segunda-feira, 19 de outubro de 2026
CHEFE DO PCC TERIA PAGO R$ 50 MIL A DELEGADA EM TROCA DE INFORMAÇÕES SIGILOSAS, DIZ POLÍCIA
CONFRONTO COM O BEPI TERMINA COM DOIS HOMENS MORTOS EM CHÃ GRANDE; QUATRO PESSOAS SÃO PRESAS OU APREENDIDAS
Operação policial apreendeu armas, drogas, munições e celulares no Agreste de Pernambuco
Dois homens morreram durante um confronto armado com policiais do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (BEPI), na manhã deste sábado (17), no município de Chã Grande, no Agreste de Pernambuco. A ação policial também terminou com uma mulher, de 33 anos, e um homem, de 22, presos, além de dois adolescentes, ambos de 17 anos, apreendidos.
Segundo informações apuradas pelo Portal Agreste Violento, a equipe do BEPI realizava uma operação de combate à criminalidade após receber denúncias sobre a atuação de indivíduos que estariam causando medo entre moradores da região. De acordo com as informações policiais, os suspeitos seriam ligados à organização criminosa conhecida como Comando Litoral Sul (CLS).
Durante as diligências, houve um confronto armado que terminou com a morte de dois homens. Até o momento da divulgação das informações, as identidades deles não haviam sido confirmadas publicamente.
ARMAS, DROGAS E MUNIÇÕES APREENDIDAS
Durante a operação, os policiais apreenderam uma quantidade de entorpecentes, três armas de fogo, munições, dinheiro e aparelhos celulares.
Entre as drogas recolhidas estavam 49 porções de maconha conhecidas como big bigs, outras 65 porções da mesma substância embaladas em sacos tipo zip lock, mais seis invólucros de maconha e 66 pedras de crack.
O material apreendido também incluía uma espingarda calibre 12, um revólver calibre 38 e uma pistola calibre .40. Foram recolhidos ainda quatro cartuchos calibre 12, oito munições calibre 38 e 16 munições calibre .40.
Os policiais também apreenderam R$ 57 em dinheiro e dois aparelhos celulares.
ENVOLVIDOS FORAM LEVADOS À DELEGACIA
Após a ação, os dois adultos presos, os dois adolescentes apreendidos e todo o material recolhido foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Gravatá, onde foram adotadas as medidas cabíveis.
O caso deverá seguir sob apuração das autoridades policiais. Até a divulgação das informações, não haviam sido informadas publicamente as identidades dos dois homens mortos nem outros detalhes sobre as circunstâncias do confronto.
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LUTO NO SAMBA: BENITO DI PAULA MORRE AOS 84 ANOS EM SÃO PAULOLUTO NO SAMBA: BENITO DI PAULA MORRE AOS 84 ANOS EM SÃO PAULO
Cantor, compositor e pianista lutava contra um câncer de próstata há cerca de um ano. Ícone da música popular brasileira, ele eternizou sucessos como “Retalhos de Cetim”, “Charlie Brown” e “Do Jeito Que a Vida Quer”.
O samba brasileiro está de luto. Morreu neste domingo (18), em São Paulo, aos 84 anos, o cantor, compositor e pianista Benito di Paula, um dos artistas mais populares e reconhecidos da música brasileira. O músico estava internado no Hospital 9 de Julho e enfrentava um câncer de próstata havia aproximadamente um ano. A morte foi confirmada pela assessoria do artista.
A partida de Benito encerra uma trajetória marcada por talento, personalidade e uma identidade musical que conquistou diferentes gerações. Com seu inseparável piano, uma interpretação carregada de emoção e um estilo próprio, ele aproximou o samba da música romântica e ajudou a construir uma sonoridade que se tornou sua marca registrada. As informações sobre o velório e o sepultamento ainda não haviam sido divulgadas até a publicação desta matéria.
UMA CARREIRA QUE MARCOU GERAÇÕES
Nascido Uday Vellozo, em 28 de novembro de 1941, na cidade de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro, Benito di Paula descobriu cedo sua ligação com a música. Filho de um músico, cresceu em contato com os instrumentos e desenvolveu uma relação especial com o piano, que se transformaria em uma das principais características de sua carreira.
Antes de alcançar o sucesso nacional, trabalhou como crooner em boates e casas noturnas. Foi durante esse período que aperfeiçoou sua interpretação e começou a desenvolver a combinação de samba, romantismo e arranjos pianísticos que o tornaria conhecido em todo o país.
A projeção nacional veio principalmente na década de 1970, quando Benito conquistou as rádios, os programas de televisão e o público brasileiro. Seu estilo ganhou espaço em uma época de grandes transformações na música popular, fazendo dele um dos nomes de destaque do samba popular daquela geração.
