segunda-feira, 12 de outubro de 2026

NA LUPA 🔎 | QUEM PASSOU A CAMPANHA APONTANDO O DEDO AGORA PRECISA RESPEITAR A ESCOLHA DE RAQUEL

Na política pernambucana, a memória parece curta quando a conveniência bate à porta. Durante a campanha eleitoral, Raquel Lyra foi alvo de ataques e tentativas de associação ao bolsonarismo e à extrema direita por adversários ligados ao campo de João Campos. Agora, depois das urnas, o cenário é outro: o posicionamento da governadora passou a despertar interesse nas articulações políticas nacionais.

João Campos fez associações públicas entre Raquel e o bolsonarismo, inclusive em declarações noticiadas pelo Diario de Pernambuco. Em setembro, a disputa também chegou à Justiça Eleitoral, que determinou a retirada de uma publicação de um blogueiro alinhado ao campo do PSB por associar a governadora a métodos nazifascistas. A decisão apontou que o conteúdo ultrapassava os limites da crítica política.

Diante desse histórico, uma pergunta é inevitável: se Raquel era apresentada como representante de um campo político que seus adversários combatiam, por que agora sua posição merece tanta atenção?

A política é feita de alianças, negociações e mudanças de cenário. O problema começa quando o discurso de campanha aponta uma direção e a conveniência eleitoral parece empurrar os mesmos atores para outra. Quem passou meses tentando enquadrar uma adversária em rótulos ideológicos não pode esperar que ela simplesmente se alinhe quando seu apoio se torna interessante.

Raquel Lyra não tem obrigação de escolher um lado para satisfazer as expectativas de terceiros. A governadora pode dialogar, negociar ou permanecer neutra. Essa decisão pertence a ela, e não a quem imagina ter direito de cobrar uma posição por interesse eleitoral.

Neutralidade não é covardia, muito menos favor a adversário. É também uma posição política.

O que não combina é transformar uma adversária em símbolo de tudo aquilo que se combate e, depois, esperar que ela esteja disponível quando a matemática política exigir novas alianças.

Na política, mudar de posição faz parte do jogo. Mas coerência continua sendo uma cobrança legítima. Quem quer diálogo precisa começar respeitando a autonomia do outro.

Raquel tem o direito de ficar neutra. Apoio não se arranca no grito, não se exige por conveniência e muito menos se conquista com rótulos.

Edney Souto | Blog do Edney — A notícia verdade.

CLARISSA TÉRCIO DENUNCIA DIRETORA DE ESCOLA POR SUPOSTA COAÇÃO ELEITORAL CONTRA ALUNOS EM PERNAMBUCO

A disputa política chegou ao ambiente escolar e agora será alvo de apuração pelos órgãos competentes. A deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE) denunciou uma diretora de escola pública ao Ministério Público Eleitoral por uma suposta prática de coação eleitoral contra estudantes.

O caso envolve a Escola de Referência em Ensino Médio Lagoa Encantada, em Pernambuco. Segundo informações encaminhadas ao gabinete da parlamentar, a diretora Niedja Pereira teria utilizado o espaço escolar para manifestar apoio ao presidente Lula, fazer críticas ao senador Flávio Bolsonaro e atacar eleitores identificados com a direita.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Clarissa Tércio apresentou uma gravação de áudio atribuída à diretora, na qual a profissional afirma que quem “vota na extrema-direita são os ricos”. A deputada também relatou outras supostas situações de pressão política sobre estudantes e disseminação de informações falsas.

Diante da gravidade das acusações, a parlamentar informou que encaminhou o caso ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE), ao Ministério Público Eleitoral e ao Ministério da Educação. A denúncia também foi levada à Gerência Regional de Educação e à Secretaria de Educação de Pernambuco.

“Escola é lugar de ensino, não de pressão política sobre os alunos!”, declarou Clarissa, afirmando que vai acompanhar o caso e cobrar providências das autoridades responsáveis.

A deputada anunciou ainda a criação de um canal de denúncias nas redes sociais para receber relatos de estudantes, pais, responsáveis e profissionais da educação sobre possíveis episódios semelhantes. Os denunciantes poderão encaminhar materiais como áudios, vídeos e documentos para subsidiar eventuais investigações.

O episódio coloca novamente em debate os limites da atuação política dentro das escolas públicas e a necessidade de garantir que estudantes não sejam submetidos a pressões ou constrangimentos por suas posições políticas.

