terça-feira, 21 de julho de 2026

PODEMOS HOMOLOGA CANDIDATURA DE GUIGA À CÂMARA FEDERAL E FORTALECE REPRESENTAÇÃO DA MATA NORTE

O Podemos oficializou, nesta segunda-feira (20), durante sua convenção estadual realizada no Recife, a candidatura do ex-prefeito de Vicência, **Guiga**, para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições deste ano. A homologação confirma o nome de uma das principais lideranças da Mata Norte na corrida por uma cadeira no Congresso Nacional.

Com trajetória consolidada na política municipal e reconhecido pela atuação à frente da Prefeitura de Vicência, Guiga entra na disputa defendendo uma maior representatividade da Mata Norte em Brasília. A candidatura também integra a estratégia do Podemos de ampliar sua presença na bancada federal, apostando em nomes com forte inserção regional.

Nos últimos meses, Guiga percorreu diversas cidades pernambucanas, intensificando a agenda de pré-campanha com visitas, reuniões e encontros com prefeitos, vereadores, lideranças comunitárias, representantes de segmentos produtivos e eleitores. O movimento permitiu ampliar sua rede de apoios para além da Mata Norte, fortalecendo sua presença em diferentes regiões do estado.

A construção política realizada ao longo da pré-campanha consolidou Guiga como um dos nomes mais competitivos do Podemos para a disputa proporcional. A expectativa da legenda é que o ex-prefeito transforme o capital político acumulado durante sua gestão municipal em uma votação expressiva, contribuindo para o desempenho do partido nas eleições.

Durante a convenção, lideranças do Podemos destacaram a experiência administrativa, a capacidade de articulação e a proximidade de Guiga com os municípios pernambucanos como diferenciais da candidatura. Com o nome oficialmente homologado, o agora candidato inicia a campanha eleitoral buscando ampliar sua base política e defender pautas voltadas ao desenvolvimento regional, à geração de oportunidades e ao fortalecimento dos municípios pernambucanos.

SIMPLEX/CBN CONSOLIDA VIRADA ELEITORAL: RAQUEL LYRA ABRE 11,7 PONTOS SOBRE JOÃO CAMPOS E ATINGE 56,3% DOS VOTOS VÁLIDOS

A nova pesquisa Simplex/CBN confirma uma mudança significativa no cenário da disputa pelo Governo de Pernambuco. O levantamento mostra que a governadora Raquel Lyra (PSD) mantém uma trajetória de crescimento consistente nas intenções de voto, enquanto o prefeito do Recife, João Campos (PSB), registra nova queda. O resultado consolida uma virada que começou a ser desenhada ao longo dos últimos meses e coloca a governadora em posição de vantagem na corrida eleitoral.

Na pesquisa estimulada, Raquel Lyra aparece com 48,2% das intenções de voto, contra 36,5% de João Campos. Em terceiro lugar está Gilson Machado (PL), com 8,7%. Brancos e nulos somam 4,3%, enquanto 2,3% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder.

Mais expressivo ainda é o cenário dos votos válidos, critério utilizado pela Justiça Eleitoral para definir o resultado da eleição. Nesse recorte, Raquel Lyra alcança 56,3%, enquanto João Campos registra 42,6%. O percentual da governadora supera os 50% mais um dos votos válidos, índice suficiente para garantir uma vitória ainda no primeiro turno caso esse desempenho fosse reproduzido nas urnas.

A evolução da série histórica do instituto revela a dimensão da mudança no cenário político pernambucano. Em fevereiro de 2025, João Campos liderava com 54%, enquanto Raquel Lyra tinha apenas 19%, abrindo uma vantagem de 35 pontos percentuais. Em abril de 2025, o prefeito ampliou sua liderança para 56%, contra 26% da governadora.

A partir do segundo semestre de 2025, porém, a distância começou a diminuir. Em setembro, João caiu para 43%, enquanto Raquel subiu para 31%. Em outubro, os números foram de 44% para João e 29% para Raquel. Em dezembro, a diferença voltou a encolher, com João registrando 48% e Raquel alcançando 36,2%.

O ponto de virada ocorreu em abril de 2026, quando a pesquisa apontou um empate técnico, com 42,6% para Raquel Lyra e 42,3% para João Campos. Já nesta nova rodada, divulgada em julho, a governadora amplia sua vantagem e chega a 48,2%, enquanto João recua para 36,5%, estabelecendo uma diferença de 11,7 pontos percentuais.

