terça-feira, 21 de julho de 2026

PSB DEFINE CONVENÇÃO ESTADUAL PARA 1º DE AGOSTO E JOÃO CAMPOS PARTICIPARÁ DE ATO NACIONAL DO PT COM LULA

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) confirmou, nesta terça-feira (21), que realizará sua convenção estadual em Pernambuco no próximo dia 1º de agosto, a partir das 14h, oficializando a candidatura do prefeito do Recife, João Campos, ao Governo do Estado nas eleições de 2026.

A definição encerra as especulações sobre a data do evento. O partido havia reservado o Clube Internacional para duas possibilidades, dias 1º e 2 de agosto, mas optou pelo primeiro dia em razão da convenção nacional do PT, marcada para 2 de agosto, em São Paulo. Na ocasião, serão homologadas as candidaturas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição e do vice-presidente Geraldo Alckmin, filiado ao PSB.

Além de disputar o Governo de Pernambuco, João Campos também exerce a presidência nacional do PSB e participará da convenção petista ao lado de Lula e das principais lideranças da base governista.

Segundo a direção nacional do PSB, a escolha da data atendeu a um pedido do próprio presidente Lula. A legenda é considerada pelo Palácio do Planalto um dos principais pilares da aliança que sustenta a candidatura presidencial, desempenhando papel estratégico na construção dos palanques estaduais.

Em diversos estados brasileiros, o PSB lançará candidaturas próprias alinhadas ao projeto de Lula ou apoiará candidatos do PT e de partidos aliados. De acordo com a sigla, essa articulação deverá ocorrer em cerca de 20 estados, reforçando a estratégia de fortalecimento da coligação nacional.

Durante a convenção da Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB), realizada na segunda-feira (20), João Campos destacou a importância da unidade das forças políticas que apoiam Lula. O socialista afirmou que sua candidatura ao Governo de Pernambuco também tem como objetivo consolidar um palanque forte para o presidente no Estado durante a campanha eleitoral de 2026.

A convenção do PSB marcará oficialmente o início da caminhada eleitoral de João Campos em Pernambuco, reunindo lideranças estaduais, prefeitos, vereadores, deputados e representantes dos partidos que integram sua base de apoio. O evento deverá reunir ainda dirigentes nacionais da legenda e aliados políticos que compõem o campo governista.

FLÁVIO BOLSONARO RECUSA ESCOLTA DA PF DURANTE A CAMPANHA E ALEGA RISCO DE "INFILTRAÇÃO"

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026, anunciou que não aceitará a proteção oferecida pela Polícia Federal durante o período oficial de campanha. A decisão foi divulgada por meio de uma publicação em seu perfil na rede social X (antigo Twitter), no último domingo (19), em reação à estrutura de segurança preparada pela corporação para atender os candidatos ao Palácio do Planalto.

A operação da Polícia Federal prevê um investimento de aproximadamente R$ 95 milhões e poderá mobilizar até 458 agentes para garantir a segurança de até dez candidaturas presidenciais ao longo do processo eleitoral.

Ao justificar sua recusa, Flávio Bolsonaro afirmou que prefere que os policiais que poderiam ser destacados para sua escolta sejam direcionados para reforçar investigações relacionadas às fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em sua publicação, o senador declarou que "os servidores da PF que estariam à minha disposição sejam destinados imediatamente para a investigação do roubo dos aposentados do INSS".

O parlamentar também relacionou sua decisão à alegada falta de efetivo da Polícia Federal para avançar em investigações sobre o esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões. Em sua manifestação, Flávio fez referência ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", citado em depoimentos que investigam supostos pagamentos envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Além das críticas à condução das investigações, Flávio Bolsonaro afirmou não confiar na atual direção da Polícia Federal, comandada por Andrei Rodrigues. Segundo ele, existe o receio de que agentes possam ser designados para sua campanha com objetivos diferentes da segurança institucional.

"Não vou correr o risco de ele próprio infiltrar pessoas na minha campanha", escreveu o senador em sua publicação.

A recusa do pré-candidato ocorre em meio ao início da organização da estrutura de segurança para as eleições de 2026, período em que a Polícia Federal tradicionalmente disponibiliza escoltas e equipes especializadas para candidatos à Presidência da República, conforme avaliação dos órgãos responsáveis pela segurança institucional.