Até o momento, as informações divulgadas partem da denúncia apresentada pela deputada. Caberá aos órgãos competentes investigar os fatos, verificar a autenticidade e o contexto dos materiais apresentados e esclarecer se houve alguma irregularidade. Não há, até agora, informação sobre uma conclusão oficial da apuração ou manifestação da diretora citada.

JANJÃO E ARSÊNIO ACOMPANHAM ASFALTO EM BIZARRA E REFORÇAM PARCERIA COM RAQUEL LYRA

Após vitória nas urnas, deputado estadual eleito já retoma agenda de trabalho em Bom Jardim e destaca novas ações de infraestrutura no município.

A eleição passou, mas a agenda de trabalho já começou. O deputado estadual eleito Janjão (PSD) esteve na última sexta-feira (9) no distrito de Bizarra, em Bom Jardim, ao lado do prefeito Arsênio Medeiros (PSD), acompanhando as obras de pavimentação asfáltica executadas na localidade com participação do Governo de Pernambuco.

A visita marcou uma das primeiras agendas públicas de Janjão após o resultado das urnas e reforçou a parceria política e administrativa com Arsênio e a governadora Raquel Lyra (PSD). O parlamentar eleito aproveitou a ocasião para agradecer à governadora pela obra e sinalizar que pretende manter Bom Jardim entre as prioridades de sua atuação na Assembleia Legislativa.

“Nosso mandato já começa com muito trabalho. Ao lado do prefeito Arsênio, acompanhei o asfaltamento de Bizarra. Obrigado, governadora Raquel Lyra, por mais essa importante conquista. E isso é só o começo. É trabalho por Bom Jardim e por todos os cantos de Pernambuco”, afirmou Janjão.

Do lado da Prefeitura, Arsênio destacou que a parceria com o deputado eleito deverá ganhar importância na busca por novos investimentos e na continuidade das ações de infraestrutura. O prefeito também ressaltou que a administração municipal seguirá com o cronograma de pavimentação em diferentes localidades.

“Acabou a eleição e a gente já está aqui, de pé, caminhando, correndo, agradecendo agora ao nosso deputado Janjão por essa parceria que será ainda mais importante para Bom Jardim daqui pra frente, junto com a nossa governadora Raquel Lyra”, declarou.

Segundo Arsênio, a programação prevê intervenções na Vila Paraná, em seguida em Lagoa Comprida, além de outras localidades contempladas pelo planejamento municipal. A expectativa anunciada pelo prefeito é de que novas obras sejam executadas ainda este ano.

Com a vitória eleitoral de Janjão, a relação entre o município e o futuro mandato estadual passa a ter um novo capítulo. A pavimentação de Bizarra é apresentada pelo grupo político como parte de uma agenda de investimentos que busca ampliar a infraestrutura e atender às demandas da população de Bom Jardim.

A eleição terminou, e agora começa a cobrança pelo trabalho. Para Janjão e Arsênio, o desafio será transformar a parceria política em novas entregas para a população, mantendo o ritmo das obras e fazendo com que os investimentos cheguem também a outras comunidades do município.

Blog do Edney — A notícia verdade.

Edney Souto | Equipe Blog do Edney

LULA NÃO TRANSFERE VOTOS POR PROCURAÇÃO: DERROTA DE JOÃO CAMPOS REFORÇA LIMITE DO APADRINHAMENTO EM PERNAMBUCO

O eleitor pernambucano pode votar no presidente para governar o Brasil e escolher outro nome para comandar o estado. A derrota de João Campos para Raquel Lyra em 2026 reforça uma lição que atravessa diferentes eleições: padrinho político ajuda, mas não ganha eleição sozinho.

A política pernambucana acaba de dar mais uma demonstração de que prestígio nacional não é garantia de vitória estadual. Lula tem força eleitoral em Pernambuco, mas essa popularidade não funciona como um cheque em branco para os candidatos que recebem sua bênção. João Campos sentiu isso na disputa de 2026 ao perder para Raquel Lyra, mesmo contando com o apoio do presidente.

O resultado escancara uma diferença que muita gente insiste em ignorar: votar em Lula não significa, necessariamente, votar nos candidatos escolhidos por Lula. O eleitor tem suas próprias razões, avalia os nomes, compara projetos e, no fim, decide conforme seus interesses e sua percepção de cada candidatura.

A história recente de Pernambuco oferece exemplos claros dessa separação.