Evolução das pesquisas Simplex/CBN

DataRaquel LyraJoão Campos
Fev/202519%54%
Abr/202526%56%
Set/202531%43%
Out/202529%44%
Dez/202536,2%48%
Abr/202642,6%42,3%
Jul/202648,2%36,5%

Os números revelam uma inversão completa do quadro eleitoral. Quem começou a série com ampla vantagem agora aparece atrás da governadora, enquanto Raquel Lyra transformou uma desvantagem de 35 pontos em uma liderança de quase 12 pontos.

O levantamento também acompanha outro movimento observado nos últimos meses: o crescimento da aprovação da gestão estadual. A intensificação da agenda administrativa, com entregas de obras, investimentos em infraestrutura, segurança pública, educação, saúde e programas sociais, coincide com a melhora do desempenho eleitoral da governadora.

Já João Campos enfrenta o desafio de reverter a tendência de queda registrada nas últimas pesquisas. Após liderar o cenário por mais de um ano, o prefeito do Recife agora vê sua vantagem desaparecer e passa a disputar a eleição em posição de desvantagem.

Embora a campanha eleitoral ainda esteja em andamento e pesquisas representem um retrato do momento, os números da Simplex/CBN reforçam uma tendência que vem se consolidando nos levantamentos mais recentes: Raquel Lyra vive seu melhor momento na corrida pelo Governo de Pernambuco, assume uma liderança confortável e, pela primeira vez na série histórica do instituto, ultrapassa a marca dos 56% dos votos válidos, percentual que a colocaria, hoje, em condições de vencer a eleição já no primeiro turno.

PSB DEFINE CONVENÇÃO ESTADUAL PARA 1º DE AGOSTO E JOÃO CAMPOS PARTICIPARÁ DE ATO NACIONAL DO PT COM LULA

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) confirmou, nesta terça-feira (21), que realizará sua convenção estadual em Pernambuco no próximo dia 1º de agosto, a partir das 14h, oficializando a candidatura do prefeito do Recife, João Campos, ao Governo do Estado nas eleições de 2026.

A definição encerra as especulações sobre a data do evento. O partido havia reservado o Clube Internacional para duas possibilidades, dias 1º e 2 de agosto, mas optou pelo primeiro dia em razão da convenção nacional do PT, marcada para 2 de agosto, em São Paulo. Na ocasião, serão homologadas as candidaturas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição e do vice-presidente Geraldo Alckmin, filiado ao PSB.

Além de disputar o Governo de Pernambuco, João Campos também exerce a presidência nacional do PSB e participará da convenção petista ao lado de Lula e das principais lideranças da base governista.

Segundo a direção nacional do PSB, a escolha da data atendeu a um pedido do próprio presidente Lula. A legenda é considerada pelo Palácio do Planalto um dos principais pilares da aliança que sustenta a candidatura presidencial, desempenhando papel estratégico na construção dos palanques estaduais.

Em diversos estados brasileiros, o PSB lançará candidaturas próprias alinhadas ao projeto de Lula ou apoiará candidatos do PT e de partidos aliados. De acordo com a sigla, essa articulação deverá ocorrer em cerca de 20 estados, reforçando a estratégia de fortalecimento da coligação nacional.

Durante a convenção da Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB), realizada na segunda-feira (20), João Campos destacou a importância da unidade das forças políticas que apoiam Lula. O socialista afirmou que sua candidatura ao Governo de Pernambuco também tem como objetivo consolidar um palanque forte para o presidente no Estado durante a campanha eleitoral de 2026.

A convenção do PSB marcará oficialmente o início da caminhada eleitoral de João Campos em Pernambuco, reunindo lideranças estaduais, prefeitos, vereadores, deputados e representantes dos partidos que integram sua base de apoio. O evento deverá reunir ainda dirigentes nacionais da legenda e aliados políticos que compõem o campo governista.

FLÁVIO BOLSONARO RECUSA ESCOLTA DA PF DURANTE A CAMPANHA E ALEGA RISCO DE "INFILTRAÇÃO"

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026, anunciou que não aceitará a proteção oferecida pela Polícia Federal durante o período oficial de campanha. A decisão foi divulgada por meio de uma publicação em seu perfil na rede social X (antigo Twitter), no último domingo (19), em reação à estrutura de segurança preparada pela corporação para atender os candidatos ao Palácio do Planalto.

A operação da Polícia Federal prevê um investimento de aproximadamente R$ 95 milhões e poderá mobilizar até 458 agentes para garantir a segurança de até dez candidaturas presidenciais ao longo do processo eleitoral.

