A restituição ocorre enquanto a Polícia Federal concluiu, nesta terça-feira (14), o inquérito que investigou um dos maiores esquemas de fraudes já registrados contra aposentados e pensionistas. Segundo as investigações, o prejuízo total provocado pelo esquema ultrapassa R$ 6,3 bilhões, embora o montante efetivamente ressarcido corresponda aos valores reclamados e reconhecidos administrativamente pelos beneficiários.
Em Pernambuco, 245.655 aposentados e pensionistas solicitaram o ressarcimento. Ao todo, o INSS devolveu R$ 169,8 milhões aos pernambucanos que tiveram descontos realizados sem autorização, aliviando o prejuízo de milhares de famílias.
O maior volume de devoluções ocorreu em São Paulo, onde 823.525 beneficiários receberam R$ 594,4 milhões. Em seguida aparece Minas Gerais, com 502.294 vítimas ressarcidas e R$ 332,1 milhões devolvidos. A Bahia figura entre os estados mais atingidos, com 468.053 pessoas indenizadas, somando R$ 395,2 milhões em restituições.
De acordo com a investigação da Polícia Federal, os descontos ilegais ocorreram entre 2019 e 2024, período em que diversas entidades teriam realizado cobranças mensais diretamente nos benefícios previdenciários sem a autorização dos segurados. As irregularidades começaram a ser investigadas em 2025, resultando em uma ampla operação policial.
O inquérito aponta 48 pessoas como integrantes da organização responsável pelo esquema fraudulento. Ao longo das investigações, diversos suspeitos foram presos ou prestaram depoimento às autoridades para esclarecer o funcionamento das cobranças indevidas.
A conclusão do inquérito representa mais um passo para responsabilizar os envolvidos e reforça a necessidade de ampliar os mecanismos de fiscalização sobre os descontos efetuados nos benefícios previdenciários, evitando que milhões de aposentados e pensionistas voltem a ser vítimas de fraudes semelhantes.