terça-feira, 3 de novembro de 2026

MARÍLIA ARRAES PODE ROMPER COM O PDT E DEIXAR PARTIDO SE FEDERAÇÃO COM O PSB AVANÇAR; JOÃO CAMPOS ESTÁ NO CENTRO DO IMPASSE

A disputa pelo comando político da futura federação entre PDT e PSB começa a produzir consequências em Pernambuco antes mesmo de uma decisão definitiva. A senadora eleita Marília Arraes não estaria disposta a permanecer no PDT caso a direção nacional confirme a união com os socialistas, partido comandado nacionalmente por seu primo, João Campos.

O possível rompimento revela que as divergências entre Marília e o grupo político dos Campos continuam vivas, apesar da composição eleitoral que garantiu à neta de Miguel Arraes uma das duas vagas de Pernambuco no Senado Federal.

A informação foi publicada pelo Blog Dellas, da jornalista Terezinha Nunes, e repercutida por outros veículos pernambucanos. Segundo relatos atribuídos a pessoas próximas à senadora eleita, ela já teria comunicado a aliados que prefere deixar o PDT a aceitar uma federação na qual o PSB teria maior influência sobre as decisões e os espaços de poder.

O PDT procura uma saída para sobreviver politicamente

O impasse acontece em um momento delicado para o PDT. Nas eleições de 2026, a legenda não conseguiu alcançar a cláusula de desempenho, também conhecida como cláusula de barreira, e passou a enfrentar dificuldades para manter acesso aos recursos do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda gratuita.

Diante desse cenário, a direção nacional, comandada por Carlos Lupi, passou a discutir alternativas de federação, fusão ou incorporação com outras legendas.

Entre as possibilidades estão o PSB, o PSDB, o Avante e uma composição envolvendo Solidariedade e PRD. Também aparecem nas conversas outras siglas, como PSOL e Rede Sustentabilidade.

Na convenção nacional realizada em 27 de outubro, no Rio de Janeiro, o PDT aprovou uma resolução transferindo à Executiva Nacional o poder de conduzir as negociações. A federação com o PSB recebeu sinalização de preferência da direção partidária.

É justamente nesse ponto que começa o problema de Marília. Uma eventual federação com o PSB poderia significar, na avaliação de seus aliados, a perda de autonomia e de influência dentro da estrutura partidária, principalmente em Pernambuco.

Wolney Queiroz entra no jogo e acompanha Marília

Um dos aspectos mais importantes dessa disputa é o posicionamento do ministro da Previdência Social e ex-deputado federal Wolney Queiroz.

Historicamente defensor de uma aproximação entre PDT e PSB, Wolney surpreendeu ao se posicionar contra a federação durante a convenção nacional. O argumento apresentado foi o respeito à liderança de Marília em Pernambuco e à construção política que levou a senadora eleita para o partido.

Wolney destacou que Marília preside o PDT estadual e conquistou legitimidade para participar da definição dos rumos da legenda. A manifestação demonstra que o desconforto deixou de ser apenas uma questão individual e passou a envolver uma parte importante da organização pedetista pernambucana.

O movimento também coloca Carlos Lupi diante de uma equação política delicada: preservar a sobrevivência nacional do PDT sem provocar a saída de uma das lideranças mais importantes que o partido conquistou nas últimas eleições.

João Campos e Marília: uma relação que nunca ficou totalmente resolvida

A possível ruptura partidária tem raízes em uma história de divergências políticas e familiares.

Marília e João Campos pertencem a uma das famílias mais tradicionais da política pernambucana. São primos e carregam o legado de Miguel Arraes, uma das maiores referências da história política do estado.

Entretanto, a convivência entre os dois nunca foi simples.

Em 2020, Marília enfrentou João Campos na disputa pela Prefeitura do Recife. Naquele momento, ela estava no PT e João protagonizou uma campanha marcada por fortes críticas aos petistas. A disputa deixou marcas que continuaram aparecendo nos anos seguintes.

