quinta-feira, 5 de março de 2026

CÂMARA APROVA PEC DA SEGURANÇA COM 487 VOTOS E PROJETO RELATADO POR MENDONÇA FILHO ENDURECE REGRAS CONTRA CRIME ORGANIZADO, FEMINICÍDIO E PEDOFILIA

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (4), um dos projetos mais amplos de mudança na área de segurança pública das últimas décadas. Por expressivos 487 votos favoráveis, os parlamentares deram aval ao relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, relatada pelo deputado federal Mendonça Filho. A proposta estabelece um conjunto de novas regras voltadas ao endurecimento penal contra criminosos considerados de alta periculosidade e também promove mudanças estruturais no modelo de segurança pública do país.

O texto aprovado cria um regime especial de combate ao crime organizado e estabelece mecanismos para reforçar o direito das vítimas à Justiça, princípio que passa a nortear a política criminal proposta. Entre os principais alvos das novas medidas estão líderes e integrantes de facções criminosas, milícias, redes de pedofilia, traficantes de pessoas e autores de crimes violentos como o feminicídio.

Segundo Mendonça Filho, a proposta representa uma mudança profunda na forma como o Estado brasileiro enfrenta a criminalidade. O parlamentar destacou que a reforma busca corrigir uma percepção que, segundo ele, se consolidou ao longo dos anos. “A PEC promove a maior reforma do sistema de segurança pública já discutida no país. De um lado protege a sociedade e a vítima, do outro endurece com quem comete crimes graves. Precisamos acabar com a lógica de que no Brasil o crime compensa”, afirmou.

O substitutivo apresentado pelo relator foi estruturado em quatro grandes pilares: política criminal, sistema policial, sistema prisional e política de segurança pública. Cada eixo estabelece novas diretrizes para reforçar o combate à criminalidade e melhorar a articulação entre os entes federativos.

No campo da política criminal, a proposta prevê o endurecimento das penas para crimes classificados como de alta periculosidade ou alta lesividade social. Entre as mudanças está a possibilidade de reduzir drasticamente ou até eliminar a progressão de regime para determinados crimes. Além disso, a proposta autoriza que suspeitos desses delitos sejam encaminhados diretamente para presídios de segurança máxima, inclusive em casos de prisão preventiva.

Outro ponto que chama atenção no texto aprovado é a restrição à soltura em audiências de custódia para crimes considerados mais graves. A PEC também prevê a apreensão de bens e valores obtidos de forma ilícita por organizações criminosas, com a destinação desses recursos para fundos voltados ao fortalecimento da segurança pública.

Um dos mecanismos considerados inovadores na proposta é a criação de um programa especial de denúncias, inspirado em modelos adotados em outros países. O sistema prevê proteção e até compensação financeira para cidadãos que denunciem atividades criminosas, especialmente quando envolvem facções, redes digitais de exploração infantil, tráfico humano ou grupos armados organizados. O benefício poderá se estender aos familiares do denunciante, ampliando as garantias de segurança.

No eixo da política de segurança pública, o texto promove uma mudança importante ao constitucionalizar diretrizes para a área, estabelecendo que a cooperação entre União, estados, Distrito Federal e municípios passe a ser regra. A ideia é fortalecer a integração entre as diferentes forças de segurança e ampliar as fontes de financiamento para fundos voltados ao setor.

A proposta também abre caminho para a criação de polícias municipais com atuação comunitária, voltadas para a segurança cotidiana da população, como patrulhamento local e prevenção de pequenos delitos. Com isso, segundo o relatório, as polícias estaduais e federais poderiam concentrar seus esforços no combate a crimes mais complexos, como organizações criminosas e delitos violentos.

O texto ainda amplia as atribuições da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, fortalecendo a atuação dessas instituições na investigação e repressão de crimes organizados que atuam em escala interestadual ou nacional.

Outro eixo relevante trata do sistema prisional. A PEC autoriza os estados a estabelecer regras disciplinares próprias para a gestão de presos dentro das unidades prisionais, buscando maior controle sobre facções que atuam dentro dos presídios. O relatório também prevê a suspensão dos direitos políticos de presos provisórios, medida que, segundo Mendonça Filho, pretende impedir que facções utilizem a população carcerária para influenciar processos eleitorais por meio de coerção.

De acordo com o relator, o texto aprovado foi resultado de uma série de debates com especialistas, representantes das forças de segurança, juristas e parlamentares de diferentes partidos. O relatório alterou pontos centrais da proposta original enviada ao Congresso pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que priorizava a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e previa maior coordenação federal das ações de segurança.