Em 2006, Lula venceu a eleição presidencial no estado, mas Humberto Costa, candidato petista ao governo, terminou em terceiro lugar. Na disputa estadual, quem cresceu foi Eduardo Campos, que recebeu o apoio do PT e derrotou Mendonça Filho. A força do presidente não foi suficiente para levar o próprio candidato do partido ao segundo turno.

O roteiro se repetiu, com outras peças, em 2014. Lula e Dilma Rousseff apoiaram Armando Monteiro, mas Paulo Câmara venceu a eleição para governador ainda no primeiro turno. Dilma, por sua vez, saiu vitoriosa em Pernambuco nas duas etapas da disputa presidencial. Mais uma vez, o eleitor mostrou que a escolha para Brasília não precisava acompanhar a preferência para o governo estadual.

É verdade que o apadrinhamento também produziu vitórias. Eduardo Campos foi reeleito em 2010 com o apoio de Lula, enquanto Paulo Câmara conquistou novo mandato em 2018, numa aliança que envolveu o PT. Seria incorreto, portanto, afirmar que o presidente não consegue ajudar seus aliados. Consegue, sim. O que não pode é transformar apoio político em garantia antecipada de vitória.

Em 2022, o contraste voltou a chamar atenção. Lula venceu em Pernambuco nos dois turnos, mas Danilo Cabral, candidato apoiado pelo campo petista ao governo estadual, terminou a disputa em quarto lugar. Na sequência, o apoio de Lula a Marília Arraes não foi suficiente para impedir a vitória de Raquel Lyra.

Agora, em 2026, João Campos entra nessa relação de candidatos que descobriram, nas urnas, que o prestígio do padrinho tem limites. Lula venceu a votação presidencial em Pernambuco no primeiro turno, mas seu aliado perdeu a disputa estadual para Raquel Lyra.

A derrota de João não representa, por si só, uma rejeição dos pernambucanos a Lula. O resultado mostra que a eleição estadual tem dinâmica própria e que o eleitor não entrega seu voto por fidelidade automática a lideranças nacionais.

Para Raquel Lyra, a vitória representa também a confirmação de que uma candidatura pode superar a força política de um adversário respaldado pelo presidente da República. Para João Campos, fica a necessidade de compreender que o sobrenome, a estrutura partidária e o apoio de Lula não substituem a conquista direta da confiança popular.

Na política, padrinho abre portas, fortalece palanques e ajuda a construir alianças. Mas não aperta o botão da urna pelo eleitor.

Em Pernambuco, Lula pode até emprestar seu prestígio. O voto, porém, continua sendo propriedade do eleitor. E eleição não se ganha apenas com bênção política: ganha-se convencendo a população.

REFORMA NO RECIFE PODE ABRIR ESPAÇO PARA DIOGO MORAES E ADERALDO PINTO NA ALEPE EM 2027

Uma possível mudança no secretariado de Victor Marques pode mexer nas cadeiras do PSB na Assembleia Legislativa e contemplar dois suplentes estratégicos para o partido.

A política pernambucana pode começar 2027 com mudanças importantes na composição da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Uma eventual reforma administrativa na Prefeitura do Recife, comandada por Victor Marques (PCdoB), poderá abrir caminho para que os suplentes Diogo Moraes e Aderaldo Pinto, ambos do PSB, assumam mandatos no Legislativo estadual.

A articulação dependeria da indicação de dois deputados estaduais socialistas para ocupar cargos no primeiro escalão da gestão municipal. Com a saída dos titulares da Alepe para o secretariado, as vagas seriam preenchidas pelos suplentes, movimentando as peças do tabuleiro político do PSB.

O partido elegeu nove deputados estaduais em 2026 e dispõe de nomes com experiência parlamentar e trânsito político que poderiam integrar a equipe de Victor Marques. Por enquanto, porém, a possibilidade está no campo das articulações e depende de decisões administrativas e partidárias.

DIOGO MORAES DE OLHO NO AGRESTE

Com atuação política consolidada no Agreste pernambucano, Diogo Moraes é um nome importante para o PSB na região. Durante a última disputa eleitoral, esteve alinhado ao projeto político de João Campos e atuou na defesa da candidatura socialista ao Governo de Pernambuco.

Uma eventual chegada à Alepe permitiria ao suplente retomar espaço no Legislativo estadual e manter sua participação nas articulações do partido em uma região considerada estratégica para as próximas disputas eleitorais.

ADERALDO PINTO PODE GANHAR ESPAÇO NA CAPITAL

Já Aderaldo Pinto tem sua força política concentrada no Recife, especialmente nas zonas Oeste e Norte da cidade. Sua possível chegada à Assembleia também teria reflexos na política municipal.