Depois da morte de Eduardo Campos, também surgiram questionamentos sobre a participação e o espaço político dos Arraes dentro do PSB, historicamente associado à família.

A aproximação eleitoral de 2026 não significou necessariamente uma reconciliação política definitiva.

Mesmo integrando a chapa de João Campos para o Senado, Marília teria mantido divergências sobre o espaço que receberia no projeto socialista.

O segundo turno de Lula aumentou o desconforto

Outro episódio que teria contribuído para aumentar o distanciamento foi a movimentação política durante o segundo turno da eleição presidencial.

Segundo os relatos publicados, Marília participou de compromissos importantes ao lado de Lula, incluindo agendas em Brasília, Natal e Petrolina.

A senadora eleita ganhou visibilidade na campanha petista e esteve próxima do presidente em momentos estratégicos da disputa.

Ainda conforme as informações atribuídas a pessoas próximas dos envolvidos, João Campos teria realizado um café da manhã com lideranças políticas no dia do segundo turno sem convidar Marília.

Nos bastidores socialistas, também teria existido incômodo com a exposição da senadora ao lado de Lula, especialmente diante da estratégia eleitoral adotada em Pernambuco, que envolvia a transferência de votos de eleitores de Raquel Lyra para o presidente, movimento conhecido como Luquel.

Esses episódios são apontados como parte do desgaste, embora não exista manifestação pública dos envolvidos confirmando todos os detalhes dos relatos.

Maria Arraes também aparece no tabuleiro

A situação ganha novos contornos quando entra na conversa o nome da deputada estadual eleita Maria Arraes, irmã de Marília.

Segundo a publicação original, existiram divergências em torno das articulações eleitorais que envolveram a candidatura de Maria e a composição da chapa majoritária de João Campos.

Maria acabou disputando uma vaga na Assembleia Legislativa pelo PSB, enquanto Marília conquistou o mandato de senadora pelo PDT.

O episódio teria contribuído para aumentar a distância política entre as duas irmãs, embora esse afastamento também seja apresentado como informação de bastidores, sem confirmação pública das próprias parlamentares.

O que está em jogo, portanto, não é apenas uma disputa entre duas legendas. Existe uma questão maior envolvendo o espaço de cada grupo dentro de uma estrutura política que reúne sobrenomes historicamente ligados ao poder em Pernambuco.

A cadeira no Senado facilita uma eventual mudança

Marília também tem uma vantagem jurídica importante caso decida deixar o PDT.

Como foi eleita pelo sistema majoritário para o Senado, a mudança de partido não implica perda do mandato por infidelidade partidária. O entendimento foi consolidado pelo Supremo Tribunal Federal e é reconhecido pela Justiça Eleitoral.

Isso significa que, diferentemente de deputados e vereadores eleitos pelo sistema proporcional, Marília poderá avaliar uma mudança de legenda sem colocar em risco sua cadeira no Senado.

A senadora eleita assumirá o mandato em 1º de fevereiro de 2027, com duração de oito anos. Ela conquistou 2.325.127 votos, consolidando uma expressiva votação em Pernambuco.

O que vem pela frente?

A decisão do PDT poderá provocar uma reorganização importante no tabuleiro político pernambucano.

Se a federação com o PSB avançar, Marília terá de escolher entre permanecer em uma estrutura na qual seu espaço poderá ser disputado com os socialistas ou procurar uma nova legenda que lhe ofereça autonomia para construir seu próprio projeto político.

Uma aproximação com o PSDB, Avante, Solidariedade ou PRD aparece entre as alternativas mencionadas nos bastidores, mas ainda não existe definição sobre seu destino partidário.

Para João Campos, o cenário também exige atenção. Uma eventual saída de Marília representaria mais do que a perda de uma filiada: significaria a continuidade de um distanciamento político dentro de uma família que historicamente teve enorme influência na construção do PSB pernambucano.