A versão aprovada na Câmara aposta em um modelo de governança federativa mais articulada, com cooperação entre diferentes instituições e fortalecimento das estruturas locais de segurança. Além da repressão ao crime, o texto busca criar instrumentos para enfraquecer financeiramente as facções criminosas e ampliar a responsabilização de agentes públicos envolvidos em corrupção.

Com a aprovação expressiva no plenário, a PEC agora segue para análise no Senado Federal. Caso também seja aprovada pelos senadores, a proposta poderá representar uma das maiores mudanças constitucionais já realizadas na política de segurança pública do país, redefinindo a atuação do Estado no enfrentamento ao crime organizado e na proteção das vítimas.

PRÉ-CANDIDATO A DEPUTADO ESTADUAL PELO PV, MOACIR BEZERRA FILHO DESTACA PARCERIA COM O GRUPO DO DEPUTADO IZAÍAS RÉGIS

O cenário político de Garanhuns e do Agreste Meridional segue em movimentação com a consolidação de novas articulações para as eleições de 2026. Em entrevista concedida na última quinta-feira, 26 de fevereiro, ao jornalista Carlos Eugênio, no podcast Conversando com Carlos Eugênio, o pré-candidato a deputado estadual pelo Partido Verde (PV), Moacir Bezerra Filho, detalhou sua posição política e os caminhos que pretende seguir na construção de seu projeto eleitoral.

Com filiação oficial ao PV marcada para o próximo dia 20 de março, Moacir afirmou que já vem atuando intensamente nos bastidores, estruturando bases políticas em mais de 60 municípios pernambucanos, com presença no Agreste, Sertão, Zona da Mata e Região Metropolitana. A movimentação, segundo ele, demonstra que sua pré-candidatura nasce com perfil estadual e com apoio consolidado em diferentes regiões.

Durante a entrevista, o pré-candidato também deixou clara sua posição no cenário local. Em Garanhuns, Moacir afirmou que se coloca como oposição ao grupo do atual prefeito e destacou a afinidade e a proximidade política e pessoal com o deputado estadual e pré-candidato a deputado federal Izaías Régis, bem como com todo o seu grupo político, pela convergência de ideias e visão sobre o desenvolvimento do município e da região. Nesse contexto, Moacir também confirmou que fará dobradinha com o deputado federal Clodoaldo Magalhães em Garanhuns e em outros municípios, reforçando a articulação conjunta dentro do projeto político para o Estado.

No âmbito estadual, Moacir reforçou que seu projeto está alinhado ao Governo de Pernambuco e que seguirá junto à governadora Raquel Lyra e ao Partido Verde, defendendo uma agenda voltada ao desenvolvimento sustentável, geração de oportunidades e interiorização do crescimento.

Empresário do setor de tecnologia e natural de Garanhuns, Moacir Bezerra Filho afirma que sua entrada definitiva na política nasce da experiência na iniciativa privada e do contato direto com a realidade da população, defendendo uma atuação baseada em diálogo, inovação e fortalecimento da economia regional.

Ao final da entrevista, o pré-candidato destacou que Pernambuco vive um momento de transição e que sua proposta é contribuir com um projeto político independente, focado em resultados e na redução das desigualdades regionais, com atenção especial ao fortalecimento do interior do Estado.

TRAGÉDIA NA BR-232, COLISÃO FRONTAL ENTRE CAMINHÕES DEIXA DOIS MOTORISTAS MORTOS EM BELO JARDIM

Um grave acidente registrado nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (5) terminou em tragédia na BR-232, no Agreste de Pernambuco. Dois motoristas morreram após uma colisão frontal entre caminhões no quilômetro 171 da rodovia, nas proximidades do município de Belo Jardim.

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente ocorreu por volta das 5h15 da manhã. Equipes da corporação foram acionadas e se deslocaram rapidamente até o local para prestar atendimento à ocorrência e organizar o trânsito na área.

Ao chegarem à cena do acidente, os agentes constataram que um dos motoristas já estava sem vida dentro do veículo. O segundo condutor chegou a ser socorrido com vida e encaminhado para uma unidade hospitalar do município, mas, devido à gravidade dos ferimentos, acabou não resistindo e morreu pouco depois de dar entrada no hospital.

Os caminhões colidiram de frente, provocando uma forte destruição nas cabines dos veículos, o que evidencia a intensidade do impacto. Ainda não há informações oficiais sobre o que teria provocado a colisão, nem detalhes sobre a identidade das vítimas.