APÓS REPERCUSSÃO, COORDENAÇÃO ABRE ESPAÇO PARA LIDERANÇAS DO PSB SE MANIFESTAREM NO GRUPO INTERNO

A repercussão da matéria publicada pelo Blog do Edney sobre a insatisfação de lideranças do PSB em Pernambuco parece ter provocado uma reação imediata nos bastidores da legenda. Exatamente às 10h48 desta terça-feira, o moderador do grupo interno do partido, chamado por integrantes da própria sigla de "primeiro-ministro" devido à influência que exerce na condução das discussões, liberou o espaço para que os participantes pudessem apresentar críticas, sugestões e elogios.

A decisão acontece depois que diversas lideranças relataram ao blog o descontentamento com a forma como o grupo vinha sendo conduzido. A principal reclamação era a ausência de diálogo e a falta de oportunidade para que prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, ex-vereadores, presidentes municipais e demais representantes do partido opinassem sobre os rumos da pré-campanha de João Campos.

Segundo um dos informantes, que pediu para não ter o nome divulgado, a abertura do grupo atende justamente a uma reivindicação de quem está na base do partido. "Quem vive a realidade dos municípios precisa ser ouvido. É na ponta que o voto é conquistado, é onde a política acontece todos os dias", afirmou.

O mesmo interlocutor contou que estava indignado com a falta de espaço para manifestações e considerava injusto que lideranças com longa trajetória no PSB fossem tratadas apenas como participantes de agendas previamente definidas, sem qualquer participação nas decisões ou planejamento político.

A avaliação entre integrantes da legenda é de que a repercussão do assunto acelerou uma mudança de postura. A partir de agora, as lideranças poderão se manifestar livremente, apresentando tanto elogios quanto críticas à condução da campanha e às estratégias adotadas pelo partido.

Nos bastidores, porém, permanece uma dúvida. A abertura do espaço será definitiva ou representa apenas uma resposta ao desgaste causado pela repercussão da matéria? Essa é a pergunta que circula entre muitos socialistas.

Em política, ouvir as bases nunca deveria ser tratado como concessão. É obrigação de qualquer partido que pretende manter sua militância motivada. Afinal, campanhas não são construídas apenas nas salas de reunião da capital. Elas ganham força nos municípios, nas comunidades e no trabalho silencioso de quem conhece o eleitor pelo nome.

Se a iniciativa representar o início de um diálogo verdadeiro, o PSB poderá transformar uma crise interna em oportunidade. Caso contrário, o episódio ficará marcado apenas como uma reação à pressão, quando o silêncio deixou de ser uma opção porque a insatisfação já havia ultrapassado os limites do grupo e chegado ao debate público.

PESQUISA REALTIME BIGDATA APONTA QUE LULA MANTÉM VANTAGEM DE 7%

A pesquisa foi a campo entre 18 e 20 de julho. Realizou 2.000 entrevistas em todo o país, com 2% de margem de erro e 95% de intervalo de confiança. Na intenção de voto espontânea para o primeiro turno, Lula aparece com 34%. Flávio Bolsonaro com 26%. Os demais candidatos se embaralham abaixo dos 5%. Sem novidades, portanto.

Estimulada

Com a apresentação dos nomes dos candidatos o cenário no topo se mantém mas na base aparecem mudanças. Lula se mantém na liderança com 40%, Flávio em seguida com 33%. Porém dois candidatos surgem rompendo a barreira dos 5%: Renan Santos do Missão tem 9%, Ronaldo Caiado, 7%. Depois dele, longe, Zema não passa de 2%.
Augusto Cury tem 1%, Joaquim Barbosa 1%, outros 1%, nulo/branco 3%, não sabe/não respondeu, 3%.

ANALISE - A SIMPLEX CONFIRMA: RAQUEL CRESCE, JOÃO PERDE FÔLEGO E A ELEIÇÃO ENTRA EM UMA NOVA FASE

A nova pesquisa Simplex não apenas trouxe números. Ela revelou uma mudança de ambiente político em Pernambuco. Pela primeira vez em muitos meses, a sensação predominante deixa de ser a de uma eleição inevitavelmente favorável a João Campos e passa a ser a de uma disputa em que Raquel Lyra conseguiu inverter a narrativa e assumir o protagonismo.

Pesquisa não elege ninguém. Mas pesquisa também não pode ser ignorada quando começa a revelar tendências. E é exatamente isso que a Simplex apresenta. Não se trata apenas de Raquel crescer. Trata-se de crescer de forma consistente, enquanto João Campos deixa de avançar e passa a enfrentar um processo de estagnação, acompanhado por uma perda gradual de terreno.

