quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

HUMBERTO COSTA E SILVIO COSTA FILHO REFORÇAM ALINHAMENTO PARA 2026 EM MEIO A MOVIMENTAÇÕES NO ESTADO

A cena política pernambucana voltou a ganhar novos contornos após mais um encontro entre o senador Humberto Costa e o ministro de Portos e Aeroportos Silvio Costa Filho. A reunião, realizada ontem, teve como foco a atual conjuntura política estadual e reforçou o que já vinha sendo observado nos bastidores: há sintonia, diálogo aberto e construção conjunta de caminhos para o futuro.

Este é o segundo encontro entre os dois apenas neste ano com pauta voltada ao cenário político de Pernambuco. A repetição das conversas não é vista como mera coincidência. Pelo contrário, demonstra aproximação estratégica em um momento em que cresce a possibilidade de ambos integrarem uma mesma chapa na disputa pelo Senado Federal em 2026. Embora não haja anúncio oficial, o movimento é interpretado como um gesto claro de alinhamento e de construção de unidade dentro do campo governista.

A pergunta que circula nos bastidores é direta: conversaram apenas sobre conjuntura ou avançaram em projeções eleitorais? Publicamente, o tom é institucional. Reservadamente, o diálogo frequente indica que o tabuleiro já começou a ser montado.

Paralelamente, Silvio Costa Filho também esteve reunido com a governadora Raquel Lyra. Segundo informações, o encontro teve caráter administrativo e institucional, sem debate político explícito. Ainda assim, em política, gestos falam tanto quanto palavras. A reunião reforça que o ministro mantém pontes abertas com diferentes forças do estado.

Recentemente, Silvio também cumpriu extensa agenda ao lado do prefeito do Recife, João Campos, durante o Carnaval em Recife e Olinda. A presença conjunta em eventos de grande visibilidade popular foi lida como sinal de proximidade política. Ainda assim, o ministro já declarou que não pretende fechar portas para Raquel Lyra, mantendo uma postura de diálogo amplo.

O cenário revela uma movimentação cuidadosa. De um lado, aproximação com Humberto Costa. De outro, relação institucional preservada com a governadora e convivência política com João Campos. O desenho indica que Silvio Costa Filho atua com estratégia, mantendo canais abertos enquanto o quadro eleitoral ainda está em formação.

Nos bastidores, a palavra-chave é diálogo. E, ao que tudo indica, ele está apenas começando.

MIGUEL FALA EM VIÉS POLÍTICO CONTRA ELE E SUA FAMÍLIA

O ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho, divulgou uma nota sobre a operação da Polícia Federal esta manhã envolvendo emendas parlamentares e que atingiu seu pai o ex-senador Fernando Bezerra Coelho, seu irmão, o deputado federal Fernando Filho e ele próprio. Segundo ele, o alvo foram os investimentos feitos em Petrolina através de emendas e Fernando Bezerra, como senador, e Fernando Filho, como deputado que conseguiram “transformar o município que foi o que mais cresceu no Nordeste na última década, com a melhor qualidade de vida, indicadores educacionais e desenvolvimento humano”.

– É impossível não destacar o viés político desse tipo de operação uma vez que jamais deixamos de prestar quaisquer informações aos órgãos de controle sejam estaduais ou federais. – diz ele na nota e acrescenta: “as contas de Petrolina, aliás, estão devidamente regulares e aprovadas. Seguimos com tranquilidade e confiantes na Justiça brasileira. Nossa luta política não será abalada por perseguições de onde quer que elas venham”.

Abaixo publicamos a nota na íntegra

Na manhã desta quarta-feira (25) o Estado de Pernambuco foi surpreendido com uma operação cujo alvo principal é o crescimento da cidade de Petrolina.

A petição do STF para tudo o que vimos hoje, apresenta como motivação emendas parlamentares destinadas durante o mandato de Fernando Bezerra Coelho e Fernando Filho, para a nossa terra, emendas estas que transformaram o município, que foi o que mais cresceu no Nordeste na última década, com a melhor qualidade de vida, indicadores educacionais e desenvolvimento humano. Com a convicção que nossa força política é fundamental neste processo, reafirmamos que iremos continuar lutando para que mais recursos cheguem à cidade. Petrolina não vai parar de crescer e nem voltar ao passado.

Por meio da decisão do Ministro Flávio Dino, constatou-se que alguns fatos já foram objeto de apuração pelo STF com o consequente arquivamento (INQ 4513). Segundo consta na decisão do Ministro, a PGR manifestou-se contra as medidas postuladas pela polícia federal.