Caso assuma o mandato estadual, a movimentação poderá abrir espaço para que Almir Fernando, suplente de vereador e aliado político do grupo, chegue à Câmara Municipal do Recife.

Na prática, seria uma articulação capaz de produzir efeitos em duas frentes legislativas: na Alepe, com a entrada de Aderaldo, e na Câmara do Recife, com a eventual ascensão de Almir Fernando.

O JOGO POLÍTICO DE 2027

Mais do que uma simples troca de nomes, a possível reforma pode representar uma estratégia para acomodar aliados, fortalecer a presença do PSB na administração recifense e preservar a unidade do partido depois da disputa estadual.

Victor Marques teria, nesse cenário, a oportunidade de ampliar sua base política e reconhecer quadros que contribuíram para a construção do projeto socialista. Para Diogo Moraes e Aderaldo Pinto, a mudança significaria a possibilidade de transformar a condição de suplentes em mandato efetivo.

Por enquanto, não há confirmação de que os dois deputados serão convocados para o secretariado municipal. O que existe é uma possibilidade que, se avançar, poderá redesenhar parte da representação do PSB na Alepe e produzir novos movimentos na política do Recife a partir de janeiro de 2027.

Na política, uma mudança no primeiro escalão raramente termina apenas na troca de secretários. Às vezes, uma cadeira ocupada no Executivo é justamente o que falta para outra ser conquistada no Legislativo.

APÓS PROIBIÇÃO DAS BETS NO FUTEBOL BRASILEIRO, LULA DEBOCHA DE CASAS DE APOSTAS: “UMA DESGRAÇA PARA O POVO POBRE”

O atual Presidente do Brasil e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), detonou o comportamento do Flamengo e de outros clubes da Série A, que foram contra as proibições das casas de apostas, e alertou sobre a dependência financeira que impacta o povo pobre.

O petista afirmou que os times brasileiros precisam buscar alternativas de receita e discorda que a ausência dos patrocínios de casas de aposta prejudicaria o futebol nacional, pois relembrou que a Seleção Brasileira conseguiu ganhar cinco títulos da Copa do Mundo sem precisar de apoios semelhantes.

“Eu sei que tem algumas pessoas incomodadas que nós acabamos com as bets. E nós temos que dizer, em alto e bom som, que as bets viraram neste país uma desgraça para o povo pobre. O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”.
Lula comentou que os times brasileiros conseguiram vencer vários títulos dos mundiais de clubes sem precisar das casas de aposta. O Presidente ainda criticou a influência que os torcedores sofrem para apostar, sob o pretexto de que estariam financiando as suas equipes, além dos gastos com ingressos de jogos e produtos oficiais.

Solução
O chefe do Estado brasileiro sugeriu que as equipes considerem se transformar em empresas, através do modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), como forma de diminuir os problemas de dependência das receitas oriundas das casas de aposta, e criticou a presença das plataformas “na palma da mão” do povo.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”.
Contra-ataque
O posicionamento de Lula acontece em meio aos clubes terem reagido contra a Medida Provisória (MP) que proibiu as apostas online no territorio nacional. Inclusive, um dos “maiores reclamões” foi o Flamengo, que entrou com a frase “Proibir não é proteger” estampada na parte frontal da camisa, onde tinha um patrocínio de casa de aposta, na última quinta-feira (8), no empate em 2 a 2 contra o Santos de Neymar Jr

NUNES MARQUES ATENDE PEDIDO DE FLÁVIO BOLSONARO, CONTRARIA RITO DE CORREGEDOR DO TSE E MANDA DERRUBAR CANAL ‘EXÉRCITO DO LULA

Uma decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, atingiu uma das principais ferramentas digitais de mobilização de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após um pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), o magistrado determinou a suspensão do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, administrado pelo deputado federal André Janones. A medida provocou reação do parlamentar, que classificou a decisão como censura.

O caso ganhou repercussão porque, enquanto Nunes Marques determinou a suspensão em um procedimento administrativo, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, analisava outra ação sobre o mesmo canal. Nesse processo, Cueva havia solicitado informações complementares e documentos antes de examinar os pedidos apresentados pela campanha de Flávio Bolsonaro. 

O que levou à suspensão do canal
No despacho, Nunes Marques afirmou que o canal teria se transformado em um meio de disseminação nacional de conteúdos que, segundo ele, já haviam sido considerados pela Justiça Eleitoral como desprovidos de fundamento mínimo.

