quinta-feira, 23 de julho de 2026

A GUERRA DAS NARRATIVAS: QUANDO A DISPUTA PELO SENADO VIRA ARMA PARA TENTAR RACHAR A BASE DE RAQUEL LYRA

Na política, nem toda batalha acontece nos palanques. Muitas delas são travadas nos bastidores, onde rumores, especulações e versões ganham força antes mesmo de qualquer fato concreto. Em Pernambuco, a mais nova frente dessa guerra silenciosa parece mirar um objetivo específico: tentar criar a impressão de que existe um clima de tensão entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), um dos nomes colocados para disputar o Senado na chapa governista.

Nas últimas semanas, setores ligados à oposição passaram a intensificar a circulação de informações que apontariam um suposto desgaste na relação entre ambos. A estratégia, porém, tem sido construída muito mais sobre interpretações e narrativas do que sobre acontecimentos efetivamente confirmados. O objetivo político seria evidente: produzir um ambiente de instabilidade dentro de um grupo que, desde a consolidação da aliança entre PSD, Progressistas, União Brasil e demais partidos aliados, passou a apresentar crescimento consistente nas pesquisas de intenção de voto.

Não é novidade que, em períodos eleitorais, a disputa deixa de acontecer apenas entre candidatos e passa a ser travada também no campo da comunicação. Criar a percepção de crise, alimentar rumores de desentendimento e estimular especulações sobre rompimentos sempre fizeram parte do manual de campanhas que buscam enfraquecer adversários antes mesmo do início oficial da propaganda eleitoral.

No caso da chapa governista, a disputa pelas vagas ao Senado nunca foi escondida. Pelo contrário. A própria governadora já demonstrou, em diversas ocasiões, que a composição seria construída por meio do diálogo entre os partidos que integram sua base. Eduardo da Fonte, Miguel Coelho e Fernando Dueire aparecem como nomes competitivos, cada um respaldado por seu grupo político, tornando o debate interno absolutamente natural dentro de uma ampla coalizão.

Transformar essa discussão legítima em uma suposta guerra interna é justamente o ponto central da estratégia política que tem sido observada nos bastidores. Quanto maior for a impressão de conflito, maior seria o desgaste para uma aliança que hoje reúne forças importantes do cenário estadual.

O movimento ganha ainda mais relevância porque acontece em um momento considerado favorável ao Palácio do Campo das Princesas. Levantamentos divulgados recentemente apontam crescimento da governadora Raquel Lyra e uma disputa eleitoral cada vez mais equilibrada — ou mesmo vantajosa para sua candidatura, conforme diferentes institutos. Nesse contexto, qualquer sinal de divisão passa a ser explorado politicamente como tentativa de interromper uma trajetória positiva.

Outro elemento chama atenção. Até aqui, não houve manifestações públicas que confirmem um rompimento entre Raquel Lyra e Eduardo da Fonte. Ao contrário, as lideranças continuam participando dos mesmos espaços políticos, mantendo interlocução e reafirmando a importância da unidade da base governista. Isso não elimina divergências naturais de uma negociação eleitoral, mas também não sustenta, por si só, as versões de um conflito instalado.

Em alianças amplas, é esperado que existam interesses distintos e legítimos. Cada partido busca ampliar seu espaço e defender seus quadros. O desafio está justamente em transformar essas diferenças em consenso político. Esse processo faz parte da dinâmica de qualquer composição majoritária e não representa, necessariamente, uma crise.

A oposição, por sua vez, sabe que dividir adversários costuma ser mais eficiente do que enfrentá-los unidos. Por isso, alimentar versões de desentendimento pode produzir desgaste político, ocupar o debate público e deslocar a atenção das discussões sobre propostas, gestão e projetos eleitorais.

No fim das contas, o que se observa é uma disputa que vai muito além das pesquisas ou das convenções partidárias. É também uma guerra de percepção. Enquanto a escolha das vagas para o Senado permanece oficialmente aberta e submetida às negociações entre os aliados, cresce o esforço para transformar um processo político normal em um cenário de ruptura.

Se essa estratégia produzirá efeitos ou será neutralizada pela manutenção da unidade da base governista, apenas os próximos capítulos da campanha responderão. Até lá, permanece uma certeza: em ano eleitoral, narrativas costumam correr mais rápido do que os próprios fatos, e separar especulação de realidade continuará sendo um dos maiores desafios para quem acompanha a política pernambucana.