Impossível não destacar o viés político desse tipo de operação, uma vez que jamais deixamos de prestar quaisquer informações aos órgãos de controle, sejam estaduais ou federais. As contas de Petrolina, aliás, estão devidamente regulares e aprovadas.

Seguimos com tranquilidade e confiantes na Justiça brasileira.

Nossa luta política não será abalada por perseguições de onde quer que elas venham.

Miguel Coelho, ex-prefeito de Petrolina e deputado federal Fernando Filho”

NÚMERO DE PASSAGEIROS DO SETOR AÉREO BATE RECORDE NO CARNAVAL E CRESCE 11%

O transporte aéreo brasileiro registrou um dos maiores movimentos de sua história durante o Carnaval de 2026. Estimativa técnica elaborada pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) indica que, de 13 e 18 de fevereiro, cerca 2,1 milhões de passageiros foram transportados de avião pelo país em voos domésticos e internacionais. O período compreende a sexta-feira que antecede o feriado e a quarta-feira de cinzas.


O volume representa um crescimento estimado entre 10% e 11% em relação ao Carnaval de 2025, quando foram registrados 1.888.609 passageiros no mesmo intervalo. Caso os números sejam confirmados após a consolidação final, prevista para março, este poderá ser o melhor desempenho do setor aéreo brasileiro para o período, segundo a série histórica da Anac, dos últimos 25 anos.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números demonstram a consolidação da retomada do setor e o impacto dos investimentos realizados nos últimos anos. “Esse crescimento no Carnaval de 2026 mostra que o brasileiro está voando mais e que o transporte aéreo voltou a ser um grande aliado do turismo, da diversão e da economia. O trabalho do governo federal no setor aéreo vem mostrando resultados consistentes. Se confirmados, esses dados provam que estamos no caminho certo para bater recordes históricos em 2026”, afirmou o ministro.

“Esse crescimento no Carnaval de 2026 mostra que o brasileiro está voando mais e que o transporte aéreo voltou a ser um grande aliado do turismo, da diversão e da economia" Silvio Costa Filho.

*Destinos mais movimentados*
A movimentação estimada durante o período reforça a relevância dos grandes polos turísticos e econômicos. O Aeroporto de Salvador movimentou aproximadamente 309.257 passageiros, entre 11 e 22 de fevereiro; no Aeroporto de Fortaleza, foram cerca de 100 mil passageiros, entre 13 e 18 de fevereiro.

Já o Aeroporto Santos Dumont (RJ) teve aproximadamente 110,9 mil passageiros também entre 13 e 18 de fevereiro, enquanto Guarulhos (SP) apresentou cerca de 1,1 milhão de viajantes entre os dias 13 e 20. Galeão (RJ) teve aproximadamente 599 mil passageiros entre 13 e 22. Recife, Confins e Congonhas não disponibilizaram as estimativas. O desempenho está alinhado com o ritmo recente de expansão do setor, que já havia registrado crescimento de 9,7% em janeiro de 2026, na comparação com o mesmo mês de 2025.

O diretor-presidente da Anac, Tiago Faierstein, destaca que o resultado é fruto da atuação coordenada entre governo, regulador, companhias aéreas e operadores aeroportuários. “A Anac avalia que a performance do setor no Carnaval reflete uma atuação conjunta muito positiva de todos os atores que compõem essa cadeia. Os foliões têm voado mais, o que comprova a maior acessibilidade do modal aéreo. Ir de avião ao destino significa mais tempo para aproveitar as festas. Ficamos muito satisfeitos com esse indicativo de crescimento superior a 10% no período”, afirmou.

A estimativa foi construída a partir do cruzamento de informações como voos registrados, oferta de assentos e voos efetivamente executados, metodologia utilizada pela Anac para análises preliminares de demanda. Já os dados locais dos aeroportos foram informados diretamente pelas concessionárias dos terminais.

GUERRA ENTRE FACÇÕES TRANSFORMA PETROLINA EM CAMPO DE DISPUTA E DISPARA ONDA DE HOMICÍDIOS

O município de Petrolina, no Sertão pernambucano, vive dias de tensão e medo. A sequência de homicídios registrada nas últimas semanas é atribuída à intensificação da disputa entre duas das principais facções criminosas do país: o Comando Vermelho (CV), originado no Rio de Janeiro, e o Bonde do Maluco (BDM), grupo que surgiu na Bahia. A briga pelo controle do tráfico de drogas na cidade elevou drasticamente os índices de violência e colocou as forças de segurança em alerta máximo.