Esse movimento dificilmente pode ser atribuído ao acaso.

A governadora chegou ao momento decisivo do calendário eleitoral fazendo exatamente o que um ocupante do cargo precisa fazer: governar aparecendo. Enquanto a oposição apostava que a rejeição natural de um governo desgastaria Raquel, ela escolheu o caminho inverso. Intensificou agendas, percorreu praticamente todas as regiões do Estado, inaugurou obras, anunciou investimentos e transformou o Palácio do Campo das Princesas em uma verdadeira central de notícias positivas.

Foi uma estratégia claramente planejada para anteceder o defeso eleitoral, iniciado em 4 de julho. Até lá, Pernambuco viveu uma intensa exposição das ações do Governo do Estado. Quem acompanhava o noticiário diariamente encontrava Raquel entregando estradas, escolas, hospitais, sistemas de abastecimento, investimentos em segurança e programas sociais. Essa ocupação permanente do espaço público acabou produzindo um efeito inevitável: colocou a imagem da governadora diante do eleitor praticamente todos os dias.

Na política moderna, presença também é ativo eleitoral.

Outro indicador que ajuda a compreender esse crescimento é a aprovação do governo, que ultrapassa os dois terços do eleitorado. Esse talvez seja o dado mais importante de toda a pesquisa. Afinal, nenhuma candidatura cresce de maneira sustentável quando o governo é mal avaliado. A lógica é simples: quando a administração melhora sua imagem, quem a lidera também tende a colher dividendos eleitorais.

E existe um componente histórico que muitos analistas costumam subestimar.

O São João sempre foi um dos períodos mais favoráveis para governadores em Pernambuco. Não apenas pela visibilidade das festas, mas porque durante esse período o chefe do Executivo consegue estar presente simultaneamente em dezenas de municípios, fortalecendo relações políticas, ampliando parcerias com prefeitos e tornando as ações do governo muito mais visíveis.

Não foi diferente agora. Raquel aproveitou como poucos essa vitrine. O resultado começa a aparecer nas pesquisas.

Há ainda um aspecto curioso. A longa novela envolvendo a segunda vaga ao Senado, com Miguel Coelho e Eduardo da Fonte disputando espaço na chapa governista, parecia, num primeiro momento, representar desgaste para Raquel. Mas, olhando o cenário hoje, é possível enxergar outro efeito.

Enquanto todos discutiam quem seria o escolhido, quem permaneceu diariamente no centro do debate foi justamente a governadora. Durante semanas, o noticiário político girou em torno de suas decisões. Em comunicação política, muitas vezes estar no centro das atenções vale mais do que desaparecer do debate.

Do outro lado, João Campos enfrenta talvez seu primeiro desafio real desde que colocou seu nome na disputa estadual.

O socialista passou muitos meses sendo tratado como favorito absoluto. Essa condição, naturalmente, gerou uma expectativa enorme. O problema é que expectativas muito elevadas também cobram resultados. Quando as pesquisas deixam de mostrar crescimento e passam a registrar queda, instala-se um novo ambiente político.

Não significa que João esteja derrotado. Longe disso. Continua sendo um candidato extremamente competitivo, possui recall, estrutura partidária robusta e alianças importantes. Mas, pela primeira vez, terá de explicar por que parou de crescer enquanto sua principal adversária avança.

Essa mudança de narrativa pode ser tão importante quanto os próprios números.

Campanhas eleitorais vivem de percepção. Quando um candidato cresce sucessivamente, cria-se um sentimento de ascensão. Lideranças passam a acreditar mais na vitória, militâncias ganham ânimo e aliados ficam mais motivados. O contrário também acontece. Quando a curva desacelera, surgem questionamentos, aumentam as cobranças internas e cresce a pressão por mudanças na estratégia.

É exatamente esse momento que Pernambuco começa a viver.

A Simplex não encerra a eleição. Ainda haverá debates, propaganda eleitoral, confrontos diretos e novos fatos políticos capazes de alterar o cenário. Mas seria um erro minimizar o que ela revela.

Raquel Lyra chega ao segundo semestre eleitoral no seu melhor momento desde que assumiu o Governo do Estado. Conseguiu transformar gestão em ativo político, converteu visibilidade institucional em capital eleitoral e mostrou que ainda tem capacidade de ampliar sua base.