HUMBERTO COSTA REFORÇA PALANQUE DE LULA E DIZ QUE NOVO MANDATO DEVE AMPLIAR INVESTIMENTOS EM PERNAMBUCO

O senador Humberto Costa (PT), candidato à reeleição ao Senado, voltou a defender a continuidade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante ato político realizado na última terça-feira (21), na Zona Norte do Recife. Em discurso para milhares de apoiadores da Frente Popular, o parlamentar afirmou que Pernambuco já vem sendo beneficiado pelas ações do governo federal e que um eventual novo mandato de Lula permitirá ampliar os investimentos e acelerar programas voltados para a população.

Segundo Humberto, iniciativas como o Minha Casa, Minha Vida, o Pé-de-Meia e a gratuidade do Farmácia Popular demonstram a retomada das políticas públicas no país. Para o senador, o trabalho desenvolvido até agora representa apenas o começo de um processo de reconstrução nacional.

"O presidente Lula já transformou Pernambuco e, no seu próximo mandato, tenho certeza que fará um trabalho ainda melhor. O que vimos até aqui é só o começo de uma grande reconstrução", afirmou.

O senador também fez críticas à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que o país enfrentou um período de desmonte de políticas públicas. Na avaliação de Humberto, a continuidade das ações do governo federal dependerá da formação de uma base sólida no Congresso Nacional após as eleições.

"Lula precisa de aliados que não tremam na hora de votar pelos trabalhadores, pelas mulheres, pela juventude e pelos mais pobres", declarou ao defender a eleição de uma bancada alinhada ao governo.

O ato reuniu lideranças políticas da Frente Popular e reforçou a candidatura de João Campos (PSB) ao Governo de Pernambuco, além da dobradinha formada por Humberto Costa e Marília Arraes na disputa pelas vagas ao Senado.

Para Humberto, a mobilização realizada no Recife demonstra a força do grupo político que apoia o presidente Lula em Pernambuco e fortalece o projeto eleitoral da Frente Popular para as eleições de 2026. Segundo o senador, o objetivo é garantir a continuidade das ações do governo federal e ampliar as conquistas sociais destinadas à população pernambucana.

PSTU HOMOLOGA NESTE SÁBADO CHAPA PRÓPRIA PARA A DISPUTA DO GOVERNO DE PERNAMBUCO

O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) realiza neste sábado (25) sua convenção estadual para oficializar a chapa que disputará as eleições de 2026 em Pernambuco. O encontro acontecerá na sede do Movimento dos Trabalhadores Cristãos (MTC), no Recife, reunindo militantes e dirigentes da legenda para homologar os candidatos ao Governo do Estado, ao Senado, à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal.

A sigla terá Guilherme Fonseca como candidato ao Governo de Pernambuco, tendo Valéria Félix como candidata a vice-governadora. Na disputa pelo Senado, o nome escolhido é o de José Mariano.

Além da chapa majoritária, o partido apresentará candidatos proporcionais, entre eles Caio Marx e uma candidatura coletiva formada por Kátia, Kelly, Milena e Fal, que disputarão vagas na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

Durante a convenção, o PSTU deverá reforçar o discurso de independência em relação aos principais grupos políticos do Estado. A legenda afirma que pretende oferecer uma alternativa de esquerda socialista e manter uma candidatura sem alianças com partidos que, segundo sua avaliação, representam as tradicionais oligarquias pernambucanas.

O partido também defenderá propostas voltadas para a classe trabalhadora, destacando que sua campanha será construída em torno de pautas sociais, direitos trabalhistas e críticas ao modelo político e econômico vigente.

As falas oficiais da convenção estão previstas para começar às 11h. Antes e após o ato, os candidatos e dirigentes partidários deverão conceder entrevistas à imprensa para apresentar as principais diretrizes da campanha que o PSTU pretende levar às urnas nas eleições de 2026.

PL MARCA CONVENÇÃO PARA O ÚLTIMO DIA DO PRAZO E HOMOLOGARÁ CANDIDATURAS EM PERNAMBUCO

O Partido Liberal (PL) definiu para o próximo 5 de agosto, último dia do calendário estabelecido pela Justiça Eleitoral para a realização das convenções partidárias, o evento que oficializará seus candidatos às eleições de 2026 em Pernambuco. A legenda havia adiado a convenção anteriormente em razão da ausência do senador Flávio Bolsonaro, que cumpria agenda nos Estados Unidos.

Mesmo com a nova data definida, a expectativa é de que Flávio Bolsonaro não participe do encontro. A convenção ocorrerá justamente no mesmo dia em que a Federação União Progressista também realizará seu evento de homologação de candidaturas, colocando frente a frente duas das forças políticas que terão maior tempo de propaganda eleitoral durante a campanha.

