

Além de movimentar a cultura popular, o São João de Gravatá impulsiona a economia local, beneficiando setores como comércio, hotelaria, gastronomia e serviços. A expectativada Prefeitura é receber cerca de um milhão de pessoas, gerando uma movimentação econômica estimada em R$ 350 milhões.

O prefeito de Gravatá, Joselito Gomes, celebrou a parceria com a gestão estadual. “O Governo de Pernambuco vem apoiando a realização de grandes e bons eventos em nosso município, dentre eles, o São João, que se torna cada vez maior com o Governo chegando junto e nos incentivando”, agradeceu.

Com o reforço no efetivo, o São João de Gravatá conta com um esquema especial de segurança coordenado pela Secretaria Estadual de Defesa Social, com integração entre Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica, Corpo de Bombeiros e Operação Lei Seca, além do uso de tecnologias como reconhecimento facial, drones, Plataforma de Observação Elevada (POE) e monitoramento do Grupamento Tático Aéreo (GTA). A operação também conta com delegacia móvel, reforço do policiamento ostensivo e atuação da Corregedoria da SDS para garantir mais segurança e tranquilidade durante os festejos.

Acompanharam a governadora o senador Fernando Dueire; o deputado federal André Ferreira; o deputado estadual João de Nadegi; e os prefeitos Mano Medeiros (Jaboatão dos Guararapes), Silvestre (Passira) e Araújo (Amaraji); além dos secretários estaduais Túlio Vilaça (Casa Civil), Yanne Teles (Criança e Juventude) e Ana Paula Jardim (interina da Cultura), e do presidente da Empetur, Eduardo Loyo.

Fotos: Hesíodo Góes/Secom

MICHELLE DIZ TER SIDO 'HUMILHADA' E 'MALTRATADA' POR FLÁVIO BOLSONARO

Em dois vídeos publicados nas redes sociais, a ex-primeira-dama diz ainda ser tratada como 'idiota' pelo enteado e 'alguns que o cercam'
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) publicou dois vídeos nas redes sociais nesta quarta-feira (24/6) nos quais afirma ter sido "humilhada", "maltratada" e "apunhalada" pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República nas eleições de outubro e seu enteado. 

Nos vídeos, Michelle relata um rompimento político e pessoal com o senador após divergências sobre a articulação do PL no Ceará. Ela é contrária ao apoio do partido à candidatura do ex-governador Ciro Gomes (PSDB). Ela afirma que não fala com Flávio desde o fim de 2025 e nega ter condicionado apoio à candidatura do senador a um pedido público de desculpas.

"Eu nunca pedi, cobrei ou condicionei desculpas públicas de ninguém. Não preciso disso. Eu já liberei o perdão faz muito tempo", afirmou. Segundo Michelle, o conflito teve origem após um evento do qual participou no Ceará no fim do ano passado. Na ocasião, ela criticou a aliança com Ciro que, segundo ela, fez ataques a Jair Bolsonaro e sua família.

"Vi as postagens do Flávio contra mim nas redes sociais. Palavras duras, tom agressivo defendendo o André Fernandes e, em consequência, apoiando o homem que chamou a ele, a mãe e a seus irmãos de corruptos e de ovos de serpentes nazistóides", disse.

Michelle afirmou que Ciro foi o principal responsável "pelo processo que levou à inelegibilidade do meu marido" e voltou a criticar qualquer aproximação política com o ex-governador cearense. A ex-primeira-dama relatou que, após suas críticas à articulação do partido no Ceará, recebeu respostas públicas de Flávio e também dos irmãos dele.

Segundo ela, as manifestações lhe pareceram coordenadas. "Para ele e alguns que o cercam, eu não entendo de política. Tudo bem, eu me recolhi. E desde esse dia, ele não me procurou mais. Eu também não procurei, porque estou respeitando o que ele falou e é só isso. Agora, vou desmentir as narrativas e notícias que circulam na imprensa. Eu sei quem as planta. Eu sei quem são as fontes. Eles me tratam como se eu fosse idiota, como se eu fosse alguém que chegou ontem, mas eu não sou", declarou.

Em outro trecho, Michelle reforçou a acusação de que foi desrespeitada pelo senador durante uma conversa telefônica. "Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone", afirmou. Ela detalhou o episódio e disse que Flávio tentou afastá-la das decisões partidárias.

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"Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia de política. Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem. Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante", relatou.

Michelle também afirmou que procurou mensagens e ligações de Flávio antes de suas manifestações públicas, entretanto, não encontrou qualquer tentativa de contato. Segundo ela, depois disso tentou falar com o senador, sem sucesso.

A ex-primeira-dama declarou ainda que ela e Flávio não se falam desde então, apesar de o senador frequentar sua residência. "Flávio vai à minha casa toda semana, mais de uma vez. Se ele realmente quisesse falar comigo, já teria falado."

Nos vídeos, Michelle também rebateu críticas de aliados bolsonaristas que cobram maior participação dela na pré-campanha presidencial do senador. Ela afirmou que nunca exigiu retratações públicas e que decidiu se manifestar para responder a informações divulgadas na imprensa.

