terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
NO RECIFE, GOVERNADORA RAQUEL LYRA ENTREGA NOVA QUADRA DA ESCOLA ROTARY ALTO DO PASCOAL E ANUNCIA CONSTRUÇÃO DE DUAS ESCOLAS NA COMUNIDADE
GILSON MACHADO CONVOCA ALIADOS PARA ATO POLÍTICO NO RECIFE E SINALIZA NOVA FASE NA SUA TRAJETÓRIA
Em mensagem direta e com tom pessoal, Gilson destaca que o encontro representa um passo importante após um período de desafios e aprendizados. A proposta, segundo ele, é reunir pessoas que acompanharam sua trajetória, conhecem sua origem e estiveram ao seu lado tanto nos momentos de conquistas quanto nas fases mais difíceis. A presença dessas lideranças e militantes é vista como fundamental para marcar esse novo momento.
O ato contará com a participação de nomes de peso do cenário político, como Renata Abreu, presidente nacional do Podemos, e Marcelo Gouveia, presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), reforçando o caráter de articulação e diálogo do encontro. A reunião também é interpretada como um gesto de unidade entre forças políticas que buscam construir caminhos comuns para o futuro de Pernambuco e do Brasil.
Ao enfatizar que o evento vai além de uma coletiva tradicional, Gilson Machado aponta para uma agenda que mistura política, simbolismo e mensagem. O discurso de esperança, aliado à ideia de novos passos, indica que o encontro pode funcionar como um marco público de reorganização política e de retomada de protagonismo no cenário estadual.
Com linguagem simples e apelo direto, o convite deixa claro que o momento é de reconstrução, alinhamento e preparação para desafios futuros. A expectativa é que o encontro reúna lideranças, militantes e observadores atentos aos próximos movimentos de Gilson Machado, em um ambiente pensado para fortalecer laços e projetar novos rumos.
VISITA DO VICE-PREFEITO DE CUPIRA EXPÕE DISTÂNCIA ENTRE ANÚNCIO E REALIDADE NO ATENDIMENTO A CRIANÇAS COM TEA
Durante a visita, o vice-prefeito constatou a ausência total de profissionais ou responsáveis que pudessem recepcionar famílias, orientar sobre o funcionamento do serviço ou prestar qualquer tipo de esclarecimento. Além disso, o espaço ainda se encontra em obras, com estrutura inacabada, o que acende um alerta não apenas sobre a funcionalidade do equipamento, mas também sobre a segurança das crianças que, em tese, deveriam estar sendo atendidas ali.
A situação ganha ainda mais relevância porque a implantação das Salas Azul não é uma pauta recente. Em abril de 2025, o próprio vice-prefeito já havia levantado publicamente a necessidade de criação desses espaços, por meio de um vídeo que repercutiu entre famílias atípicas do município. Dois meses depois, em junho do mesmo ano, a solicitação foi formalizada com um ofício protocolado no gabinete do prefeito, reforçando a urgência de políticas públicas que garantissem atendimento digno, contínuo e estruturado às crianças com TEA.
Segundo o vice-prefeito, a principal preocupação não está na inauguração simbólica ou no anúncio oficial, mas na efetividade do serviço. Para ele, políticas de inclusão não podem se limitar a atos formais ou vídeos institucionais. “Incluir é garantir estrutura adequada, profissionais preparados e um ambiente seguro. A entrega de um espaço ainda em obra pode comprometer o atendimento e gerar riscos para quem deveria estar sendo cuidado”, afirmou durante a visita.
O episódio evidencia um problema recorrente na gestão pública: a distância entre o anúncio e a execução. No caso das Salas Azul, essa diferença pesa ainda mais, por se tratar de uma política voltada a um público que demanda atenção especializada, planejamento técnico e sensibilidade social. Famílias de crianças com TEA, que convivem diariamente com desafios no acesso a serviços públicos, esperam mais do que uma inauguração formal — esperam acolhimento real e funcionamento pleno.
A visita do vice-prefeito reforça a necessidade de que ações voltadas às pessoas com deficiência e transtornos do neurodesenvolvimento sejam tratadas com responsabilidade, planejamento e respeito. A expectativa agora é que o espaço seja devidamente finalizado, equipado e conte com equipes capacitadas, para que cumpra, de fato, o papel social para o qual foi anunciado.
