quarta-feira, 9 de setembro de 2026
RÁDIO CIDADE 99.7 REALIZA PRIMEIRO DEBATE DO ESTADO COM CANDIDATOS AO GOVERNO DE PERNAMBUCO
TÚLIO GADÊLHA FORTALECE CAMPANHA DIGITAL COM SITE OFICIAL E PLATAFORMA ITÚLIO
No site, os eleitores podem conhecer mais sobre a trajetória de Túlio, suas principais bandeiras e propostas para Pernambuco, além de acompanhar as ações do candidato durante a campanha. A plataforma também reforça a parceria com a governadora Raquel Lyra e a construção de um projeto político voltado ao desenvolvimento do estado.
Já pelo iTúlio, os apoiadores podem solicitar materiais de campanha para receber em casa, fortalecendo a mobilização e permitindo que mais pessoas participem ativamente da campanha.
“A internet é hoje uma das principais ferramentas para dialogar diretamente com as pessoas. Queremos que o pernambucano conheça nossa história, nosso trabalho e aquilo que estamos propondo para o futuro do estado. O iTúlio também permite que cada pessoa possa participar e ajudar a levar essa mensagem adiante. Estamos construindo, ao lado de Raquel, um projeto para Pernambuco avançar ainda mais”, afirma Túlio.
A estratégia digital se soma à agenda presencial do candidato, que vem percorrendo diferentes regiões de Pernambuco ao lado de Raquel Lyra. A proposta é ampliar o diálogo, prestar contas do trabalho realizado e apresentar as ideias de Túlio para uma atuação no Senado em defesa do desenvolvimento de Pernambuco
EM BELMONTE, JOÃO CAMPOS DIZ QUE SERÁ O PRIMEIRO GOVERNADOR A FAZER TODO O PERCURSO DA CAVALGADA DA PEDRA DO REINO
Candidato ao Governo de Pernambuco reafirmou compromisso com a recuperação das estradas e destacou investimentos para melhorar serviços públicos no município
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos participou, nesta terça-feira (8), de um grande arrastão em São José do Belmonte, no Sertão do Estado. Ao lado do prefeito Vinícius Marques e de lideranças políticas, João destacou sua relação com o município e reafirmou compromissos com obras e melhorias para a população.
Durante o ato, João Campos falou sobre a tradicional Cavalgada da Pedra do Reino e afirmou que, caso seja eleito governador, será o primeiro chefe do Executivo estadual a fazer todo o percurso da celebração a cavalo.
“Vocês sabem que eu não fico andando de paletó e gravata nem usando avião ou helicóptero para conhecer Pernambuco. Eu vou de cavalo. Algum governador, na história, já foi de cavalo na Pedra do Reino? Então, anote aí: no último domingo de maio do ano que vem, esse cabra aqui vai ser o primeiro governador da história a montar um cavalo e fazer todo o percurso”, afirmou, destacando o potencial cultural e econômico da Cavalgada à Pedra do Reino.
João também reforçou o compromisso com a recuperação das estradas que ligam São José do Belmonte a outros municípios da região e afirmou que pretende autorizar as obras já no início do governo.
“A gente vai ter o compromisso de fazer o que não estão fazendo. Não estão cuidando de Belmonte e do Estado. Mas sabe o que eu vou fazer? Em janeiro do ano que vem, vamos autorizar a recuperação dessas estradas, de ponta a ponta”, afirmou.
Ao defender a parceria com o município, o prefeito Vinícius Marques destacou a mobilização das lideranças e dos apoiadores e afirmou que o grupo trabalha para garantir novas conquistas para São José do Belmonte.
“Eu fiz questão de agradecer a cada pessoa que está aqui porque quem está aqui hoje é porque ama Belmonte, quer o melhor para Belmonte e quer que Belmonte continue crescendo. É pela população belmontense que todo esse grupo tem trabalhado e batalhado”, afirmou.
Vinícius também destacou a atuação de João Campos na busca por investimentos para o município e defendeu uma nova relação entre São José do Belmonte e o Governo do Estado.