Sem citar nomes, a ex-primeira-dama disse ainda ser alvo de ataques diários de um grupo que está no exterior e afirmou que parte dessas pessoas aparece em fotografias ao lado de Flávio. Ela também mencionou o impacto das críticas sobre sua filha adolescente, Laura.

"Fazem postagens e vídeos retirando do meu nome o sobrenome Bolsonaro, na tentativa de me atingir. Não me atingem, eu sei quem eu e o meu marido somos. Mas será que eles pensam no que estão provocando na vida da minha filha? Ela é uma adolescente que acompanha tudo, que lê tudo e que sente tudo", disse.

"Eles não se importam. Para eles tudo é política, e uma política que não existe em função do ser humano. Esse tipo de política não serve para nada além de egoísmo", acrescentou.

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Michelle voltou a defender que o PL apoie no Ceará a candidatura do senador Eduardo Girão (Novo) e criticou a aliança costurada pelo partido com Ciro Gomes. Segundo ela, uma aproximação entre os grupos deveria ocorrer apenas em eventual segundo turno.

"Não estou exigindo que se desfaça nenhuma aliança no Ceará, mas que adiem para o segundo turno. Eu sou contra ela, mas essa é apenas a minha convicção. Se a direita quer se unir para derrotar o PT, tudo bem", diz.

"Mas a coerência obriga que isso aconteça apenas no segundo turno. É preciso dar chance ao candidato que verdadeiramente se enquadra e defende os nossos valores."

RAQUEL LYRA ACELERA REFORÇO NA SEGURANÇA E ENTREGA NOVAS FORÇAS AO COMBATE À CRIMINALIDADE EM PERNAMBUCO

A segurança pública pernambucana viverá mais um dia de fortalecimento nesta quinta-feira (25), quando a governadora Raquel Lyra comandará uma série de ações voltadas à ampliação da capacidade operacional do Estado, com a formação de novos profissionais e a entrega de equipamentos que prometem reforçar o enfrentamento à criminalidade em todas as regiões de Pernambuco.

A agenda da chefe do Executivo estadual será marcada por dois momentos estratégicos que dialogam diretamente com uma das áreas consideradas prioritárias pela atual gestão: a valorização das forças de segurança e a ampliação da presença do Estado no combate à violência. As iniciativas fazem parte do programa Juntos pela Segurança, principal política pública do governo estadual para reduzir os índices de criminalidade e ampliar a capacidade de resposta das corporações.

O primeiro compromisso acontece pela manhã, às 10h30, no Comando Geral do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco, localizado no Recife. Na ocasião, será realizada a solenidade de conclusão do Curso de Formação de Oficiais do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CFO BM) 2025. A cerimônia simboliza o encerramento de uma etapa de intensa preparação técnica, física e operacional dos novos oficiais, que passam a integrar oficialmente os quadros da corporação.

A formação representa um reforço importante para uma instituição que desempenha papel fundamental na proteção da população, atuando em ocorrências de incêndios, salvamentos, resgates, prevenção de acidentes, ações de defesa civil e atendimento em situações de emergência. A chegada de novos oficiais também amplia a capacidade de liderança e comando dentro da corporação, contribuindo para o fortalecimento das atividades desenvolvidas em todo o território pernambucano.

Além do simbolismo da formatura, a cerimônia reforça a estratégia do governo estadual de investir na renovação e ampliação dos efetivos das forças de segurança, preparando profissionais para atuar diante dos desafios cada vez mais complexos enfrentados pelas instituições responsáveis pela proteção da sociedade.

No período da tarde, às 14h, a governadora seguirá para o Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, onde comandará a entrega de novas viaturas destinadas à Polícia Civil de Pernambuco e participará da formatura de novos policiais civis.

A ação representa mais um passo na modernização da estrutura policial do Estado. As novas viaturas chegam para ampliar a mobilidade das equipes, melhorar as condições de trabalho dos agentes e fortalecer as operações investigativas em diversas regiões pernambucanas. O reforço logístico deverá contribuir para uma atuação mais rápida e eficiente das unidades policiais, permitindo maior alcance das ações de investigação e combate aos crimes.

Paralelamente, a formatura dos novos policiais civis representa a ampliação do efetivo responsável pelas atividades de investigação criminal, inteligência policial e elucidação de delitos. A incorporação desses profissionais ocorre em um momento em que o governo busca fortalecer a presença da Polícia Civil em diferentes municípios e aumentar a capacidade de resposta diante das demandas da população.

A agenda evidencia uma estratégia que combina investimentos em capital humano e estrutura operacional. De um lado, o Estado amplia seus quadros com novos oficiais bombeiros e policiais civis. De outro, reforça as condições materiais de trabalho por meio da renovação da frota e da modernização dos equipamentos utilizados pelas forças de segurança.

Com as ações desta quinta-feira, o governo pernambucano busca consolidar avanços dentro do programa Juntos pela Segurança, fortalecendo instituições consideradas essenciais para a preservação da ordem pública, a proteção da vida e a garantia de um atendimento mais eficiente à população. A expectativa é que os novos profissionais e os investimentos anunciados contribuam para ampliar a presença do Estado nas ruas, fortalecer as investigações e elevar a capacidade de resposta das forças de segurança em Pernambuco.