terça-feira, 22 de setembro de 2026
ENQUANTO ISSO... R$ 427 MILHÕES: O CONTRATO DA “TURMA DO KN” PARA DESTRAVAR PRECATÓRIOS DE VORCARO
EM MEIO A CRISE NO STF, ALEXANDRE DE MORAES PODE SOFRER NOVAS SANÇÕES INTERNACIONAIS
RICARDO TEOBALDO AMPLIA ARTICULAÇÃO NO PAJEÚ E REÚNE LIDERANÇAS EM GIRO POR SEIS MUNICÍPIOS
NA RETA FINAL, CANDIDATO A DEPUTADO FEDERAL PERCORREU IGUARACY, INGAZEIRA, SOLIDÃO, TABIRA, CARNAÍBA E BREJINHO, ONDE TAMBÉM ESTEVE AO LADO DE GUSTAVO GOUVEIA
Na reta final da campanha, Ricardo Teobaldo decidiu pisar fundo no Sertão do Pajeú. O candidato a deputado federal pelo Podemos percorreu diferentes municípios da região em uma agenda marcada por reuniões, encontros políticos, carreata e articulação com lideranças que vêm dando sustentação ao seu projeto eleitoral.O giro passou por Iguaracy, Ingazeira, Solidão, Tabira, Carnaíba e Brejinho, mostrando que a estratégia de Teobaldo não está concentrada em uma única base, mas busca reunir diferentes grupos políticos em torno de sua candidatura.
Em Iguaracy, Ricardo Teobaldo participou de uma reunião de alinhamento e esteve ao lado do ex-prefeito Francisco Dessoles, uma das lideranças que declarou apoio ao seu projeto.
Na Ingazeira, o candidato encontrou um grupo expressivo de apoiadores e esteve acompanhado do vereador Luciano Moreira. No município, a agenda também trouxe à memória uma das obras que marcaram sua atuação política na região: a Barragem de Ingazeira. A obra, localizada entre Ingazeira e Tuparetama, foi concebida para ampliar a oferta de água, além de gerar impactos na irrigação, turismo e piscicultura.
Em Solidão, Teobaldo se reuniu com o ex-prefeito Diomésio Alves, o ex-vereador Peba e o presidente da Associação Rural, Helder. O encontro reuniu apoiadores e reforçou a presença do candidato no município.
Já em Tabira, a agenda ganhou o formato de mobilização de rua. Ricardo Teobaldo participou de uma carreata ao lado de Josemar Bento e seu grupo político, levando a campanha para as ruas e reforçando a articulação construída na região.
Em Carnaíba, o candidato esteve com os ex-vereadores Anchieta e Preguinho, além de integrantes do grupo político local.
Mas foi em Brejinho que a agenda ganhou um componente político ainda mais amplo. Teobaldo esteve ao lado do prefeito Gilson Bento, visitou a feira e participou de uma carreata juntamente com Gustavo Gouveia, candidato à reeleição para deputado estadual. A parceria entre os dois já vinha sendo construída antes da campanha, inclusive com participação conjunta em agendas políticas no município.
A passagem por Brejinho também reforça uma relação antiga de Teobaldo com o município. Em maio deste ano, durante a Festa do Último de Maio, o prefeito Gilson Bento destacou investimentos destinados à cidade durante o período em que Ricardo Teobaldo exerceu mandato de deputado federal, citando, entre outras ações, os recursos para os oito quilômetros de asfalto entre Brejinho e Vila de Fátima.
O roteiro pelo Pajeú deixa uma mensagem política clara: Ricardo Teobaldo está apostando na força das alianças municipais para chegar à reta final com sua candidatura espalhada por diferentes regiões do Estado.
Com lideranças tradicionais, ex-prefeitos, vereadores, prefeitos e grupos políticos ao seu lado, o candidato tenta transformar presença territorial em força eleitoral. No Pajeú, onde já possui uma trajetória política construída ao longo dos anos, Teobaldo busca consolidar novamente seu espaço e ampliar a rede de apoios para a disputa por uma cadeira na Câmara Federal.
E, pelo tamanho da agenda, uma coisa ficou evidente: Teobaldo não está tratando o Pajeú como passagem. Está tratando como território político.
A candidatura de Teobaldo aparece como deferida, pelo Podemos, número 2055, segundo os dados eleitorais disponíveis em 21 de setembro de 2026.
A ÚLTIMA CARTADA DE JOÃO: SERÁ QUE LULA VAI FAZER A DIFERENÇA DESTA VEZ?
POLÍTICA NA LUPA - Edney Souto
A campanha de João Campos chegou ao momento da verdade. Com Raquel Lyra à frente nas pesquisas e o calendário eleitoral apertando o cerco, a Frente Popular parece ter decidido colocar na mesa sua última grande aposta: Lula.A presença do presidente em Pernambuco passou a ser tratada como um trunfo capaz de incendiar a campanha, mobilizar as ruas, consolidar o eleitorado de esquerda e, principalmente, tentar mudar uma fotografia eleitoral que hoje não é a que João gostaria de apresentar.
Mas existe um detalhe que a euforia dos palanques não pode apagar: Lula já entrou em campo por um candidato da Frente Popular em Pernambuco e o resultado não foi exatamente o esperado.
Em 2022, Lula foi o candidato oficial de Danilo Cabral. O apoio foi explícito, houve agendas, imagens, discurso, propaganda eleitoral e uma operação política para tentar transferir a popularidade do então candidato à Presidência para o socialista. Em determinado momento, a própria Justiça Eleitoral determinou mudanças na propaganda de Danilo porque a participação de Lula havia ultrapassado o limite permitido.
