segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

PERNAMBUCO VIRA A CHAVE DO SISTEMA PRISIONAL E INAUGURA UMA NOVA ERA DE DIGNIDADE, SEGURANÇA E RESPONSABILIDADE


O ano de 2025 ficará marcado como um divisor de águas na história do sistema prisional de Pernambuco. Após décadas de abandono, improviso e estruturas que já não atendiam a nenhum parâmetro mínimo de dignidade humana ou segurança pública, o Estado decidiu romper definitivamente com o passado. A demolição da Penitenciária Professor Barreto Campelo, na Ilha de Itamaracá, no Litoral Norte, tornou-se o símbolo mais forte desse novo momento. Mais do que derrubar paredes, o governo estadual encerrou um ciclo de negligência que expunha detentos, servidores e a sociedade a riscos permanentes.

Conhecida por sua precariedade, superlotação e condições sub-humanas, a antiga unidade representava um modelo falido, incompatível com qualquer política séria de segurança pública. Ao colocá-la no chão, Pernambuco enviou um recado claro: não há mais espaço para estruturas indignas, inseguras e ultrapassadas. O gesto carrega peso político, institucional e simbólico, marcando o início de uma virada estrutural no enfrentamento do problema prisional.

Com a chegada de 2026, o Estado entra em um novo ciclo, agora pautado por planejamento, responsabilidade e decisão. Estão em construção 5.754 novas vagas no sistema prisional, um salto histórico que redefine o patamar da política penitenciária pernambucana. As novas unidades, localizadas em Araçoiaba e Itaquitinga, além da ampliação do complexo de Caruaru, seguem um padrão moderno, com foco em segurança, controle, dignidade e melhores condições de trabalho para os profissionais do sistema.

A dimensão dessa mudança se torna ainda mais evidente quando comparada ao passado recente. Entre 2015 e 2022, período marcado por crises sucessivas no sistema, foram abertas pouco mais de 1.800 vagas em todo o Estado. Agora, em um único ciclo de investimentos, Pernambuco mais que triplica esse número, atacando a raiz do problema e enfrentando de forma concreta a superlotação carcerária, um dos principais fatores de instabilidade e violência.

A iniciativa integra o programa Juntos pela Segurança, eixo central da política estadual de enfrentamento à criminalidade. Ao investir na reestruturação do sistema prisional, o governo reconhece que segurança pública não se faz apenas com policiamento ostensivo, mas também com unidades prisionais capazes de cumprir seu papel legal, garantir direitos básicos e evitar que o cárcere se transforme em escolas do crime.

Para a governadora Raquel Lyra, 2025 foi o ano de “virar a chave”. Um período de decisões duras, enfrentamento de problemas históricos e rompimento com práticas que apenas empurravam a crise para frente. Já 2026 surge como o ano da consolidação desse novo caminho, no qual o Estado assume protagonismo, planeja a longo prazo e entrega resultados concretos à população.

Ao substituir ruínas por estruturas modernas, Pernambuco não apenas amplia vagas, mas redefine sua postura diante de um dos temas mais sensíveis da gestão pública. A mensagem é direta: o futuro da segurança passa por coragem política, investimentos estruturantes e compromisso com a sociedade. E, como resumiu a governadora, é hora de seguir em frente, sem hesitação. “Vamos pra cima”.

📸: Janaína Pepeu

PERNAMBUCO VIRA A CHAVE DO SISTEMA PRISIONAL E INAUGURA UMA NOVA ERA DE DIGNIDADE, SEGURANÇA E RESPONSABILIDADE


O ano de 2025 ficará marcado como um divisor de águas na história do sistema prisional de Pernambuco. Após décadas de abandono, improviso e estruturas que já não atendiam a nenhum parâmetro mínimo de dignidade humana ou segurança pública, o Estado decidiu romper definitivamente com o passado. A demolição da Penitenciária Professor Barreto Campelo, na Ilha de Itamaracá, no Litoral Norte, tornou-se o símbolo mais forte desse novo momento. Mais do que derrubar paredes, o governo estadual encerrou um ciclo de negligência que expunha detentos, servidores e a sociedade a riscos permanentes.