Ao justificar sua recusa, Flávio Bolsonaro afirmou que prefere que os policiais que poderiam ser destacados para sua escolta sejam direcionados para reforçar investigações relacionadas às fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em sua publicação, o senador declarou que "os servidores da PF que estariam à minha disposição sejam destinados imediatamente para a investigação do roubo dos aposentados do INSS".

O parlamentar também relacionou sua decisão à alegada falta de efetivo da Polícia Federal para avançar em investigações sobre o esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões. Em sua manifestação, Flávio fez referência ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", citado em depoimentos que investigam supostos pagamentos envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Além das críticas à condução das investigações, Flávio Bolsonaro afirmou não confiar na atual direção da Polícia Federal, comandada por Andrei Rodrigues. Segundo ele, existe o receio de que agentes possam ser designados para sua campanha com objetivos diferentes da segurança institucional.

"Não vou correr o risco de ele próprio infiltrar pessoas na minha campanha", escreveu o senador em sua publicação.

A recusa do pré-candidato ocorre em meio ao início da organização da estrutura de segurança para as eleições de 2026, período em que a Polícia Federal tradicionalmente disponibiliza escoltas e equipes especializadas para candidatos à Presidência da República, conforme avaliação dos órgãos responsáveis pela segurança institucional.

APÓS REPERCUSSÃO, COORDENAÇÃO ABRE ESPAÇO PARA LIDERANÇAS DO PSB SE MANIFESTAREM NO GRUPO INTERNO

A repercussão da matéria publicada pelo Blog do Edney sobre a insatisfação de lideranças do PSB em Pernambuco parece ter provocado uma reação imediata nos bastidores da legenda. Exatamente às 10h48 desta terça-feira, o moderador do grupo interno do partido, chamado por integrantes da própria sigla de "primeiro-ministro" devido à influência que exerce na condução das discussões, liberou o espaço para que os participantes pudessem apresentar críticas, sugestões e elogios.

A decisão acontece depois que diversas lideranças relataram ao blog o descontentamento com a forma como o grupo vinha sendo conduzido. A principal reclamação era a ausência de diálogo e a falta de oportunidade para que prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, ex-vereadores, presidentes municipais e demais representantes do partido opinassem sobre os rumos da pré-campanha de João Campos.

Segundo um dos informantes, que pediu para não ter o nome divulgado, a abertura do grupo atende justamente a uma reivindicação de quem está na base do partido. "Quem vive a realidade dos municípios precisa ser ouvido. É na ponta que o voto é conquistado, é onde a política acontece todos os dias", afirmou.

O mesmo interlocutor contou que estava indignado com a falta de espaço para manifestações e considerava injusto que lideranças com longa trajetória no PSB fossem tratadas apenas como participantes de agendas previamente definidas, sem qualquer participação nas decisões ou planejamento político.

A avaliação entre integrantes da legenda é de que a repercussão do assunto acelerou uma mudança de postura. A partir de agora, as lideranças poderão se manifestar livremente, apresentando tanto elogios quanto críticas à condução da campanha e às estratégias adotadas pelo partido.

Nos bastidores, porém, permanece uma dúvida. A abertura do espaço será definitiva ou representa apenas uma resposta ao desgaste causado pela repercussão da matéria? Essa é a pergunta que circula entre muitos socialistas.

Em política, ouvir as bases nunca deveria ser tratado como concessão. É obrigação de qualquer partido que pretende manter sua militância motivada. Afinal, campanhas não são construídas apenas nas salas de reunião da capital. Elas ganham força nos municípios, nas comunidades e no trabalho silencioso de quem conhece o eleitor pelo nome.

Se a iniciativa representar o início de um diálogo verdadeiro, o PSB poderá transformar uma crise interna em oportunidade. Caso contrário, o episódio ficará marcado apenas como uma reação à pressão, quando o silêncio deixou de ser uma opção porque a insatisfação já havia ultrapassado os limites do grupo e chegado ao debate público.

PESQUISA REALTIME BIGDATA APONTA QUE LULA MANTÉM VANTAGEM DE 7%

A pesquisa foi a campo entre 18 e 20 de julho. Realizou 2.000 entrevistas em todo o país, com 2% de margem de erro e 95% de intervalo de confiança. Na intenção de voto espontânea para o primeiro turno, Lula aparece com 34%. Flávio Bolsonaro com 26%. Os demais candidatos se embaralham abaixo dos 5%. Sem novidades, portanto.