Ao final, o vice-prefeito reafirmou que seguirá acompanhando de perto a situação e cobrando providências da gestão municipal. Segundo ele, o compromisso é com as pessoas e com a garantia de direitos, especialmente daqueles que mais precisam do poder público para terem acesso a um atendimento digno, seguro e contínuo.
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COLUNA POLÍTICA | DEPUTADO TEM MEMÓRIA CURTA, A HISTÓRIA NÃO | NA LUPA 🔎 | POR EDNEY SOUTO
NA LUPA: QUANDO A MEMÓRIA FALHA, A HISTÓRIA COBRA — O DISCURSO DE IZAÍAS RÉGIS E A TENTATIVA DE REESCREVER 2020 EM GARANHUNS
Há discursos que passam. Outros ficam. E há aqueles que voltam como bumerangue. A recente fala do deputado estadual e ex-prefeito de Garanhuns, Izaías Régis, na tribuna da ALEPE, pertence claramente ao terceiro grupo. Ao afirmar que saiu da Prefeitura com mais de 80% de aprovação e que “não fez sucessor porque o sucessor era fraco”, o deputado não apenas atacou diretamente Dr. Silvino Andrade, como também flertou com uma reescrita conveniente — e pouco fiel — da história política recente da cidade.
A política tem memória. E Garanhuns também.
OS NÚMEROS NÃO CONFIRMAM A NARRATIVA
Comecemos pelo ponto mais objetivo: os dados. Em 2019, último ano completo da gestão Izaías, as pesquisas divulgadas apontavam aprovação razoável, mas longe de qualquer unanimidade. Não havia 80%. Havia avaliação positiva, sim, mas misturada a um volume significativo de “regular”, desgaste administrativo e críticas acumuladas ao longo de dois mandatos.
O que existia, na prática, era um governo chegando ao fim com saldo político, mas também com cansaço, algo absolutamente normal em ciclos longos de poder. Transformar isso, anos depois, em um número quase plebiscitário soa mais como retórica defensiva do que como fato.
SILVINO ANDRADE: FRACO PARA QUEM?
É aqui que o discurso escorrega de vez. Dr. Silvino Andrade nunca foi um aventureiro eleitoral. Médico, professor, ex-vereador, ex-vice-prefeito e secretário municipal, Silvino entrou na disputa de 2020 com currículo, densidade política e reconhecimento público. Não era um desconhecido, nem tampouco um improviso.
A eleição foi dura. Disputada. Polarizada. Sivaldo Albino venceu, mas venceu num contexto complexo, atravessado por pandemia, crise sanitária, isolamento social e uma campanha profundamente atípica. Chamar Silvino de “fraco” é ignorar que ele chegou competitivo ao pleito e que sua derrota não se explica por ausência de qualificação — mas por conjuntura política.
O ELEFANTE NA SALA: O DESAPOIO
Aqui entra o ponto que muitos preferem evitar: o comportamento do então prefeito. Em 2020, Izaías Régis parecia politicamente distante do processo sucessório. O engajamento foi frio. A energia, morna. A presença, protocolar. Para aliados à época, havia mágoa. Para observadores, havia cálculo. Para a rua, havia silêncio.
O candidato do coração do gestor, o então vice Aroldo, não decolou. E quando isso ficou claro, o apoio nunca ganhou tração real. Em plena pandemia, Silvino disputou praticamente sem a força integral da máquina política que o antecedeu. E em eleição municipal, isso pesa. Muito.
O DISCURSO DIZ MAIS SOBRE QUEM FALA
Ao atacar Silvino agora, anos depois, Izaías acaba revelando mais sobre si do que sobre o ex-aliado. Revela dificuldade em dividir responsabilidades, resistência em reconhecer erros estratégicos e, sobretudo, uma tentativa de preservar a própria biografia às custas de terceiros.
Na ALEPE, o discurso soou desnecessário, deselegante e politicamente míope. Silvino hoje ocupa espaço institucional, segue com reputação técnica preservada e nunca rompeu publicamente de forma agressiva. O ataque, portanto, parece gratuito — e tardio.
GARANHUNS NÃO ESQUECE
A política local não é feita apenas de frases fortes, mas de fatos vividos. O eleitor lembra quem esteve presente, quem se omitiu, quem ajudou e quem lavou as mãos. Recontar a história com números inflados e adjetivos duros não muda o passado — apenas expõe inseguranças do presente.
No fim, fica a lição clássica da política: quem tenta diminuir o outro para se engrandecer costuma acabar menor do que entrou no debate.
E Garanhuns, definitivamente, sabe fazer essa conta.