sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

INVESTIMENTO EM SEGURANÇA E MODERNIZAÇÃO: PREFEITO BERG DE HACKER REFORÇA ILUMINAÇÃO PÚBLICA E GARANTE MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO EM RIO FORMOSO

A Prefeitura de Rio Formoso deu mais um passo importante na modernização da infraestrutura urbana e rural do município. O prefeito Berg de Hacker realizou a entrega de novos equipamentos de segurança para a equipe de iluminação pública, fortalecendo diretamente as condições de trabalho dos eletricistas responsáveis pela manutenção e expansão da rede elétrica municipal. A ação ocorreu ao lado do secretário Eri e simboliza o compromisso da gestão com a valorização dos servidores e a eficiência dos serviços prestados à população.

Os novos equipamentos vão garantir mais proteção e segurança aos profissionais que atuam diariamente em serviços essenciais, muitas vezes em situações de risco, como trabalhos em altura e intervenções na rede elétrica. A iniciativa integra um conjunto de investimentos estratégicos voltados à melhoria da infraestrutura de Rio Formoso, abrangendo tanto a sede quanto as comunidades da zona rural.

Durante o ato de entrega, o prefeito também destacou a chegada de novas lâmpadas em LED, que passam a reforçar o sistema de iluminação pública do município. Segundo Berg de Hacker, o investimento assegura não apenas a substituição de luminárias antigas, mas também a ampliação da cobertura luminosa em diversas localidades. Comunidades como Cocau e Conceição estão entre as que serão beneficiadas com a nova tecnologia, que oferece mais eficiência, durabilidade e economia aos cofres públicos.

De acordo com o gestor, o município já adquiriu um total de 1.500 lâmpadas em LED, quantidade suficiente para garantir reposição contínua e atendimento em todas as regiões de Rio Formoso. “Chegaram mais lâmpadas LED pra poder repôr, tanto na área urbana como na área rural. Já compramos 1.500 lâmpadas em LED, atendendo todo o nosso município”, afirmou o prefeito, reforçando que a iluminação pública é uma das prioridades da administração.

Berg de Hacker também fez questão de agradecer o apoio do deputado estadual France Hacker, destacando que tanto a aquisição das lâmpadas quanto dos equipamentos de segurança foi viabilizada por meio de emenda parlamentar. A parceria entre o município e o mandato do deputado tem permitido a realização de investimentos que impactam diretamente a qualidade de vida da população.

Com ruas mais iluminadas, comunidades mais seguras e profissionais melhor equipados, a gestão municipal reafirma o compromisso com o desenvolvimento de Rio Formoso, apostando em tecnologia, segurança e planejamento para construir uma cidade mais moderna e acolhedora para todos.

JABOATÃO CENTRO VIRA PALCO DE EMOÇÃO, MÚSICA E INCLUSÃO NA CHEGADA TRIUNFAL DE 2026

A virada do ano em Jaboatão dos Guararapes ganhou contornos de grande espetáculo e ficou marcada como uma das mais vibrantes dos últimos tempos. O Réveillon da Gente 2026 transformou o Centro da cidade em um verdadeiro ponto de encontro de alegria, reunindo uma multidão embalada por música, emoção e um clima de esperança que tomou conta do público desde as primeiras horas da noite.

Promovida pela Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes, a festa atraiu moradores de diversos bairros, visitantes e turistas, consolidando o Centro como um espaço de convivência, celebração e valorização da cultura popular. O pontapé inicial ficou por conta do cantor Alisson Príncipe, que aqueceu o público e abriu caminho para uma sequência de apresentações aguardadas com grande expectativa.

O palco recebeu nomes consagrados da música pernambucana e nacional, como Nena Queiroga, Priscila Senna, Conde Só Brega e Lucy Alves. Cada artista trouxe sua identidade e seu repertório, criando uma mistura de ritmos que passeou pelo frevo, pela sofrência, pelo romantismo e pela música nordestina contemporânea. O resultado foi um público conectado do início ao fim, cantando junto, dançando e celebrando cada momento da noite.

