segunda-feira, 26 de outubro de 2026

COMO O PAI, FLÁVIO BOLSONARO NÃO ACEITA DERROTA E AMEAÇA CONTESTAR VITÓRIA DE LULA; PEDIDO DE PRORROGAÇÃO DA VOTAÇÃO FEITO POR SUA PRÓPRIA CAMPANHA EXPÕE CONTRADIÇÃO

Derrotado nas urnas, senador questiona o processo eleitoral e promete recorrer à Justiça. Mas a própria campanha pediu a ampliação do horário de votação em determinadas localidades, fato que enfraquece o discurso adotado depois da derrota.
O roteiro parece conhecido. Quando as urnas não entregam o resultado desejado, a derrota deixa de ser uma decisão soberana do eleitor e passa a ser tratada como motivo para questionar o processo eleitoral. Foi assim com Jair Bolsonaro em 2022 e, agora, a postura de seu filho, Flávio Bolsonaro (PL), reacende o mesmo debate. Depois da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito presidente da República, o senador anunciou que pretende recorrer à Justiça para contestar o resultado e colocou em dúvida a legitimidade da eleição. A diferença é que, desta vez, há uma contradição que precisa ser explicada: a própria campanha de Flávio também solicitou a ampliação do horário de votação em municípios onde eleitores enfrentavam dificuldades para chegar às seções eleitorais.

A reação do candidato derrotado prolonga uma disputa que deveria entrar em uma nova fase depois da apuração. Em vez de reconhecer o resultado e organizar a oposição ao governo eleito, Flávio optou por questionar as circunstâncias da votação e anunciar uma ofensiva jurídica. O direito de recorrer à Justiça é garantido a qualquer candidato, mas existe uma diferença fundamental entre apresentar questionamentos respaldados por provas e transformar a insatisfação com a derrota em suspeita generalizada contra o sistema eleitoral.

A comparação com Jair Bolsonaro é inevitável. Em 2022, depois de perder para Lula, o então presidente permaneceu mais de 44 horas sem se pronunciar publicamente sobre o resultado. Quando finalmente falou, não reconheceu expressamente a vitória do adversário nem o parabenizou. Autorizou o início da transição de governo e afirmou que continuaria cumprindo a Constituição, enquanto apoiadores mantinham manifestações contrárias ao resultado das urnas. O Supremo Tribunal Federal interpretou a autorização para a transição como reconhecimento do resultado eleitoral.

Quatro anos depois, o filho segue por outro caminho, mas com uma consequência política semelhante: mantém a contestação mesmo depois de encerrada a votação. Jair Bolsonaro deixou o silêncio marcar sua reação; Flávio escolheu o discurso público e a promessa de judicialização. Nos dois casos, o comportamento levanta uma questão que ultrapassa os interesses de uma família política: até que ponto os candidatos estão dispostos a respeitar o resultado quando a vontade popular não corresponde às suas expectativas?

O episódio ganha contornos ainda mais delicados quando se observa a discussão sobre a prorrogação do horário de votação. Flávio questionou a ampliação determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, diante de dificuldades enfrentadas por eleitores em determinadas localidades. A medida foi apresentada como um dos argumentos para contestar o processo eleitoral. Entretanto, a própria campanha do senador havia solicitado a extensão do horário em municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, alegando problemas de deslocamento relacionados a condições climáticas, alagamentos e bloqueios de vias. A campanha de Lula também apresentou solicitações relacionadas às dificuldades enfrentadas por eleitores.

Eis a contradição que enfraquece a narrativa do candidato derrotado. Se a ampliação do horário era necessária para permitir que cidadãos impedidos de chegar às seções eleitorais pudessem votar, por que a medida passa a ser tratada como suspeita quando o resultado final não favorece quem também a solicitou? Flávio precisa explicar a diferença entre a providência defendida por sua própria campanha e a crítica apresentada depois da apuração.

É importante separar os fatos. O pedido feito pela campanha não significa, por si só, que Flávio tenha solicitado exatamente a mesma extensão nacional posteriormente adotada pelo ministro. A decisão judicial foi mais abrangente do que os pedidos iniciais. Essa distinção precisa ser considerada para que a crítica seja rigorosa. Ainda assim, o envolvimento da própria campanha na defesa de medidas para garantir o acesso dos eleitores às urnas torna politicamente contraditório apresentar a ampliação do horário, isoladamente, como motivo suficiente para deslegitimar toda a eleição.