O ministro também mencionou a estrutura de mobilização descrita por Janones como um “exército de ‘soldados’ que executam o que lhes é ordenado sem examinar”.

Ao justificar a decisão, Nunes Marques fez uma distinção entre a mobilização política nas redes e o uso de uma estrutura de grande alcance para replicar conteúdos considerados inverídicos pela Corte.

“O que se afasta não é a mobilização de apoiadores, nem a crítica política contundente, nem o uso das redes sociais para pedir votos. É a utilização de estrutura de transmissão a milhões de pessoas, sob comando único, para replicar conteúdos que esta Corte já reconheceu como inverídicos, com instruções expressas para contornar as salvaguardas que o próprio provedor declarou adotar e a sua eventual atuação efetiva no caso concreto”, afirmou o ministro.
Decisão ocorreu em processo diferente
A suspensão foi determinada em uma petição de providência administrativa que chegou ao gabinete de Nunes Marques às 16h24 de sábado. A solicitação apresentada à Presidência do TSE seguiu uma linha diferente da ação encaminhada à corregedoria: em vez de questionar diretamente os conteúdos publicados, apontou suposto descumprimento de obrigações que o WhatsApp teria assumido para o período eleitoral de 2026.

Nunes Marques avaliou que cabia à Presidência supervisionar os planos de conformidade da plataforma e verificar se o provedor deveria aplicar ao canal as medidas que declarou adotar contra páginas que violassem suas diretrizes.

O presidente do TSE reconheceu que o “Exército do Lula” já era alvo de outro processo sob relatoria de Cueva. Por isso, determinou o envio de cópia do pedido e de sua decisão ao corregedor, para que adotasse as providências que considerasse cabíveis.

Corregedor havia pedido explicações à campanha de Flávio
Na outra ação, Cueva solicitou esclarecimentos à campanha de Flávio Bolsonaro sobre possíveis irregularidades atribuídas ao canal e pediu que a equipe jurídica identificasse os conteúdos questionados e apresentasse arquivos digitais citados como provas.

O corregedor também apontou a necessidade de verificar se havia pedidos semelhantes em outros processos, para evitar decisões conflitantes na Justiça Eleitoral. Na decisão, ressaltou que o recebimento da ação não significava reconhecer a veracidade das alegações ou a ocorrência dos abusos apontados.

A análise dos pedidos mais graves, como a retirada de conteúdos, dependia de informações adicionais. A decisão de Cueva e a medida de Nunes Marques, portanto, foram tomadas em procedimentos distintos, embora tratassem do mesmo canal.

Janones reage e fala em censura
Após a suspensão, André Janones criticou a decisão em um vídeo publicado no próprio canal. O deputado chamou a medida de censura e afirmou que o problema não estaria restrito a uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro na eleição.

“Não é que se Flávio Bolsonaro for eleito a censura vai ser instalada. A censura já começou”, declarou.

Antes da decisão, integrantes do canal já discutiam a possibilidade de a página ser derrubada por determinação judicial. Janones passou a orientar os participantes a acompanhar a mobilização por outro canal e por uma página no Instagram.

A assessoria da campanha de Lula também reagiu à medida. Em nota, afirmou que a decisão causava “estranheza e revolta” e informou que a equipe jurídica se manifestaria sobre o caso

"SE EU PUDESSE, PEDIRIA VOTO", DIZ BISPO EVANGÉLICO DURANTE EVENTO COM FLÁVIO BOLSONARO

O candidato Flávio Bolsonaro (PL) e o governador eleito Douglas Ruas (PL) participaram da festa de centenário das Assembleias de Deus do Ministério de Madureira, neste sábado (10), no Maracanãzinho. Sentados no palco principal, eles ouviram o Bispo Samuel Ferreira, presidente da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil (Conamad) declarar apoio à candidatura bolsonarista.

Após um longo discurso com diversas referências a Jair Bolsonaro e votos de "saudades" do ex presidente e de seu mandato próximo à Igreja Evangélica, Samuel Ferreira pediu para o público repetir por 10 vezes a frase "irmão vota em irmão". Em seguida, ele passou a se referir diretamente a Flávio Bolsonaro.

"Se a mídia aqui presente disser que eu estou pedindo voto, está completamente equivocada. Eu só estou dizendo que irmão vota em irmão. Se eu pudesse pedir voto, eu pediria. Mas eu não gosto de pedir voto aqui, porque vão falar que pedi voto. Mas, se eu pudesse, eu pediria", afirmou Ferreira, em discurso