Conhecida por sua precariedade, superlotação e condições sub-humanas, a antiga unidade representava um modelo falido, incompatível com qualquer política séria de segurança pública. Ao colocá-la no chão, Pernambuco enviou um recado claro: não há mais espaço para estruturas indignas, inseguras e ultrapassadas. O gesto carrega peso político, institucional e simbólico, marcando o início de uma virada estrutural no enfrentamento do problema prisional.

Com a chegada de 2026, o Estado entra em um novo ciclo, agora pautado por planejamento, responsabilidade e decisão. Estão em construção 5.754 novas vagas no sistema prisional, um salto histórico que redefine o patamar da política penitenciária pernambucana. As novas unidades, localizadas em Araçoiaba e Itaquitinga, além da ampliação do complexo de Caruaru, seguem um padrão moderno, com foco em segurança, controle, dignidade e melhores condições de trabalho para os profissionais do sistema.

A dimensão dessa mudança se torna ainda mais evidente quando comparada ao passado recente. Entre 2015 e 2022, período marcado por crises sucessivas no sistema, foram abertas pouco mais de 1.800 vagas em todo o Estado. Agora, em um único ciclo de investimentos, Pernambuco mais que triplica esse número, atacando a raiz do problema e enfrentando de forma concreta a superlotação carcerária, um dos principais fatores de instabilidade e violência.

A iniciativa integra o programa Juntos pela Segurança, eixo central da política estadual de enfrentamento à criminalidade. Ao investir na reestruturação do sistema prisional, o governo reconhece que segurança pública não se faz apenas com policiamento ostensivo, mas também com unidades prisionais capazes de cumprir seu papel legal, garantir direitos básicos e evitar que o cárcere se transforme em escolas do crime.

Para a governadora Raquel Lyra, 2025 foi o ano de “virar a chave”. Um período de decisões duras, enfrentamento de problemas históricos e rompimento com práticas que apenas empurravam a crise para frente. Já 2026 surge como o ano da consolidação desse novo caminho, no qual o Estado assume protagonismo, planeja a longo prazo e entrega resultados concretos à população.

Ao substituir ruínas por estruturas modernas, Pernambuco não apenas amplia vagas, mas redefine sua postura diante de um dos temas mais sensíveis da gestão pública. A mensagem é direta: o futuro da segurança passa por coragem política, investimentos estruturantes e compromisso com a sociedade. E, como resumiu a governadora, é hora de seguir em frente, sem hesitação. “Vamos pra cima”.

📸: Janaína Pepeu

HRDM APRESENTA CRESCIMENTO EXPRESSIVO NOS ATENDIMENTOS E EXAMES NOS ÚLTIMOS ANOS

Balanço da unidade apresenta dados comparativos de 2023 a 2025
O Hospital Regional Dom Moura (HRDM) registrou um crescimento significativo nos atendimentos e procedimentos realizados entre os anos de 2023 e 2025, refletindo os investimentos estruturais, ampliação de serviços e fortalecimento da assistência à população do Agreste Meridional.

Na área obstétrica, o crescimento ocorreu de forma contínua ao longo dos três anos. Em 2023, o HRDM realizou 480 partos normais. Em 2024, esse número chegou a 475, mantendo estabilidade, e em 2025 houve um salto significativo para 942 partos, representando um crescimento de aproximadamente 98% em relação a 2024 e 96% em relação a 2023. Já os partos cirúrgicos passaram de 295 em 2023 para 236 em 2024, e alcançaram 463 em 2025, o que representa um aumento de cerca de 96% em relação a 2024 e 57% em relação a 2023.