“Enquanto eu sou perseguido, João tem se dedicado. Ele tem ido a Brasília e pedido diretamente ao presidente Lula para que Belmonte tenha uma escola de qualidade, creches, escolas, UBS e um programa de estradas. A gente precisa cuidar das estradas, melhorar nosso hospital e reformar nossa casa de apoio. Tudo isso é fruto da ajuda desse grupo”, disse.
Ao encerrar o discurso, João Campos reforçou que pretende levar para Pernambuco a experiência adquirida à frente da Prefeitura do Recife, com foco em trabalho, presença e capacidade de realização.
“Eu estou muito feliz porque a gente está muito perto de começar o melhor tempo da história de Pernambuco. Eu não usei o mandato para perseguir as pessoas ou ficar reclamando da vida. Quando você é eleito, tem que trabalhar. É isso que eu quero fazer por Pernambuco: trabalhar, cuidar das pessoas e fazer as coisas funcionarem. Belmonte pode ter certeza de que terá um governador parceiro, presente e disposto a trabalhar para que as coisas aconteçam”, afirmou.
Participaram do ato o candidato a vice-governador Carlos Costa; o candidato a deputado federal Pedro Campos; os candidatos a deputado estadual Álvaro Porto e João Paulo Costa; o vice-prefeito Erik Diniz, além de lideranças políticas e apoiadores de São José do Belmonte e região
QUAEST MOSTRA CENÁRIO PRATICAMENTE INTACTO EM PERNAMBUCO MESMO APÓS INÍCIO DA PROPAGANDA ELEITORAL
Da REDAÇÃO
Blog do Edney
A nova pesquisa Quaest/TV Globo divulgada nesta terça-feira (8) traz uma constatação importante para a corrida pelo Governo de Pernambuco: apesar do início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão e de toda a temperatura política das últimas semanas, o eleitorado pernambucano ainda não parece ter mudado de direção de forma significativa.
A governadora Raquel Lyra (PSD) aparece novamente com 43% das intenções de voto, enquanto o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) registra 37%. Os números praticamente repetem o cenário apresentado pela Quaest no fim de julho, quando Raquel também tinha 43% e João aparecia com 37%.
A fotografia atual ganha ainda mais peso porque estamos falando de uma eleição que já entrou em sua reta decisiva. A propaganda eleitoral já está no ar, os candidatos começaram a ocupar diariamente o rádio e a televisão e faltam menos de quatro semanas para o primeiro turno. Mesmo assim, a disputa continua apresentando uma diferença de seis pontos entre os dois principais nomes.
Na pesquisa divulgada em 25 de agosto, Raquel chegou a 44%, enquanto João Campos apareceu com 36%. Agora, houve uma pequena acomodação dos números, mas sem qualquer alteração relevante na posição dos candidatos. Na prática, a pesquisa mostra uma disputa que permanece aberta, porém relativamente estável.
E é justamente essa estabilidade que chama atenção.
Nas últimas semanas, a eleição pernambucana foi marcada por forte disputa política, troca de acusações, embates jurídicos e uma intensa batalha pela narrativa eleitoral. A discussão em torno do chamado “gabinete do ódio”, por exemplo, ganhou espaço no debate político e nas redes sociais. A expectativa de alguns setores era de que toda essa movimentação pudesse produzir algum efeito direto nas pesquisas.
Até aqui, não produziu.
A propaganda eleitoral também ainda não conseguiu provocar uma virada perceptível no quadro. Isso não significa que o rádio e a televisão perderam importância, mas indica que o eleitor, pelo menos neste momento, não está alterando suas preferências na velocidade que alguns imaginavam.
A avaliação divulgada junto à pesquisa reforça essa leitura. Para Felipe Nunes, CEO da Quaest, o cenário pode ser considerado de estabilidade. E estabilidade, em uma eleição a menos de um mês do primeiro turno, também é uma informação política relevante.
Raquel mantém a liderança e João Campos continua próximo o suficiente para sustentar uma disputa competitiva. O intervalo de seis pontos não permite tratar a eleição como resolvida, muito menos como uma corrida de chegada previsível. Ao mesmo tempo, também não apareceu, até agora, nenhum movimento capaz de indicar uma mudança brusca de cenário.
Agora, um elemento passa a ganhar importância cada vez maior: os debates.