Embora ambas as organizações já atuassem em Petrolina, informações apuradas junto à área de segurança indicam que o conflito se agravou logo após o Carnaval. Desde então, mais de dez mortes foram oficialmente registradas em poucos dias, revelando um cenário de confronto aberto por territórios estratégicos. Além do CV e do BDM, outros grupos criminosos tentam se infiltrar na disputa, ampliando ainda mais a instabilidade.

O Comando Vermelho nasceu dentro do sistema prisional carioca na década de 1970 e se consolidou como uma das maiores facções do Brasil, com atuação em praticamente todo o território nacional, especialmente no tráfico de drogas e armas. Já o Bonde do Maluco surgiu em 2015, em uma unidade prisional de Salvador, e expandiu rapidamente sua influência na Bahia, contando com alianças estratégicas que facilitaram sua interiorização. Relatório da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), divulgado em 2023, aponta que o grupo baiano já instalou bases em estados como Sergipe, Piauí e Mato Grosso do Sul, além de atuar no tráfico internacional de drogas.

A localização geográfica de Petrolina, na divisa entre Pernambuco e Bahia, tem sido apontada como fator que favorece a mobilidade de integrantes das facções. As fragilidades na fiscalização interestadual contribuem para a circulação de criminosos e armamentos, dificultando a repressão e exigindo articulação permanente entre as forças de segurança dos dois estados.

Os números refletem a escalada da violência. Dados da Secretaria de Defesa Social (SDS) mostram que 181 pessoas foram assassinadas em 2025 no município, contra 168 mortes registradas em 2024. Só no mês de janeiro deste ano, 27 homicídios foram contabilizados, representando um aumento expressivo em comparação ao mesmo período do ano anterior. Em fevereiro, a tendência de alta permanece.

Entre as vítimas recentes está o jovem John Alisson Oliveira Pinto, de 25 anos, morto a tiros na frente de casa, no bairro João de Deus. O crime ocorreu na noite da última quinta-feira (19), quando ele e o irmão, de 23 anos, foram surpreendidos por um homem armado que se aproximou e efetuou vários disparos. John morreu no local, enquanto o irmão foi socorrido para uma unidade hospitalar. O estado de saúde dele não foi divulgado.

O chefe da Polícia Civil de Pernambuco, Felipe Monteiro, confirmou que a cidade enfrenta uma guerra de facções pelo domínio do tráfico. Segundo ele, reforços já foram enviados e investigações avançadas estão em curso. Na mesma noite do crime que vitimou John, dois suspeitos de um latrocínio foram presos. Um deles é investigado por envolvimento em mais de dez homicídios somente neste ano em Petrolina e apontado como integrante de uma das facções em conflito. Com a dupla, a polícia apreendeu uma pistola calibre .380 com dois carregadores municiados, um revólver calibre .38, além da motocicleta, capacete e celular da vítima do assalto seguido de morte.

Diante do cenário crítico, a SDS deflagrou a Operação São Francisco, enviando 68 policiais militares de diversos batalhões para reforçar o patrulhamento ostensivo e intensificar ações em áreas com maior incidência criminal. A Polícia Civil também ampliou o efetivo local com o envio de dois delegados, dez agentes e seis escrivães, que passaram a atuar na Delegacia de Homicídios e nas delegacias circunscricionais do município.

Parte da cúpula da SDS esteve em Petrolina para uma reunião emergencial que discutiu novas estratégias de enfrentamento. Participaram do encontro a secretária-executiva de Defesa Social, Mariana Cavalcanti, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Ivanildo Torres, e a delegada-geral adjunta da Polícia Civil, Beatriz Leite. A integração com a Bahia também foi reforçada como prioridade, diante das dificuldades operacionais impostas pela divisa estadual.

Enquanto o poder público intensifica as ações de repressão e investigação, a população de Petrolina convive com o receio de novos confrontos. A disputa entre facções, que extrapola fronteiras estaduais, impõe ao Sertão um desafio que exige resposta coordenada, inteligência policial e presença permanente do Estado para restabelecer a sensação de segurança e conter o avanço do crime organizado.