Os atendimentos no Centro de Saúde apresentaram crescimento gradual. Em 2023, foram registrados 17.695 atendimentos. Em 2024, o número subiu para 19.213, um aumento de aproximadamente 9%. Em 2025, foram 19.303 atendimentos, mantendo estabilidade, com crescimento discreto de 0,4% em relação a 2024 e cerca de 9% em relação a 2023.

No laboratório, o avanço foi consistente. Em 2023, foram realizados 171.821 exames laboratoriais. Em 2024, esse total subiu para 186.450, representando um crescimento de aproximadamente 8,5%. Já em 2025, o número alcançou 230.231 exames, um aumento de cerca de 23% em relação a 2024 e 34% em relação a 2023.

O maior destaque foram os exames de tomografia. Em 2023, o HRDM realizou apenas 181 exames. Em 2024, com a inauguração do Centro de Imagens e aquisição de um tomógrafo de última geração, esse número saltou para 1.021, representando um crescimento de aproximadamente 464%. Já em 2025, o hospital realizou 8.055 tomografias, um aumento de mais de 600% em relação a 2024, e superiores a 4.300% quando comparado a 2023, refletindo a ampliação do acesso e a consolidação do serviço de diagnóstico por imagem.

Em relação aos exames de eletrocardiograma (ECG), os dados mostram um panorama de estabilidade. Em 2023, foram realizados 9.392 exames. Em 2024, esse quantitativo sofreu uma variação e apresentou uma queda, contabilizando 7.383, porém em 2025, o hospital voltou a registrar a tendência de elevação voltando ao patamar de 9 mil exames (9.386), praticamente igualando o patamar de 2023, com crescimento de aproximadamente 27% em relação a 2024.

Para o diretor geral do HRDM, Walter Mendonça, os números refletem um trabalho contínuo de fortalecimento da assistência. "Esses dados mostram o quanto o Hospital Regional Dom Moura avançou nos últimos anos. Investimos em estrutura, equipamentos, pessoas e processos, sempre com o apoio do Governo do Estado de Pernambuco, para garantir um atendimento mais resolutivo, seguro e humanizado à população que depende do SUS, afirmou.

Já a gerente administrativa, Maria Edilza, destaca que o crescimento é fruto de planejamento e gestão eficiente. "Esse balanço demonstra que os investimentos realizados estão sendo traduzidos em mais acesso, mais exames e mais qualidade na assistência. Trabalhamos com responsabilidade, planejamento e foco no usuário, garantindo que cada recurso aplicado gere impacto direto no cuidado com o paciente”.

Assessoria de Comunicação Hospital Regional Dom Moura

POLICIAL MILITAR RECÉM-FORMADA QUE MORREU EM COLISÃO NO RECIFE SERÁ SEPULTADA NO SERTÃO

A madrugada desta segunda-feira (12) foi marcada por dor, comoção e luto para a Polícia Militar de Pernambuco e para familiares e amigos da soldado Leidy Emily, de apenas 28 anos. Recém-formada na corporação e lotada no 12º Batalhão, a jovem policial perdeu a vida após um grave acidente de trânsito ocorrido na Zona Oeste do Recife, enquanto cumpria seu dever e seguia em deslocamento para uma operação policial.

Após a liberação do corpo pelo Instituto de Medicina Legal (IML), no bairro de Santo Amaro, no centro da capital pernambucana, ainda pela manhã, Leidy Emily seguiu para a cidade de Triunfo, no Sertão do Pajeú, onde será sepultada. Segundo informações repassadas pela funerária Eterno Descanso, responsável pelos procedimentos fúnebres, o velório e o sepultamento estão marcados para esta terça-feira (13), às 16h, em clima de profunda comoção no município sertanejo.

O acidente aconteceu por volta das 2h43, no cruzamento das ruas São Miguel e Quitério Inácio de Melo, no bairro de Afogados. A viatura da Polícia Militar, um veículo modelo Duster, colidiu violentamente com um automóvel Spin no momento em que a equipe se deslocava para uma ação na Avenida Caxangá, uma das principais vias da Zona Oeste do Recife. O impacto foi intenso, resultando na morte imediata da policial.