Também não basta apontar que parte dos votos foi registrada depois do horário originalmente previsto para concluir que houve fraude ou alteração do vencedor. Uma alegação dessa gravidade exige demonstração objetiva de irregularidades, de sua dimensão e de seu impacto sobre o resultado. Até o momento das declarações noticiadas, não havia comprovação pública de que a prorrogação tivesse alterado o vencedor da disputa.

A eleição terminou com Lula à frente de Flávio Bolsonaro. Os números oficiais da apuração devem ser considerados em qualquer análise sobre a dimensão da vitória, enquanto eventuais questionamentos precisam ser examinados pelas autoridades competentes. O que não se pode fazer é substituir provas por suspeitas ou tratar a derrota como evidência automática de que alguma coisa saiu errada.

A postura de Flávio também traz consequências para o próprio campo político. O senador pode manter sua base mais radicalizada mobilizada ao contestar o resultado, mas corre o risco de afastar eleitores que esperam uma oposição firme, capaz de fiscalizar o governo, apresentar propostas e respeitar as regras democráticas. Uma candidatura presidencial não se resume à campanha eleitoral. Também é medida pela responsabilidade demonstrada quando chega a hora de aceitar o resultado e reconhecer que milhões de brasileiros fizeram uma escolha diferente.

O direito de recorrer à Justiça não está em discussão. Qualquer candidato pode apresentar provas, questionar procedimentos e pedir providências. O que precisa ser esclarecido é se os argumentos apresentados têm consistência suficiente para sustentar a contestação. E, nesse caso, a participação da própria campanha de Flávio em pedidos de ampliação do horário de votação torna ainda mais necessária uma explicação coerente.

O Brasil não precisa que candidatos derrotados concordem com seus adversários ou comemorem o resultado. Precisa que respeitem as regras do jogo democrático e apresentem provas quando levantam acusações. O Judiciário decidirá sobre eventuais recursos, mas nenhuma declaração transforma automaticamente uma suspeita em fato comprovado.

No fim, a comparação com Jair Bolsonaro volta a assombrar o bolsonarismo. O pai saiu derrotado em 2022 e não reconheceu expressamente a vitória de Lula em sua primeira manifestação. Agora, o filho anuncia que pretende contestar a eleição que também perdeu para o petista. E a contradição envolvendo a prorrogação do horário de votação coloca uma pergunta incômoda no centro do debate: se a própria campanha de Flávio defendia medidas para permitir que mais eleitores votassem, como essa mesma ampliação pode ser transformada, depois da derrota, em argumento contra a legitimidade do resultado?

A democracia não funciona sob medida para satisfazer candidatos. O voto pertence ao eleitor, a apuração segue as regras estabelecidas e as contestações precisam ser sustentadas por provas. Na política, perder faz parte do jogo. O que não pode virar regra é aceitar as urnas apenas quando elas entregam a vitória.

PESQUISAS EM XEQUE, ARROGÂNCIA NAS RUAS E UM ERRO QUE CUSTOU CARO: A DERROTA TAMBÉM TEM SEUS RECÁDOS

Por Edney Souto | Blog do Edney
Se tem um grande derrotado nestas eleições, além de quem perdeu a disputa nas urnas, são os institutos de pesquisa. O resultado deixou uma pergunta incômoda no ar: até que ponto os levantamentos conseguiram enxergar o que realmente estava acontecendo nas ruas e dentro da cabeça do eleitor brasileiro?

Ao longo da campanha, pesquisas apontaram cenários que não se confirmaram integralmente nas urnas. No primeiro turno, as projeções colocaram Lula em posição de destaque. No segundo, levantamentos divulgaram cenários favoráveis a Flávio Bolsonaro. O desfecho expôs a distância que pode existir entre os números apresentados durante a campanha e a decisão tomada pelo eleitor no momento de votar.

Pesquisa não é resultado eleitoral. É fotografia de um momento, construída a partir de metodologia, amostragem e entrevistas. Mas, quando a fotografia sai muito diferente da realidade, é legítimo cobrar explicações, transparência e uma avaliação rigorosa dos métodos utilizados. A credibilidade desse setor depende justamente da capacidade de reconhecer erros e aperfeiçoar seus instrumentos.