NA LUPA: Marília Arraes chega ao Senado com voto próprio, capital eleitoral expressivo e uma história política que não depende exclusivamente do sobrenome Campos. João, por sua vez, tenta fortalecer o PSB nacionalmente e ampliar sua influência no novo cenário político. O problema é que uma federação construída para fortalecer dois partidos pode acabar aprofundando uma divisão que já existe dentro de uma das famílias mais tradicionais da política pernambucana.

A pergunta agora é: Marília continuará no PDT se João Campos ganhar força na condução da federação ou escolherá uma nova casa partidária para construir seu próprio caminho em Brasília?

Edney Souto | Blog do Edney

NA LUPA | PÉ NO CHÃO E OLHO NO FUTURO: KASSAB COLOCA RAQUEL LYRA NO RADAR NACIONAL E ABRE CAMINHO PARA DEBATE SOBRE UMA FUTURA CANDIDATURA À PRESIDÊNCIA

Governadora pernambucana entra novamente no discurso do presidente nacional do PSD como um dos nomes que o partido poderá apresentar ao Brasil. Com a reeleição consolidada, Raquel tem agora quatro anos para administrar Pernambuco e construir os próximos capítulos de sua trajetória política.

A política tem dessas coisas: enquanto alguns ainda estão tentando entender o resultado das urnas, outros já começam a enxergar o que pode acontecer nos próximos anos. E, desta vez, o nome que voltou a aparecer nas conversas sobre o futuro da política nacional é o da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD).

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, voltou a colocar a pernambucana no horizonte político do partido e não escondeu que enxerga nela uma possível liderança nacional. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, exibido neste domingo, Kassab foi além de uma simples referência elogiosa e afirmou acreditar que Raquel estará no cenário nacional ao final do segundo mandato.

Na avaliação do dirigente, a governadora reúne características que podem abrir espaço para uma discussão sobre uma futura candidatura à Presidência da República. Mulher, nordestina, com trajetória construída na vida pública e duas reeleições consecutivas para o Governo de Pernambuco, Raquel passou a ocupar um lugar de destaque nas articulações nacionais do PSD.

Kassab foi direto ao tratar do assunto: “Na política brasileira, a governadora de Pernambuco é a mulher de maior protagonismo”. Em seguida, apresentou sua avaliação pessoal sobre o futuro da pernambucana.

“Ela, inquestionavelmente, ao final do segundo mandato, irá para o cenário nacional. É do Nordeste, mulher, inteligente, fala muito bem, é boa gestora e transita muito bem nesse ambiente econômico, que é fundamental”, declarou.

A fala não representa um anúncio de candidatura, muito menos uma decisão partidária para 2030. Mas tem significado político. Quando o presidente nacional de uma legenda do tamanho do PSD menciona publicamente uma governadora como possível nome para disputar o Palácio do Planalto, o recado ultrapassa o campo dos elogios e passa a integrar a construção de cenários futuros.

O RECADO DE KASSAB: PRIMEIRO GOVERNAR, DEPOIS PENSAR NO BRASIL

Apesar de abrir essa perspectiva, Kassab fez questão de estabelecer uma condição. Para ele, qualquer projeto nacional de Raquel depende, antes de tudo, do desempenho de seu segundo governo em Pernambuco.

“Mas não se fala nisso agora. Se ela não for uma boa governadora, acabou qualquer sonho de quem quer vê-la galgar outros postos, porque o importante é que as pessoas cumpram os seus compromissos e saiam bem para ficar credenciadas para novos saltos”, afirmou.

A declaração merece atenção. Kassab está dizendo que o caminho para Brasília começa dentro de Pernambuco. Não existe projeto presidencial sustentável sem uma gestão que consiga apresentar resultados, manter compromissos e responder às expectativas da população.

Raquel terá quatro anos para consolidar sua administração, ampliar entregas e demonstrar capacidade de articulação política e administrativa. É nesse período que a governadora será observada não apenas pelos pernambucanos, mas também pelas lideranças nacionais interessadas nos próximos movimentos do PSD.