Leidy Emily estava no início de sua trajetória profissional, carregando o sonho de servir à sociedade e construir uma carreira na segurança pública. A morte precoce interrompe não apenas um projeto de vida, mas também o futuro de uma policial que havia acabado de ingressar oficialmente na corporação, simbolizando a renovação de quadros da PM pernambucana.

O condutor da viatura, o policial militar Renan Farias, ficou ferido e precisou ser retirado do veículo pelas equipes do Corpo de Bombeiros. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital da Restauração, no bairro do Derby, onde recebeu atendimento médico. Seu estado de saúde não foi detalhado, mas ele permanece sob cuidados hospitalares. Já o motorista do veículo Spin envolvido na colisão sofreu apenas ferimentos leves e recusou atendimento médico no local.

A morte de Leidy Emily reacende o debate sobre os riscos enfrentados diariamente por profissionais da segurança pública, mesmo fora de confrontos diretos com a criminalidade. Em deslocamentos, operações e atendimentos de rotina, policiais estão constantemente expostos a situações de perigo, muitas vezes invisíveis para a sociedade.

Em Triunfo, cidade conhecida pelo clima ameno e pela forte identidade cultural, o sepultamento da policial promete reunir familiares, amigos, colegas de farda e moradores consternados pela perda. O sentimento é de tristeza profunda e indignação diante de uma vida ceifada tão cedo, em pleno exercício da função.

A Polícia Militar de Pernambuco deve prestar homenagens à soldado, reconhecendo sua dedicação, ainda que breve, à corporação e ao serviço público. Leidy Emily passa a integrar a dolorosa lista de agentes de segurança que perderam a vida em serviço, deixando um legado de coragem, compromisso e amor à profissão.

VINICIUS LABANCA VOLTA AO TABULEIRO CENTRAL DA POLÍTICA PERNAMBUCANA

A política de Pernambuco tem assistido, nos últimos meses, a um movimento silencioso, porém consistente, de reposicionamento de peças estratégicas no tabuleiro estadual. Entre elas, poucas chamam tanta atenção quanto Vinicius Labanca. Com trajetória que combina experiência legislativa, gestão municipal e articulação partidária, o prefeito de São Lourenço da Mata reaparece como um dos nomes mais influentes do PSB fora da capital, em um momento em que o partido redesenha seus rumos para o ciclo eleitoral que se aproxima.

Deputado estadual por dois mandatos consecutivos entre 2011 e 2018, Labanca construiu na Assembleia Legislativa uma base sólida de relacionamento político e conhecimento institucional. A vitória para a Prefeitura de São Lourenço da Mata, em 2020, marcou não apenas seu retorno ao Executivo, mas também um novo patamar de visibilidade. Desde 2021 no comando do município, ele passou a ser visto como um gestor com capacidade de diálogo regional e trânsito fluido entre diferentes correntes do PSB, atributo cada vez mais valorizado em um cenário de disputas internas e reorganização partidária.

Esse protagonismo é potencializado pela relação próxima e direta com o prefeito do Recife, João Campos. Nos bastidores, Vinicius atua como aliado estratégico, interlocutor frequente e operador político em pautas que extrapolam os limites de São Lourenço da Mata. A sintonia entre os dois não é casual e remete a um enredo já conhecido na história recente do socialismo pernambucano. Assim como Ettore Labanca, pai de Vinicius, foi peça-chave na construção política que levou Eduardo Campos ao Palácio do Campo das Princesas, agora é o filho quem surge como articulador de confiança em um novo ciclo geracional do partido.

A Região Metropolitana do Recife, onde Vinicius mantém sua principal base eleitoral, é hoje um dos territórios mais disputados da política estadual. Ter influência consolidada nesse espaço significa força eleitoral, capacidade de mobilização e peso decisivo nas composições futuras. É justamente nesse ponto que o nome de Labanca volta a circular com intensidade nos corredores do poder, alimentando expectativas sobre seus próximos passos.

