sábado, 17 de outubro de 2026

JESSICA BARBOSA É REELEITA PRESIDENTE DA CÂMARA DE BOM JARDIM E GRUPO DE JANJÃO MOSTRA UNIDADE E FORÇA

A política de Bom Jardim deu mais uma demonstração de articulação nos bastidores. Na noite desta sexta-feira (16), a vereadora Jessica Barbosa foi reeleita presidente da Câmara Municipal, a Casa Legislativa Desembargador Dirceu Borges, para o biênio 2027/2028. A eleição teve chapa única e terminou com oito votos favoráveis, entre os vereadores presentes.

A nova Mesa Diretora será composta por Jessica Barbosa na presidência, Alexandre Barbosa, conhecido como Alexandre de Biu de Laro, na primeira secretaria, e Alanny Cristini, a Lany do Hospital, na segunda secretaria.

ARTICULAÇÃO DE JANJÃO

A construção da chapa única passou pela articulação do ex-prefeito e deputado estadual eleito Janjão junto aos vereadores da situação. O trabalho de alinhamento garantiu que o grupo governista chegasse à votação com uma composição definida, sem disputa interna pela direção da Casa.

Nos bastidores, houve tentativa de articulação da oposição para viabilizar uma chapa alternativa, mas a iniciativa não avançou. Sem uma segunda chapa na disputa, os vereadores presentes aprovaram a composição por unanimidade.

SEGUNDO MANDATO, NOVOS DESAFIOS

Após o resultado, Jessica Barbosa agradeceu aos colegas pela confiança e destacou a responsabilidade de continuar à frente do Legislativo municipal. A presidente também defendeu a manutenção do diálogo entre os parlamentares e uma relação institucional harmoniosa com o Poder Executivo.

A eleição reforça o alinhamento do grupo da situação em Bom Jardim e coloca Janjão no centro de mais uma articulação política no município. Com a Mesa Diretora definida para 2027 e 2028, o próximo desafio será manter a unidade do grupo e conduzir os trabalhos da Câmara em sintonia com as demandas da população.

Edney Souto | Blog do Edney — A notícia verdade.

POLÍTICA NA LUPA | RAQUEL LYRA VAI ALÉM DA NEUTRALIDADE: O DIÁLOGO PODE SER SUA MAIOR ARMA POLÍTICA ATÉ 2030

Em um Brasil dividido entre Lula e Flávio Bolsonaro, governadora pernambucana reúne lulistas e bolsonaristas na mesma mesa, aposta na convivência entre adversários e consolida um perfil político que não cabe facilmente nas trincheiras ideológicas.

Tem gente que precisa escolher um lado para existir politicamente. Raquel Lyra parece disposta a mostrar que existe outro caminho. Em um país onde a polarização transformou adversários em inimigos e qualquer gesto de aproximação vira motivo para ataques, a governadora reeleita de Pernambuco reuniu, na quarta-feira (14), representantes da esquerda e da direita em um almoço no restaurante Spettus, em Boa Viagem, no Recife. E o recado foi muito maior do que uma simples confraternização depois das urnas.

O encontro reuniu mais de 300 pessoas, entre prefeitos, deputados, vereadores e lideranças políticas de diferentes regiões do estado. Na mesma base governista estão nomes que defendem Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outros que trabalham pela candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. A cena, registrada em meio ao segundo turno nacional, expôs uma característica da articulação política de Raquel: a capacidade de manter diferentes correntes no mesmo ambiente sem exigir que todos pensem da mesma maneira. O encontro foi noticiado pelo Jornal do Commercio em 14 de outubro.

NÃO É APENAS NEUTRALIDADE. É CAPACIDADE DE DIÁLOGO.

A neutralidade presidencial de Raquel já era conhecida. Desde o início do segundo turno, a governadora sustenta que seu compromisso prioritário é com Pernambuco e que não pretende transformar a disputa nacional em uma obrigação para seus aliados. Em declarações públicas, reafirmou que, encerrada a eleição estadual, é hora de desarmar os palanques e continuar trabalhando.

Mas existe uma diferença importante entre não declarar apoio a nenhum candidato e conseguir manter, na mesma base política, pessoas que defendem projetos nacionais antagônicos.

No almoço, Túlio Gadelha apareceu associado à defesa de Lula, enquanto Gilson Machado e Gilson Filho representam o campo bolsonarista. Adesivos presidenciais de candidaturas opostas circularam entre os presentes, sem que a confraternização se transformasse em um confronto político.