Outro aspecto que merece atenção é a força das mobilizações populares. O vermelho voltou a ocupar espaços, as manifestações ganharam visibilidade e a disputa eleitoral mostrou que a política não acontece apenas nos estúdios de televisão, nos gabinetes ou nos números divulgados diariamente. A rua também fala. E, em uma eleição polarizada, ignorar os sinais que vêm dela pode custar caro.

Mas houve um episódio que merece uma análise particular: o debate da Globo, às vésperas da votação. Naquele momento, a disputa não era apenas sobre propostas, economia ou segurança pública. Era também uma batalha de comportamento, equilíbrio e capacidade de demonstrar preparo para ocupar a Presidência da República.

Ao recorrer à expressão “nove dedos” para atacar Lula, Flávio Bolsonaro entrou em um terreno perigoso. A provocação, em vez de necessariamente produzir o efeito desejado entre os seus apoiadores, abriu espaço para que o adversário transformasse o episódio em um confronto sobre respeito, trajetória pessoal e postura política.

Na minha avaliação, foi um erro de estratégia. Em uma eleição apertada, cada gesto tem peso, cada palavra pode repercutir para além do público que acompanha a campanha e cada minuto de televisão pode alterar a percepção de quem ainda está decidindo o voto.

Lula aproveitou a oportunidade para reagir. Ao responder à provocação, trouxe para o centro do debate a própria história de trabalhador e voltou a questionar a experiência política do adversário. A discussão deixou de ser apenas uma troca de ataques e passou a colocar em evidência duas maneiras diferentes de se apresentar ao eleitor.

Flávio pediu desculpas pela expressão, mas o episódio já havia ganhado repercussão. Em política, pedir desculpas pode ser necessário e correto, mas nem sempre é suficiente para apagar o impacto de uma declaração. O problema é que o eleitor não avalia apenas o conteúdo de um discurso. Ele também observa o tom, a postura e a capacidade de um candidato de manter o controle em situações de pressão.

É importante, entretanto, separar análise de certeza: não há como afirmar, sem dados específicos, quantos votos foram perdidos por causa daquela fala. Uma eleição é resultado de múltiplos fatores, que vão da economia à rejeição dos candidatos, passando pela mobilização partidária, pelas redes sociais e pelas alianças políticas. Ainda assim, o episódio se tornou um dos momentos mais emblemáticos da reta final da disputa.

A lição vale para qualquer candidato, de qualquer partido. Arrogância não substitui preparo. Ataque pessoal não ocupa o lugar de uma proposta convincente. E a convicção de que uma eleição já está ganha pode ser justamente o começo de uma sequência de erros.

O eleitor brasileiro pode até tolerar provocações durante uma campanha, mas também cobra responsabilidade de quem pretende governar o país. A Presidência da República exige mais do que frases de efeito, capacidade de confronto e disposição para atacar adversários. Exige equilíbrio, maturidade e compreensão do tamanho da responsabilidade que acompanha o cargo.

As pesquisas precisam rever seus métodos, os políticos precisam aprender a interpretar os sinais das ruas e os candidatos precisam entender que a campanha não se vence apenas no grito. No fim, o voto pertence ao eleitor, não aos institutos, aos marqueteiros ou às certezas dos palanques.

Na política, um erro pode mudar o rumo de uma disputa. E quem confunde arrogância com força corre o risco de descobrir, tarde demais, que a eleição não se decide pela confiança de quem disputa, mas pela escolha de quem vota.

Edney Souto
Blog do Edney — A notícia verdade. Você atualizado o tempo todo.

TSE DESMENTE FLÁVIO BOLSONARO E AFIRMA QUE FISCAIS DO PL ACOMPANHARAM APURAÇÃO ELEITORAL

Tribunal Eleitoral classificou como falsa a declaração do senador sobre a retirada de representantes do partido da sala-cofre e diz ter registros e imagens que comprovam a presença dos fiscais em áreas autorizadas.
A derrota nas urnas abriu uma nova frente de questionamentos políticos e jurídicos. Na madrugada desta segunda-feira (26), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmentiu uma declaração feita por Flávio Bolsonaro (PL), que afirmou que fiscais de seu partido teriam sido retirados da sala-cofre da Corte durante a apuração das eleições presidenciais deste domingo (25).