João Campos, por sua vez, continua plenamente vivo na disputa, mas já não corre sozinho. A eleição que muitos imaginavam caminhar para um roteiro previsível passa, agora, a exigir novas estratégias, novos discursos e uma capacidade maior de reação.

A partir desta pesquisa, a principal pergunta da sucessão pernambucana deixa de ser "João confirma o favoritismo?" e passa a ser outra, muito mais interessante: até onde Raquel Lyra ainda pode crescer? Esse talvez seja, hoje, o maior desafio para a oposição e a principal notícia revelada pela nova rodada da Simplex.

NOS BASTIDORES DO PSB, INSATISFAÇÃO CRESCE APÓS PESQUISA SIMPLEX E LIDERANÇAS DENUNCIAM SILENCIAMENTO

A divulgação da pesquisa do Instituto Simplex nesta terça-feira provocou forte repercussão nos bastidores do PSB em Pernambuco. Segundo relatos feitos ao Blog do Edney por lideranças socialistas que pediram para ter suas identidades preservadas, o clima no partido é de crescente insatisfação, especialmente após integrantes de um grupo de WhatsApp formado por apoiadores e dirigentes afirmarem ter sido impedidos de comentar ou opinar sobre os números do levantamento.

De acordo com uma das fontes, a decisão de restringir as manifestações gerou indignação entre integrantes da própria base política. "Não aceitam crítica nem opinião dos soldados da campanha", afirmou a liderança, demonstrando decepção com a condução do grupo e com o ambiente interno da legenda.

Ainda segundo o relato, há um sentimento de distanciamento entre o núcleo mais próximo da pré-candidatura de João Campos e lideranças históricas do partido. "O núcleo que cerca o príncipe não o deixa ver a realidade. Isso é a prova. Fizeram um simples grupo de lideranças que já estavam escanteadas quando perderam o sapato alto. Agora fizeram o grupo, mas nos calam. No revés, não podemos nem opinar", desabafou.

Outra liderança ouvida pelo Blog do Edney revelou que o desconforto não se restringe ao episódio envolvendo a pesquisa. Segundo ela, existe uma queixa recorrente quanto à organização das agendas da pré-campanha. "Nem consultados nós somos. As montagens dos eventos acontecem sem ouvir quem está na base. Além disso, somos avisados em cima da hora e acabamos participando apenas como meros figurantes", afirmou.

As reclamações apontam para um sentimento de falta de valorização de quadros experientes do partido, justamente às vésperas das convenções partidárias, período considerado estratégico para a consolidação das candidaturas e da mobilização política.

Uma das fontes fez ainda uma crítica direta à condução da campanha e ao afastamento de lideranças que participaram das vitórias socialistas nos últimos anos. "A receita para o sucesso eu não sei, mas a do fracasso está nítida: ignorar a experiência de quem ajudou a eleger Eduardo Campos e Paulo Câmara", afirmou.

Para as lideranças ouvidas pela reportagem, a pesquisa divulgada nesta terça-feira intensificou o desconforto interno e expôs um ambiente de apreensão dentro do partido. "O que se vê é que a pesquisa caiu como uma bomba no ninho socialista. E a pomba está longe de ser branca", concluiu uma das fontes.

O Blog do Edney procurou representantes do PSB para comentar os relatos apresentados pelas lideranças. O espaço permanece aberto para que a legenda apresente sua versão dos fatos e esclareça as alegações feitas por integrantes do próprio partido.

A TORRE DE BABEL DA FEDERAÇÃO BRASIL DA ESPERANÇA EM PERNAMBUCO

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A convenção da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, foi concebida para transmitir uma mensagem inequívoca de unidade. O ato homologou oficialmente o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à candidatura do senador Humberto Costa ao Senado e ao projeto de João Campos para o Governo de Pernambuco. O discu8,,, rso dos dirigentes foi de alinhamento político, reforçando que a chapa representa o "time de Lula" no Estado.

No entanto, o que deveria simbolizar coesão acabou expondo uma realidade bem diferente. A federação vive, na prática, uma verdadeira Torre de Babel, onde todos pertencem ao mesmo agrupamento partidário, mas falam linguagens políticas distintas.