É aí que a discussão ganha outra dimensão. Raquel não precisa convencer seus aliados a abandonar suas convicções para preservar uma relação administrativa e política com eles. O desafio é demonstrar que divergências nacionais não precisam inviabilizar o trabalho conjunto em Pernambuco.

Essa postura não elimina as diferenças ideológicas, tampouco significa que todos os conflitos serão resolvidos com uma fotografia e um almoço. Significa, porém, que o diálogo permanece possível mesmo quando o ambiente nacional estimula o confronto permanente.

UMA MULHER NORDESTINA FORA DAS CAIXINHAS

Raquel Lyra construiu uma trajetória que atravessa diferentes funções públicas. Advogada formada pela Universidade Federal de Pernambuco, com pós-graduação em Direito Econômico e de Empresas, atuou como delegada da Polícia Federal, exerceu funções jurídicas no serviço público e entrou na política eleitoral como deputada estadual em 2010, sendo reeleita em 2014.

Depois, venceu as eleições para a Prefeitura de Caruaru em 2016 e conquistou a reeleição em 2020. Em 2022, chegou ao Governo de Pernambuco. Agora, em outubro de 2026, acaba de conquistar um novo mandato estadual, com 53,27% dos votos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral.

A sequência de vitórias eleitorais é um dado concreto de sua biografia política. Ela também passou por funções profissionais que exigem preparo técnico, responsabilidade institucional e capacidade de decisão.

É nesse percurso que se apoia a imagem de uma mulher nordestina que construiu espaço próprio na política, sem ficar restrita a uma única função ou a uma única disputa eleitoral.

Dizer que Raquel não é simplesmente de esquerda ou de direita, entretanto, não significa afirmar que ela não tenha posições políticas. Filiada ao PSD, sua atuação deve ser examinada pelas decisões que toma, pelas alianças que constrói e pelos resultados que entrega. O diferencial está na disposição de conversar com atores de campos distintos, sem transformar a identidade partidária em uma barreira absoluta.

O RECADO PARA LULA, FLÁVIO E OS BASTIDORES DE BRASÍLIA

O almoço também tem uma leitura nacional. Lula e Flávio Bolsonaro disputam um eleitorado em um ambiente de forte polarização, enquanto Raquel preserva relações políticas com representantes dos dois campos.

Essa posição tem valor institucional para Pernambuco. O estado depende de articulação com o Governo Federal, de acesso a investimentos, de diálogo com o Congresso e de relações permanentes com prefeitos e parlamentares. Uma governadora que mantém canais abertos com diferentes grupos tem condições de negociar pautas estaduais sem fazer de cada conversa uma declaração de alinhamento presidencial.

Isso não significa que a neutralidade garanta recursos, influência ou resultados. Essas conquistas dependem de negociações concretas, projetos, prioridades e capacidade administrativa. Mas preservar interlocução com diferentes forças amplia o espaço disponível para a construção de acordos.

O almoço ainda teve um componente estadual imediato. A governadora precisa consolidar sua relação com a Assembleia Legislativa de Pernambuco, discutir o orçamento e organizar a sustentação política para o segundo mandato. Nesse cenário, reunir a base e demonstrar que pretende manter contato direto com prefeitos e parlamentares faz parte de uma estratégia de governabilidade.

Durante o encontro, Raquel afirmou que pretende procurar pessoalmente os aliados para ouvir as demandas dos municípios. “Não são vocês que vão precisar me procurar, eu é que vou procurar cada um”, declarou, segundo o relato do evento.

A frase resume uma mensagem política: a governadora quer que a relação com sua base seja de proximidade e articulação, e não apenas de cobrança por apoio nos momentos de votação.

2030 JÁ ENTROU NO RADAR?

Ainda é cedo para transformar o almoço em anúncio de projeto presidencial ou em confirmação de qualquer candidatura nacional. Mas também seria um erro ignorar o potencial político de uma governadora reeleita que consegue preservar relações com setores diferentes em um ambiente de forte divisão.

Raquel tem quatro anos de novo mandato pela frente. O caminho até 2030 dependerá, sobretudo, da avaliação de seu governo, dos resultados econômicos e sociais de Pernambuco, da capacidade de executar obras e políticas públicas e da manutenção de uma base política funcional.