Em esclarecimento divulgado pela Justiça Eleitoral, o tribunal classificou a afirmação como falsa e apresentou informações sobre a presença dos representantes do PL nas dependências da instituição durante o acompanhamento dos procedimentos eleitorais.

Segundo o TSE, dois fiscais do partido estiveram no tribunal no domingo. Eles acompanharam o Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas, realizado no subsolo do prédio, além da totalização e da divulgação dos resultados na Sala de Totalização. Os representantes também visitaram a Sala dos Partidos Políticos, localizada no quinto andar.

O ponto central do esclarecimento está na diferença entre os espaços mencionados. De acordo com a Justiça Eleitoral, a chamada sala-cofre não é aberta à visitação. Já a Sala de Totalização é destinada ao acompanhamento dos procedimentos por fiscais partidários, observadores internacionais, advogados e integrantes do Ministério Público, entre outros representantes autorizados.

O tribunal informou ainda que possui registros da presença dos fiscais do PL nos locais visitados e filmagens feitas na Sala de Totalização. Para a Corte, esse material comprova que os representantes tiveram acesso às áreas destinadas ao acompanhamento da apuração.

FLÁVIO QUESTIONA RESULTADO E ANUNCIA PEDIDO DE ANULAÇÃO

A declaração do senador foi feita depois da confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Flávio afirmou que não reconheceria o resultado nas condições em que a eleição foi realizada e anunciou que acionaria sua equipe jurídica para pedir a anulação do pleito.

Além da alegação envolvendo os fiscais, o candidato derrotado criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ampliou o horário de votação em razão de dificuldades registradas durante o processo eleitoral.

Flávio sustentou que a mudança teria alterado as regras durante a disputa e questionou a atuação da Justiça. A acusação sobre os fiscais foi apresentada como mais um ponto que, segundo ele, precisaria ser esclarecido.

A prorrogação do horário também esteve relacionada a pedidos apresentados pelas campanhas dos dois candidatos, embora com justificativas e abrangências diferentes. O tema passou a integrar a disputa política após o encerramento da votação.

O QUE DIZ O ESCLARECIMENTO OFICIAL

A manifestação do TSE não confirma a versão apresentada por Flávio sobre a retirada dos fiscais. Ao contrário, a Corte afirma que os representantes do PL acompanharam etapas do processo eleitoral em espaços autorizados e que existem registros para demonstrar essa presença.

O episódio coloca novamente a fiscalização eleitoral no centro do debate político nacional. Entretanto, uma declaração de contestação, por si só, não comprova irregularidade capaz de comprometer o resultado de uma eleição. Eventuais questionamentos precisam ser apresentados pelos meios jurídicos adequados e analisados com base em provas.

Com o anúncio de que pretende recorrer à Justiça, Flávio Bolsonaro abre uma nova etapa de contestação política e jurídica após a derrota. Até o momento, o esclarecimento divulgado pelo TSE contradiz especificamente a alegação de que fiscais do PL teriam sido retirados da sala-cofre.

O fato concreto, neste momento, é que o TSE nega a acusação e afirma possuir registros e imagens da atuação dos fiscais do partido durante a apuração. Qualquer pedido de anulação deverá ser examinado pelas instâncias competentes, com base nos argumentos e nas provas apresentados.


GOVERNADORA EM EXERCÍCIO PRISCILA KRAUSE ACOMPANHA EMBARQUE DE 70 ESTUDANTES DO PROGRAMA GANHE O MUNDO PARA O CANADÁ

Os alunos da rede estadual iniciaram intercâmbio nesta segunda-feira (26), com destino às cidades de Winnipeg e Saskatchewan

“Eu sei que lutei muito para poder chegar até aqui. Vou me esforçar, dar o meu melhor para estudar e viver experiências totalmente inéditas”, afirmou Jade Marina, de 17 anos, estudante da Escola Técnica Estadual (ETE) Miguel Batista, antes de embarcar para o Canadá pelo Programa Ganhe o Mundo (PGM) 2026, do Governo de Pernambuco. Nesta segunda-feira (26), a governadora em exercício, Priscila Krause, acompanhou o embarque de mais 70 estudantes da rede estadual no Aeroporto Internacional do Recife, selecionados para o intercâmbio que proporciona o aprimoramento da língua inglesa, novas experiências culturais e ampliação da formação acadêmica durante um semestre letivo no exterior.