Na ocasião, o PL confirmará oficialmente a candidatura de Sílvio Nascimento ao Senado Federal, além de homologar os nomes que disputarão vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

Na chapa para deputado federal, o partido aposta em nomes de peso, como o presidente estadual da legenda, Anderson Ferreira, e os atuais deputados federais Mendonça Filho e Coronel Meira, que buscarão renovar seus mandatos.

Já para a disputa por uma cadeira na Alepe, o principal destaque é o atual deputado federal André Ferreira, que concorrerá ao Legislativo estadual. Também integram a chapa os deputados estaduais Coronel Alberto Feitosa, Abimael Santos e Nino de Enoque, todos candidatos à reeleição.

Com a definição da data da convenção, o PL conclui a organização de sua estratégia eleitoral para 2026 e entra oficialmente na fase de homologação das candidaturas que representarão a legenda na disputa estadual e federal em Pernambuco.

NA LUPA: NOTAS FISCAIS COLOCAM FLÁVIO BOLSONARO NO RADAR DA CRISE DO BANCO MASTER, MAS DEFESA NEGA QUALQUER IRREGULARIDADE

A sucessão presidencial de 2026 começa a ganhar contornos cada vez mais imprevisíveis. Em meio ao acirramento da disputa política, uma reportagem publicada pelo Metrópoles coloca o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), no centro de um novo capítulo envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e o Banco Master. Embora o parlamentar não figure como investigado, os documentos revelados pela reportagem inevitavelmente ampliam o desgaste político em torno de um caso que já provoca forte repercussão nacional.

O ponto central da reportagem está na emissão de três notas fiscais pelo escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro, do qual ele é o único sócio. Juntas, elas somam R$ 1,5 milhão. Duas, de R$ 500 mil cada, foram emitidas para a Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A. e canceladas no mesmo dia. A terceira, também de R$ 500 mil, foi emitida para a Contábil Correa Contabilidade e Auditoria Ltda. e não possui registro de cancelamento.

À primeira vista, a existência de notas canceladas não configura qualquer irregularidade. Empresas cancelam documentos fiscais por diversos motivos. O problema político surge quando a Copenhagen aparece na investigação como uma empresa que teria recebido R$ 58 milhões provenientes do Banco Master, sendo apontada na reportagem como integrante da estrutura empresarial ligada ao empresário Daniel Vorcaro. É justamente essa coincidência temporal e comercial que desperta questionamentos e alimenta o debate público.

Outro aspecto que chama atenção é o perfil da Copenhagen. Constituída com capital social de apenas R$ 40, a empresa rapidamente passou a movimentar cifras milionárias. Além disso, funciona no mesmo endereço da Contábil Correa, ambas ligadas ao contador Rogério Lourenço Novo, personagem que também aparece citado na reportagem por sua atuação em outras empresas relacionadas ao grupo empresarial investigado.

Naturalmente, esses elementos aumentam a curiosidade sobre a natureza das relações comerciais existentes entre as empresas envolvidas. Porém, até este momento, não há qualquer acusação formal contra Flávio Bolsonaro nem informação de que ele seja investigado pelas autoridades responsáveis pelo caso.

A resposta do senador foi rápida e contundente. Em nota, Flávio afirmou que seu escritório mantém contrato regular de prestação de serviços jurídicos com a BR Global, nome fantasia da Contábil Correa, empresa que, segundo ele, atende centenas de clientes. Explicou ainda que chegou a ser consultado para prestar serviços à Copenhagen, mas que a contratação nunca foi concluída, razão pela qual as notas fiscais emitidas para essa empresa foram canceladas e nenhum pagamento foi recebido.

Quanto à nota emitida para a Contábil Correa, o senador sustenta que decorre de um contrato legítimo de prestação de serviços advocatícios. Também afirma desconhecer qualquer ligação entre seus clientes e o Banco Master e acusa adversários de tentarem criar uma associação política sem respaldo nos fatos. Flávio ainda levantou a suspeita de vazamento ilegal de informações fiscais e prometeu buscar responsabilização judicial dos envolvidos.

O contador Rogério Lourenço Novo confirmou ao Metrópoles que contratou o escritório de Flávio Bolsonaro para prestar serviços jurídicos a clientes de sua empresa de contabilidade. No entanto, ao ser questionado sobre quais clientes efetivamente utilizaram esses serviços, afirmou não se recordar dos detalhes e, segundo a reportagem, não voltou a apresentar as informações solicitadas.