E qual foi o resultado?
Danilo Cabral terminou aquele primeiro turno em quarto lugar, com 18,06% dos votos, atrás de Marília Arraes, Raquel Lyra e Anderson Ferreira. Lula, por sua vez, havia alcançado 65% dos votos válidos em Pernambuco na disputa presidencial.
Ou seja: o tamanho de Lula não se transformou automaticamente no tamanho de Danilo.
É justamente esse fantasma que ronda a estratégia de João Campos agora.
A diferença é que João possui uma relação política muito mais consolidada com o eleitorado do Recife e tem uma estrutura própria de campanha. Mas a pergunta continua pertinente: até onde vai a força de Lula quando o voto é para governador?
Porque uma coisa é o eleitor votar em Lula para presidente. Outra é esse mesmo eleitor decidir que precisa votar no candidato indicado por Lula para comandar Pernambuco.
Em 2022, essa transferência encontrou limites bastante claros.
Agora, a Frente Popular aposta que a história será diferente.
João Campos precisa que seja.
A vinda de Lula pode produzir uma enorme fotografia política, reunir militância, lotar ruas e gerar uma avalanche de imagens nas redes sociais. Pode também reforçar a identidade da chapa com o eleitorado lulista.
Mas campanha não termina na fotografia.
O desafio será transformar o abraço, o palanque e o discurso em números.
E o tempo é curto.
Raquel Lyra, enquanto isso, tem uma estratégia diferente: manter a eleição no terreno estadual, falar de governo, obras, entregas e tentar evitar que a disputa seja transformada em uma espécie de plebiscito sobre Lula.
É aí que a reta final ganha contornos interessantes.
João aposta no peso nacional de Lula para tentar alterar o jogo.
Raquel tenta fazer o eleitor olhar para Pernambuco.
E no meio dessa disputa está a grande pergunta da eleição: Lula conseguirá fazer por João Campos o que não conseguiu fazer por Danilo Cabral?
Em 2022, o presidente teve força suficiente para vencer a eleição presidencial em Pernambuco, mas seu candidato ao governo não chegou sequer ao segundo turno.
Agora, quatro anos depois, a Frente Popular coloca novamente o nome de Lula no centro da operação.
Pode ser uma cartada poderosa.
Pode ser apenas uma grande mobilização política.
O que não existe mais é tempo para esperar.
João precisa que Lula não seja apenas o maior nome do palanque. Precisa que a força de Lula atravesse o palanque, atravesse a campanha e chegue à urna.
Porque, no fim das contas, Pernambuco já viu esse filme em 2022.
E sabe que Lula pode ser gigante nas urnas para presidente sem necessariamente carregar junto o candidato que está ao seu lado na fotografia.
POLÍTICA NA LUPA — BLOG DO EDNEY
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
RAQUEL DESTACA INTERIORIZAÇÃO DA SAÚDE COM CONSTRUÇÃO DE QUATRO NOVOS HOSPITAIS DA MULHER EM PERNAMBUCO
EM PETROLINA, JOÃO CAMPOS APRESENTA COMPROMISSOS E PROPÕE NOVA PONTE COM JUAZEIRO
MARÍLIA ARRAES MANTÉM LIDERANÇA NA SIMPLEX E DISPARA na PESQUISA ESPONTÂNEA PARA O SENADO
SIMPLEX MOSTRA RAQUEL COM 45% E JOÃO CAMPOS COM 37,9% NA DISPUTA PELO GOVERNO DE PERNAMBUCO
A diferença entre os dois é de 7,1 pontos percentuais no cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados.
Nos votos válidos, cálculo utilizado pela Justiça Eleitoral para a apuração do resultado, Raquel aparece com 53,5%, enquanto João Campos registra 44,9%. Ivan Moraes (PSOL) tem 1,3% dos votos válidos.
O levantamento também mostra Raquel à frente quando os eleitores são questionados de forma espontânea, sem que os nomes dos candidatos sejam apresentados. Nesse cenário, a governadora soma 42,7%, contra 34,2% de João Campos.
Ivan Moraes aparece com 1,1%, enquanto outros nomes somam 1,3%. Brancos e nulos representam 4,3% e 16,4% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
E SE A DISPUTA FOR PARA O SEGUNDO TURNO?
A pesquisa também simulou uma eventual disputa direta entre Raquel Lyra e João Campos.
Nesse cenário, a governadora aparece com 46,4% das intenções de voto, contra 39,9% do candidato do PSB. Brancos e nulos somam 4,1%, enquanto 9,6% não souberam ou não responderam.
Considerando somente os votos válidos, Raquel chega a 53,7%, enquanto João registra 46,3%.
CENÁRIO MUDOU POUCO DESDE AGOSTO
Na rodada anterior do Simplex, divulgada em agosto, Raquel Lyra tinha 46,2% das intenções de voto e João Campos aparecia com 36,1%.
Agora, a governadora marca 45%, enquanto o socialista chega a 37,9%. Ou seja, os números oscilaram dentro de um cenário que mantém os dois principais candidatos separados por pouco mais de sete pontos percentuais.
Com menos de duas semanas para a votação, a pesquisa passa a integrar a sequência de levantamentos que tentam medir o comportamento do eleitor pernambucano na reta final da campanha.
NÚMEROS DA PESQUISA
O Simplex ouviu 1.067 eleitores de Pernambuco por telefone entre os dias 16 e 20 de setembro de 2026.
A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número PE-07901/2026.