quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
ÁLVARO PORTO GARANTE ALEPE MOBILIZADA EM FAVOR DO SETOR SUCROALCOOLEIRO
CENÁRIO PRESIDENCIAL FICA MAIS ACIRRADO E LULA VÊ VANTAGEM DIMINUIR DIANTE DE FLÁVIO BOLSONARO
A nova pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (11), redesenha o cenário da corrida presidencial de 2026 e aponta para uma disputa mais apertada do que nos meses anteriores. Embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continue numericamente à frente nos cenários de segundo turno, a diferença para o senador Flávio Bolsonaro (PL) encolheu e agora se aproxima do limite da margem de erro, indicando um ambiente de maior competitividade e polarização crescente.
No confronto direto, Lula aparece com 43% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 38%. A trajetória dos números mostra um movimento contínuo de redução da vantagem do presidente: em dezembro, a diferença era de dez pontos percentuais; em janeiro, caiu para sete; agora está em cinco. Ainda que a oscilação seja considerada estatisticamente moderada, o encurtamento sucessivo da distância reforça a percepção de que o cenário eleitoral tende a se tornar cada vez mais disputado.
Nos cenários de primeiro turno, Lula oscila entre 35% e 39%, mantendo a liderança. Flávio Bolsonaro surge na segunda posição, variando entre 29% e 33%. Ambos, no entanto, concentram também os maiores índices de rejeição do levantamento: 54% no caso do presidente e 55% para o senador. O dado evidencia um quadro de forte polarização, no qual os dois principais nomes mobilizam bases consolidadas, mas enfrentam resistência expressiva de parte significativa do eleitorado.
Entre os eleitores independentes — grupo considerado decisivo para o resultado final — a pesquisa aponta uma mudança relevante. Em janeiro, Lula tinha 37% das intenções de voto nesse segmento, contra 21% de Flávio Bolsonaro, uma vantagem de 16 pontos. Agora, o presidente aparece com 31%, enquanto o senador soma 26%, reduzindo a diferença para cinco pontos percentuais. Além disso, 38% dos entrevistados independentes afirmaram que preferem não votar neste momento ou ainda não sabem em quem escolher, o que demonstra espaço aberto para disputas narrativas e estratégias de convencimento ao longo dos próximos meses.
Este é o primeiro levantamento da Quaest sem o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que tem reiterado a intenção de disputar a reeleição estadual, retirando-se, ao menos por ora, do cenário presidencial. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 9 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A consolidação de Flávio Bolsonaro como principal nome da oposição ocorre após o anúncio de que foi escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para liderar o campo conservador na disputa nacional. A aproximação nos números, especialmente entre os independentes, reforça a avaliação de que a eleição de 2026 poderá ser altamente competitiva. Para Lula, o desafio será ampliar o apoio fora de sua base tradicional e melhorar a percepção pública sobre economia e gestão. Para Flávio, o caminho passa por expandir sua base além do núcleo bolsonarista e reduzir a elevada taxa de rejeição. Se mantida a tendência atual, o cenário aponta para uma disputa marcada por forte polarização e possibilidade real de decisão voto a voto.
JOEL DA HARPA DENUNCIA EXTORSÃO DE FLANELINHAS E RISCO DE INFILTRAÇÃO DO TRÁFICO NO RECIFE
Segundo o parlamentar, a grande circulação de foliões durante os dias de festa tem sido aproveitada por grupos criminosos para impor cobranças ilegais a motoristas que estacionam em vias públicas. A prática, já recorrente em grandes eventos, ganha proporções ainda mais preocupantes no Carnaval, quando milhares de pessoas se concentram nos polos da folia, especialmente no Bairro do Recife e áreas adjacentes.
Joel da Harpa defende que o Estado amplie a presença ostensiva das forças de segurança, com ações estratégicas e permanentes para coibir qualquer tipo de coação contra cidadãos. “É preciso reforçar a presença do Estado, ampliar o monitoramento e garantir operações preventivas permanentes. Não podemos permitir que o cidadão seja coagido a pagar para estacionar em via pública, nem que o crime organizado se infiltre em áreas turísticas da nossa cidade”, afirmou.
Além da denúncia de extorsão, o deputado chamou atenção para um ponto ainda mais delicado: a possibilidade de que integrantes do tráfico estejam atuando disfarçados de flanelinhas, utilizando a movimentação intensa do Carnaval para ampliar atividades ilícitas, como a venda de drogas e o monitoramento de áreas estratégicas. Para ele, o cenário exige inteligência policial integrada e atuação coordenada entre Polícia Militar, Polícia Civil e órgãos municipais de fiscalização.