Com pouco tempo de campanha pela frente, os confrontos diretos entre os candidatos podem assumir um papel diferente daquele desempenhado pela propaganda tradicional. É nesse espaço que os concorrentes precisam responder perguntas, enfrentar adversários e apresentar propostas sem o mesmo controle proporcionado pelo horário eleitoral.
Um debate está previsto para esta sexta-feira (11), na TV Nova, mas o encontro ainda envolve uma controvérsia. A emissora não incluiu inicialmente o candidato Ivan Moraes (PSOL), embora a legenda tenha representação no Congresso Nacional, condição que garante participação nos debates eleitorais conforme as regras da legislação.
Na reta final, também estão previstos debates na TV Globo Nordeste e na TV Jornal. E esses encontros podem ter um peso maior justamente porque a margem entre os dois principais candidatos permanece relativamente estreita.
A pesquisa Quaest, portanto, não entrega apenas números. Ela apresenta um recado para as campanhas: até agora, nenhuma das estratégias adotadas nas últimas semanas foi capaz de romper o equilíbrio relativo da disputa.
Raquel segue à frente, João permanece competitivo e o eleitorado, ao menos segundo a fotografia desta rodada, continua praticamente no mesmo lugar.
A partir de agora, cada aparição pública, cada debate, cada programa eleitoral e cada erro cometido poderá custar caro. A campanha entrou naquele momento em que seis pontos podem parecer uma vantagem confortável para quem lidera, mas também podem desaparecer rapidamente quando a eleição chega à fase decisiva.
Em Pernambuco, a corrida continua aberta. E a Quaest mostra que, até aqui, o eleitor ainda não comprou nenhuma grande virada de narrativa..
HELINHO ARAGÃO AVANÇA COM NOVA ESCOLA E PROMETE TRANSFORMAR EDUCAÇÃO NA COHAB
O novo projeto chega com uma proposta bem diferente da estrutura existente. A futura escola será mais ampla, moderna e preparada para atender às necessidades atuais de estudantes e profissionais da educação. O equipamento contará com 14 salas de aula, quadra poliesportiva, refeitório, cozinha, área de convivência, sala de Atendimento Educacional Especializado (AEE), setor administrativo e sala dos professores.
Mais do que substituir um prédio antigo, a iniciativa representa uma aposta da Prefeitura em melhorar as condições oferecidas à comunidade escolar. A ideia é criar um espaço que acompanhe o crescimento da cidade e proporcione melhores condições para o aprendizado, para a convivência e também para o trabalho dos profissionais.
O prefeito Helinho Aragão tem apresentado a educação como uma das áreas estratégicas de sua administração e destaca que a modernização da rede municipal precisa acontecer também por meio da melhoria da infraestrutura.
“Chegamos para fazer uma gestão inovadora e transformadora na educação de Santa Cruz do Capibaribe. Aqui, no bairro da Cohab, teremos uma nova escola para os nossos alunos. É dessa forma que seguimos cuidando da educação, com muita fé, amor e carinho, inovando sempre”, afirmou o prefeito.
A nova escola também sinaliza uma mudança de conceito: não basta apenas ampliar o número de vagas, é preciso oferecer ambientes adequados para que o aluno possa estudar com dignidade e para que o professor tenha melhores condições de exercer sua função.
Na Cohab, um prédio com mais de 40 anos começa a dar lugar a uma perspectiva de futuro. E, para a gestão Helinho Aragão, esse é justamente o sentido do investimento: transformar a estrutura física para acompanhar uma proposta de educação mais moderna, inclusiva e preparada para os desafios dos próximos anos.
RAQUEL VENCE NO PRIMEIRO TURNO, APONTA QUAEST
QUAEST DEIXA SENADO EM ABERTO E TRANSFORMA EDUARDO DA FONTE NA GRANDE INCÓGNITA DA ELEIÇÃO
Da REDAÇÃO - Edney Souto
A nova pesquisa Quaest para o Senado em Pernambuco ajuda a organizar o tabuleiro, mas está longe de entregar o desenho da eleição. Pelo contrário. O levantamento divulgado nesta terça-feira (8) mostra uma disputa extremamente aberta pelas duas cadeiras que estarão em jogo em outubro e revela que o eleitor pernambucano ainda está longe de ter tomado uma decisão definitiva.