Um dos pontos altos da celebração foi o espetáculo de fogos de artifício que marcou oficialmente a chegada de 2026. Durante cerca de dez minutos, o céu de Jaboatão Centro se iluminou com um show de luzes e cores, em uma queima cuidadosamente planejada com fogos de estampido reduzido. A iniciativa reforçou o compromisso da gestão municipal com a inclusão e o respeito, garantindo mais conforto para pets, crianças, idosos e pessoas sensíveis a ruídos intensos.

O prefeito Mano Medeiros destacou que o Réveillon foi pensado para acolher toda a população. Segundo ele, o evento simbolizou não apenas a virada do calendário, mas também um momento de união e renovação. Para o gestor, a festa refletiu o cuidado da administração em oferecer lazer, segurança e bem-estar, sem abrir mão da responsabilidade social.

Entre os momentos mais aplaudidos da noite, a apresentação de Nena Queiroga emocionou o público. A cantora celebrou o reencontro com os jaboatonenses e ressaltou a alegria de participar de uma festa que representa tanto para a cidade. Em seguida, Priscila Senna levou a multidão ao coro coletivo com seus sucessos, enquanto o Conde Só Brega transformou o Centro em um grande karaokê a céu aberto, encerrando 2025 com animação e nostalgia.

No instante simbólico da virada, Lucy Alves subiu ao palco e deu o tom de emoção ao início do novo ano. A artista destacou a força que o Réveillon carrega e a importância de viver esse momento ao lado de um público caloroso, em uma celebração que mistura música, afeto e significado.

Com uma estrutura bem organizada, programação diversa e um espetáculo que uniu entretenimento e sensibilidade social, o Réveillon em Jaboatão Centro reafirmou a tradição de celebrar o Ano Novo com cultura, inclusão e alegria. Assim, o município deu as boas-vindas a 2026 em grande estilo, deixando no ar a sensação de um novo ciclo marcado por esperança e renovação.

HOMEM QUE ESTUPROU E MATOU SOBRINHA É BALEADO E MORRE EM TIROTEIO; SAIBA OS DETALHES

Um homem identificado como Joselmir Miranda Silva, de 33 anos de idade, procurado pelo crime de feminicídio contra a própria sobrinha, ocorrido há 15 dias, foi morto durante um confronto com policiais militares da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) na última quarta-feira (31).

Segundo as autoridades, o tiroteio aconteceu após o suspeito tentar invadir uma residência e abrir fogo contra os militares. De acordo com o Portal Metrópoles, imagens de câmeras de segurança mostram policiais e bombeiros correndo com o suspeito ferido.

Os policiais ainda alegaram que Joselmir foi localizado durante uma perseguição e atingido após agir de forma violenta contra os agentes. O homem é acusado de matar a sobrinha chamada Larissa Amaral, de 28 anos, na casa da vítima em Águas Lindas de Goiás (GO), no Entorno do Distrito Federal, no último dia 14 de dezembro.

Entenda o caso

Larissa foi encontrada nua no quarto da sua própria residência, com o rosto inchado, perfurações, múltiplas mordidas e muito sangue no local. O delegado do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), Vinicius Máximo, confirmou que a vítima sofreu estupro, espancamento e morreu por estragulamento.

Câmeras de segurança capturaram a invasão de Joselmir à residência. Após o crime, o homem de 33 anos de idade ligou para um amigo e confessou: “Fiz besteira”. Na casa, os PMs encontraram taças de vinho, bebidas e camisinhas. O suspeito morto era o marido da tia da vítima.