Durante o período carnavalesco, Joel da Harpa informou que manterá o gabinete móvel em funcionamento nas ruas do Recife. A iniciativa, segundo o parlamentar, tem como objetivo oferecer apoio direto aos profissionais de segurança pública e acompanhar de perto possíveis casos de extorsão e outras irregularidades nos principais polos da festa. Ele também reforçou que a população pode denunciar práticas abusivas às autoridades competentes.
O posicionamento do deputado reacende o debate sobre ordenamento urbano, segurança pública e a atuação de trabalhadores informais em grandes eventos. Enquanto a cidade se prepara para receber milhares de foliões, a cobrança por ações firmes do poder público cresce na mesma proporção da expectativa pela festa. Para Joel da Harpa, garantir um Carnaval seguro é assegurar que a alegria não seja manchada por práticas criminosas que constrangem moradores e visitantes.
ELBA CANTA PERNAMBUCO PARA O MUNDO NO CARNAVAL DE GOIANA NESTA SEXTA (13)
TERROR NA ALDEIA CANABRAVA - MAIS UM HOMICÍDIO ABALA A ROTINA DE VIOLÊNCIA EM PESQUEIRA
Segundo relatos de parentes, a ausência de Antônio Carlos chamou atenção durante a manhã. Ele, que trabalhava diariamente em uma plantação de banana na região, não foi visto e despertou a preocupação de quem convivia com ele. Ao irem até a casa, a família encontrou o corpo caído no chão, com sinais evidentes de uma grave lesão causada por golpes de faca. Próximo ao corpo, uma faca peixeira foi localizada, levantando a suspeita de que tenha sido a arma utilizada no crime.
A cena, cercada de violência e mistério, levou a Polícia Civil a isolar a área imediatamente para a realização da perícia pelo Instituto de Criminalística (IC). Posteriormente, o corpo de Antônio Carlos foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML), onde passará por exames que ajudarão a esclarecer as circunstâncias da morte.
Até o momento, a autoria do homicídio e a motivação por trás do crime permanecem desconhecidas. A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o caso e busca informações que possam levar à identificação do responsável.
Este episódio soma-se a uma sequência preocupante de assassinatos em Pesqueira, especialmente em comunidades mais isoladas como a Aldeia Canabrava, evidenciando a sensação de insegurança que cresce entre os moradores. A rotina de violência, muitas vezes silenciosa, tem transformado o cotidiano da cidade, deixando famílias em estado de alerta constante e autoridades pressionadas a intensificar ações de prevenção e investigação.
BOM CONSELHO INICIA ANO LETIVO NO CAOS, COM CRIANÇAS SEM UNIFORME, SEM MATERIAL E PROFESSORES IGNORADOS PELA ADMINISTRAÇÃO
Enquanto pais tentam lidar com a situação, professores e servidores da rede municipal também enfrentam uma realidade crítica. Em janeiro, muitos dedicaram tempo e esforço à manutenção das escolas, matrícula de alunos e planejamento do ano letivo, tarefas que normalmente seriam realizadas durante férias, mas foram surpreendidos com a informação de que não receberiam pagamento pelo trabalho no mês. A decisão gerou revolta e sentimento de humilhação entre os profissionais da educação.
A Secretaria Municipal de Educação se pronunciou nas redes sociais, informando que os kits de fardamento e material escolar serão distribuídos aos alunos e que os pais não devem comprá-los por conta própria. Apesar do comunicado, moradores seguem preocupados com o atraso, reforçando a sensação de improviso e descaso na gestão do prefeito Edezio Ferreira. Postagens antigas em redes sociais indicam que, em anos anteriores, a distribuição de uniformes e materiais era realizada na matrícula, aumentando a frustração da população diante do cenário atual.
O caos instalado não se limita apenas à estrutura física ou à falta de material. Ele reflete uma administração autoritária e desorganizada, que ignora esforços de profissionais da educação e prejudica diretamente milhares de crianças que dependem da escola pública para estudar. A situação em Bom Conselho evidencia a contradição entre promessas políticas e a realidade das salas de aula, deixando pais, alunos e professores em um impasse preocupante.
Enquanto não há uma solução concreta da prefeitura, o início do ano letivo segue marcado por incerteza, improdutividade e indignação. Em Bom Conselho, o futuro das crianças parece depender mais de protestos e denúncias nas redes sociais do que de uma gestão comprometida com a educação.