“Nós dobramos a quantidade de vagas do Programa Ganhe o Mundo para que possamos dar essa oportunidade a mais estudantes”, destacou a governadora em exercício, Priscila Krause. Ela também ressaltou a regionalização das seleções como uma das novidades da iniciativa. “A gente já enviou estudantes dos 184 municípios pernambucanos, para que tenham a oportunidade não só de aprender uma língua, mas de conhecer uma nova cultura, uma nova sociedade, para que tragam essa bagagem para cá e possam estimular outros alunos a também seguir esse caminho”, afirmou.

Os estudantes cursarão o equivalente a um semestre letivo em escolas de nível médio em Winnipeg e Saskatchewan. Coordenado pela Secretaria de Educação de Pernambuco (SEE), o programa foi destacado pelo secretário estadual de Educação, Gilson Monteiro, como uma iniciativa que amplia as oportunidades de formação e contribui para transformar a vida dos estudantes. “O Ganhe o Mundo hoje é muito representativo para a gente, porque são dois mil meninos fazendo intercâmbio. É uma política pública que não só impacta a vida desses estudantes, mas também a de seus familiares, além de trazer novidades para serem reverberadas dentro da sala de aula”, afirmou.

Em 2026, o Governo de Pernambuco selecionou dois mil estudantes para participar do intercâmbio internacional. Desse total, 1.538 foram destinados a países de língua inglesa e 462 a países de língua espanhola. Para auxiliar nas despesas durante a experiência internacional, o Governo do Estado paga seis parcelas de R$ 1.620 a cada estudante, totalizando R$ 9.720. Duas parcelas são disponibilizadas antes do embarque e as outras quatro durante o intercâmbio, contribuindo para custear as despesas ao longo da permanência no exterior.

“Desde os 10 anos, ela falava do sonho de fazer intercâmbio, e eu sempre a incentivei a acreditar que conseguiria. Esse também era o meu sonho, porque ver minha filha realizando esse desejo era o mesmo que realizar um sonho meu”, contou Audenice Santos, de 45 anos, mãe de Aysha Santos, estudante da ETE João Barbalho, que também participa do Programa Ganhe o Mundo 

A primeira etapa dos embarques do PGM 2026 começou no último dia 16, quando 50 estudantes seguiram para o Reino Unido. Ao todo, 195 intercambistas viajarão ainda este ano. No dia 13 de outubro, os estudantes receberam kits de viagem com mala de 23 quilos, mochila, capa de mala, porta-passaporte, três camisas do programa, jaqueta, calça, gorro e boné 

O gestor da ETE Miguel Batista, Erick Rangel, também destacou os resultados do programa na unidade de ensino. Segundo ele, o número de estudantes selecionados passou de sete, em 2025, para 15, em 2026. “Participar de um programa que dá direito de conhecer uma nova cultura, uma nova língua e uma nova vivência é muito importante para enriquecer ainda mais o currículo”, acrescentou.


Fotos: Miva Filho/Secom

RAQUEL LYRA CUMPRIMENTA LULA PELA REELEIÇÃO E DIZ QUE PERNAMBUCO VAI VIVER SEUS MELHORES ANOS

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, divulgou uma nota parabenizando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela reeleição à Presidência da República e sinalizando que a relação entre o Governo de Pernambuco e o Governo Federal continuará marcada pelo diálogo, pela parceria institucional e pela busca de investimentos para o estado.

Na mensagem, Raquel reforça que a cooperação entre as duas gestões foi importante para destravar obras, garantir recursos e viabilizar ações que, segundo ela, representam avanços para a população pernambucana. A governadora também defende que o novo mandato presidencial seja marcado pela união, pelo fortalecimento da democracia e pelo compromisso com os brasileiros que mais precisam da presença do poder público.

A declaração tem um peso político importante. Ao reafirmar a disposição de trabalhar em parceria com Lula, Raquel Lyra sinaliza que as diferenças partidárias não devem se transformar em obstáculos para a execução de projetos estratégicos para Pernambuco. O recado é claro: o estado precisa manter as portas abertas em Brasília para ampliar investimentos, acelerar obras e transformar compromissos em resultados concretos.