“ESTOU VENDO UM CAIXÃO”: DECLARAÇÃO DE VIDENTE SOBRE SAÚDE DE BOLSONARO PROVOCA REAÇÃO E ALERTA SOBRE DESINFORMAÇÃO

Uma declaração feita por uma vidente nas redes sociais voltou a acender o debate sobre os limites entre crença pessoal, exposição pública e responsabilidade na divulgação de informações sensíveis. Conhecida como Vó Bahiana, residente em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, a mulher afirmou ter tido supostas “visões espirituais” envolvendo a saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, associando o quadro clínico a práticas místicas e a um possível desfecho fatal.

O conteúdo, divulgado em tom alarmista, rapidamente se espalhou por plataformas digitais e causou forte repercussão entre apoiadores e críticos do ex-presidente. Em vídeo, a vidente diz que estaria “há quatro dias entrando na energia” de Bolsonaro e relata imagens de um caixão, rituais com sangue e a necessidade urgente de orações para evitar o pior. As falas, carregadas de simbolismo e apelo emocional, sugerem uma suposta ação espiritual contínua contra o ex-presidente.

Apesar da repercussão, não há qualquer evidência médica, científica ou institucional que sustente as afirmações. Especialistas e fontes próximas ao ex-presidente reforçam que informações sobre saúde devem ser tratadas exclusivamente com base em laudos médicos e comunicados oficiais, e não por meio de previsões espirituais ou interpretações pessoais. Até o momento, não existe confirmação de agravamento de saúde relacionado a qualquer prática externa, tampouco alertas formais que indiquem risco iminente de morte.

O episódio reacende uma discussão recorrente no ambiente digital: o impacto de declarações sem comprovação em temas sensíveis, como saúde, especialmente quando envolvem figuras públicas. Em um cenário de forte polarização política, conteúdos desse tipo tendem a ganhar tração rapidamente, alimentando medo, especulação e desinformação.

Juristas e comunicadores alertam que a disseminação de boatos ou previsões alarmistas pode gerar consequências sociais e jurídicas, sobretudo quando ultrapassa o campo da crença individual e passa a influenciar a opinião pública. Plataformas digitais, inclusive, têm sido pressionadas a adotar critérios mais rigorosos na moderação de conteúdos que tratam de saúde e risco de morte sem respaldo técnico.

Enquanto isso, o estado de saúde de Jair Bolsonaro segue sendo acompanhado por profissionais da área médica, e qualquer informação oficial permanece restrita a boletins clínicos e manifestações autorizadas. Fora desse campo, declarações como as da vidente permanecem no âmbito da crença pessoal, sem validade factual, mas com potencial de provocar ruído, preocupação e mais um capítulo na já intensa disputa narrativa que cerca o ex-presidente.

COLUNA POLÍTICA | UM ATO QUE CUSTOU A CONSTRUÇÃO DE UMA IMAGEM DE ANOS| NA LUPA 🔎 | POR EDNEY SOUTO

QUANDO A FANTASIA RASGA, A NOMEAÇÃO QUE EXPÔS O RISCO JURÍDICO E O CUSTO ELEITORAL DE JOÃO CAMPOS

O PERSONAGEM MODERNO TROPEÇA NAS VELHAS PRÁTICAS

A nomeação cancelada pela Prefeitura do Recife não foi um detalhe administrativo. Foi um episódio grave que escancarou contradições, abriu brechas jurídicas e colocou em xeque a narrativa que sustenta o projeto político de João Campos. Quando o marketing falha, sobra o ato — e o ato foi profundamente questionável.

A IMAGEM VENDIDA NÃO SUPORTOU O FATO

O DISCURSO BONITO, A FALA ENSAIADA CAIU NA PRIMEIRA PROVA REAL

João Campos construiu sua força política em cima da imagem de gestor técnico, justo e comprometido com regras. A nomeação desmontou esse discurso, mostrando que, na prática, o rigor defendido em público pode ser flexibilizado nos bastidores, algo que o eleitor começa a perceber com mais clareza.

UM ATO ADMINISTRATIVO QUE NASCEU FRÁGIL

SE FOSSE CORRETO, NÃO TERIA CAÍDO EM HORAS

A velocidade do recuo é reveladora. Atos sólidos resistem ao debate público; atos frágeis desmoronam ao primeiro questionamento. O cancelamento relâmpago sugere que a gestão sabia do risco, mas apostou que passaria despercebido — erro de cálculo político grave.

PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS EM RISCO

MORALIDADE E IMPESSOALIDADE NÃO SÃO OPINATIVAS

O debate jurídico é claro: a administração pública é regida por princípios, não por conveniências. Quando há dúvida sobre impessoalidade, moralidade e igualdade de condições, abre-se uma porta perigosa para questionamentos formais, inclusive por órgãos de controle.

IMPRUDÊNCIA ADMINISTRATIVA GERA RESPONSABILIDADE

CANCELAR NÃO BLINDA CONTRA QUESTIONAMENTOS

Revogar um ato não elimina automaticamente seus efeitos jurídicos e políticos. Dependendo da análise, o simples fato da nomeação existir pode sustentar representações, investigações e pedidos de esclarecimento. Improbidade não se mede só pela intenção, mas pelo impacto do ato.

O SILÊNCIO COMO CONFISSÃO POLÍTICA

QUEM NÃO EXPLICA, SE ESCONDE

João Campos preferiu apagar o incêndio sem enfrentar o debate. Não houve coletiva, não houve explicação direta, não houve autocrítica. No campo político, o silêncio não protege; ele reforça a suspeita e amplia o desgaste.

O MARKETING FALHOU ONDE NÃO PODIA

GOVERNAR NÃO É CONTROLAR NARRATIVA

A gestão apostou que o episódio seria resolvido com uma nota fria no Diário Oficial. Esqueceu que o eleitor de hoje acompanha, questiona e conecta fatos. A tentativa de abafar o caso só reforçou a percepção de erro e arrogância administrativa.

O DISCURSO DA MERITOCRACIA DESMORONOU

A REGRA MUDA CONFORME O NOME?

Quando uma gestão defende mérito e igualdade, qualquer exceção precisa ser cristalina. Não foi. A falta de transparência transformou a nomeação em símbolo de privilégio, alimentando a sensação de que as regras são rígidas para uns e flexíveis para outros.

O DESGASTE ULTRAPASSOU A OPOSIÇÃO

A SOCIEDADE ENTROU NO JOGO

O barulho não partiu apenas de adversários políticos. Veio de juristas, servidores, movimentos sociais e cidadãos comuns. Isso é o mais grave: quando o eleitor médio entende que algo está errado, o dano político se multiplica.

O PREÇO ELEITORAL JÁ COMEÇOU A SER COBRADO

A IMAGEM DE “GESTOR PERFEITO” FOI ARRANHADA

Em ano pré-eleitoral permanente, erros desse tipo têm efeito cumulativo. O episódio virou munição, virou símbolo e virou dúvida. Não se trata apenas de um ato, mas do início de um desgaste que pode crescer até 2026.

A FANTASIA NÃO CONVENCE MAIS

O ELEITOR QUER VERDADE, NÃO TEATRO

João Campos não foi condenado, mas foi desmascarado politicamente. O caso mostrou que há distância entre o discurso e a prática. E em política, quando a fantasia rasga, não adianta costurar às pressas: o público já viu o que estava por trás.

O POVO PENSA! A LUPA OBSERVA 


O episódio da nomeação não é pequeno, nem isolado. Ele expõe risco jurídico, fragilidade administrativa e um custo eleitoral real. João Campos segue forte, mas agora carrega uma mancha que não se apaga com marketing.
Na política, errar é humano; insistir no teatro é fatal. Desse jeito!


quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

CONTA DE LUZ: DESCONTO SOCIAL PARA FAMÍLIAS DE BAIXA RENDA PASSOU A VALER NESTA QUINTA

O ano começou com alívio no orçamento de famílias de baixa renda. A partir desta quinta-feira (1º de janeiro), consumidores passam a receber o desconto social na conta de luz.

O chamado “desconto social” é destinado às famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), com renda mensal entre meio e um salário mínimo por pessoa, e que tenham consumo mensal de até 120 kWh. O abatimento varia entre 9% e 18% no valor da fatura, a depender da região do país. O benefício é concedido automaticamente, desde que o cadastro esteja atualizado.

Segundo o Governo Federal, as distribuidoras tiveram até a última quarta-feira (31) para identificar as famílias aptas ao desconto. A expectativa é que as próximas contas já sejam emitidas com o valor reduzido. A medida foi criada para atender famílias que não se enquadraram na nova Tarifa Social de Energia Elétrica, que entrou em vigor em julho do ano passado.

Quem possui renda de até meio salário mínimo por pessoa e consumo mensal de até 80 kWh continua com isenção total na conta de luz. Estimativas do Governo Federal apontam que 17 milhões de famílias são beneficiadas atualmente pela tarifa social, o que representa cerca de 60 milhões de pessoas em todo o país.

Confira quem tem direito à Tarifa Social de Energia Elétrica:

Famílias inscritas no CadÚnico com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa;
Pessoas com deficiência ou idosos (65+) que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e estão inscritos no CadÚnico;
Famílias indígenas e quilombolas cadastradas no CadÚnico;
Famílias do CadÚnico atendidas por sistemas isolados de geração off-grid, ou seja, fora da rede elétrica pública

PREJUÍZO MILIONÁRIO NA MEGA DA VIRADA: BOLÃO DE R$ 13 MILHÕES ACERTA 45 QUINAS, MAS TERMINA COM PERDA SUPERIOR A R$ 12 MILHÕES EM GOIÁS

O sonho de conquistar o maior prêmio da história das loterias brasileiras terminou em frustração e prejuízo milionário para um grupo de apostadores de Cachoeira Dourada, no sul de Goiás. Conhecido nacionalmente pelo volume fora do comum de apostas, o bolão investiu cerca de R$ 13 milhões na Mega da Virada, mirando o prêmio recorde de R$ 1,09 bilhão. Apesar de um desempenho expressivo nas faixas secundárias, o grupo não conseguiu acertar as seis dezenas sorteadas e viu o retorno financeiro ficar muito distante do valor aplicado.

A aposta milionária foi organizada pelo sargento da Polícia Militar Glaciel Andrade, que coordenou uma estratégia ousada e de alto risco. Ao todo, foram registrados 57 jogos de 20 números, cada um custando aproximadamente R$ 232,5 mil. A lógica por trás da operação era simples: ampliar ao máximo as probabilidades de acerto, principalmente nas faixas de quina e quadra, compensando a baixa chance de levar o prêmio principal com um grande volume de premiações intermediárias.

O sorteio da Mega da Virada revelou as dezenas 09, 13, 21, 32, 33 e 59. Nenhuma das apostas do grupo conseguiu cravar os seis números. O prêmio principal acabou sendo dividido entre seis apostas vencedoras de outras regiões do país, deixando os apostadores goianos fora da disputa pelo bilhão.

Mesmo assim, o resultado nas faixas secundárias chamou atenção. Segundo Glaciel Andrade, o bolão acertou nada menos que 45 quinas e cerca de 2 mil quadras. Os valores pagos pela Caixa Econômica Federal foram de R$ 11.931,42 para cada quina e R$ 216,76 para cada quadra. Somadas, as premiações renderam aproximadamente R$ 970 mil ao grupo, valor que, embora elevado para padrões comuns de apostas, se mostrou irrisório diante do investimento milionário realizado.

Na prática, o resultado final escancarou o tamanho do risco assumido. Com um gasto de cerca de R$ 13 milhões e retorno inferior a R$ 1 milhão, o prejuízo ultrapassou a marca de R$ 12 milhões. O caso reacende o debate sobre estratégias de apostas em loterias e evidencia que, mesmo com investimentos altíssimos e cálculos de probabilidade, a Mega-Sena continua sendo um jogo de sorte extrema, no qual nem grandes volumes de dinheiro são capazes de garantir retorno positivo.

O bolão de Cachoeira Dourada entra para a história não como vencedor do prêmio bilionário, mas como um dos exemplos mais emblemáticos de que, na Mega da Virada, o risco pode custar caro — caro demais.

JUIZ QUE ANULOU OPERAÇÃO CONTRA A PREFEITURA DO RECIFE FOI PROMOVIDO UM MÊS ANTES E É PAI DE CANDIDATO BENEFICIADO EM CONCURSO


A anulação da Operação Barriga de Aluguel, que investigava um suposto esquema envolvendo empreiteiras ligadas à gestão do prefeito do Recife, João Campos (PSB), ganhou novos contornos com a revelação de informações adicionais sobre o magistrado responsável pela decisão. O juiz Rildo Vieira da Silva, que arquivou integralmente a investigação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), é pai de Lucas Vieira Silva, candidato nomeado procurador do município após mudança no resultado de um concurso público já homologado há dois anos.

Rildo Vieira da Silva havia sido promovido recentemente da Vara de Carpina para a Vara dos Crimes Contra o Patrimônio Público, promoção ocorrida cerca de um mês antes de assumir o caso de maior repercussão política envolvendo a Prefeitura do Recife. Foi já nessa nova função que ele recebeu, no dia 6 de novembro de 2025, a redistribuição do processo relacionado à Operação Barriga de Aluguel, deflagrada em 14 de agosto de 2025 para apurar suspeitas de corrupção em contratos com empreiteiras na gestão do PSB.

De acordo com seis fontes consultadas pelo Blog, que apresentaram provas documentais mantidas sob sigilo de Justiça, o processo chegou às mãos do magistrado por volta das 16h. Apenas três horas depois, às 19h do mesmo dia, o juiz proferiu decisão anulando toda a operação de busca e apreensão e determinando o arquivamento do caso. As fontes, que afirmam ter checado e rechecado todas as informações, sustentam que o volume do processo era composto por milhares de páginas, o que tornaria praticamente impossível uma análise técnica completa em um intervalo tão curto de tempo.

Mesmo diante desse cenário, a decisão foi tomada de forma definitiva, encerrando a investigação naquele momento. Todos os dados que embasam a apuração jornalística, segundo o autor da matéria, estão sob sua guarda, respeitando o direito constitucional ao sigilo da fonte.

O contexto se torna ainda mais sensível porque, paralelamente à anulação da operação, tramitava na Prefeitura do Recife um pedido administrativo de Lucas Vieira Silva, filho do magistrado, para ser enquadrado como pessoa com deficiência (PcD) no concurso da Procuradoria Municipal realizado em 2022 e homologado desde junho de 2023. A aceitação do pedido resultou na alteração do resultado final do certame, com a retirada de um candidato PcD que havia obtido legitimamente a vaga, abrindo caminho para a nomeação de Lucas como procurador judicial do município.

A combinação desses fatos — a promoção recente do juiz para a vara especializada, a rapidez inédita na anulação de uma operação de grande porte e o benefício direto a um familiar em decisão administrativa da gestão municipal investigada — alimenta questionamentos sobre possível conflito de interesses e tráfico de influência. Para críticos, o caso expõe fragilidades institucionais e lança dúvidas sobre a separação entre decisões judiciais, atos administrativos e interesses pessoais no âmbito do poder público.

Enquanto isso, a Operação Barriga de Aluguel permanece arquivada, e as investigações sobre contratos da Prefeitura do Recife seguem paralisadas, mantendo em aberto uma série de perguntas que continuam sem resposta e que repercutem fortemente no cenário político e jurídico de Pernambuco.


Informações do Blog Manuel Medeiros