segunda-feira, 5 de outubro de 2026
DÉBORA AMPLIA VOTAÇÃO E RENOVA MANDATO PARA A ALEPE
GRUPO PORTO FESTEJA “TETRA” DE ÁLVARO NA ALEPE E ELEIÇÃO DE GABRIEL PARA CÂMARA DOS DEPUTADOS
GIGANTE: GRUPO DE DR. ELTON MARTINS FAZ TODOS OS CANDIDATOS APOIADOS PELO PREFEITO LIDERAREM EM ÁGUAS BELAS
As urnas falaram — e, em Águas Belas, o recado foi direto.
A eleição deste domingo confirmou a força política do grupo liderado pelo prefeito Dr. Elton Martins (Republicanos). Os candidatos apoiados diretamente pelo gestor terminaram a votação na liderança dentro do município, consolidando uma base que já vinha demonstrando força nas ruas durante a campanha.Na disputa pela Assembleia Legislativa, Dr. Bruno Marques foi o grande destaque. O candidato recebeu 6.568 votos em Águas Belas, praticamente o dobro da segunda colocada, Regina da Saúde.
Outro nome ligado ao grupo também teve votação expressiva: Claudiano Filho, apoiado por parte da base do prefeito, alcançou 3.124 votos no município.
NA DISPUTA FEDERAL, VANTAGEM TAMBÉM FOI AMPLA
Para a Câmara Federal, Silvio Costa Filho também abriu vantagem sobre o principal nome da oposição.
O ex-ministro recebeu 5.818 votos, contra 4.085 de Carlos Veras, uma diferença de 1.733 votos.
Além deles, Marcelo Gouveia, Lula da Fonte e Pedro Campos também receberam apoio de vereadores que integram a base do prefeito. Juntos, os três somaram 4.302 votos em Águas Belas.
Ainda assim, o resultado individual de Silvio Costa Filho permaneceu à frente dos demais nomes.
SENADO: HUMBERTO NA FRENTE, EDUARDO DA FONTE EM SEGUNDO
Na corrida pelo Senado, Humberto Costa também terminou na primeira colocação em Águas Belas, abrindo uma vantagem superior a 5 mil votos sobre Eduardo da Fonte, que apareceu na segunda posição com 9.965 votos.
A votação dos dois candidatos apoiados pelo grupo governista reforçou a presença da base de Dr. Elton Martins na disputa majoritária.
RAQUEL ENCOSTA NOS 60% EM ÁGUAS BELAS
Na eleição para o Governo de Pernambuco, o resultado também chamou atenção.
Raquel Lyra recebeu 12.742 votos em Águas Belas, contra 9.071 de João Campos.
A governadora alcançou aproximadamente 60% dos votos válidos no município, resultado que ganha ainda mais peso diante da estratégia política adotada pelo grupo de Dr. Elton Martins durante a campanha.
A URNA CONFIRMOU O QUE AS RUAS JÁ MOSTRAVAM
O resultado eleitoral deste domingo não surgiu isoladamente.
No dia 1º, o grupo do prefeito já havia realizado o último grande ato de campanha da chamada “Onda Azul”, reunindo uma multidão pelas ruas de Águas Belas.
Agora, os números das urnas deram dimensão eleitoral à mobilização.
O dado político que fica é objetivo: os candidatos diretamente apoiados pelo prefeito Dr. Elton Martins lideraram a votação em Águas Belas, enquanto nomes apoiados por integrantes de sua base também obtiveram desempenho expressivo.
Em uma eleição marcada por disputas acirradas em Pernambuco, Águas Belas apresentou um resultado que coloca o grupo governista novamente no centro do tabuleiro político municipal.
As urnas falaram. E falaram azul.
BLOG DO EDNEY — A notícia verdade.
ZECA ENCERRA CAMPANHA DE RAQUEL, MARCELO E GUSTAVO REUNINDO MULTIDÃO NAS RUAS DE ARCOVERDE
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NA LUPA 🔎 - JANJÃO: DO QUADRO-NEGRO À ALEPE, UM VOO POLÍTICO QUE GANHOU O MAPA DE PERNAMBUCO
Tem gente que entra na política pela porta da frente. Tem gente que chega carregado por sobrenome, grupo político, estrutura eleitoral ou tradição familiar.
E tem gente que decide abrir a própria estrada.