Marília Arraes aparece numericamente na primeira colocação, com 17%, seguida por Humberto Costa, com 14%, e Mendonça Filho, com 11%. Eduardo da Fonte vem logo atrás, com 7%, enquanto Túlio Gadêlha aparece com 4%. A questão é que, considerando a margem de erro de três pontos percentuais, os três primeiros estão tecnicamente empatados.
Ou seja: não há hoje um líder isolado no Senado de Pernambuco.
E talvez o número mais importante da pesquisa esteja justamente fora da lista dos candidatos.
São 27% de eleitores indecisos e outros 18% que declararam voto branco, nulo ou disseram que não pretendem votar. Na prática, 45% dos entrevistados ainda não estão associados a nenhum dos candidatos apresentados no levantamento. É um volume enorme de votos em aberto.
Isso significa que a fotografia atual pode mudar bastante até a reta final.
A situação fica ainda mais interessante porque a eleição de 2026 não é uma disputa por uma única cadeira. O eleitor pernambucano terá direito a dois votos para o Senado. Por isso, a matemática eleitoral passa pela combinação de nomes. O candidato que conquistar o primeiro voto de determinado eleitor pode, por exemplo, aparecer também como segunda opção de outro eleitor.
É justamente nessa matemática que Eduardo da Fonte pode estar construindo sua estratégia.
O candidato do PP aparece com 7% na Quaest, contra 6% no levantamento anterior. O crescimento foi de apenas um ponto, dentro da margem de erro, portanto não permite afirmar que exista uma tendência consolidada de alta. Mas também seria um erro ignorar o movimento político ao redor de sua candidatura.
Eduardo vem aparecendo ao lado de Raquel Lyra em diferentes agendas pelo Estado e integra oficialmente a chapa governista ao Senado ao lado de Túlio Gadêlha. Nos últimos dias, esteve em mobilizações em municípios como Feira Nova, Quipapá e Cabo de Santo Agostinho, ampliando sua exposição junto à governadora e às lideranças municipais.
E aqui está uma das grandes perguntas da eleição:
até onde vai o voto de Eduardo da Fonte quando a campanha entrar na fase de maior intensidade?
Porque os 7% da Quaest não podem ser lidos isoladamente. O deputado tem uma estrutura política construída ao longo de anos, presença em diferentes regiões do Estado e uma estratégia de associação direta ao projeto de Raquel Lyra. Ao mesmo tempo, existe uma disputa aberta pelo eleitor governista.
Mendonça Filho, que aparece com 11%, também tenta ocupar esse espaço. Embora esteja concorrendo pelo PL e não integre formalmente a chapa majoritária de Raquel, o ex-governador tem explorado publicamente sua proximidade política com a governadora.
Essa movimentação chegou inclusive à Justiça Eleitoral. Eduardo da Fonte e Túlio Gadêlha acionaram o TRE-PE contra propaganda de Mendonça que, segundo a representação, associava sua candidatura à imagem de Raquel Lyra. A Justiça concedeu liminar determinando a retirada das peças questionadas.
Esse episódio mostra que a briga pelo chamado voto governista não é detalhe de campanha. É uma das disputas centrais da eleição para o Senado.
E é aí que a Quaest ganha uma leitura política ainda mais interessante.
Mendonça tem 11%. Eduardo tem 7%. Túlio tem 4%. Mas esses números não necessariamente representam grupos eleitorais completamente separados. Existe sobreposição. Um eleitor pode votar em Mendonça e Eduardo. Outro pode escolher Eduardo e Túlio. Outro pode combinar Marília com Humberto. Outro pode simplesmente ainda não ter escolhido ninguém.
Por isso, a eleição para o Senado não pode ser analisada como se fosse uma corrida tradicional de primeiro colocado, segundo colocado e terceiro colocado.
É uma eleição de combinações.
Marília Arraes, por exemplo, oscilou de 16% para 17%. Humberto Costa passou de 13% para 14%. Mendonça Filho teve a maior evolução entre os quatro principais nomes, saindo de 9% para 11%. Eduardo da Fonte foi de 6% para 7%, enquanto Túlio Gadêlha avançou de 3% para 4%.