UMA TRAJETÓRIA QUE CHAMOU A ATENÇÃO DO PRESIDENTE DO PSD

Kassab também fez questão de destacar a trajetória de Raquel Lyra. Lembrou que ela construiu sua carreira por meio de concursos públicos, foi delegada da Polícia Federal, procuradora concursada e ingressou na política eleitoral, conquistando duas eleições para a Prefeitura de Caruaru antes de chegar ao Governo de Pernambuco.

O dirigente também recordou que houve desconfiança em diferentes momentos de sua trajetória eleitoral. Primeiro, quando disputou o Governo do Estado pela primeira vez. Depois, quando enfrentou o desafio da reeleição.

As duas disputas foram vencidas, e agora Raquel inicia uma nova etapa com o mandato renovado e a responsabilidade de conduzir Pernambuco por mais quatro anos.

O que antes era uma possibilidade mencionada nos bastidores começa a ganhar espaço no discurso público da direção nacional do partido.

EQUIPE, ARTICULAÇÃO E OS PRÓXIMOS PASSOS EM PERNAMBUCO

Enquanto o debate nacional ganha força, a prioridade imediata de Raquel é outra: organizar o governo que começa em janeiro e definir os nomes que estarão ao seu lado no segundo mandato.

Depois de uma agenda de compromissos internacionais na Europa, a governadora retoma o calendário político e administrativo com decisões importantes sobre a composição do primeiro escalão.

A expectativa é de mudanças na equipe, com espaço para ajustes técnicos e políticos. A nova composição deverá refletir também a relação construída com os partidos e as lideranças que participaram da sustentação política do projeto de reeleição.

Um dos movimentos acompanhados de perto na Assembleia Legislativa envolve o deputado estadual Doriel Barros, do PT, que ficou na primeira suplência e poderá retornar à Casa caso um parlamentar da Federação Brasil da Esperança seja convocado para integrar o Executivo.

A presença do componente político na montagem da equipe é considerada natural em um governo que pretende preservar sua sustentação legislativa e manter canais de diálogo com diferentes forças partidárias.

MAIORIA NA ALEPE E DIÁLOGO SEM ATROPELO

Na Assembleia Legislativa, Raquel começa o novo ciclo com uma base governista numerosa, estimada em 29 dos 49 deputados estaduais. O cenário oferece condições para a tramitação de projetos, mas não elimina a necessidade de negociação.

A governadora sabe que maioria parlamentar não significa ausência de dificuldades. Cada votação tem sua dinâmica, e a relação com os deputados será um dos pontos importantes da nova etapa administrativa.

A possibilidade de diálogo com parlamentares de outras bancadas também faz parte desse desenho. No primeiro mandato, o governo contou, em determinadas matérias, com votos de deputados do PT, mesmo com a legenda ocupando posição de oposição.

A estratégia, portanto, passa por manter a base organizada, ampliar interlocuções e evitar desgastes desnecessários no Legislativo.

NA LUPA: O FUTURO COMEÇA PELAS ENTREGAS DO PRESENTE

A declaração de Gilberto Kassab coloca Raquel Lyra em uma conversa que vai além das fronteiras pernambucanas. Não é pouca coisa uma governadora nordestina ter seu nome citado pelo presidente nacional de um partido com presença expressiva no Congresso e nos governos estaduais como uma possível alternativa para uma disputa presidencial futura.

Mas existe uma diferença entre ser lembrada como possibilidade e transformar essa possibilidade em projeto político.

O segundo mandato será decisivo. Pernambuco será o principal cartão de apresentação de Raquel. Obras, geração de empregos, saúde, educação, segurança pública, infraestrutura e capacidade de articulação terão peso na avaliação de sua gestão.

A governadora não precisa, neste momento, antecipar uma disputa de 2030. Precisa fazer o governo acontecer, cuidar das alianças, administrar as diferenças políticas e entregar aquilo que prometeu aos pernambucanos.

Kassab já colocou a peça no tabuleiro. Agora, o movimento mais importante está nas mãos de Raquel.

Pé no chão e olho no futuro. O desafio imediato é Pernambuco. O horizonte, segundo a leitura do comando nacional do PSD, poderá ser muito maior.