A possibilidade de uma candidatura à Assembleia Legislativa de Pernambuco em 2026 ganhou corpo entre lideranças do PSB e aliados próximos. Para isso, seria necessária a renúncia ao mandato de prefeito até abril deste ano, uma decisão que exige cálculo preciso, leitura do cenário e avaliação dos riscos. Caso opte por esse caminho e confirme retorno à Alepe, Vinicius Labanca ampliaria ainda mais sua influência política, reforçando a base metropolitana do PSB e se consolidando como peça-chave na sustentação de um eventual governo estadual liderado por João Campos.

Mais do que um simples retorno à cena, o momento vivido por Vinicius Labanca simboliza a renovação com continuidade dentro do PSB pernambucano. Experiência herdada, protagonismo construído e articulação estratégica se combinam em um personagem que volta ao centro do jogo, não como coadjuvante, mas como um dos nomes capazes de influenciar os rumos da política estadual nos próximos anos.

CARUARU REAGE À ESCALADA DA VIOLÊNCIA DE GÊNERO E TRANSFORMA POLÍTICA PÚBLICA EM AÇÃO CONCRETA DE PROTEÇÃO ÀS MULHERES

Em meio ao avanço preocupante dos índices de feminicídio em Pernambuco e no Brasil, Caruaru tem buscado se diferenciar não apenas pelo discurso, mas pela adoção de medidas práticas e integradas no enfrentamento à violência contra a mulher. Por meio da Secretaria da Mulher (SEMU), o município intensificou ações de prevenção, acolhimento e responsabilização, reforçando uma rede de proteção que atua antes, durante e após a violência.

Embora cinco casos de feminicídio tenham sido registrados em 2025, com o último confirmado em setembro, a resposta do poder público e das forças de segurança foi imediata em todos eles. O dado, ainda que doloroso, evidencia a necessidade de políticas contínuas e estruturadas, capazes de atuar de forma preventiva e reduzir riscos antes que a violência chegue ao seu desfecho mais extremo.

A secretária da Mulher, Luana Marabuco, destaca que o enfrentamento à violência de gênero em Caruaru não se limita à sua pasta. Segundo ela, o compromisso da gestão municipal é transversal e envolve diversas secretarias, com foco não apenas na repressão à violência, mas também no cuidado integral com as mulheres. “A nossa gestão tem compromisso com a vida das mulheres, ampliando as ações em todas as secretarias do município e não só na Secretaria da Mulher, que, além do enfrentamento à violência, ainda atua no foco do cuidado, da cidadania, da autonomia econômica e da saúde da mulher”, afirmou.

Os números reforçam o avanço dessa política pública. Em 2025, o Centro de Referência da Mulher Maria Neuma (CRM) realizou 6.173 atendimentos, superando os 5.606 registrados em 2024. O crescimento reflete tanto o fortalecimento da rede quanto a maior confiança das mulheres nos serviços oferecidos pelo município, que envolvem atendimento psicológico, social e jurídico.

Na área da educação, a prevenção tem sido trabalhada desde cedo. O projeto Maria da Penha Vai às Escolas alcançou 3.008 estudantes em 39 unidades da rede municipal ao longo do ano, levando informação e conscientização sobre direitos, respeito e enfrentamento à violência doméstica. A iniciativa vem se consolidando como uma das principais estratégias de mudança cultural, ao dialogar diretamente com crianças e adolescentes.

Outro indicador relevante foi o salto nas formações sociopolíticas promovidas pela SEMU. Em 2025, 4.704 pessoas participaram dessas atividades, um número mais de três vezes superior ao registrado no ano anterior, ampliando o alcance do debate sobre igualdade de gênero, cidadania e combate à violência.