O caso mais emblemático é o de lideranças que ocupam espaços na estrutura do Governo Raquel Lyra. Embora permaneçam na federação e apoiem Lula para presidente e Humberto Costa para o Senado, recusam-se a acompanhar a decisão coletiva de apoiar João Campos ao Palácio do Campo das Princesas. Entre esses nomes aparecem deputados petistas como Doriel Barros, Rosa Amorim, João Paulo e o ex-presidente do PT do Recife, Osmar Ricardo, além do presidente estadual do PV, Clodoaldo Magalhães, aliado da governadora Raquel Lyra, conforme vem sendo noticiado por diversos veículos de imprensa. 

Essa situação cria uma contradição política difícil de esconder. Enquanto a direção estadual da federação sustenta que o palanque de Lula em Pernambuco é o de João Campos, parte de seus próprios quadros trabalha em direção oposta na disputa estadual. É um cenário em que convivem dois projetos incompatíveis sob o mesmo teto partidário.

O presidente estadual do PT, Carlos Veras, tem endurecido o discurso em defesa da decisão aprovada pela federação, ressaltando a necessidade de disciplina partidária. A senadora Tereza Leitão também tem criticado publicamente a postura dos correligionários que optam por permanecer no campo político da governadora Raquel Lyra, argumentando que a decisão coletiva deve ser respeitada. 

O episódio revela um dos maiores desafios das federações partidárias: elas unem partidos juridicamente, mas não eliminam divergências regionais, interesses locais e alianças construídas ao longo dos anos. Em Pernambuco, a Federação Brasil da Esperança demonstra exatamente esse paradoxo. Formalmente, existe uma única decisão. Politicamente, existem vários caminhos.

Essa "Torre de Babel" também evidencia que a eleição estadual deverá testar os limites da autoridade das direções partidárias. Se as dissidências permanecerem até a campanha, João Campos terá o apoio institucional da federação, mas não necessariamente contará com o engajamento de todos os seus principais líderes. Por outro lado, Raquel Lyra tende a continuar recebendo apoios oriundos de partidos que, oficialmente, estarão em seu campo adversário.

No fim das contas, a convenção consolidou o que determina a federação no papel, mas deixou claro que, na prática, a unidade ainda está longe de ser uma realidade. Em Pernambuco, o desafio da Federação Brasil da Esperança não será convencer os adversários, mas fazer com que seus próprios integrantes falem a mesma língua durante a campanha eleitoral.

REPUBLICANOS REALIZA CONVENÇÃO NESTA TERÇA E OFICIALIZA APOIO A LULA E JOÃO CAMPOS EM PERNAMBUCO

O Republicanos realiza, nesta terça-feira (21), sua Convenção Estadual, no Hotel Flat Metropolis, na Ilha do Leite, no Recife, em um evento que marcará oficialmente a estratégia da legenda para as eleições de 2026 em Pernambuco. O ato acontecerá das 14h às 17h e reunirá dirigentes, filiados, pré-candidatos, lideranças políticas e militantes de diversas regiões do Estado.

Presidido em Pernambuco pelo ministro de Portos e Aeroportos e deputado federal licenciado Silvio Costa Filho, o Republicanos homologará sua chapa de candidatos a deputado federal e deputado estadual, além de confirmar o apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição e à pré-candidatura do prefeito do Recife, João Campos, ao Governo de Pernambuco.

Outro momento aguardado da convenção será a oficialização da indicação do advogado e economista Carlos Costa para compor a chapa majoritária da Frente Popular como candidato a vice-governador, consolidando a participação do Republicanos na aliança liderada por João Campos.

A expectativa da direção estadual é de que o partido amplie significativamente sua representação nas eleições deste ano. A meta é conquistar entre três e quatro cadeiras na Câmara dos Deputados e eleger de dois a três parlamentares para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), reforçando o crescimento da legenda no Estado.

Para Silvio Costa Filho, o Republicanos chega fortalecido à disputa eleitoral, com uma chapa competitiva e presença em todas as regiões pernambucanas.

"Chegamos a esta eleição com um time preparado, candidatos qualificados e um projeto alinhado com Pernambuco e com o Brasil. Temos confiança de que faremos uma grande campanha, ampliando nossa representação e contribuindo para as vitórias do presidente Lula e de João Campos", afirmou.

A convenção simboliza um dos principais movimentos políticos da legenda neste processo eleitoral e reforça o posicionamento do Republicanos como um dos partidos que integram a Frente Popular, apostando no fortalecimento de suas bancadas e na consolidação da aliança em torno dos projetos de Lula no plano nacional e de João Campos no cenário estadual.