Do ponto de vista político, o episódio chega em um momento extremamente delicado. Em campanha, a percepção pública costuma pesar tanto quanto os aspectos jurídicos. Ainda que não exista investigação contra o senador, a divulgação de documentos que o conectam comercialmente a empresas mencionadas em um dos casos financeiros mais comentados do país oferece munição para adversários e certamente será explorada durante a disputa eleitoral.

Ao mesmo tempo, também é importante separar narrativa política de responsabilidade jurídica. Até agora, os fatos divulgados indicam a existência de relações comerciais documentadas entre o escritório de Flávio Bolsonaro e empresas citadas na investigação do Banco Master. Já a defesa do senador sustenta que essas relações foram estritamente profissionais, legais e desvinculadas de qualquer operação investigada. Caberá às autoridades esclarecer se essas conexões possuem alguma relevância para as investigações ou se permanecerão apenas como um tema de forte repercussão política em meio à corrida pelo Palácio do Planalto.

CAFÉ DA MANHÃ DE RAQUEL COM O PP SERÁ QUENTE E ACONTECE EM MEIO À DISPUTA PELA CHAPA MAJORITÁRIA

A governadora Raquel Lyra (PSD) recebe, na manhã desta quinta-feira (23), prefeitos e deputados estaduais e federais do Progressistas (PP) para um café da manhã no Palácio do Campo das Princesas. O encontro, divulgado inicialmente pela jornalista Teresinha Nunes, ocorre em um momento de intensa movimentação política nos bastidores da base governista.

A reunião acontece justamente quando seguem as articulações para a definição da chapa majoritária que disputará as eleições de 2026. O principal foco das conversas é a segunda vaga para o Senado, atualmente alvo de uma disputa interna na Federação União Progressista.

De um lado está o deputado federal Eduardo da Fonte, presidente do PP em Pernambuco, nome que recebeu o aval da direção estadual da federação para ocupar a vaga. Do outro, o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho também mantém seu projeto de disputar o Senado, alimentando uma disputa que ainda aguarda a decisão final da governadora.

Nos bastidores, o clima entre os parlamentares do PP era de absoluta unidade até a noite de ontem. A avaliação predominante era de que não existe qualquer alternativa ao nome de Eduardo da Fonte. A orientação do grupo permanece de apoio integral à reeleição de Raquel Lyra, mas com a defesa inegociável da presença de Eduardo da Fonte na chapa majoritária como candidato ao Senado.

O café da manhã desta quinta é visto como mais um capítulo das negociações que antecedem a definição da composição da chapa governista. A expectativa é de que o encontro sirva para reforçar o alinhamento político entre a governadora e os líderes do Progressistas, ao mesmo tempo em que amplia as especulações sobre o desfecho de uma das principais disputas da sucessão estadual.

NOVO OFICIALIZA APOIO À REELEIÇÃO DE RAQUEL LYRA E HOMOLOGA 77 CANDIDATURAS EM PERNAMBUCO

O Partido Novo deu mais um passo na organização de sua estratégia para as eleições de 2026 em Pernambuco ao realizar, nesta terça-feira (21), sua Convenção Estadual no Clube Internacional do Recife. O evento reuniu mais de duas mil pessoas entre filiados, lideranças, pré-candidatos e apoiadores, consolidando a chapa da legenda e oficializando o apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD).

Durante a convenção, o Novo homologou 77 candidaturas para a disputa eleitoral, sendo 50 candidatos a deputado estadual, 26 candidatos a deputado federal e a candidatura de Carlos Sant'Anna ao Senado Federal. A empresária Carla Pinheiro foi confirmada como primeira suplente na chapa ao Senado.

A decisão de apoiar Raquel Lyra reforça a ampliação da base política da governadora, que segue consolidando alianças para a disputa de outubro. O Novo passa a integrar oficialmente o grupo político que sustenta a candidatura à reeleição da gestora estadual, fortalecendo o arco de partidos aliados.

O presidente estadual do Novo, Tecio Teles, que também teve sua pré-candidatura a deputado estadual homologada, afirmou que a convenção representa o amadurecimento da legenda em Pernambuco. Segundo ele, o partido apresenta uma chapa preparada para defender princípios como responsabilidade fiscal, eficiência administrativa, liberdade econômica e transparência na gestão pública.

Para Tecio, o apoio à governadora ocorre pelo entendimento de que Pernambuco vive um ciclo de transformações que deve ter continuidade. O dirigente destacou ainda que o partido pretende ampliar sua representação na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal, consolidando o crescimento da legenda no Estado.