Além das ações educativas e de acolhimento, o município também investiu em iniciativas de mobilização e fortalecimento da autonomia feminina. Atividades como aulões de defesa pessoal, a realização da 4ª Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres, que reuniu 462 participantes, e o I Congresso do Agreste de Enfrentamento à Violência de Gênero, com 783 inscritos e 87 trabalhos apresentados, posicionaram Caruaru como referência regional no debate e na formulação de políticas públicas para as mulheres.

Um dos maiores avanços institucionais, no entanto, está na articulação com o Judiciário. Implantado em 2024, o Núcleo Integrado dos Oficiais de Justiça (NIOJ) tornou-se um diferencial da política municipal de enfrentamento à violência doméstica. A iniciativa, pioneira em Pernambuco, garante maior agilidade no cumprimento das Medidas Protetivas de Urgência, contando com oficiais de justiça dedicados exclusivamente aos casos de violência contra a mulher. O núcleo atua diretamente na Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Caruaru, reduzindo o tempo de resposta e ampliando a segurança das vítimas.

A experiência exitosa já ultrapassou os limites do município e se tornou referência para outras regiões. O modelo do NIOJ será replicado na Região Metropolitana do Recife, consolidando Caruaru como exemplo de como políticas públicas bem estruturadas podem salvar vidas.

Diante de um cenário nacional alarmante, o município aposta na integração entre prevenção, acolhimento, educação e justiça como caminho para enfrentar a violência de gênero. Em Caruaru, a política pública deixa de ser promessa e se transforma em ação contínua, com foco na proteção, na dignidade e no direito das mulheres à vida.

NEIDE REINO DEIXA A CODEAM DE CABEÇA ERGUIDA E COM A CONSCIÊNCIA DO DEVER CUMPRIDO APÓS INTERFERÊNCIAS POLÍTICAS

A saída de Neide Reino da Secretaria Executiva da CODEAM não encerra apenas um ciclo administrativo, mas revela os bastidores de um episódio marcado por interferências políticas e pela ruptura de uma tradição histórica de convivência democrática dentro da entidade que representa os municípios do Agreste Meridional. Com um discurso firme, sereno e carregado de simbologia política, Neide deixa o cargo reafirmando valores, trajetória e a certeza de que cumpriu integralmente sua missão institucional.

Ao longo dos anos, a CODEAM consolidou-se como um espaço plural, onde prefeitos e ex-prefeitos, independentemente de posição política em suas bases eleitorais, sempre encontraram respeito, autonomia e liberdade para exercer suas funções. A própria Secretaria Executiva, até então, era ocupada por ex-gestores que, mesmo atuando como oposição em seus municípios, jamais sofreram qualquer tipo de constrangimento ou pressão. Esse equilíbrio, segundo Neide Reino, foi quebrado.

A ex-secretária relata que sua saída ocorreu por exigência direta do prefeito de Capoeiras, em um movimento que destoou do histórico institucional da entidade. A comunicação da demissão aconteceu no dia 24 de novembro, mas o desligamento oficial só foi efetivado em 5 de dezembro. Antes mesmo que sua família fosse informada formalmente, o episódio já havia sido comemorado e divulgado em blogs locais, ganhando repercussão regional e evidenciando o caráter político da decisão.

Neide faz questão de ressaltar que seu vínculo com a CODEAM era regido pela CLT e que não havia qualquer impedimento legal para sua permanência no cargo. Para ela, a exoneração não teve motivação administrativa ou técnica, mas foi fruto de interesses políticos e de disputas de poder que se sobrepuseram ao espírito municipalista que sempre norteou a instituição.

Com uma trajetória política sólida, Neide Reino não se coloca apenas como personagem do episódio, mas como herdeira e protagonista de uma história que atravessa mais de cinco décadas da política de Capoeiras. Filha de Manoel Reino, ex-vereador, ex-vice-prefeito e ex-prefeito por dois mandatos, integrante de uma família que também teve Neném de Olegário como vereador e prefeito, Neide construiu sua própria caminhada com dois mandatos de prefeita e dois de presidente da própria CODEAM. Uma trajetória que, segundo ela, fala por si e dispensa discursos defensivos.

