terça-feira, 20 de janeiro de 2026

RACHA POLÍTICO NO AGRESTE: ALLYSON DIAS ROMPE COM JULIANA DE CHAPARRAL E DECLARA APOIO A RICARDO TEOBALDO

O empresário Allyson Dias, que disputou a Prefeitura de Taquaritinga do Norte nas últimas eleições municipais, tornou público nesta semana um rompimento político com a prefeita de Casinhas e pré-candidata a deputada federal, Juliana de Chaparral (União Brasil). A decisão marca uma mudança significativa no tabuleiro político regional e vem acompanhada da oficialização de seu apoio à pré-candidatura do deputado federal Ricardo Teobaldo (Podemos) à Câmara Federal nas eleições de 2026.

A declaração de Allyson Dias também serviu para esclarecer um episódio recente que gerou repercussão nos bastidores da política local, envolvendo integrantes do grupo Calabar. O empresário explicou que apareceu em uma fotografia na qual a maioria do grupo manifestava apoio a Juliana de Chaparral, mas ressaltou que a imagem foi registrada durante um encontro no gabinete do deputado estadual Diogo Moraes (PSDB). Segundo ele, naquele momento ainda não havia uma definição sobre seu posicionamento político, razão pela qual teria solicitado que a foto não fosse divulgada antes de uma decisão oficial. O pedido, no entanto, não foi atendido, o que acabou gerando interpretações equivocadas sobre seu alinhamento.

Ao detalhar os motivos que o levaram a seguir outro caminho, Allyson relembrou que o nome de Ricardo Teobaldo foi apresentado inicialmente pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, durante uma reunião realizada na residência de Lero, figura conhecida no meio político regional. Apesar de a maior parte do grupo ter optado por apoiar Juliana de Chaparral, o empresário afirmou que decidiu agir de acordo com suas próprias convicções políticas e com a avaliação do histórico dos pré-candidatos.

De acordo com Allyson Dias, a escolha por Ricardo Teobaldo foi construída a partir da atuação do deputado em Taquaritinga do Norte, destacando ações concretas, atenção constante às demandas locais e a postura de diálogo permanente. O empresário ressaltou ainda a abertura demonstrada por Teobaldo ao longo dos últimos anos, o que, segundo ele, pesou de forma decisiva para a consolidação do apoio.

No campo estadual, Allyson também deixou claro que manterá seu alinhamento com o deputado Diogo Moraes, reafirmando apoio à reeleição do parlamentar pelo PSDB. A sinalização reforça a estratégia do empresário de atuar em diferentes frentes nas eleições de 2026, buscando consolidar alianças que, em sua avaliação, representem resultados práticos para Taquaritinga do Norte e para o Agreste pernambucano.

O movimento de Allyson Dias evidencia que o cenário político da região segue em intensa movimentação, com realinhamentos e disputas que tendem a se intensificar à medida que o calendário eleitoral avança.

BALCÃO DE DIREITOS LEVA CIDADANIA A RMR

O Balcão de Direitos, da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência de Pernambuco (SJDH), participou, na última quinta-feira (15), de uma ação itinerante no município do Cabo de Santo Agostinho. A atividade foi realizada na Escola de Referência em Ensino Médio Luísa Guerra e contabilizou 140 atendimentos, garantindo acesso a serviços essenciais de cidadania para a população.

A iniciativa oferece atendimento gratuito para a regularização da documentação civil básica, como emissão de certidões de nascimento, casamento e óbito, registro tardio e orientações para retificações de documentos, contribuindo diretamente para a inclusão social e o exercício pleno de direitos.

Já nesta sexta-feira (16), o Balcão de Direitos marcou presença na Caravana da Juventude, ação promovida pela Secretaria da Criança e da Juventude de Pernambuco, realizada na Escola Municipal Imaculada Conceição, em Camaragibe. Ao todo, foram realizados 124 atendimentos, em mais uma ação de sucesso, reforçando o trabalho integrado entre as secretarias estaduais.

Dando continuidade às ações itinerantes, no sábado (17), o Balcão de Direitos esteve presente com o Balcão Itinerante na Paróquia São Sebastião, localizada na Avenida Norte Miguel Arraes de Alencar, no Recife. A iniciativa contabilizou 96 atendimentos, ampliando o acesso da população aos serviços de cidadania e fortalecendo a presença do Estado nos territórios.

Para a secretária de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência, Joanna Figueirêdo, as ações refletem uma das diretrizes da gestão estadual. “A governadora Raquel Lyra tem orientado que os serviços públicos estejam cada vez mais próximos das pessoas. O Balcão de Direitos cumpre esse papel ao levar cidadania, dignidade e acesso a direitos fundamentais diretamente aos territórios”, afirmou.

A secretária executiva de Direitos Humanos, Fernanda Chagas, também destacou a importância das iniciativas. “Estar presente nas comunidades, escolas e ações intersetoriais, como a Caravana da Juventude, fortalece a rede de proteção e garante que os direitos cheguem de forma concreta à vida das pessoas”, ressaltou.


  Foto: Charlles Arthur/SJDH  

MINISTROS DE LULA DEFENDEM PRISÃO DOMICILIAR PARA BOLSONARO E COBRAM “COERÊNCIA” DO STF

Nos bastidores do Palácio do Planalto, um debate sensível e politicamente delicado tem ganhado força entre integrantes do primeiro escalão do governo Lula. Em conversas reservadas, ao menos três ministros ouvidos pelo portal Metrópoles passaram a defender que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorize que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpra eventual pena em regime de prisão domiciliar. A avaliação, segundo esses auxiliares, estaria ancorada no princípio da coerência adotado pela Corte em decisões recentes envolvendo ex-chefes do Executivo.

De acordo com os relatos colhidos de forma anônima, os ministros avaliam que, diante do tratamento concedido ao ex-presidente Fernando Collor de Mello, não haveria justificativa para negar a Bolsonaro o mesmo benefício. A comparação entre os dois casos tem sido recorrente nas discussões internas do governo, especialmente após decisões judiciais que permitiram a Collor cumprir pena em casa, levando em consideração fatores como idade, saúde e a própria condição de ex-presidente da República.

“Por que o Collor está em casa e ele não? Precisa ter coerência”, afirmou, sob reserva, um ministro influente que mantém despachos frequentes com o presidente Lula. Para esse auxiliar, a adoção de critérios distintos em situações semelhantes poderia alimentar críticas ao Judiciário e aprofundar a polarização política no país, já bastante acentuada desde o fim do último mandato presidencial.

Outro ministro ouvido pela reportagem ressaltou que o cargo ocupado por Bolsonaro no passado deveria, por si só, ser levado em conta em eventual definição do regime de cumprimento de pena. “O cara é ex-presidente, tem que ter algum grau de diferenciação mesmo”, avaliou o auxiliar, destacando que essa lógica já foi aplicada em outras situações envolvendo ex-mandatários e autoridades de alto escalão.

As conversas, segundo os relatos, não representam uma posição oficial do governo federal, nem foram formalmente levadas ao STF. Tratam-se, ainda, de avaliações internas, feitas em caráter reservado, que refletem preocupações políticas e institucionais de membros do governo sobre os desdobramentos jurídicos envolvendo o ex-presidente. A defesa da prisão domiciliar, nesses diálogos, aparece como uma tentativa de reduzir tensões e evitar que decisões judiciais sejam interpretadas como seletivas ou motivadas por disputas políticas.

Embora o tema seja tratado com cautela no Planalto, a simples existência dessas discussões evidencia a complexidade do momento político e jurídico vivido pelo país. O futuro de Jair Bolsonaro no âmbito judicial segue sob análise do Supremo Tribunal Federal, enquanto, nos bastidores do poder, aliados de Lula ponderam os impactos de cada decisão, tanto para a estabilidade institucional quanto para a narrativa política que se constrói em torno dos principais protagonistas da cena nacional.

RAQUEL LYRA INTENSIFICA AÇÕES NO AGRESTE E ENTREGA OBRAS QUE GARANTEM ÁGUA E COMIDA NA MESA DE MILHARES DE PERNAMBUCANOS

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, cumpre nesta terça-feira (20) uma agenda estratégica no Agreste pernambucano, reforçando o compromisso do Governo do Estado com o municipalismo, o enfrentamento à escassez hídrica e o combate à insegurança alimentar. As ações contemplam desde o diálogo direto com os prefeitos até a entrega de obras estruturantes que impactam diretamente a vida da população.

O dia começa em Gravatá, onde a chefe do Executivo estadual participa, às 10h30, da assembleia extraordinária da Associação Municipalista de Pernambuco (AMUPE). O encontro reúne gestores de todas as regiões do estado e se consolida como um espaço de articulação política e institucional, fortalecendo a parceria entre o Governo de Pernambuco e os municípios. A presença da governadora reforça a política de aproximação com os prefeitos, considerada peça-chave para a execução de programas e investimentos nos territórios.

Já no período da tarde, às 14h, Raquel Lyra segue para o município de Bezerros, onde entrega mais um trecho da Adutora do Agreste, uma das maiores e mais importantes obras hídricas do Nordeste. O trecho inaugurado corresponde ao Lote 5B, que liga Caruaru a Gravatá, passando por Bezerros, onde a água é tratada. A intervenção vai assegurar abastecimento diário para cerca de 65 mil pernambucanos, representando um avanço significativo na garantia do direito à água em uma região historicamente castigada pela irregularidade no fornecimento.

A entrega do novo trecho da Adutora simboliza um passo concreto na redução da dependência de rodízios e carros-pipa, além de impulsionar o desenvolvimento econômico local, já que a regularidade no abastecimento é fundamental para o comércio, a indústria e os serviços.

Encerrando a agenda no Agreste, a governadora chega a Santa Cruz do Capibaribe, onde, às 17h, entrega a 256ª Cozinha Comunitária em funcionamento no estado. A unidade passa a ofertar 200 refeições diárias gratuitas para famílias em situação de vulnerabilidade social, integrando a política estadual de segurança alimentar. O equipamento social se soma a uma rede que tem garantido alimentação digna, geração de renda e fortalecimento das comunidades mais carentes.

Com a combinação de investimentos em infraestrutura, diálogo com os municípios e ações sociais, a agenda de Raquel Lyra no Agreste evidencia uma gestão focada em soluções estruturais e no cuidado com quem mais precisa, transformando políticas públicas em resultados concretos para a população pernambucana.

COM TERCEIRA COZINHA COMUNITÁRIA, BOM JARDIM ALCANÇA 900 REFEIÇÕES DIÁRIAS E AMPLIA REDE DE SEGURANÇA ALIMENTAR

Bom Jardim deu mais um passo concreto no enfrentamento à insegurança alimentar com a entrada em funcionamento da Cozinha Comunitária Natilde Félix, instalada no distrito de Bizarra. A nova unidade amplia de forma significativa a política pública de segurança alimentar no município e consolida uma rede que passa a garantir 900 refeições diárias à população em situação de vulnerabilidade social.

Com a inauguração da cozinha de Bizarra, o município agora conta com três equipamentos em pleno funcionamento: um no bairro da Cohab, outro em Baraúna e o mais recente no distrito. Juntas, as unidades asseguram não apenas alimentação de qualidade, mas também dignidade, acolhimento e cuidado diário às famílias que mais precisam do apoio do poder público.

Durante a entrega da terceira linha da cozinha comunitária, o prefeito Janjão destacou o alcance social da iniciativa e o impacto direto na vida dos bom-jardinenses. Segundo ele, a distribuição das refeições foi planejada de acordo com a demanda de cada localidade, garantindo eficiência e justiça social. São 400 refeições servidas diariamente na Cohab, 200 em Baraúna e 300 em Bizarra, reforçando o compromisso da gestão municipal com políticas públicas voltadas à proteção social.

“A cozinha comunitária não é apenas um espaço de produção de alimentos. É um instrumento de cuidado, respeito e atenção com quem mais precisa. É a presença do poder público no dia a dia das pessoas”, ressaltou o prefeito, ao destacar que a iniciativa fortalece a rede de assistência social do município.

A ampliação do programa em Bom Jardim é fruto de uma parceria com o Governo de Pernambuco, por meio do Programa Bom Prato. A ação conta com o apoio da governadora Raquel Lyra e da equipe estadual de assistência social, que atuam em conjunto com o município para garantir estrutura, funcionamento e continuidade do serviço.

Ao agradecer o suporte do Governo do Estado, Janjão enfatizou que a cooperação entre município e Estado é fundamental para ampliar o alcance das políticas sociais. Segundo ele, a união de esforços permite levar comida de qualidade à mesa de quem mais precisa, ao mesmo tempo em que fortalece ações permanentes de combate à fome e à desigualdade.

Com a nova cozinha comunitária em operação, Bom Jardim consolida-se como referência regional em segurança alimentar, reafirmando o compromisso da gestão municipal com uma política social humanizada, eficiente e voltada para quem mais precisa.

APROVAÇÃO DAS CONTAS DE 2021 CONFIRMA CONFIANÇA DA CÂMARA NA GESTÃO DO EX-PREFEITO TONHO DE LULA, EM IATI

A sessão legislativa realizada na última sexta-feira (16/01) marcou um dos momentos mais relevantes do calendário político recente de Iati, com a votação das contas do ex-prefeito Antonio José de Souza, conhecido como Tonho de Lula, referentes ao exercício financeiro de 2021. Com a presença dos 11 vereadores, a Câmara Municipal analisou o parecer de julgamento do Tribunal de Contas do Estado e decidiu, por maioria, pela aprovação das contas do ex-gestor.

O resultado da votação refletiu a confiança da maioria do Legislativo na condução administrativa adotada por Tonho de Lula durante o período avaliado. Votaram pela aprovação das contas os vereadores Jozélio Trezeno, Edvaldo Vigilante, Everaldo Pereira, Zé Cícero, Lula Teixeira, Ciço Doido, Rodrigo Ferreira e Erlan Tenório, formando a maioria que garantiu a validação política da gestão.

Seguindo o parecer do Tribunal de Contas do Estado e votando pela reprovação das contas, posicionaram-se os vereadores Arthur Tenório, Renato Almeida e Taciano Mota. A divergência de votos evidenciou o debate democrático no plenário, mas não foi suficiente para alterar o entendimento predominante de que a gestão de Tonho de Lula atendeu aos interesses do município.

Para aliados e lideranças locais, a aprovação das contas representa mais do que um ato formal. O resultado é visto como um reconhecimento ao trabalho desenvolvido por Tonho de Lula, cuja administração foi marcada pela proximidade com a população, pelo cuidado com os recursos públicos e pelo esforço contínuo em manter os serviços essenciais funcionando, mesmo diante das dificuldades enfrentadas pelos municípios do interior.

Ao longo de sua trajetória como prefeito, Tonho de Lula consolidou a imagem de gestor simples, presente nas comunidades e atento às demandas tanto da zona urbana quanto da zona rural. A decisão da Câmara reforça esse legado e reafirma a avaliação política de que sua gestão, no exercício de 2021, foi conduzida com responsabilidade administrativa e compromisso com o desenvolvimento de Iati.

Com a votação concluída, o resultado passa a integrar o histórico político do município, fortalecendo o nome de Tonho de Lula como uma liderança que deixou sua marca na administração pública local e que segue sendo lembrada pelo trabalho e pela dedicação ao povo iatiense.

COM OBRAS EM RITMO ACELERADO, CENTRO ESPORTIVO MARIA VIEIRA GANHA FORMA E PROMETE TRANSFORMAR O ESPORTE EM SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE

O prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, Helinho Aragão, esteve no Centro Esportivo Maria Vieira, no coração da cidade, para acompanhar de perto o avanço das obras de um dos equipamentos mais aguardados pela população. Durante a visita, o gestor destacou a rapidez na execução dos serviços e o impacto positivo que o novo espaço trará para o esporte e o lazer no município.

Com o gramado já finalizado, a obra avança agora para a etapa de instalação do alambrado, que vai garantir segurança e organização ao espaço. Além disso, o projeto contempla a implantação de refletores, pista de cooper e quadras, ampliando significativamente as possibilidades de uso do centro esportivo tanto para atletas quanto para moradores que buscam qualidade de vida por meio da atividade física.

Segundo Helinho Aragão, o Centro Esportivo Maria Vieira nasce com a proposta de ser um espaço moderno, acessível e multifuncional, capaz de incentivar a prática esportiva em diferentes modalidades e atender pessoas de todas as idades. Para o prefeito, investir em esporte é investir em saúde, inclusão social e bem-estar da população.

“O esporte transforma vidas, aproxima as pessoas e fortalece a comunidade. Esse equipamento é mais uma demonstração do cuidado da nossa gestão com Santa Cruz do Capibaribe e com quem vive aqui”, afirmou o gestor durante a visita técnica.

A expectativa da Prefeitura é de que, em breve, o Centro Esportivo Maria Vieira esteja totalmente concluído e pronto para ser entregue à população, consolidando-se como um novo ponto de convivência, lazer e desenvolvimento esportivo no município.

IMPEACHMENT CONTRA RAQUEL LYRA É LIDO NOS BASTIDORES COMO JOGO POLÍTICO E ELEVA TENSÃO NA ALEPE

O pedido de impeachment da governadora Raquel Lyra (PSD), protocolado pelo deputado Romero Albuquerque (União Brasil), caiu como uma bomba política na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e já provoca reações intensas nos bastidores antes mesmo do início oficial do ano legislativo de 2026. A confirmação da existência da denúncia foi feita na tarde desta segunda-feira pelo presidente em exercício da Casa, deputado Rodrigo Farias (PSB), por meio de nota à imprensa.

Sem divulgação do conteúdo do pedido, tampouco dos parlamentares que o subscrevem, a Alepe informou apenas que a matéria começará a ser analisada a partir do dia 2 de fevereiro, com a retomada dos trabalhos legislativos. O silêncio em torno dos detalhes do requerimento alimentou especulações e reforçou a leitura política do movimento.

Entre aliados da governadora, a avaliação predominante é de que o pedido não surge por acaso nem isoladamente. Nos bastidores, parlamentares governistas classificam a iniciativa como uma manobra política destinada a tensionar o ambiente institucional e deslocar o foco do debate público em um momento em que adversários enfrentam desgastes e cobranças administrativas em outras esferas de poder.

Essa interpretação ganhou força pelo timing da denúncia, apresentada às vésperas do reinício das atividades da Alepe e em meio a disputas narrativas sobre gestão, responsabilidades administrativas e condução de políticas públicas. Para governistas, o instrumento do impeachment estaria sendo utilizado mais como peça de pressão política do que como resultado de um processo jurídico consolidado.

Do ponto de vista formal, o caminho do pedido é longo e repleto de obstáculos. A legislação exige que a denúncia por crime de responsabilidade seja corretamente instruída, com provas e fundamentação jurídica, para que possa ser recebida pela Presidência da Assembleia. Caso isso ocorra, o processo segue imediatamente para a Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCJ).

Na CCJ, Raquel Lyra terá dez dias úteis para apresentar defesa por escrito, com direito a indicar provas e testemunhas. Após essa etapa, a comissão ainda dispõe de prazo para diligências e elaboração de parecer. Somente com a aprovação de um projeto de resolução pelo Plenário, por maioria qualificada de dois terços dos deputados — pelo menos 33 votos — é que o processo poderia ser efetivamente instaurado.

Esse quórum elevado é apontado por interlocutores do governo como um dos principais entraves à continuidade da denúncia. Avaliações internas indicam que, no atual desenho político da Casa, a construção desse número de votos seria improvável sem um fato novo de grande repercussão jurídica ou política.

Ainda assim, o simples protocolo do pedido já cumpre um papel estratégico: eleva a temperatura do debate, pressiona a base governista e cria um ambiente de instabilidade institucional que tende a dominar as primeiras semanas do ano legislativo. Para aliados da governadora, trata-se de um movimento calculado, mais voltado ao desgaste político do que à efetiva responsabilização administrativa.

Com a retomada das sessões em fevereiro, a Alepe se prepara para um início de ano marcado por embates duros, discursos inflamados e uma disputa clara de narrativas. O pedido de impeachment, mesmo antes de ser analisado, já se consolidou como um instrumento de confronto político e deve seguir no centro das atenções do cenário pernambucano.