Representando Raquel Lyra, a vice-governadora Priscila Krause participou da convenção e ressaltou a importância da parceria entre o PSD e o Novo. Em seu discurso, afirmou que a legenda tem ampliado sua presença em Pernambuco, destacando a atuação dos vereadores da sigla no Recife e a formação de chapas competitivas para as eleições proporcionais e majoritárias.

Priscila também defendeu os avanços da atual gestão estadual nas áreas de infraestrutura, segurança pública, saúde, educação, assistência social e desenvolvimento econômico, afirmando que o momento vivido por Pernambuco justifica a continuidade do projeto administrativo liderado por Raquel Lyra.

Com a convenção, o Novo inicia oficialmente sua campanha para as eleições de 2026 em Pernambuco, apostando na expansão de sua representatividade política e reforçando seu alinhamento ao projeto de reeleição da governadora, em um cenário no qual as alianças partidárias começam a definir a configuração da disputa eleitoral no Estado.

DUEIRE ENTRA NO JOGO E ELEVA PRESSÃO NA DISPUTA PELO SENADO NA CHAPA DE RAQUEL

A poucos dias da definição da chapa majoritária que acompanhará a governadora Raquel Lyra (PSD) na disputa pela reeleição, o senador Fernando Dueire (MDB) deu um movimento político que chamou a atenção dos bastidores. Até então aparecendo de forma mais discreta diante da disputa entre Eduardo da Fonte (PP) e Miguel Coelho (União Brasil) pela segunda vaga ao Senado, Dueire decidiu entrar em campo de maneira mais evidente ao divulgar, nesta quarta-feira (22), um vídeo com forte tom de prestação de contas e clara sinalização de pré-campanha.

Nas imagens, com cerca de dois minutos de duração, o senador percorre diversas regiões de Pernambuco mostrando obras e investimentos que afirma ter ajudado a viabilizar durante seu mandato, sempre destacando a parceria construída com a governadora. A peça é embalada pelo slogan "Onde tem trabalho, tem Dueire" e traz um trecho de um discurso de Raquel Lyra elogiando sua atuação. Em outro momento, o vídeo reforça a mensagem de que "Raquel quer Dueire", numa tentativa de associar diretamente seu nome ao projeto político da governadora.

Na publicação, Dueire também reforça o discurso de que sua atuação no Senado foi pautada por resultados concretos. "Um mandato se mede pelo que transforma. É isso que seguimos construindo todos os dias: diálogo que aproxima, parcerias que fortalecem e resultados que chegam a todas as regiões de Pernambuco. Porque compromisso de verdade se prova com trabalho. Esse é o nosso caminho", escreveu.

O vídeo teve forte repercussão entre lideranças políticas e alimentou ainda mais as especulações sobre a composição da chapa governista. Nos bastidores, cresce a avaliação de que Fernando Dueire pode acabar sendo o nome de consenso caso a Federação União Progressista não consiga superar o impasse envolvendo Miguel Coelho e Eduardo da Fonte.

Nos últimos dias, o senador também intensificou sua articulação política. No sábado, participou de um encontro promovido pelo Avante ao lado de Túlio Gadêlha e Eduardo da Fonte. Na ocasião, recebeu manifestações públicas de apoio do deputado federal Waldemar Oliveira e do ex-deputado estadual Sebastião Oliveira, que sinalizaram respaldo ao seu nome para a disputa ao Senado caso a candidatura de Eduardo não seja confirmada.

Outro movimento importante ocorreu nesta quarta-feira, quando Dueire e Miguel Coelho conversaram por quase uma hora. Embora integrem grupos distintos dentro das negociações, o diálogo foi interpretado como mais um esforço para acompanhar de perto as definições que deverão ocorrer nos próximos dias.

Mesmo sem uma confirmação oficial da governadora sobre sua candidatura, Fernando Dueire nunca deixou de acompanhar Raquel Lyra em agendas pelo interior do Estado. Segundo interlocutores do Palácio, ele foi estimulado pela própria governadora e por auxiliares próximos a permanecer presente nas articulações políticas, sendo considerado uma peça importante nas negociações.

Com o apoio de mais de uma centena de prefeitos pernambucanos e mantendo um perfil de diálogo com diferentes forças políticas, Dueire segue sendo tratado como a alternativa capaz de destravar o impasse caso não haja entendimento entre os principais postulantes da Federação. A reta final das negociações promete definir não apenas a composição da chapa de Raquel Lyra, mas também o futuro da disputa por uma das vagas mais cobiçadas da eleição de 2026 em Pernambuco.