Por Edney Souto | Coluna Na Lupa
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TRAGÉDIA NA PE-149: TRÊS HOMENS MORREM APÓS CARRO CAPOTAR E CAIR EM BARREIRO, EM IBIRAJUBA

Uma tragédia registrada na madrugada deste domingo (1º) terminou com a morte de três homens no Agreste de Pernambuco. O acidente aconteceu na rodovia PE-149, no município de Ibirajuba, e envolveu um Fiat Uno que capotou e acabou caindo dentro de um barreiro. As três vítimas ficaram presas no interior do veículo e morreram no local.

Os homens foram identificados como Iranjakson Nogueira Santos, conhecido popularmente como Irã, de 39 anos; José Jefferson Santos da Silva, de 26; e José Marcelino da Silva, de 47 anos.

De acordo com as informações iniciais, Iranjakson estava ao volante quando teria perdido o controle da direção. O automóvel saiu da trajetória, capotou e terminou dentro do barreiro. Com o impacto e a posição em que o veículo ficou, os ocupantes não conseguiram sair e acabaram morrendo antes da chegada do socorro.

O carro somente foi localizado na manhã do domingo, depois que populares perceberam a presença de um automóvel dentro do barreiro. Ao se aproximarem, encontraram os três homens no interior do veículo e acionaram as equipes de emergência.

O Corpo de Bombeiros foi chamado e, com o auxílio de moradores, realizou a retirada das vítimas. Foi necessário desvirar o automóvel para que os corpos pudessem ser resgatados.

Informações preliminares apontam que os três homens teriam sido vistos ingerindo bebidas alcoólicas no centro de Ibirajuba momentos antes do acidente. Essa circunstância, entretanto, não confirma por si só eventual relação entre o consumo de álcool e a ocorrência. A dinâmica do acidente deverá ser esclarecida pelas autoridades competentes.

Após os procedimentos no local, os corpos foram encaminhados ao Instituto de Medicina Legal (IML), em Caruaru.

A tragédia deixa três famílias de luto e reacende o alerta sobre os perigos no trânsito, especialmente quando há suspeita de consumo de bebida alcoólica antes de assumir a direção. As circunstâncias do acidente deverão ser apuradas.

BARIÁTRICA E ÁLCOOL: CIRURGIA PODE AUMENTAR RISCO DE DEPENDÊNCIA E ACENDE ALERTA PARA MULHERES

A cirurgia bariátrica representa uma importante alternativa no tratamento da obesidade e na melhoria da qualidade de vida de milhares de pessoas. Mas, depois do procedimento, existe um cuidado que nem sempre recebe a atenção necessária: o consumo de bebidas alcoólicas. Especialistas alertam que pacientes submetidos à cirurgia podem apresentar maior sensibilidade ao álcool, desenvolver efeitos de embriaguez mais rapidamente e até enfrentar um risco aumentado de transtorno por uso de álcool (TUA).

O alerta ganha ainda mais importância diante dos relatos de mulheres que procuraram ajuda por causa da relação problemática com a bebida após a realização da cirurgia. Segundo a iniciativa Colcha de Retalhos de Alcoólicos Anônimos (A.A.), formada por mulheres que compartilham experiências de recuperação, tem crescido o número de pacientes bariátricas que entram em contato com o canal de atendimento relatando dificuldades relacionadas ao consumo de álcool.

A preocupação tem fundamento científico. Após a cirurgia bariátrica, especialmente em determinados procedimentos, o organismo passa a processar o álcool de maneira diferente. A absorção pode ocorrer mais rapidamente, provocando concentrações mais elevadas de álcool no sangue e fazendo com que a pessoa sinta os efeitos da bebida com maior intensidade, mesmo consumindo quantidades menores.