Se conseguir transformar o diálogo em resultados, poderá ampliar sua presença no debate nacional. Uma liderança que conversa com diferentes correntes, sem precisar reproduzir integralmente a linguagem de nenhuma delas, pode ocupar espaço em discussões sobre alianças, articulações partidárias e alternativas à polarização.

Isso não significa que o eleitorado esteja necessariamente procurando uma terceira via, nem que o perfil de Raquel garanta um futuro nacional. Significa que existe um caminho político a ser construído, e a capacidade de conversar com diferentes setores pode fazer parte dele.

O Brasil tem lideranças que mobilizam pela confrontação. Outras apostam na identidade ideológica como principal instrumento de organização política. Raquel, por sua vez, tenta preservar uma posição em que a defesa dos interesses estaduais esteja acima da obrigação de aderir a uma das duas grandes trincheiras presidenciais.

O teste será saber se essa postura resistirá às pressões políticas e produzirá entregas concretas para a população.

A LUPA SOBRE O FUTURO

O almoço do Spettus não encerra a disputa nacional, não apaga as diferenças entre lulistas e bolsonaristas e não resolve, por si só, os desafios de Pernambuco. Mas oferece uma imagem relevante da estratégia adotada por Raquel Lyra neste momento: manter a própria posição, reunir aliados diferentes e evitar que a eleição presidencial determine todas as relações políticas do estado.

Sua trajetória reúne experiência profissional, vitórias eleitorais e a conquista de um segundo mandato como governadora. O próximo capítulo será medido menos pela capacidade de reunir pessoas em torno de uma mesa e mais pela capacidade de governar, negociar e entregar resultados.

Na política, o diálogo não é sinônimo de ausência de convicções. Pode ser, justamente, a maneira de defender prioridades sem fechar as portas para quem pensa diferente.

Se Raquel conseguir sustentar essa postura durante o segundo mandato, o debate sobre seu espaço para além de Pernambuco ganhará novos elementos. E 2030, sem deixar de ser uma hipótese, poderá se tornar uma discussão política mais concreta.

Em tempos de muros cada vez mais altos, a capacidade de conversar com quem pensa diferente pode ser um ativo político. Para Raquel Lyra, o desafio agora é transformar essa característica em governabilidade e resultados para Pernambuco.

GIL GOMES: A VOZ QUE MARCOU O JORNALISMO POLICIAL E TRANSFORMOU CRIMES EM HISTÓRIAS QUE PRENDERAM O BRASIL

Com estilo inconfundível, bordões marcantes e uma maneira dramática de narrar os acontecimentos, jornalista deixou sua marca no rádio e na televisão brasileira
Algumas vozes atravessam gerações. Outras se tornam parte da própria história da comunicação brasileira. Gil Gomes foi uma delas. Com voz grave, pausas calculadas, gestos característicos e uma narrativa carregada de suspense, o jornalista conquistou milhões de brasileiros e se transformou em um dos nomes mais conhecidos do jornalismo policial no país.

Dono do inesquecível bordão “Aqui, agora!”, Gil ganhou projeção nacional ao integrar o programa *Aqui Agora*, do SBT, nos anos 1990. Sua maneira de contar histórias, reconstituir crimes e apresentar personagens transformava cada reportagem em uma narrativa que prendia a atenção do público do começo ao fim.

Cândido Gil Gomes Júnior morreu em 16 de outubro de 2018, aos 78 anos, no Hospital São Paulo, na capital paulista, em decorrência de complicações de um câncer. Oito anos depois, sua trajetória continua sendo lembrada como um capítulo marcante da história do rádio e da televisão no Brasil.

UMA INFÂNCIA DE DESAFIOS E UMA VOZ QUE SE TORNOU MARCA REGISTRADA

Nascido em 1940, em Sorocaba, no interior de São Paulo, Gil Gomes enfrentou dificuldades na infância e na adolescência por causa de uma forte gagueira. Para superar o problema, começou a imitar a fala acelerada dos locutores esportivos que acompanhava pelo rádio.

O que começou como uma tentativa de vencer uma dificuldade acabou ajudando a desenvolver uma das características mais marcantes de sua carreira: o domínio da voz e do ritmo da narrativa.

Aos 18 anos, depois de realizar locuções em quermesses de igreja, conseguiu seu primeiro emprego profissional na Rádio Progresso, trabalhando como locutor esportivo. A experiência abriu as portas para uma trajetória que passaria por diferentes emissoras e formatos de comunicação.