DUPLO HOMICÍDIO EM OROBÓ: VINGANÇA, LINCHAMENTO E UMA TARDE DE TERROR NA ZONA RURAL

Uma sequência de violência chocou moradores do distrito de Chã do Rocha, na zona rural de Orobó, na tarde da última terça-feira (24 de fevereiro). Em poucas horas, dois jovens perderam a vida em circunstâncias marcadas por vingança, revolta popular e brutalidade, em um caso que agora está sob investigação da Polícia Civil.

De acordo com informações repassadas pelas autoridades e por testemunhas, o agricultor Givanildo de Lima Sousa, de 20 anos, efetuou disparos de espingarda contra o cozinheiro José Firmino da Silva Neto, de 23 anos. O crime ocorreu em plena via pública, na Rua do Cruzeiro, em frente à residência da vítima. José Firmino não resistiu aos ferimentos e morreu no local, antes da chegada do socorro.

Logo após o homicídio, moradores conseguiram deter Givanildo. Ele foi imobilizado e amarrado a uma árvore enquanto aguardavam a chegada da polícia. O que já era uma tragédia, porém, tomou proporções ainda mais graves. Segundo relatos colhidos no local, três homens chegaram pouco tempo depois e passaram a agredir o jovem com pedaços de madeira e com a própria espingarda usada no crime. A arma foi danificada durante as agressões.

As agressões foram tão intensas que Givanildo morreu ainda no local, antes que qualquer intervenção pudesse impedir o desfecho fatal. Um vídeo gravado por um morador mostra o momento em que a mãe do agricultor tenta se aproximar para evitar o espancamento, sendo contida pelo pai de José Firmino. A cena evidencia o clima de tensão, desespero e revolta que dominou a comunidade.

A Polícia Militar isolou a área até a chegada do Instituto de Criminalística, que realizou os primeiros levantamentos, recolheu vestígios e a arma de fogo, posteriormente encaminhada para perícia. Após os procedimentos, os corpos foram removidos ao Instituto de Medicina Legal para exames cadavéricos.

Durante as diligências, os agressores foram identificados como Andrey da Silva Moura, de 20 anos; Wagner Antônio de Moura, 35 anos, conhecido como Nêgo Lauro; e João Firmino da Silva Júnior, de 33 anos, irmão da primeira vítima, conhecido como Júnior Galego. Andrey foi localizado nas imediações e preso em flagrante. Em depoimento, ele confirmou participação nas agressões e apontou o envolvimento dos outros dois suspeitos, que não foram encontrados e seguem foragidos.

Segundo informações preliminares levantadas pela polícia, o primeiro homicídio teria sido motivado por uma suspeita alimentada por Givanildo. Ele acreditava que José Firmino teria ligação com a morte de seu pai, registrada no mês de janeiro. No entanto, conforme consta nos boletins policiais, não há indícios formais que comprovem qualquer participação do cozinheiro naquele crime. Familiares de ambos os jovens relataram que o agricultor teria apresentado comportamento alterado nos dias que antecederam o ocorrido.

A Polícia Civil informou que instaurou inquérito para apurar detalhadamente os dois homicídios, esclarecer as circunstâncias, confirmar responsabilidades e identificar todos os envolvidos. O caso, que expõe a escalada da violência e a prática de justiça com as próprias mãos, gerou forte comoção na comunidade rural e reacendeu o debate sobre segurança pública e conflitos familiares na região.

As investigações seguem sob responsabilidade da delegacia local, enquanto moradores ainda tentam compreender como uma suspeita sem comprovação resultou em uma tragédia dupla que abalou profundamente o distrito de Chã do Rocha.

APÓS DOIS MANDATOS, ANABEL NEGROMONTE DEIXA GRUPO DO PSB E DECLARA APOIO A CHAPARRAL E JULIANA

A cena política de Surubim ganhou novos contornos neste início de ano com o anúncio público da ex-vereadora Anabel Negromonte de que não faz mais parte do grupo político liderado pela ex-prefeita Ana Célia Farias, do Partido Socialista Brasileiro (PSB). A decisão marca uma mudança significativa no tabuleiro político local e reposiciona a ex-parlamentar dentro de um novo campo de alianças.

O anúncio ocorreu após a participação de Anabel no tradicional Desfile das Virgens, realizado no último fim de semana, evento que costuma reunir lideranças políticas e comunitárias. Durante a festividade, a ex-vereadora foi fotografada ao lado do prefeito Cleber Chaparral, do União Brasil, e da prefeita de Casinhas, Juliana de Chaparral, também filiada ao União Brasil e apontada como pré-candidata a deputada federal. A imagem rapidamente repercutiu nos bastidores e nas redes sociais, alimentando especulações que foram confirmadas pela própria Anabel horas depois.