Raquel também projeta um horizonte de otimismo para os próximos anos. Ao afirmar que Pernambuco está pronto para viver seus melhores anos, a governadora associa o futuro do estado à continuidade do trabalho, à capacidade de articulação política e à chegada de novas oportunidades para a população.

A expectativa é que essa relação institucional contribua para impulsionar áreas essenciais, como infraestrutura, saúde, educação e desenvolvimento econômico. Na prática, o desafio será fazer com que o diálogo entre os governos se traduza em benefícios que cheguem aos municípios, gerem empregos e melhorem a vida dos pernambucanos.

A mensagem da governadora, portanto, vai além de um cumprimento protocolar. É também uma declaração de disposição para manter a cooperação com o Palácio do Planalto e uma aposta em um ciclo de desenvolvimento para Pernambuco.

“Pernambuco está pronto para viver os seus melhores anos. E vamos vivê-los junto com o Brasil.” A frase resume o tom da manifestação de Raquel Lyra e estabelece uma expectativa para o futuro: que a parceria institucional seja capaz de produzir entregas, ampliar oportunidades e colocar o estado em um novo patamar de desenvolvimento.

Agora, a população espera que o discurso se transforme em obras, investimentos e resultados. Porque os melhores anos de Pernambuco não serão medidos apenas pelas palavras, mas pelas mudanças concretas na vida de quem vive e trabalha no estado.

NOTA NA ÍNTEGRA — RAQUEL LYRA, GOVERNADORA DE PERNAMBUCO

Parabenizo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela reeleição à Presidência da República e desejo sucesso na missão de governar o nosso país novamente.

Vamos seguir, aqui em Pernambuco, trabalhando junto com o Governo Federal com muito diálogo, respeito institucional e parceria. Foi assim que a gente conseguiu destravar obras, garantir investimentos e entregar vida nova para nossa gente.

Desejo que este novo mandato seja de união, fortalecimento da democracia e compromisso cada vez maior com quem mais precisa. De um Brasil mais justo, mais desenvolvido, com oportunidade para todo mundo.

Da nossa parte, pode contar com Pernambuco, presidente Lula. Vamos seguir trabalhando, sem parar, para transformar cada compromisso em resultado concreto na vida das pessoas.

Pernambuco está pronto para viver os seus melhores anos. E vamos vivê-los junto com o Brasil.

Raquel Lyra
Governadora de Pernambuco

domingo, 25 de outubro de 2026

CARLOS VERAS DESTACA MOBILIZAÇÃO POPULAR E APOSTA NA VIRADA DE LULA NAS URNAS

O deputado federal Carlos Veras (PT-PE), presidente estadual do PT e coordenador da campanha de Lula em Pernambuco, destacou, neste domingo (25), a mobilização popular no segundo turno das eleições e a expectativa de que esse movimento se confirme nas urnas.

“O povo que se mobilizou neste segundo turno já conquistou uma vitória política importante ao demonstrar que quer o Brasil seguindo no caminho da democracia. O sentimento que encontramos nas ruas já é uma grande vitória. Agora, esperamos que essa vontade se traduza nas urnas, confirmando a virada. Pernambuco vai dar seu recado, e nossa expectativa é que o Brasil confirme o 13 nas urnas”, afirmou Carlos Veras.

O parlamentar iniciou o dia com um café da manhã ao lado de lideranças políticas e parlamentares, acompanhou João Campos durante a votação e votou na EREM Ginásio Pernambucano, na Avenida Cruz Cabugá, no Recife.

A partir das 17h, a coordenação estadual da campanha se reunirá no Comitê Lula 13, na Rua do Príncipe, 225, na Boa Vista, para acompanhar a apuração dos votos.

DOMINGO DE TENSÃO NAS ELEIÇÕES: FALTA DE ÔNIBUS, ORDEM DE PRISÃO E PRORROGAÇÃO DA VOTAÇÃO ATÉ AS 19H

Segundo turno é marcado por denúncias, tumultos e uma disputa judicial que levou o STF a ampliar o horário de votação em todo o Brasil.