A entrada definitiva no jornalismo policial aconteceu em 1968, na Rádio Marconi. Na ocasião, Gil trabalhava com reportagens variadas quando soube de um caso de violência sexual nas dependências do prédio da emissora. Interrompeu a atividade que realizava e foi acompanhar o episódio.

A repercussão surpreendeu. Os ouvintes começaram a telefonar para a rádio em busca de mais informações, e aquela cobertura acabou mudando os rumos de sua vida profissional. Gil, que inicialmente não desejava seguir pelo caminho das notícias policiais, encontrou nesse segmento o espaço em que construiria sua identidade.

NO RÁDIO, ELE FAZIA O OUVINTE IMAGINAR CADA CENA

Nas décadas de 1970 e 1980, Gil Gomes se consolidou como um dos grandes nomes da crônica policial radiofônica, especialmente na Rádio Record.

Seu programa alcançava uma audiência expressiva em São Paulo. Em entrevista à Folha de S.Paulo, em 1983, o jornalista relatou que sua atração começava às 8h, logo depois do programa de Zé Bettio, e chegava a pouco mais de um milhão de ouvintes na cidade.

A abertura era um espetáculo à parte. Antes de pronunciar o tradicional “Bom dia!”, Gil fazia uma pausa que criava expectativa e preparava o público para a história que viria a seguir.

Sua técnica misturava frases curtas, repetições, mudanças de entonação e silêncios prolongados. Ele não apenas relatava os acontecimentos: reconstruía as cenas com a voz, apresentava os personagens e conduzia o ouvinte por uma narrativa cheia de tensão.

Também recebia denúncias e cartas de pessoas que procuravam o comunicador para expor situações de violência e injustiça. Dessa forma, sua atuação ultrapassava o relato dos crimes e estabelecia uma relação direta com o público.

Uma de suas características mais conhecidas era o encerramento de suas participações com uma frase que resumia sua indignação diante das injustiças: “Se você agir com dignidade, pode não consertar o mundo, mas tenha certeza de uma coisa: na Terra haverá sempre um canalha a menos!”

DO BANDIDO DA LUZ VERMELHA AO CARANDIRU

Ao longo da carreira, Gil Gomes esteve diante de personagens e acontecimentos que marcaram o noticiário policial brasileiro.

Em 1997, entrevistou João Acácio Pereira da Costa, conhecido nacionalmente como Bandido da Luz Vermelha, depois que ele deixou a prisão, onde havia passado cerca de três décadas. O criminoso carregava uma história que havia provocado enorme repercussão no país desde os anos 1960.

Gil também acompanhou episódios relacionados à violência urbana. Na televisão, esteve no complexo penitenciário do Carandiru cerca de um mês depois do massacre de 1992, registrando vestígios do que havia acontecido naquele local.

Essas coberturas ajudaram a consolidar sua imagem como um repórter que buscava os cenários dos acontecimentos e apresentava ao público histórias que provocavam indignação, curiosidade e debate.

O SUCESSO NACIONAL NO “AQUI AGORA”

Em 1991, Gil Gomes chegou ao *Aqui Agora*, do SBT, programa que revolucionou a maneira de apresentar o noticiário popular na televisão brasileira.

A atração apostava em reportagens de rua, denúncias, flagrantes e histórias do cotidiano, com uma linguagem direta e próxima da população. Ao lado de profissionais como Sônia Abrão, Celso Russomanno, Wagner Montes e Jacinto Figueira Júnior, Gil participou de uma fase que marcou época na televisão.

Foi diante das câmeras que suas características ganharam ainda mais força. As camisas de estampas coloridas, a voz inconfundível e o movimento circular da mão enquanto segurava o microfone se tornaram marcas registradas.

O público reconhecia o jornalista não apenas pelo rosto, mas pelo jeito de andar, gesticular e narrar. Seu estilo passou a ser imitado por humoristas e entrou definitivamente no repertório da cultura popular brasileira.

O *Aqui Agora* chegou a ter duas edições diárias e permaneceu no ar até 1997. Para Gil Gomes, a passagem pelo programa representou o auge da popularidade nacional.

Depois do SBT, o jornalista também participou do programa *Mulheres*, da TV Gazeta, em 1998, e da *Escolinha do Barulho*, da Record, em 1999, mostrando um lado humorístico diferente daquele pelo qual havia conquistado fama.

Entre 2004 e 2005, voltou ao formato policial ao apresentar o *Repórter Cidadão*, na RedeTV!. Mesmo com as mudanças de emissora, o rádio continuou sendo uma parte importante de sua identidade profissional.