Em publicação oficial, a ex-vereadora declarou que a decisão foi fruto de reflexão e análise do cenário político atual. “Após um período de reflexão, amadurecimento e análise do cenário atual, decidi seguir um novo caminho político. Hoje, meu posicionamento representa aquilo que acredito ser o melhor para o futuro da nossa cidade. Sigo firme nos meus valores, com respeito ao diálogo, à democracia e a todos que pensam diferente. Estamos juntos Chaparral e Juliana!”, escreveu, assumindo de forma direta o novo alinhamento.

Com dois mandatos consecutivos na Câmara Municipal de Surubim, entre 2017 e 2020 e de 2021 a 2024, Anabel construiu trajetória marcada por atuação em pautas sociais e presença constante nas comunidades. No último pleito municipal, concorreu à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT), obtendo 790 votos e ficando na suplência, resultado que já indicava um momento de reavaliação política.

A saída do grupo ligado a Ana Célia representa não apenas uma mudança partidária, mas um realinhamento estratégico que pode impactar futuras disputas eleitorais no município e na região. O fortalecimento do eixo político formado por Chaparral e Juliana ganha agora a adesão de uma liderança que possui capital eleitoral consolidado e trânsito entre diferentes segmentos da sociedade surubinense.

Nos bastidores, a movimentação é interpretada como parte de um processo mais amplo de reorganização das forças políticas locais, antecipando articulações para as próximas eleições. A decisão de Anabel sinaliza que o cenário em Surubim segue dinâmico, com lideranças reposicionando suas estratégias e ampliando alianças em busca de protagonismo.

Com a declaração pública, a ex-vereadora encerra um ciclo e inicia outro, reafirmando que pretende continuar ativa na política municipal, agora ao lado do grupo que hoje comanda a Prefeitura e que projeta novos voos no cenário estadual.

COLUNA POLÍTICA | ENTRE O FOGO E O PALANQUE | NA LUPA 🔎 | POR EDNEY SOUTO

ENTRE A OPERAÇÃO E O PALANQUE: QUEM GANHA COM O FURACÃO POLÍTICO EM PERNAMBUCO

INVESTIGAÇÃO, NARRATIVA DE PERSEGUIÇÃO E O JOGO PESADO DA SUCESSÃO ESTADUAL

A deflagração da Operação Vassalos pela Polícia Federal colocou novamente Pernambuco no centro de um turbilhão político. Entre os alvos das buscas estão o ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato ao Senado Miguel Coelho, o deputado federal Fernando Filho e o ex-senador Fernando Bezerra Coelho.

A reação veio rápida e calculada. Em nota conjunta, Miguel e Fernando Filho disseram estar tranquilos, questionaram o timing da operação e apontaram “viés político”. O episódio deixou de ser apenas jurídico. Virou combustível eleitoral.

E em ano pré-eleitoral, combustível sempre encontra faísca.

O TIMING QUE NÃO PASSA DESPERCEBIDO

Miguel Coelho vinha se movimentando como peça relevante na disputa majoritária. Presidente estadual do União Brasil e pré-candidato ao Senado, ampliava conversas e consolidava espaço.

A operação surge exatamente quando o tabuleiro começa a ser montado.

Coincidência institucional? Pode ser.
Mas, politicamente, o momento levanta sobrancelhas.

Na política, o tempo de uma ação pesa tanto quanto o conteúdo dela.

A DEFESA: PETROLINA COMO PROVA

Na nota, os irmãos Coelho sustentam que as emendas questionadas foram responsáveis por impulsionar Petrolina a índices recordes de crescimento no Nordeste.

O argumento é estratégico: se os recursos geraram desenvolvimento, como poderiam ser sinônimo de irregularidade?

Eles afirmam que as contas do município estão aprovadas e que jamais deixaram de prestar informações aos órgãos de controle.

O discurso não é apenas jurídico. É simbólico.
A mensagem é clara: atacar o grupo seria atacar o crescimento da cidade.

STF, ARQUIVAMENTO E A MENÇÃO A FLÁVIO DINO

A defesa cita decisão do ministro Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal, apontando que parte dos fatos já teria sido analisada anteriormente no Inquérito 4513, arquivado.

Também menciona manifestação da Procuradoria-Geral da República contrária às medidas solicitadas pela PF.

Esse trecho da nota tem peso político: sugere que não há novidade substancial e que a operação reapresenta algo já examinado.

No campo da opinião pública, isso se transforma em questionamento.

O VIÉS POLÍTICO E A NARRATIVA DE PERSEGUIÇÃO

É aqui que o discurso ganha temperatura. Miguel e Fernando Filho afirmam ser “impossível não destacar o viés político”.

Não apontam nomes. Não fazem acusações diretas.

Mas no ambiente político, especulações surgem naturalmente. O prefeito do Recife, João Campos, e o senador Humberto Costa aparecem nas conversas de bastidor como possíveis beneficiários indiretos de uma eventual fragilização do grupo Coelho.

Importante frisar: não há qualquer prova de articulação desses líderes na operação.

Mas em política, benefício indireto já altera o equilíbrio do jogo.

FOGO AMIGO OU SIMPLES CONSEQUÊNCIA DO SISTEMA?
A tese de “fogo amigo” circula entre aliados. A ideia de que dentro do próprio campo político poderia haver interesse em enfraquecer Miguel antes da consolidação das chapas.

É teoria. Não fato.

Mas teorias, quando encontram ambiente polarizado, ganham vida própria.

O ponto central é que, com ou sem articulação, o resultado concreto é o mesmo: o tabuleiro mudou.

A ELEIÇÃO COMEÇA NA PERCEPÇÃO

Investigação não é condenação.
Busca não é sentença.

Mas desgaste é imediato.

A simples associação a uma operação federal produz ruído, insegurança e impacto na opinião pública. Em disputas majoritárias, imagem é ativo decisivo.

Enquanto a Justiça segue seu curso técnico, a política já opera em modo máximo.

ENTRE O PROCESSO E O PALANQUE

A Operação Vassalos ainda terá desdobramentos jurídicos. Miguel Coelho e Fernando Filho reafirmam confiança na Justiça e denunciam viés político. A Polícia Federal cumpre decisão judicial.

Mas no campo político, não existe vazio.

Se um ator enfraquece, outro ocupa espaço.
Se surge crise, nasce narrativa.
Se há investigação, há disputa de versões.

A pergunta que permanece no ar não é apenas jurídica. É política:

Quem sairá maior quando a poeira baixar?

Em Pernambuco, a sucessão de 2026 já deixou de ser apenas articulação de bastidor. Agora é também batalha de resistência. É desse jeito!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

JANJÃO GARANTE NOVOS INVESTIMENTOS EM BRASÍLIA AO LADO DO SENADOR FERNANDO DUEIRE E ANUNCIA HOSPITAL MODERNO PARA BOM JARDIM


O prefeito Janjão esteve em Brasília cumprindo agenda institucional e reforçando parcerias estratégicas para o desenvolvimento de Bom Jardim. Em reunião com o senador Fernando Dueire, o gestor municipal recebeu a confirmação de novos investimentos que contemplam infraestrutura, turismo e saúde, áreas consideradas prioritárias pela administração.

Durante o encontro, foi reafirmado o apoio do parlamentar à construção da Via Local que dará acesso ao Parque da Pedra do Navio. A obra, que já teve início, é vista como fundamental para fortalecer o turismo, melhorar a mobilidade e impulsionar a economia do município. O senador já havia destinado recursos anteriormente para a construção do parque, e agora amplia a parceria garantindo melhores condições de acesso ao espaço, que desponta como um dos principais atrativos da cidade.

Na área da saúde, a população também recebeu uma notícia animadora. O senador confirmou presença na reinauguração do Hospital Dr. Miguel Arraes de Alencar, marcada para o dia 15 de março. A unidade será entregue como um hospital moderno, estruturado e equipado com aparelhos de última geração, oferecendo mais qualidade, eficiência e dignidade no atendimento à população de Bom Jardim. A expectativa é que o novo perfil da unidade amplie a capacidade de atendimento e reduza a necessidade de deslocamentos para outras cidades.

Ao lado de Fernando Dueire, Janjão destacou que a articulação em Brasília é essencial para garantir recursos e acelerar projetos que transformam a realidade do município. Segundo o prefeito, a união de esforços entre o governo municipal e representantes no Congresso Nacional tem resultado em conquistas concretas.

Com investimentos em infraestrutura turística e a entrega de um hospital moderno e bem equipado, a gestão municipal reforça o compromisso de promover desenvolvimento e melhorar a qualidade de vida do povo de Bom Jardim.