A psicóloga Talita Pedro da Silva, amiga de Alcoólicos Anônimos e com mais de dez anos de experiência no acompanhamento de pessoas com dependência química, chama atenção para a necessidade de cuidados redobrados no período pós-operatório. Segundo ela, o paciente precisa conversar abertamente com a equipe médica sobre qualquer consumo de bebida alcoólica, respeitando as orientações recebidas durante a recuperação.

Entre os relatos que ajudam a dimensionar o problema está o de Silvia, que chegou a Alcoólicos Anônimos em agosto de 2024. Ela conta que realizou a cirurgia bariátrica há nove anos e que, antes do procedimento, já consumia bebidas alcoólicas, mas sem perceber perda de controle. Seis meses depois da operação, voltou a beber e percebeu uma mudança imediata no padrão de consumo.

Outro depoimento é de P.B., que passou pela cirurgia em 2001. Diferentemente de Silvia, ela não consumia álcool antes da operação. O contato com a bebida começou três anos depois, mas a progressão da doença ocorreu de maneira acelerada. Hoje, ela soma 12 anos de participação em Alcoólicos Anônimos.

O tema merece atenção especial entre as mulheres. Além das alterações provocadas pela cirurgia, existem diferenças biológicas que podem fazer com que o organismo feminino seja mais vulnerável aos efeitos do álcool. Por isso, reconhecer os sinais de perda de controle e procurar ajuda no momento certo pode fazer toda a diferença.

Para acolher mulheres que passaram pela bariátrica e enfrentam dificuldades com a bebida, a Colcha de Retalhos de A.A. mantém uma reunião online de composição exclusivamente feminina, aberta a mulheres bariátricas de todo o Brasil. Os encontros acontecem todas as quartas-feiras, das 20h às 22h.

A iniciativa reforça uma mensagem importante: a cirurgia bariátrica não encerra todos os cuidados com a saúde. O acompanhamento precisa continuar, inclusive em relação aos hábitos e comportamentos que podem surgir depois do procedimento. O alcoolismo é uma doença que exige acolhimento, informação e tratamento, e pedir ajuda é um passo importante para a recuperação.

SERVIÇO: Mulheres bariátricas que desejam conhecer a reunião ou buscar orientação podem acessar o Canal de Ajuda da Colcha de Retalhos de A.A. ou entrar no grupo de WhatsApp da iniciativa.

Redação | Blog do Edney
Com informações da assessoria.

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

MORAR BEM PERNAMBUCO VIABILIZA 92% DAS VENDAS NA FEIRA DE IMÓVEIS DE CARUARU

Evento movimentou R$ 182 milhões em negócios e contabilizou 796 imóveis na edição 2026.2, dos quais 732 foram vinculados ao programa habitacional do Governo do Estado

O programa Morar Bem Pernambuco – Entrada Garantida foi destaque na Feira de Imóveis de Caruaru 2026.2, encerrada neste domingo (1º de novembro), com resultados expressivos. Dos 796 imóveis contabilizados nesta edição, 732 foram vinculados à iniciativa do Governo de Pernambuco, o equivalente a aproximadamente 92% do total. Ao longo dos quatro dias de evento, foram movimentados R$ 182 milhões em negócios, reforçando a importância do subsídio estadual para facilitar o acesso à casa própria.

Realizada entre os dias 29 de outubro e 1º de novembro, na Estação Ferroviária de Caruaru, a feira reuniu construtoras, imobiliárias, instituições financeiras e pessoas interessadas em adquirir um imóvel. O evento também registrou Valor Geral de Vendas (VGV) médio de R$ 228 mil.

Por meio da modalidade Entrada Garantida, o Morar Bem Pernambuco concede um subsídio de R$ 20 mil para ajudar famílias elegíveis a pagar a entrada do primeiro imóvel, reduzindo uma das principais barreiras para a conquista da casa própria. O programa é oferecido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh-PE) e da Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab), em parceria com o programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal.

Para o diretor-presidente da Cehab, Paulo Lira, os resultados demonstram a relevância do programa para ampliar o acesso à moradia e movimentar o mercado imobiliário no Agreste pernambucano.