Nenhuma dessas movimentações, isoladamente, é suficiente para decretar tendência definitiva. Mas o crescimento de Mendonça merece atenção porque ele passou a entrar no debate como um candidato competitivo e pode pressionar diretamente a estratégia governista.
Eduardo, por sua vez, continua sendo a grande incógnita.
Não porque esteja fora do jogo. Muito pelo contrário.
Ele está dentro de uma equação política que pode ser muito maior do que os 7% registrados na pesquisa. A questão é saber se conseguirá transformar estrutura política, alianças municipais e presença ao lado de Raquel em voto efetivo para o Senado.
E existe ainda outro ponto: Eduardo pode ser beneficiado pela lógica do segundo voto.
Se conseguir se consolidar como um nome competitivo entre os eleitores que já escolheram outro candidato para a primeira vaga, poderá avançar rapidamente. Essa é uma das razões pelas quais uma pesquisa com 45% de eleitores entre indecisos, brancos, nulos e não votantes ainda não permite cravar praticamente nada.
O cenário é tão aberto que até a liderança de Marília Arraes precisa ser observada com cautela. Ela aparece numericamente na frente, mas sua vantagem sobre Humberto Costa é de apenas três pontos. E, considerando a margem de erro, os três primeiros estão tecnicamente empatados.
O mesmo vale para Humberto e Mendonça.
Portanto, a manchete correta não é simplesmente dizer que Marília lidera.
A manchete mais precisa é: Marília está numericamente na frente, mas a disputa pelas duas vagas permanece completamente aberta.
E isso muda bastante a leitura política.
Outro dado relevante é que a corrida para o Senado ainda apresenta um nível de indefinição muito maior do que a disputa pelo Governo de Pernambuco. A própria Quaest divulgada no mesmo dia colocou Raquel Lyra com 43% e João Campos com 37% no primeiro turno, enquanto a disputa pelo Senado aparece pulverizada entre vários nomes e com um enorme contingente de eleitores ainda sem escolha.
Isso significa que os candidatos ao Senado terão uma batalha própria para travar.
Não basta estar na chapa de determinado candidato a governador. É necessário convencer o eleitor a apertar o número duas vezes, escolhendo dois nomes diferentes.
E essa é a parte da eleição que ainda está muito nebulosa.
Eduardo da Fonte é hoje uma incógnita porque sua pesquisa não traduz necessariamente o tamanho de sua estrutura política, mas também porque ainda não existe evidência suficiente para dizer que ele já conseguiu converter essa estrutura em voto.
A campanha terá que responder essa pergunta.
Se Eduardo conseguir crescer dos atuais 7% e transformar-se em uma opção natural para o segundo voto do eleitorado governista, poderá entrar de maneira muito mais forte na disputa pelas duas cadeiras. Se permanecer estacionado nessa faixa enquanto Marília, Humberto e Mendonça avançam, sua situação ficará mais complicada.
A mesma lógica vale para Túlio Gadêlha, que aparece com 4% e também terá que transformar sua presença na chapa governista em competitividade eleitoral.
Enquanto isso, Marília, Humberto e Mendonça começam a disputar uma faixa de eleitor que parece mais consolidada.
O detalhe é que ninguém pode dormir tranquilo.
Com 27% de indecisos e 18% de brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar, ainda existe uma quantidade gigantesca de votos disponíveis
E quando quase metade do eleitorado ainda não definiu uma escolha válida entre os candidatos, a eleição pode mudar de maneira muito rápida.
A Quaest de setembro, portanto, não fecha a conta do Senado pernambucano. Ela abre ainda mais a disputa.
Marília está na frente numericamente. Humberto mantém competitividade. Mendonça cresce e entra de vez na briga. Eduardo da Fonte segue como a grande incógnita, com uma estrutura política relevante e uma candidatura que ainda precisa provar, nas pesquisas, o tamanho que seus aliados acreditam possuir. Túlio tenta encontrar espaço em uma corrida extremamente congestionada.
Hoje, qualquer aposta definitiva sobre os dois eleitos seria precipitada.
O que existe é uma fotografia.
E, para o Senado, a fotografia ainda está bastante desfocada.