Janjão chega à Assembleia Legislativa de Pernambuco aos 39 anos levando para a Alepe uma história que começou muito longe dos grandes centros de poder. Professor de matemática, ex-prefeito de Bom Jardim e agora deputado estadual eleito, João Francisco da Silva Neto transformou uma trajetória municipal em um projeto político que ultrapassou as fronteiras de sua cidade.
E os números das urnas mostram o tamanho desse salto: 67.479 pernambucanos depositaram seu voto em Janjão, colocando o nome do ex-prefeito de Bom Jardim na 16ª posição entre os 49 deputados estaduais eleitos. Dentro do PSD, partido da governadora Raquel Lyra, Janjão terminou como o um dos mais votados da legenda.
Mas talvez o número mais importante não esteja apenas na quantidade de votos.
Está no caminho percorrido para chegar até eles.
Janjão tinha uma situação confortável. Era prefeito de Bom Jardim e tinha pela frente um mandato que iria até 2028. Mesmo assim, em abril deste ano, renunciou ao cargo para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. O vice-prefeito Arsênio do Minério assumiu a Prefeitura após a renúncia.
Foi uma troca de cadeira que representou muito mais do que uma mudança de endereço político.
Saiu da Prefeitura para tentar construir um mandato estadual.
Saiu de uma posição já conquistada para entrar numa disputa muito mais ampla, na qual precisaria fazer seu nome circular por Pernambuco.
E conseguiu.
Durante a campanha, Janjão apresentou sua candidatura como uma tentativa de levar para outras regiões a experiência acumulada no Agreste Setentrional. Na convenção que oficializou seu nome, ele próprio resumiu sua escolha dizendo que nunca havia escolhido o caminho mais fácil, mas o caminho do trabalho.
Essa frase ajuda a entender o personagem político que chega agora à Alepe.
O professor de matemática virou prefeito.
O prefeito virou liderança regional.
E a liderança regional atravessou as fronteiras do seu território eleitoral.
É justamente aí que está uma das marcas mais interessantes dessa eleição.
Janjão recebeu votos em municípios onde, até pouco tempo atrás, seu nome tinha pouca ou nenhuma presença política. A campanha foi uma espécie de expedição eleitoral pelo interior de Pernambuco, levando o número 55222 para regiões onde ele ainda precisava transformar desconhecimento em confiança.
Não foi uma eleição restrita a Bom Jardim.
Foi uma eleição de expansão.
O resultado também coloca Janjão diante de uma nova responsabilidade. Na Prefeitura, sua atuação estava concentrada em um município. Na Alepe, o mandato passa a ter dimensão estadual.
E existe uma diferença fundamental entre as duas funções: prefeito administra uma cidade; deputado estadual precisa construir pontes entre diferentes municípios, regiões e demandas.
É nesse novo cenário que começa o segundo capítulo da carreira política de Janjão.
Aos 39 anos, professor por formação e político de trajetória relativamente curta em comparação com nomes tradicionais da política pernambucana, ele chega ao Legislativo estadual depois de uma eleição que ampliou significativamente seu raio de atuação.
Antes, o nome estava associado principalmente a Bom Jardim e ao Agreste Setentrional.
Agora, está registrado entre os 49 nomes que formarão a próxima composição da Assembleia Legislativa de Pernambuco.
E há uma imagem que talvez resuma melhor essa trajetória:
Janjão não chegou à Alepe porque o caminho era fácil. Chegou porque decidiu sair da zona de conforto.
Renunciou ao mandato de prefeito.
Entrou numa disputa estadual.
Percorreu novas regiões.
Apresentou seu nome onde ainda era pouco conhecido.
E terminou eleito com mais de 67 mil votos.
A partir de agora, o desafio muda de tamanho.
O prefeito de Bom Jardim ficou para trás.
O professor que entrou na política municipal ficou para trás.
Na Alepe começa uma etapa diferente: a de transformar uma votação estadual em atuação parlamentar estadual.
Se a primeira parte da história foi construir um nome, a próxima será mostrar o que esse nome será capaz de construir dentro do Legislativo pernambucano.
Na Lupa, o fato é um só: Janjão saiu de Bom Jardim para disputar Pernambuco — e a urna confirmou que seu nome já não cabe apenas dentro das fronteiras de sua cidade e de sua região, seu nome é de Pernambuco que o abraçou.