O domingo de segundo turno das eleições presidenciais de 2026 foi marcado por tensão, problemas no transporte público, medidas judiciais e denúncias que colocaram o direito de votar no centro das atenções. A situação se agravou ao longo da tarde e terminou com uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que prorrogou a votação até as 19h, em todo o país.

A decisão foi tomada pelo ministro Cristiano Zanin, após denúncias de dificuldades no deslocamento dos eleitores, especialmente em municípios da Bahia e em São Paulo. A medida alterou o encerramento inicialmente previsto para as 17h e determinou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adotasse as providências necessárias para cumprir a ordem.

FALTA DE ÔNIBUS E MEDIDAS JUDICIAIS

Um dos principais focos da crise foi Salvador, onde diligências da Justiça Eleitoral apontaram que menos da metade da frota prevista para dias úteis estaria circulando em determinado momento do dia. A situação provocou reclamações de passageiros, filas e dificuldades para chegar aos locais de votação.

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia determinou a recomposição imediata da frota e a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza. A prefeitura alegou que parte dos veículos havia ficado retida para a retirada de adesivos considerados propaganda eleitoral irregular e afirmou que o serviço estava sendo normalizado.

Em São Paulo, também houve questionamentos sobre a quantidade de ônibus em circulação. A campanha de Lula acionou a Justiça Eleitoral, alegando que a redução da frota prejudicava o deslocamento de eleitores. Problemas semelhantes foram relatados em outras localidades.

PRORROGAÇÃO EM TODO O BRASIL

Inicialmente, os pedidos de ampliação do horário estavam concentrados em cidades que enfrentavam dificuldades no transporte. A decisão de Cristiano Zanin, entretanto, estendeu o prazo até as 19h em todas as seções eleitorais do país.

A medida foi tomada em caráter de urgência, diante da gravidade das denúncias apresentadas ao STF. A decisão provocou uma mudança importante no andamento do pleito, inclusive no cronograma de encerramento das seções e de totalização dos votos.

UM DOMINGO QUE EXIGE APURAÇÃO

Além das denúncias envolvendo o transporte, a Polícia Federal registrou ocorrências relacionadas a possíveis crimes eleitorais. O cenário também foi afetado por relatos de chuva, dificuldades de acesso e questionamentos sobre o cumprimento das determinações judiciais.

É importante, porém, separar denúncias de fatos já comprovados. Eventuais responsabilidades criminais ou eleitorais dependem da investigação e da análise das autoridades competentes.

O episódio deixa uma questão fundamental: em uma democracia, nenhum eleitor deve encontrar obstáculos indevidos para exercer seu direito ao voto. Cabe às autoridades esclarecer o que aconteceu, identificar eventuais responsáveis e garantir que todos possam participar da escolha do próximo presidente da República.

O Brasil acompanha agora uma eleição marcada por tensão até os últimos momentos da votação. A apuração dos fatos será essencial para esclarecer as ocorrências e preservar a confiança no processo eleitoral.

Blog do Edney — Você atualizado o tempo todo.


AO VOTAR EM CARUARU, GOVERNADORA RAQUEL LYRA AFIRMA QUE “HOJE É UM DIA MUITO IMPORTANTE PARA A DEMOCRACIA”


A governadora Raquel Lyra votou, no início da tarde deste domingo (25), no Colégio Diocesano de Caruaru, no Agreste Central. A gestora destacou a importância da participação dos pernambucanos na escolha do próximo presidente da República e reforçou o compromisso de seguir trabalhando pelo Estado nos próximos quatro anos, em parceria com o Governo Federal.

“Hoje é um dia muito importante para a democracia, quando Pernambuco e o Brasil escolhem o nosso presidente da República. Venho aqui mais uma vez para exercer o nosso direito ao voto. Muita gente lutou antes de nós para que isso pudesse virar realidade. Que os pernambucanos e as pernambucanas vão às urnas com o coração cheio de amor, votando naquele que acreditam ser o melhor presidente para o nosso país”, afirmou a governadora Raquel Lyra acompanhada por familiares. 

Também estiveram presentes o prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro; e os secretários estaduais André Teixeira (Mobilidade e Infraestrutura) e Juliana Gouveia (Mulher).

Fotos: Janaína Pepeu/Secom