“RETALHOS DE CETIM” E OUTROS CLÁSSICOS
Entre as músicas que ajudaram a eternizar o nome de Benito di Paula está “Retalhos de Cetim”, lançada em 1973 e transformada em um dos grandes sucessos de sua carreira. A canção atravessou décadas e permaneceu na memória afetiva de brasileiros que encontraram em sua letra e melodia uma forma de recordar amores, encontros e desencontros.
Outro sucesso marcante foi “Charlie Brown”, que ampliou sua popularidade e consolidou sua presença entre os grandes nomes da música nacional.
O repertório do artista também inclui “Mulher Brasileira”, “Do Jeito Que a Vida Quer”, “Além de Tudo”, “Se Não For Amor”, “Vai Ficar na Saudade”, “Como Dizia o Mestre” e “Proteção às Borboletas”.
São canções que ultrapassaram o período de lançamento e continuaram presentes em shows, rodas de samba, rádios e encontros familiares. Para muitos admiradores, a música de Benito tem uma característica especial: basta ouvir os primeiros acordes do piano para reconhecer imediatamente quem está tocando.
Mais do que intérprete, ele também se destacou como compositor, com obras que ganharam novas versões nas vozes de outros artistas brasileiros.
UM ESTILO PRÓPRIO E A MARCA DO PIANO
Benito di Paula ficou associado ao chamado “samba-jóia”, expressão utilizada para definir uma vertente mais popular e romântica do samba que ganhou força nos anos 1970. O estilo combinava a cadência tradicional do gênero com melodias sentimentais, arranjos elaborados e forte presença do piano.
Apesar da associação histórica, o artista não gostava de ser reduzido a esse rótulo. Sua identidade musical era resultado de uma mistura de influências e de uma forma particular de interpretar as canções, com intensidade e presença de palco.
Seu sucesso demonstrou que o samba podia dialogar com diferentes públicos sem perder sua força popular. Benito construiu uma carreira própria, distante da obrigação de seguir tendências, e transformou sua maneira de cantar e tocar em uma assinatura reconhecida nacionalmente.
A MÚSICA CONTINUOU PRESENTE ATÉ OS ÚLTIMOS ANOS
Mesmo depois do auge comercial das décadas de 1970 e 1980, Benito permaneceu ligado à música e ao público. Em 2021, lançou o projeto “O Infalível Zen” ao lado do filho, Rodrigo Vellozo, reforçando a ligação entre gerações dentro da própria família.
A homenagem à sua trajetória também chegou ao Carnaval de São Paulo. Em 2025, a escola de samba Águia de Ouro levou para a avenida o enredo “Em Retalhos de Cetim”, inspirado na vida e na obra do cantor.
Já em julho de 2026, o espetáculo “Benito 85”, idealizado por Rodrigo, celebrou antecipadamente a trajetória do artista, que completaria 85 anos em novembro. A apresentação evidenciou que sua obra continuava viva e que seus clássicos permaneciam presentes na memória musical brasileira.
DESPEDIDA E LEGADO
A morte de Benito di Paula provocou manifestações de pesar de artistas e personalidades. Entre os nomes que lamentaram a perda estão Mumuzinho, Bell Marques, Fafá de Belém e Milton Guedes, que destacaram a importância do músico para a cultura brasileira e a força de seu repertório.
Seu filho Rodrigo Vellozo também prestou homenagem ao pai nas redes sociais, publicando uma imagem dos dois juntos e escrevendo: “Te amo, papai! Obrigado!”. A mensagem expressou a dimensão pessoal da despedida de um artista cuja história musical também foi construída em família.
Benito di Paula deixa uma contribuição importante para a música popular brasileira. Sua voz, seu piano e suas composições ajudaram a formar a trilha sonora de diferentes gerações e continuam presentes na lembrança de quem cresceu ouvindo seus discos.
O artista se despede aos 84 anos, mas sua obra permanece. Porque algumas canções não envelhecem: atravessam o tempo, encontram novos ouvintes e continuam emocionando mesmo quando quem as criou já não está mais entre nós.
Edney Souto | Blog do Edney
Informação, credibilidade e respeito à história da música brasileira.
GRÁVIDA É MORTA, ESQUARTEJADA E CARBONIZADA; EX-MARIDO E NOIVA SÃO PRESOS
domingo, 18 de outubro de 2026
CÂMARA DO RECIFE: VENTOS DE MUDANÇA SOPRAM SOBRE A MESA DIRETORA E SAMUEL SALAZAR GANHA FORÇA
LULA E FLÁVIO CHEGAM À BAND EM MEIO A PROVOCAÇÕES ENTRE MILITANTES ANTES DO DEBATE PRESIDENCIAL
LULA VIRA NAS REDES SOCIAIS, GANHA ENGAJAMENTO E COLOCA EM DÚVIDA MIGRAÇÃO DOS VOTOS DE CURY PARA FLÁVIO
Levantamento aponta avanço do presidente na popularidade digital, enquanto pesquisas sobre os eleitores de Augusto Cury apresentam resultados divergentes. O recado é que a disputa pelo eleitorado da terceira via continua aberta.