“Os números da Feira de Imóveis de Caruaru mostram, na prática, o impacto do Morar Bem Pernambuco na vida das famílias. Quando 92% dos imóveis contabilizados estão vinculados ao programa, vemos como o subsídio de R$ 20 mil faz diferença para quem precisa superar a barreira da entrada e realizar o sonho da casa própria. É uma política pública que beneficia a população e, ao mesmo tempo, fortalece o setor construtivo e imobiliário, além de gerar oportunidades em Pernambuco”, destacou Paulo Lira.

Durante a programação, o público também contou com atendimento da Caixa Econômica Federal, com orientações sobre crédito habitacional, simulações de financiamento e condições para aquisição de imóveis. A participação de empresas de diferentes segmentos ampliou as possibilidades de negociação e aproximou compradores dos empreendimentos disponíveis.

Resultados da Feira de Imóveis de Caruaru 2026.2

- R$ 182 milhões em negócios movimentados;
- 796 imóveis contabilizados;
- 732 imóveis vinculados ao Morar Bem Pernambuco – Entrada Garantida;
- 92% dos imóveis contabilizados vinculados ao programa estadual;
- R$ 228 mil de VGV médio.

RAQUEL LYRA ENTREGA MAIS 128 MORADIAS EM IGARASSU E INAUGURA SEGUNDA ARENINHA DE CAMARAGIBE NESTA TERÇA-FEIRA

Governadora cumpre agenda na Região Metropolitana do Recife com ações nas áreas de habitação e esporte; entrega completa o residencial Jardim Monjope III, que chega a 431 unidades habitacionais.
A governadora Raquel Lyra (PSD) terá uma terça-feira (3) de entregas importantes na Região Metropolitana do Recife. A agenda contempla duas áreas que têm impacto direto na vida da população: habitação e esporte. Em Igarassu, a gestora entrega 128 novas unidades do residencial Jardim Monjope III, enquanto em Camaragibe inaugura a segunda Areninha do município.

Em Igarassu, a entrega das chaves representa a conclusão do residencial Jardim Monjope III, que totaliza 431 imóveis. Todas as unidades estão vinculadas ao programa Morar Bem Pernambuco, na modalidade Entrada Garantida, iniciativa estadual voltada a facilitar o acesso à casa própria para famílias pernambucanas.

A política habitacional tem sido uma das frentes de atuação do Governo do Estado, buscando ampliar as oportunidades para quem sonha em sair do aluguel e conquistar um imóvel. Com a conclusão do empreendimento, mais famílias passam a contar com a segurança de uma moradia própria.

Já no início da noite, Raquel Lyra segue para Camaragibe, onde entrega a segunda Areninha do município. O equipamento integra o programa estadual de implantação de espaços esportivos em diferentes regiões de Pernambuco, com a proposta de oferecer estrutura para atividades físicas, lazer e convivência comunitária.

A iniciativa também amplia as alternativas de ocupação dos espaços públicos, especialmente para crianças e jovens, fortalecendo o acesso ao esporte nos bairros.

As duas entregas mostram uma agenda que combina investimentos em infraestrutura social, direito à moradia e equipamentos públicos. Raquel Lyra mantém presença na Região Metropolitana, levando ações do governo estadual para municípios que concentram importantes demandas da população.

AGENDA DA GOVERNADORA – TERÇA-FEIRA (3 DE NOVEMBRO)

Às 15h, entrega das 128 unidades do residencial Jardim Monjope III, na modalidade Entrada Garantida, na Estrada de Monjope, em Igarassu.

Às 18h, inauguração da segunda Areninha de Camaragibe, na Rua Santa Leopoldina, número 105, no bairro de Viana.

FILHA DE BRASILEIROS, COPILOTA DE 20 ANOS MORRE EM QUEDA DE JATO NOS ESTADOS UNIDOS; ACIDENTE DEIXOU NOVE VÍTIMAS

Uma viagem que deveria terminar nas Bahamas se transformou em uma tragédia aérea nos Estados Unidos. A queda de um jato executivo no condado de Palm Beach, na Flórida, neste domingo (1º), provocou a morte de nove pessoas. Entre elas estava a jovem Nathalia Gadelha Filgueiras, de apenas 20 anos, filha de brasileiros e integrante da tripulação.