UM ESTILO QUE FEZ HISTÓRIA, MAS TAMBÉM PROVOCOU DEBATES

A trajetória de Gil Gomes não pode ser contada sem mencionar as discussões sobre o sensacionalismo no jornalismo policial.

Sua maneira dramática de narrar crimes, explorar o suspense e destacar detalhes das ocorrências conquistava audiência, mas também levantava questionamentos sobre os limites entre informar a população e transformar a violência em espetáculo.

O debate permanece atual: até que ponto a dramatização ajuda a chamar atenção para problemas sociais e em que momento pode ultrapassar os limites da informação responsável?

Em entrevista à Folha de S.Paulo, em 1983, Gil falou sobre ameaças relacionadas ao trabalho jornalístico e manifestou oposição à pena de morte e à atuação de grupos de extermínio.

As declarações revelavam posicionamentos sobre segurança pública e violência em um período no qual o Brasil enfrentava discussões intensas sobre criminalidade, punição e direitos humanos.

Seu legado, portanto, também convida a refletir sobre a responsabilidade de quem transforma acontecimentos reais em notícia.

A DOENÇA, O AFASTAMENTO E A DESPEDIDA

Em 2005, Gil Gomes foi diagnosticado com doença de Parkinson. Com o avanço das limitações provocadas pela enfermidade, precisou reduzir suas atividades e permaneceu afastado da televisão por um longo período.

Em 2014, participou do *Domingo Show*, da Record, apresentado por Geraldo Luís. Durante a atração, emocionou-se ao recordar momentos importantes de sua trajetória e reencontrar parte de sua história diante das câmeras.

Dois anos depois, voltou a trabalhar como comentarista em um programa ligado à TV Ultrafarma. Na ocasião, demonstrou satisfação por recuperar parte do entusiasmo e da vontade de trabalhar.

Na noite de 15 de outubro de 2018, Gil passou mal em casa, na Zona Sul de São Paulo, e foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Levado ao Hospital São Paulo, morreu na madrugada do dia seguinte, aos 78 anos.

Ele deixou quatro filhos e nove netos.

Ao recordar o pai, Vilma Gil Gomes destacou a indignação do jornalista diante das desigualdades e injustiças sociais. “É uma pessoa única para a comunicação. Sempre muito indignado com as injustiças sociais”, afirmou

O LEGADO DE UMA VOZ QUE O BRASIL NÃO ESQUECEU

Gil Gomes pertence a uma geração de comunicadores que compreendeu a força da linguagem popular e a capacidade do rádio e da televisão de estabelecer uma ligação direta com milhões de pessoas.

Sua voz, suas pausas, seus gestos e sua maneira peculiar de narrar acontecimentos fizeram dele muito mais do que um repórter policial. Gil se tornou um personagem da história da comunicação brasileira, reconhecido por uma identidade profissional que dificilmente se confundia com a de qualquer outro jornalista.

Entre aplausos, críticas e debates sobre os rumos do jornalismo policial, uma coisa permanece incontestável: Gil Gomes construiu um estilo próprio, conquistou o público e deixou uma marca que atravessou gerações.

E, para quem acompanhou suas reportagens, basta lembrar a voz grave, o microfone na mão e aquele jeito inconfundível de começar uma história para trazer de volta a memória de um dos comunicadores mais emblemáticos da televisão brasileira.

POLÍCIA CIVIL DESMONTA ROTA AÉREA DO TRÁFICO NO CEARÁ E APREENDE DOIS AVIÕES

Investigação começou após a abordagem de uma caminhonete carregada de drogas em Fortaleza e levou os policiais a uma pista clandestina na zona rural de Ibaretama. Um homem de 42 anos foi preso.
Uma operação da Polícia Civil do Ceará revelou uma estrutura utilizada pelo tráfico de drogas no interior do estado, com direito a pista de pouso clandestina e duas aeronaves de pequeno porte. A ação terminou com a apreensão de 25 quilos de crack e a prisão de um homem de 42 anos, apontado como suspeito de envolvimento no esquema.

A investigação teve início na zona sul de Fortaleza, após policiais interceptarem uma Fiat Strada carregada de entorpecentes no bairro Sapiranga. A partir dessa ocorrência, os agentes aprofundaram as diligências e chegaram a uma propriedade rural no distrito de Oiticica, em Ibaretama, a cerca de 130 quilômetros da capital cearense.

No local, os policiais encontraram uma pista de pouso clandestina e duas aeronaves de pequeno porte que, segundo a investigação, estariam ligadas à logística do tráfico. Dentro de um dos aviões, foram localizados 20 tabletes de crack. Somada à droga apreendida durante a operação, a quantidade total chegou a 25 quilos.

SUSPEITO JÁ HAVIA SIDO PRESO POR TRÁFICO AÉREO

O homem preso na propriedade teve a identidade preservada pelas autoridades. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, ele já havia sido detido em outubro de 2019, no Pará, quando transportava 179 quilos de pasta-base de cocaína em uma ocorrência semelhante, envolvendo o transporte de drogas por via aérea.

A operação contou com o apoio do Núcleo de Operações do Departamento de Proteção ao Patrimônio, reforçando o trabalho integrado das forças de segurança no combate ao narcotráfico.

INVESTIGAÇÃO BUSCA IDENTIFICAR OS RESPONSÁVEIS

Com a apreensão das aeronaves e a descoberta da estrutura clandestina, os investigadores agora trabalham para esclarecer quem são os proprietários dos aviões, a quem pertence a fazenda e qual era a origem e o destino dos voos.

A Polícia Civil também busca identificar possíveis financiadores e outros integrantes da organização criminosa. A suspeita é de que a estrutura localizada no interior cearense fosse utilizada como ponto estratégico para o transporte e a distribuição de entorpecentes.

O caso expõe mais uma frente de atuação do tráfico de drogas, que pode recorrer a estruturas clandestinas e ao transporte aéreo para movimentar cargas ilícitas longe dos principais centros urbanos. As investigações continuam para esclarecer toda a dimensão do esquema e identificar os demais envolvidos.


NOVA PESQUISA APONTA DISPUTA ACIRRADA ENTRE FLÁVIO E LULA

Pesquisa Futura/100% Cidades, divulgada nesta sexta-feira (16), revela uma disputa acirrada entre o atual presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O senador aparece com 50,8% das intenções de voto, enquanto o petista soma 49,2%.

O levantamento do segundo turno das eleições presidenciais considera os votos válidos e descarta brancos e nulos. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Na pesquisa divulgada na última terça-feira (13), Flávio tinha 51,8% contra 48,2% de Lula.

A pesquisa entrevistou por telefone 2.000 eleitores em todo o país, entre os dias 14 e 15 de outubro. O índice de confiança é de 95%. A pesquisa foi contratada pela Futura e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03764/2026.

Rejeição
No critério de rejeição, 47,2% declaram não votar em Lula de jeito nenhum e 46,1%, disseram o mesmo sobre Flávio. No mesmo critério, 2,3% responderam que rejeitam os dois concorrentes à Presidência da República e outros 3,2% não rejeitam nenhum. Aqueles que não sabem ou não responderam ao questionamento representam 1,3% dos entrevistados

ELEITOR, O DINHEIRO QUE LULA DISTRIBUI AOS MONTES PARA GANHAR AS ELEIÇÕES É SEU

Por Fabiano Lana, do Estadão – Se o populismo tem deuses, eles devem estar em júbilo, em algum paraíso celeste, pelo que ocorre nestes dias frenéticos no Brasil. Para vencer as eleições, candidatos rasgam seus princípios e apoiam causas que sempre condenaram. Temos, por exemplo, Lula a abandonar um dogma da esquerda, sobre criminalidade, e anunciar apoio à diminuição da maioridade penal, ontem, em pleno Jornal Nacional.

Temos o supostamente liberal Flávio Bolsonaro a corroborar o enrijecimento das leis trabalhistas, pelo fim da escala 6 por 1, na contramão de suas ideias de maior flexibilização. Mas o que deixa os deuses mais felizes são os bilhões e bilhões a serem gastos em promessas. Não convêm, entretanto, para evitar a ira divina, dizer quem irá pagar tudo isso. Porque será você mesmo, o eleitor.

Em se tratando de benefícios oferecidos pelo Estado, a palavra “grátis” é uma distorção. Tudo será pago ou pelo contribuinte, por meio de impostos, ou pelo governo a entrar no cheque especial, por meio de emissão de dívidas – que um dia também serão pagas pelos brasileiros, incluindo as altíssimas taxas de juros. O preço das bondades de Lula, feitas com o seu dinheiro, chegam a R$ 298,4 bilhões apenas para 2026, de acordo com o estudo feito pela Instituição Fiscal Independente, órgão de qualidade técnica ligado ao Senado Federal.

Como o Brasil possui cerca de 158 milhões de eleitores, é possível até criar um lulômetro: o preço das promessas chega a R$ 1.888 anual para cada pessoa apta a estar nas urnas no próximo dia 25 de outubro. É o valor para bancar ações anunciadas nas últimas semanas, como o reajuste do programa Bolsa Família, o perdão da dívida dos microempreendedores, o novo Desenrola de renegociação de dívidas das famílias, a desoneração nos combustíveis, os novos recursos para habitação e os créditos voltados para compra de motocicletas e tudo mais.

Este valor do lulômetro precisa ser atualizado a cada dia, pois a IFI aparentemente ainda não inclui nas contas a última promessa de tarifa zero de transporte público nos fins de semana. A medida pode chegar a R$ 16 bilhões, o que nos permite, em conta de padaria, dizer que o custo individual do populismo explícito, neste momento, está em R$ 2.000 por votante brasileiro. Conforme memes que circulam no subterrâneo das redes, que o governo Lula 3, aparentemente tem feito mais no último mês do que nos últimos quatro anos. Nada como um risco de perda de poder para as pessoas se mexerem. Pena que o dinheiro utilizado para isso não é deles.

Lula não está sozinho na promoção da avalanche populista. Flávio Bolsonaro fala em cortes, mas não indica de modo aritmeticamente plausível como implantará suas medidas. O que se pode deduzir sobre isso é que ambos os candidatos partem da suposição de que o brasileiro comum é absolutamente ignorante em questões econômicas e tende achar que dinheiro público sai diretamente da carteira mágica dos tais deuses hipotéticos do populismo, que jogariam recursos mágicos do céu. Como se diz o velho ditado popular: “É fácil fazer cortesia com o chapéu dos outros”.

TÚLIO ARRUDA REASSUME REITORIA DA UNIFACOL E PREPARA A 24ª EXPOFACOL EM VITÓRIA DE SANTO ANTÃO

O Centro Universitário Facol (UNIFACOL), em Vitória de Santo Antão, vive um momento de expectativa com o retorno de Túlio Arruda ao comando da reitoria. A retomada da gestão acontece em meio aos preparativos para a 24ª edição da EXPOFACOL – Congresso Acadêmico Multidisciplinar Internacional, que será realizada de 28 a 30 de outubro e promete movimentar o ambiente acadêmico com discussões sobre educação, mercado de trabalho e novas tecnologias.

Com uma trajetória de aproximadamente uma década na gestão da instituição, Túlio Arruda conhece de perto os desafios e as transformações da UNIFACOL. Antes de chegar à reitoria, atuou como diretor administrativo e participou de etapas importantes da expansão universitária, entre elas a implantação do curso de Medicina. Desde 2016, esteve à frente das decisões acadêmicas, administrativas e estratégicas da instituição.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO CENTRO DOS DEBATES

A edição deste ano da EXPOFACOL terá como tema “Educação, Trabalho e Tecnologia na Era da Inteligência Artificial”. A expectativa é reunir cerca de 2 mil estudantes no campus Reitoria, em uma programação que inclui palestras, debates, oficinas, minicursos e apresentações de trabalhos científicos.

A abertura ficará por conta do jornalista Caco Barcelos, que apresentará a palestra “Construindo Protagonismo na Própria História: Juventude, Escolhas e Responsabilidade na Construção do Futuro”. A proposta é provocar reflexões sobre o papel dos jovens na sociedade e a importância das escolhas individuais na construção de novos caminhos.

No segundo dia, o destaque será a participação de Maria Carolina, doutora pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e especialista em inteligência artificial aplicada à análise de dados. A presença da pesquisadora reforça a proposta de aproximar os estudantes das transformações tecnológicas que já impactam diferentes profissões e áreas do conhecimento.

O encerramento terá um sabor especial de Pernambuco. O músico, dançarino, brincante e produtor cultural Pedro Salustiano levará ao evento sua experiência com a cultura popular e o trabalho de preservação do legado artístico de Mestre Salustiano, uma das referências da tradição cultural pernambucana.

EVENTO CONSOLIDADO NO CALENDÁRIO ACADÊMICO

Ao longo de mais de duas décadas, a EXPOFACOL construiu uma trajetória marcada pela participação de nomes conhecidos da comunicação, da ciência, da cultura e do pensamento brasileiro. Entre os convidados que já passaram pelo congresso estão Ana Beatriz Barbosa, Ed Gama, Leandro Karnal, Zeca Camargo, Tadeu Schmidt, Drauzio Varella e Maria da Penha.

O retorno de Túlio Arruda à reitoria ocorre, portanto, em um período importante para a instituição, que busca dar continuidade aos projetos acadêmicos, avançar na expansão universitária e fortalecer sua presença em Vitória de Santo Antão e nos municípios da região.

A 24ª EXPOFACOL chega com a proposta de conectar conhecimento, inovação e responsabilidade social, colocando os estudantes diante de questões que já influenciam o presente e devem definir boa parte do futuro profissional das próximas gerações.

INSCRIÇÕES ABERTAS

Os interessados em participar da 24ª edição da EXPOFACOL podem realizar a inscrição pelo site oficial do evento. A programação será realizada entre os dias 28 e 30 de outubro, na UNIFACOL, em Vitória de Santo Antão.


LULA REBATE CRÍTICAS AO FIM DA ESCALA 6X1 E DIZ QUE CULPAR TRABALHADOR POR CRISE ECONÔMICA É “MENTIRA”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu em defesa do fim da escala de trabalho 6x1 nesta sexta-feira (16), durante cerimônia de promulgação da medida, no Senado Federal. Em discurso, o petista rebateu as críticas de setores empresariais sobre os possíveis impactos econômicos da mudança e afirmou que responsabilizar o trabalhador por uma eventual crise seria uma “mentira”.

“ Tentar jogar nas costas do trabalhador, que vai ter um dia a mais pra descansar, uma crise é uma mentira”, declarou Lula, ao defender que a ampliação do descanso não deve ser tratada como ameaça à economia.

A discussão sobre o fim da escala 6x1, modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e tem um dia de folga, tornou-se um dos principais temas do debate político e econômico no país. Enquanto defensores da proposta destacam a qualidade de vida dos trabalhadores, representantes de setores empresariais manifestam preocupação com o aumento dos custos e os efeitos sobre a organização das atividades.

LULA COMPARA DEBATE A OUTRAS CONQUISTAS TRABALHISTAS

Durante o pronunciamento, Lula argumentou que mudanças históricas nas relações de trabalho também enfrentaram resistência antes de serem incorporadas à legislação e à rotina das empresas.

O presidente citou a conquista das férias de 30 dias e ironizou os argumentos utilizados no passado por representantes do empresariado para questionar o benefício.

“Toda vez que a sociedade conquista alguma coisa, aparece uma turma dizendo que não vai dar certo. Não tem uma conquista do povo trabalhador em que não aparece alguém dizendo que vai quebrar o país”, afirmou.

Na avaliação do petista, garantir mais tempo de descanso é uma questão que ultrapassa a discussão financeira e envolve dignidade, convivência familiar e qualidade de vida.

“Ninguém quer que uma empresa quebre, mas ninguém quer que o trabalhador morra por falta de descanso”, declarou.

ESCALA 6X1 ENTRA NO CENTRO DA DISPUTA POLÍTICA

O fim da escala 6x1 também ganhou peso no cenário eleitoral. Lula tem utilizado a defesa de melhores condições de trabalho como uma das bandeiras de seu discurso no segundo turno da disputa presidencial, no qual enfrenta Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo o texto original, Flávio, que anteriormente fazia críticas à proposta, passou a manifestar apoio à medida nos últimos dias, colocando o tema também no campo da disputa entre os candidatos.

Ao defender a mudança, Lula questionou o modelo de sociedade que não assegura ao trabalhador tempo suficiente para descansar e conviver com a família.

“Se a gente não garantir o direito de o ser humano descansar, levar a criança em uma praça, que tipo de seres humanos somos?”, questionou.

O DESAFIO É CONCILIAR DIREITOS E CUSTOS

A discussão sobre a jornada de trabalho continua dividindo opiniões. De um lado, defensores do fim da escala 6x1 sustentam que mais descanso pode contribuir para a saúde, o bem-estar e a vida familiar dos trabalhadores. De outro, setores empresariais alertam para a necessidade de avaliar os custos, a produtividade e as condições específicas de cada atividade econômica.

O discurso de Lula reforça a tentativa do governo de colocar a valorização do trabalhador no centro do debate nacional. Em ano eleitoral, a discussão sobre a jornada também se transforma em argumento político, com impacto direto na relação dos candidatos com trabalhadores, empresários e eleitores.