A disputa presidencial de 2026 ganhou um novo capítulo nas redes sociais. Em meio à corrida pelo voto dos eleitores que escolheram candidatos eliminados no primeiro turno, Lula (PT) ampliou sua presença digital e ultrapassou Flávio Bolsonaro (PL) em um indicador de popularidade nas plataformas digitais.
Levantamento da Ativaweb DataLab, divulgado pela coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, em 12 de outubro, apontou que Lula alcançou 55,4 pontos no Índice de Popularidade Digital, contra 44,6 de Flávio Bolsonaro. Na sexta-feira anterior, o cenário era inverso: Flávio tinha 53,1 pontos, enquanto Lula registrava 46,9.
O estudo analisou indicadores como crescimento de seguidores, engajamento, conversas e compartilhamentos no Instagram. No período observado, Lula ganhou 231,5 mil seguidores, aproximadamente o dobro dos 115,2 mil conquistados por Flávio.
Os números indicam uma mudança no desempenho digital dos dois candidatos. Mas existe uma diferença importante: popularidade nas redes sociais não é a mesma coisa que intenção de voto, e nenhuma dessas métricas comprova, isoladamente, quem vencerá a eleição.
O QUE ISSO TEM A VER COM OS ELEITORES DE AUGUSTO CURY?
O crescimento digital de Lula ocorre justamente quando as campanhas tentam conquistar os eleitores que escolheram outras candidaturas no primeiro turno. Entre esses grupos estão os apoiadores de Augusto Cury, que terminou a primeira etapa da eleição com 2,89% dos votos válidos.
A hipótese de que esse eleitorado migraria automaticamente para Flávio Bolsonaro, por afinidade ideológica ou pelo apoio declarado de Cury ao senador, precisa ser confrontada com os dados.
A pesquisa Genial/Quaest divulgada em outubro mostrou que 34% dos eleitores de Cury pretendiam votar em Lula, enquanto 30% indicaram Flávio. Outros 30% declararam intenção de votar branco ou nulo ou não comparecer às urnas, e 6% permaneciam indecisos. Os dois candidatos estavam tecnicamente empatados nesse recorte.
O levantamento PoderData/Aya, por outro lado, apresentou um quadro diferente: 56% dos eleitores de Cury disseram que pretendiam votar em Flávio, enquanto 27% indicaram Lula. A pesquisa ouviu 3 mil eleitores entre 5 e 7 de outubro, por telefone, com margem de erro de 1,8 ponto percentual.
A diferença entre os resultados impede afirmar que os votos de Cury estejam seguindo majoritariamente para um dos candidatos em todos os levantamentos. Também mostra que o ambiente digital e as pesquisas eleitorais medem fenômenos diferentes.
MAIS ENGAJAMENTO NÃO SIGNIFICA VITÓRIA GARANTIDA
O levantamento da Ativaweb identificou ainda que os vídeos mais recentes de Flávio continuavam acumulando mais visualizações do que os de Lula. Os 18 vídeos analisados do senador somaram 218,7 milhões de visualizações, contra 108,6 milhões dos conteúdos do presidente.
Ao mesmo tempo, Lula registrou mais novos seguidores e uma média maior de comentários por publicação no período analisado. Flávio, por sua vez, manteve uma taxa de engajamento superior.
Esses indicadores revelam que a disputa digital tem várias dimensões. Um candidato pode alcançar mais pessoas com seus vídeos, enquanto o outro consegue ampliar seguidores ou estimular mais interações. Nenhum desses dados deve ser tratado como uma contagem direta de votos.
Também é preciso considerar que as redes sociais não representam perfeitamente o conjunto do eleitorado brasileiro. Os usuários mais ativos, os conteúdos que viralizam e as manifestações públicas de apoio podem não refletir a distribuição real das intenções de voto.
A DISPUTA PELA TERCEIRA VIA CONTINUA
O eleitorado de Augusto Cury tornou-se um dos segmentos observados com atenção nesta reta final. O apoio declarado do escritor a Flávio Bolsonaro é um dado político relevante, mas não garante que todos os seus antigos eleitores acompanharão essa posição.
Da mesma forma, o crescimento da popularidade digital de Lula não comprova que a maioria dos eleitores de Cury tenha decidido votar no presidente.
Para estabelecer essa conclusão, seria necessário um levantamento específico, com metodologia transparente, que demonstrasse a preferência desse eleitorado em um momento determinado.
NA LUPA: Lula ganhou terreno no ambiente digital, mas a batalha pelos votos da terceira via permanece aberta. As redes mostram uma mudança de desempenho e engajamento; as pesquisas sobre os eleitores de Cury, por sua vez, apresentam resultados diferentes. Entre curtidas, compartilhamentos e declarações de voto, a informação que merece atenção é esta: a migração eleitoral não pode ser presumida apenas pelo comportamento nas redes sociais.
Edney Souto | Blog do Edney