Nathalia ocupava a função de copilota do Learjet 60, aeronave que saiu de Austin, no Texas, com destino a North Eleuthera, nas Bahamas. O avião caiu na região de Greenacres, em uma área próxima a residências, provocando uma explosão de grandes proporções.

A história da jovem tornou o episódio ainda mais doloroso. Nathalia havia conquistado sua licença de piloto privado aos 17 anos, quando ainda frequentava o ensino médio. Sua paixão pela aviação começou na adolescência e, desde então, ela passou a dedicar sua formação ao objetivo de construir uma carreira nos céus.

A jovem chegou a chamar atenção da imprensa americana por ter conseguido uma conquista que muitos profissionais levam anos para alcançar. Em entrevistas anteriores, demonstrava entusiasmo com a possibilidade de pilotar, enquanto construía o caminho para realizar seu projeto profissional.

OS ÚLTIMOS MOMENTOS DO VOO

As gravações das comunicações entre a aeronave e o controle de tráfego aéreo revelam a gravidade da situação enfrentada pela tripulação.

Durante o percurso, os pilotos relataram turbulência e formação de gelo. Posteriormente, a situação se agravou, levando à declaração de emergência. Nas comunicações finais, foram relatadas descidas extremamente rápidas, chegando a 20 mil pés por minuto.

A aeronave perdeu altitude de maneira abrupta e acabou atingindo o solo. O impacto provocou uma explosão e deixou destroços espalhados pela região.

INVESTIGAÇÃO APONTA POSSÍVEL DESINTEGRAÇÃO EM PLENO VOO

As primeiras informações divulgadas pelos investigadores indicam que partes do avião podem ter se desprendido ainda no ar, antes da colisão com o solo.

O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) está à frente das investigações, com participação da Administração Federal de Aviação (FAA).

As condições meteorológicas estão entre os principais pontos analisados. Os relatos de turbulência, gelo na aeronave e tempestades na região serão considerados na reconstrução dos acontecimentos.

Até o momento, as autoridades não apresentaram uma conclusão definitiva sobre as causas do acidente.

UMA HISTÓRIA INTERROMPIDA AOS 20 ANOS

A morte de Nathalia representa uma perda que ultrapassa as fronteiras americanas. Filha de brasileiros, ela carregava uma história de dedicação, formação e paixão por uma profissão que havia escolhido ainda muito jovem.

Aos 20 anos, já trabalhava na aviação e começava a transformar em realidade um sonho alimentado desde a adolescência.

Agora, enquanto os investigadores tentam reconstruir os últimos instantes do voo, familiares e amigos enfrentam a dor de uma despedida inesperada.

Uma jovem que aprendeu a conquistar os céus teve sua trajetória interrompida em uma tragédia que abalou a Flórida e repercutiu internacionalmente.

ALEPE - NOTA DE PESAR

Nota de pesar

A Assembleia Legislativa de Pernambuco lamenta o falecimento do ex-deputado estadual e ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Adalberto Farias Cabral, acontecido nesta segunda-feira (02.11). Com grandes serviços prestados ao estado, Adalberto exerceu três mandatos como deputado estadual, entre 1979 e 1988, quando foi nomeado para o TCE. 
No tribunal, comandou a presidência por dois mandatos, tendo sido também ouvidor-geral, vice-presidente, presidente da Primeira Câmara e corregedor-geral. Ele teve ainda atuação marcante na administração municipal do Recife, ocupando os cargos de secretário de Serviços Públicos, secretário de Abastecimento e presidente da Companhia de Transportes Urbanos (CTU). 
Nascido em Surubim, no Agreste, o ex-deputado era engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Externamos aqui os nossos pêsames e solidariedade aos familiares e amigos neste de momento de despedida e saudade.

Álvaro Porto, presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco.