segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
BLOCO DOS PROFESSORES CELEBRA 60 ANOS DE HISTÓRIA NO CARNAVAL DE GOIANA
RAQUEL LYRA ACELERA ARTICULAÇÕES E TENTA FECHAR CHAPA AO SENADO COM UNIÃO BRASIL E PP PARA 2026
Na semana passada, em Brasília, Raquel sentou à mesa com o presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho. No encontro, que ocorreu longe dos holofotes, a governadora colocou claramente sobre a mesa a possibilidade de o ex-prefeito de Petrolina disputar uma vaga ao Senado Federal integrando seu palanque. O gesto foi interpretado como uma tentativa direta de atrair Miguel para o seu campo político e, ao mesmo tempo, neutralizar movimentos que vinham sendo feitos pelo dirigente em direção ao prefeito do Recife, João Campos, principal adversário potencial da governadora no cenário estadual.
A ofensiva não parou por aí. Nesta segunda-feira (9), Raquel Lyra teve nova conversa agendada, desta vez com o deputado federal Eduardo da Fonte, presidente estadual do Progressistas e figura central na federação. A expectativa do Palácio do Campo das Princesas é ambiciosa: convencer tanto o PP quanto o União Brasil a fecharem questão em torno do seu projeto de reeleição, com as duas vagas ao Senado ocupadas por nomes da federação, garantindo unidade, estrutura e discurso afinado durante a campanha.
A governadora sabe que, além da força eleitoral, o tempo de televisão será decisivo. Em um cenário de disputa dura, o guia eleitoral tende a ser o principal instrumento para apresentar resultados, defender decisões de governo e consolidar a imagem de uma gestão que, segundo aliados, vive um momento de crescimento na avaliação popular e na intenção de voto. Ter uma federação robusta ao seu lado significaria não apenas mais minutos na TV, mas também maior poder de reação diante dos ataques que inevitavelmente surgirão.
Nos bastidores, Raquel também trabalha para administrar as tensões internas da federação. Miguel Coelho, apesar dos acenos recentes a João Campos — inclusive com registros públicos ao lado do prefeito no último fim de semana —, tem adotado um discurso cauteloso. Ele afirma que defende a união de forças com o PP e que não pretende atropelar ninguém nas negociações, deixando subentendido que um entendimento com a governadora não está descartado, desde que a federação seja contemplada de forma equilibrada na composição da chapa.
O tempo, porém, joga contra a indefinição. O calendário eleitoral impõe dois marcos decisivos: o fim da janela partidária, em 4 de abril, e o período das convenções, que vai de julho a agosto. Esses prazos funcionam como um funil político, pressionando lideranças e partidos a tomarem decisões estratégicas que irão moldar o desenho final da disputa em 2026.
Diante desse cenário, Raquel Lyra aposta na articulação direta, no diálogo e na construção de uma chapa ampla para consolidar sua base e reduzir espaços para adversários. As próximas semanas prometem ser decisivas, não apenas para definir nomes ao Senado, mas para indicar com clareza quais forças estarão alinhadas em torno do projeto de continuidade do atual governo. Em Pernambuco, o jogo já começou — e os movimentos iniciais mostram que ninguém pretende ficar parado.
GOIANA INAUGURA QUADRA POLIESPORTIVA DA ESCOLA MUNICIPAL PRESIDENTE COSTA E SILVA
JOÃO CAMPOS DOBRA A APOSTA EM MIGUEL COELHO E APONTA MOVIMENTO PARA DOBRAR EDUARDO DA FONTE NA FEDERAÇÃO
Em conversa com a imprensa, João Campos foi direto ao demonstrar segurança no papel que Miguel deverá exercer nas decisões internas do bloco partidário. Para o gestor recifense, a forma como o ex-prefeito sertanejo conduz o diálogo e articula consensos será decisiva no rumo político da federação nos próximos meses.
“Acredito na condução que Miguel Coelho terá dentro da federação”, afirmou João, em uma declaração curta, mas carregada de significado político.
Nos corredores da política pernambucana, a fala foi interpretada como um recado claro. Miguel Coelho, que deixou a Prefeitura de Petrolina com forte capital político e projeção estadual, é visto como um contraponto natural à influência de Eduardo da Fonte dentro da federação. Ao endossar Miguel, João Campos demonstra que aposta em um equilíbrio interno de forças e na construção de um polo de decisão que dialogue com diferentes campos, sem concentração excessiva de poder.
O movimento também reforça a estratégia de João Campos de manter pontes ativas com lideranças que extrapolam seu campo partidário direto. Ao mesmo tempo em que fortalece Miguel Coelho, o prefeito do Recife amplia sua margem de articulação política, mirando um cenário futuro em que alianças amplas e federações partidárias terão papel determinante nas disputas eleitorais.
A Federação União Progressista surge, assim, como um espaço de disputa silenciosa, mas intensa, onde liderança, capacidade de diálogo e influência política caminham lado a lado. Ao dobrar a aposta em Miguel, João Campos deixa claro que acompanha de perto esse jogo e que não pretende ser apenas espectador. Para aliados e adversários, a mensagem é objetiva: o prefeito do Recife acredita que Miguel Coelho pode ser peça-chave para redefinir o equilíbrio interno da federação e, consequentemente, dobrar a força política de Eduardo da Fonte no tabuleiro pernambucano.
SCJ-PE LEVA CAMPANHA DE PROTEÇÃO À INFÂNCIA AO FESTIVAL PERNAMBUCO MEU PAÍS
Durante os primeiros dias do Festival Pernambuco Meu País, o Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria da Criança e da Juventude (SCJ-PE), realizou ações educativas voltadas à proteção de crianças e adolescentes, integrando a campanha “Bloco da Folia Segura – Brincar, Cuidar e Proteger’ à programação cultural do evento, no último final de semana. A iniciativa marcou a abertura das atividades da campanha no período carnavalesco, com atuação direta nos territórios e diálogo com o público presente.
Ao longo dos três dias do festival, realizado de sexta-feira (06) a domingo (08), no Terminal Marítimo do Recife, equipes da SCJ-PE circularam pelos espaços do evento promovendo abordagens educativas com foliões, famílias, comerciantes e trabalhadores informais. A ação teve como foco o enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, reforçando orientações sobre prevenção, identificação de situações de risco e acionamento da rede de proteção.
A presença da campanha em um evento de grande circulação popular contribuiu para ampliar o alcance das informações e fortalecer a atuação preventiva do Estado em um período de intensa mobilização social. Materiais informativos foram distribuídos e o diálogo direto com a população buscou estimular a corresponsabilidade na garantia de direitos, especialmente em contextos festivos.
Para a secretária da Criança e da Juventude, Yanne Teles, a integração da campanha ao Festival Pernambuco Meu País reforça a diretriz de atuação territorial das políticas públicas estaduais. “É um compromisso da governadora Raquel Lyra assegurar que as ações de proteção à infância e à adolescência estejam presentes onde as pessoas estão. A atuação durante o festival permitiu ampliar o diálogo com a população e fortalecer medidas preventivas em um espaço de grande visibilidade e circulação”, avaliou.
A ação integra as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e as políticas públicas estaduais de proteção à infância e à juventude, reafirmando o papel do poder público na prevenção de violações e no fortalecimento da rede de proteção. Durante as abordagens, a população foi orientada sobre os canais oficiais de denúncia e acolhimento disponíveis em todo o estado. Quaisquer denúncias podem ser registradas pelo Disque Direitos Humanos (Disque 100), pelo WhatsApp da SCJ-PE (81) 98494-1767 ou pelo 190, da Polícia Militar.
Fotos: Divulgação/SCJ-PE
APÓS 28 ANOS, CONCURSO DE TEREZINHA COM APENAS 49 VAGAS ESCANCARA A PEQUENEZ DA GESTÃO
O anúncio, tratado pela gestão como um grande feito administrativo, rapidamente se transformou em frustração coletiva. A cidade esperou 28 anos por uma oportunidade de renovação do quadro efetivo e recebeu, em troca, um edital tímido, acanhado e incapaz de atender às reais necessidades da máquina pública.
49 VAGAS PARA UMA CIDADE INTEIRA: A CONTA NÃO FECHA
O número de vagas ofertadas não resiste a qualquer análise minimamente responsável. Educação, Saúde e Administração seguem historicamente sobrecarregadas, dependentes de contratoshn 1hh c temporários e indicações políticas, enquanto o concurso entrega uma quantidade simbólica de oportunidades, incapaz de reduzir a precarização do serviço público.
Na prática, o edital mais parece cumprir uma formalidade legal do que resolver problemas estruturais. Para quem aguardou quase 30 anos, o recado é claro: a gestão não planejou, não projetou e não teve coragem de enfrentar o problema de frente.
SALÁRIOS MODESTOS, TAXAS ALTAS E A ILUSÃO DO “MARCO HISTÓRICO”
Os salários oferecidos variam entre cerca de R$ 2 mil e pouco mais de R$ 3,7 mil, valores que mal acompanham o custo de vida atual. Para piorar, as taxas de inscrição chegam a patamares elevados para a realidade econômica do município, afastando justamente quem mais precisa da estabilidade de um cargo público.
Chamar isso de “concurso histórico” soa ofensivo para uma população que convive com desemprego, subemprego e a eterna dependência do poder público local.
UMA GESTÃO QUE ACORDA TARDE E ENTREGA MIGALHAS
O histórico recente só agrava o cenário. Um concurso anterior em gestão do mesmo grupo chegou a ser anunciado e depois cancelado, alimentando expectativas e frustrações. Agora, a gestão tenta posar de eficiente com um edital reduzido, lançado como se fosse um grande favor à cidade.
Não é. É pouco. É tarde. E é insuficiente.
PROPAGANDA ELEITOREIRA NÃO SUBSTITUI PLANEJAMENTO
O concurso, do jeito que foi apresentado, soa mais como peça de marketing administrativo do que como política pública. Serve para fotos, discursos e redes sociais, mas não altera a realidade de uma prefeitura que segue inchada de contratos temporários e carente de profissionais efetivos em áreas essenciais.
Enquanto municípios vizinhos avançam com concursos robustos, Terezinha parece ter parado no tempo — não por falta de demanda, mas por falta de vontade política e visão administrativa.
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: 28 ANOS PARA ISSO?
Depois de quase três décadas, a população esperava mais do que 49 vagas. Esperava planejamento, ousadia e compromisso com o futuro da cidade. O que recebeu foi um edital pequeno, tímido e desproporcional ao tempo de espera.
No fim das contas, o concurso público de Terezinha entra para a história — não como símbolo de avanço, mas como retrato fiel de uma gestão que pensa pequeno, age tarde e entrega pouco.
GETÚLIO BELÉM FECHA QUESTÃO EM JABOATÃO E REAFIRMA APOIO A ANDREA MEDEIROS NA CORRIDA PELA ALEPE
A reafirmação foi feita por meio de mensagem divulgada nas redes sociais, em tom direto e sem ambiguidades. Getúlio fez questão de lembrar que o apoio já havia sido anunciado anteriormente, mas destacou a importância de reiterar o compromisso neste momento de pré-articulação eleitoral. Segundo ele, sua família, equipe política e aliados seguem unidos em torno de Andrea Medeiros, reconhecendo nela um nome preparado para representar Jaboatão no Legislativo estadual.
Mais do que um gesto individual, a manifestação carrega peso institucional. À frente da presidência da Câmara, Getúlio Belém ocupa posição estratégica no tabuleiro político local e sua declaração ecoa entre vereadores, lideranças comunitárias e bases eleitorais. Ao defender a integração entre Câmara Municipal, Prefeitura e uma futura atuação de Andrea na Assembleia Legislativa, o vereador sinaliza uma articulação que busca ampliar a capacidade de Jaboatão dialogar com o Governo do Estado e garantir investimentos estruturantes.
Na avaliação de Getúlio, a presença de Andrea Medeiros na Alepe fortaleceria a defesa dos interesses do município em pautas essenciais, criando um elo mais sólido entre as demandas locais e as decisões tomadas no âmbito estadual. A fala reforça a ideia de unidade política e planejamento conjunto, elementos cada vez mais valorizados em um cenário de disputas fragmentadas.
O apoio público do presidente da Câmara consolida Andrea Medeiros como um dos principais nomes em construção no município para a disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Ao mesmo tempo, evidencia que, em Jaboatão dos Guararapes, parte expressiva da liderança política já trabalha com a perspectiva de alinhar forças locais em torno de um projeto comum, com discurso de desenvolvimento, representatividade e fortalecimento institucional.