Mesmo diante da forma como se deu sua saída, Neide adota um tom de firmeza e dignidade. Afirma seguir na luta, com a consciência tranquila e a convicção de que cumpriu seu dever público com responsabilidade, ética e compromisso com os municípios do Agreste Meridional. Em sua despedida, faz questão de agradecer a confiança recebida durante sua passagem pela CODEAM, destacando o apoio de Nogueira e de todos os funcionários da casa.

A saída de Neide Reino, mais do que um ato administrativo, expõe tensões políticas internas e reacende o debate sobre a autonomia das entidades municipalistas diante de pressões externas. Para Neide, no entanto, o episódio não representa derrota, mas a reafirmação de uma postura: a de quem sai de cabeça erguida, com a história preservada e a consciência limpa de quem sempre colocou o interesse público acima de disputas menores.

ÁLVARO PORTO DESPONTA COMO NOME FORTE PARA VICE DE JOÃO CAMPOS NA CAMPANHA PELO GOVERNO DE PERNAMBUCO EM 2026

A sucessão eleitoral de 2026 em Pernambuco começa a ganhar contornos mais definidos nos bastidores da política local, e um nome que cresce em relevância no projeto liderado pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB), é o do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto (PSDB). Porto, que hoje ocupa a presidência do Legislativo estadual e cumpre seu terceiro mandato como deputado estadual, figura como uma das principais alternativas para compor a chapa majoritária como candidato a vice-governador, após o afastamento de outras possíveis escolhas para a vaga.

A articulação política em torno de Porto não é casual: aliado desde o início da trajetória política de Campos, ele incorpora uma combinação de experiência administrativa — incluindo sua passagem pela Prefeitura de Canhotinho como gestor municipal — e habilidade de diálogo com diferentes lideranças políticas do estado, algo valorizado em um cenário eleitoral cada vez mais competitivo. Sua atuação à frente da Alepe, onde tem protagonizado posições firmes frente ao Executivo estadual, como no recente imbróglio em torno da Lei Orçamentária Anual de 2026, em que a Casa que preside rejeitou mensagens do Governo e reagendou a tramitação da proposta legislativa, revela seu protagonismo político e capacidade de articulação institucional. 

Além dessas questões de política institucional, o movimento em direção à sua indicação para a vaga de vice-governador ocorre em um momento no qual João Campos figura como nome dominante nas pesquisas de intenção de voto para o Governo de Pernambuco. Levantamentos recentes indicam uma liderança consolidada — com índices robustos acima de 50% em cenários estimulados — enquanto a atual governadora, Raquel Lyra (PSD), aparece em segundo lugar em várias simulações eleitorais. 

Para os estrategistas da base de apoio a Campos, a escolha de Porto pode atender a duas frentes simultâneas: por um lado, transmite equilíbrio político para a chapa, mesclando juventude e renovação com experiência governamental e legislativa; por outro, busca consolidar alianças mais amplas em setores do espectro partidário do centro e da centro-direita, especialmente no contexto de um PSDB que busca reconfigurar sua relevância no estado a partir de sua representação na Alepe.

Nos corredores da política pernambucana, o nome de Porto ganha menções cada vez mais frequentes em conversas sobre composição de palanques, encontros partidários e costuras com lideranças municipais — fundamentais em um estado onde as alianças locais podem influenciar o desempenho nas urnas de outubro de 2026. A definição formal da chapa, entretanto, ainda segue em construção, com líderes aliados aguardando o momento oportuno para anunciar oficialmente a vice-candidatura.

Em síntese, a presença de Álvaro Porto como possível vice-governador representa não apenas uma jogada de equilíbrio político, mas também uma tentativa de fortalecer um projeto que busca união partidária e amplitudes eleitorais em um pleito considerado crucial para o futuro político de Pernambuco.