Estimulada

Com a apresentação dos nomes dos candidatos o cenário no topo se mantém mas na base aparecem mudanças. Lula se mantém na liderança com 40%, Flávio em seguida com 33%. Porém dois candidatos surgem rompendo a barreira dos 5%: Renan Santos do Missão tem 9%, Ronaldo Caiado, 7%. Depois dele, longe, Zema não passa de 2%.
Augusto Cury tem 1%, Joaquim Barbosa 1%, outros 1%, nulo/branco 3%, não sabe/não respondeu, 3%.

ANALISE - A SIMPLEX CONFIRMA: RAQUEL CRESCE, JOÃO PERDE FÔLEGO E A ELEIÇÃO ENTRA EM UMA NOVA FASE

A nova pesquisa Simplex não apenas trouxe números. Ela revelou uma mudança de ambiente político em Pernambuco. Pela primeira vez em muitos meses, a sensação predominante deixa de ser a de uma eleição inevitavelmente favorável a João Campos e passa a ser a de uma disputa em que Raquel Lyra conseguiu inverter a narrativa e assumir o protagonismo.

Pesquisa não elege ninguém. Mas pesquisa também não pode ser ignorada quando começa a revelar tendências. E é exatamente isso que a Simplex apresenta. Não se trata apenas de Raquel crescer. Trata-se de crescer de forma consistente, enquanto João Campos deixa de avançar e passa a enfrentar um processo de estagnação, acompanhado por uma perda gradual de terreno.

Esse movimento dificilmente pode ser atribuído ao acaso.

A governadora chegou ao momento decisivo do calendário eleitoral fazendo exatamente o que um ocupante do cargo precisa fazer: governar aparecendo. Enquanto a oposição apostava que a rejeição natural de um governo desgastaria Raquel, ela escolheu o caminho inverso. Intensificou agendas, percorreu praticamente todas as regiões do Estado, inaugurou obras, anunciou investimentos e transformou o Palácio do Campo das Princesas em uma verdadeira central de notícias positivas.

Foi uma estratégia claramente planejada para anteceder o defeso eleitoral, iniciado em 4 de julho. Até lá, Pernambuco viveu uma intensa exposição das ações do Governo do Estado. Quem acompanhava o noticiário diariamente encontrava Raquel entregando estradas, escolas, hospitais, sistemas de abastecimento, investimentos em segurança e programas sociais. Essa ocupação permanente do espaço público acabou produzindo um efeito inevitável: colocou a imagem da governadora diante do eleitor praticamente todos os dias.

Na política moderna, presença também é ativo eleitoral.

Outro indicador que ajuda a compreender esse crescimento é a aprovação do governo, que ultrapassa os dois terços do eleitorado. Esse talvez seja o dado mais importante de toda a pesquisa. Afinal, nenhuma candidatura cresce de maneira sustentável quando o governo é mal avaliado. A lógica é simples: quando a administração melhora sua imagem, quem a lidera também tende a colher dividendos eleitorais.

E existe um componente histórico que muitos analistas costumam subestimar.

O São João sempre foi um dos períodos mais favoráveis para governadores em Pernambuco. Não apenas pela visibilidade das festas, mas porque durante esse período o chefe do Executivo consegue estar presente simultaneamente em dezenas de municípios, fortalecendo relações políticas, ampliando parcerias com prefeitos e tornando as ações do governo muito mais visíveis.

Não foi diferente agora. Raquel aproveitou como poucos essa vitrine. O resultado começa a aparecer nas pesquisas.

Há ainda um aspecto curioso. A longa novela envolvendo a segunda vaga ao Senado, com Miguel Coelho e Eduardo da Fonte disputando espaço na chapa governista, parecia, num primeiro momento, representar desgaste para Raquel. Mas, olhando o cenário hoje, é possível enxergar outro efeito.

Enquanto todos discutiam quem seria o escolhido, quem permaneceu diariamente no centro do debate foi justamente a governadora. Durante semanas, o noticiário político girou em torno de suas decisões. Em comunicação política, muitas vezes estar no centro das atenções vale mais do que desaparecer do debate.

Do outro lado, João Campos enfrenta talvez seu primeiro desafio real desde que colocou seu nome na disputa estadual.

O socialista passou muitos meses sendo tratado como favorito absoluto. Essa condição, naturalmente, gerou uma expectativa enorme. O problema é que expectativas muito elevadas também cobram resultados. Quando as pesquisas deixam de mostrar crescimento e passam a registrar queda, instala-se um novo ambiente político.

Não significa que João esteja derrotado. Longe disso. Continua sendo um candidato extremamente competitivo, possui recall, estrutura partidária robusta e alianças importantes. Mas, pela primeira vez, terá de explicar por que parou de crescer enquanto sua principal adversária avança.

Essa mudança de narrativa pode ser tão importante quanto os próprios números.

Campanhas eleitorais vivem de percepção. Quando um candidato cresce sucessivamente, cria-se um sentimento de ascensão. Lideranças passam a acreditar mais na vitória, militâncias ganham ânimo e aliados ficam mais motivados. O contrário também acontece. Quando a curva desacelera, surgem questionamentos, aumentam as cobranças internas e cresce a pressão por mudanças na estratégia.

É exatamente esse momento que Pernambuco começa a viver.

A Simplex não encerra a eleição. Ainda haverá debates, propaganda eleitoral, confrontos diretos e novos fatos políticos capazes de alterar o cenário. Mas seria um erro minimizar o que ela revela.

Raquel Lyra chega ao segundo semestre eleitoral no seu melhor momento desde que assumiu o Governo do Estado. Conseguiu transformar gestão em ativo político, converteu visibilidade institucional em capital eleitoral e mostrou que ainda tem capacidade de ampliar sua base.

João Campos, por sua vez, continua plenamente vivo na disputa, mas já não corre sozinho. A eleição que muitos imaginavam caminhar para um roteiro previsível passa, agora, a exigir novas estratégias, novos discursos e uma capacidade maior de reação.

A partir desta pesquisa, a principal pergunta da sucessão pernambucana deixa de ser "João confirma o favoritismo?" e passa a ser outra, muito mais interessante: até onde Raquel Lyra ainda pode crescer? Esse talvez seja, hoje, o maior desafio para a oposição e a principal notícia revelada pela nova rodada da Simplex.

NOS BASTIDORES DO PSB, INSATISFAÇÃO CRESCE APÓS PESQUISA SIMPLEX E LIDERANÇAS DENUNCIAM SILENCIAMENTO

A divulgação da pesquisa do Instituto Simplex nesta terça-feira provocou forte repercussão nos bastidores do PSB em Pernambuco. Segundo relatos feitos ao Blog do Edney por lideranças socialistas que pediram para ter suas identidades preservadas, o clima no partido é de crescente insatisfação, especialmente após integrantes de um grupo de WhatsApp formado por apoiadores e dirigentes afirmarem ter sido impedidos de comentar ou opinar sobre os números do levantamento.

De acordo com uma das fontes, a decisão de restringir as manifestações gerou indignação entre integrantes da própria base política. "Não aceitam crítica nem opinião dos soldados da campanha", afirmou a liderança, demonstrando decepção com a condução do grupo e com o ambiente interno da legenda.

Ainda segundo o relato, há um sentimento de distanciamento entre o núcleo mais próximo da pré-candidatura de João Campos e lideranças históricas do partido. "O núcleo que cerca o príncipe não o deixa ver a realidade. Isso é a prova. Fizeram um simples grupo de lideranças que já estavam escanteadas quando perderam o sapato alto. Agora fizeram o grupo, mas nos calam. No revés, não podemos nem opinar", desabafou.

Outra liderança ouvida pelo Blog do Edney revelou que o desconforto não se restringe ao episódio envolvendo a pesquisa. Segundo ela, existe uma queixa recorrente quanto à organização das agendas da pré-campanha. "Nem consultados nós somos. As montagens dos eventos acontecem sem ouvir quem está na base. Além disso, somos avisados em cima da hora e acabamos participando apenas como meros figurantes", afirmou.

As reclamações apontam para um sentimento de falta de valorização de quadros experientes do partido, justamente às vésperas das convenções partidárias, período considerado estratégico para a consolidação das candidaturas e da mobilização política.

Uma das fontes fez ainda uma crítica direta à condução da campanha e ao afastamento de lideranças que participaram das vitórias socialistas nos últimos anos. "A receita para o sucesso eu não sei, mas a do fracasso está nítida: ignorar a experiência de quem ajudou a eleger Eduardo Campos e Paulo Câmara", afirmou.

Para as lideranças ouvidas pela reportagem, a pesquisa divulgada nesta terça-feira intensificou o desconforto interno e expôs um ambiente de apreensão dentro do partido. "O que se vê é que a pesquisa caiu como uma bomba no ninho socialista. E a pomba está longe de ser branca", concluiu uma das fontes.

O Blog do Edney procurou representantes do PSB para comentar os relatos apresentados pelas lideranças. O espaço permanece aberto para que a legenda apresente sua versão dos fatos e esclareça as alegações feitas por integrantes do próprio partido.