A ocorrência mobilizou equipes de resgate, além de agentes de segurança responsáveis por controlar o fluxo de veículos na rodovia, que é uma das principais vias de ligação entre o Sertão e a Região Metropolitana do Recife.

O caso será investigado pela Polícia Civil de Pernambuco, que deverá apurar as circunstâncias do acidente para esclarecer o que levou à colisão fatal.

A BR-232 é considerada uma das rodovias mais movimentadas de Pernambuco e frequentemente registra ocorrências graves, principalmente envolvendo veículos de grande porte, reforçando a necessidade de atenção redobrada dos motoristas que trafegam pela via.

GOVERNO DE PERNAMBUCO LEVA “JUNTOS PELA CIDADANIA” COM SERVIÇOS GRATUITOS A IPUBI E OURICURI

O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência (SJDH), dá continuidade ao calendário 2026 do Juntos pela Cidadania, desta vez no Sertão do Araripe. A ação será realizada em parceria com as Prefeituras de Ipubi e Ouricuri, nos dias 10 e 12 de março, respectivamente.

Em Ipubi, o mutirão acontecerá na Praça Agamenon Magalhães. Já em Ouricuri, os atendimentos serão realizados no Ginásio São Pedro, na Barra de São Pedro. Nos dois municípios, a programação ocorre das 8h às 12h.

Durante a ação, os moradores terão acesso gratuito a serviços de cidadania, como emissão da 1ª via da Carteira Nacional de Identificação (novo RG) e encaminhamento para segundas vias de certidões de nascimento, casamento e óbito.

A iniciativa também disponibilizará, por meio da SJDH, a emissão da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA) e do PE Livre Acesso, além de orientações sobre os programas Mães de Pernambuco e Morar Bem.

A programação contará ainda com orientações jurídicas, serviços de assistência social, atendimentos de saúde e outras ações voltadas ao bem-estar da população, construídas em articulação com as gestões municipais e demais órgãos parceiros.

Para a secretária de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência, Joanna Figueirêdo, a descentralização das ações é uma prioridade da gestão. “Essa estratégia está alinhada ao plano de governo da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, que estabelece como compromisso ampliar o acesso aos serviços públicos em todas as regiões do Estado. Quando levamos cidadania para mais perto das pessoas, especialmente nas regiões do Sertão, promovemos inclusão, reduzimos desigualdades e contribuímos diretamente para a prevenção à violência”, ressaltou.

Camilla Iumatti, secretária executiva de Articulação e Prevenção ao Crime e à Violência, destacou que levar o Juntos pela Cidadania ao Sertão do Araripe representa um avanço importante na estratégia de atuação territorial do Governo do Estado. “A prevenção ao crime e à violência começa com a garantia de direitos. Quando asseguramos acesso à documentação básica, à informação e aos serviços públicos, fortalecemos os vínculos comunitários e reduzimos fatores de vulnerabilidade. Essa atuação articulada com os municípios potencializa resultados e aproxima o Estado de quem mais precisa”, afirmou.


Foto: Charlles Arthur/SJDH

PREFEITO ZECA CAVALCANTI DESTRAVA OBRA PARADA HÁ DOIS ANOS E ASSINA ORDEM DE SERVIÇO PARA RETOMADA DA ESCOLA GUMERCINDO CAVALCANTI EM ARCOVERDE

A gestão municipal de Arcoverde deu um passo importante para a retomada de investimentos na educação. Nesta quarta-feira (04), o prefeito Zeca Cavalcanti assinou a ordem de serviço que autoriza a retomada das obras da Escola Municipal Gumercindo Cavalcanti, projeto que estava paralisado há aproximadamente dois anos e que havia se tornado motivo de preocupação para estudantes, professores e moradores da região.

Localizada em Arcoverde, a unidade escolar foi planejada para atender cerca de 450 alunos da rede municipal de ensino. A paralisação prolongada da obra acabou comprometendo a ampliação da estrutura educacional do município, que vinha enfrentando a necessidade de mais espaços adequados para atender a demanda crescente de estudantes.

Com a assinatura da ordem de serviço, a expectativa da Prefeitura é recolocar o projeto em ritmo acelerado de execução, permitindo que a nova escola passe a integrar a rede municipal com uma estrutura moderna, pensada para oferecer melhores condições de ensino e aprendizagem. O projeto prevê salas de aula amplas, ambientes pedagógicos adequados, espaços administrativos e áreas que garantam mais conforto e funcionalidade para alunos, professores e funcionários.

Durante visita ao canteiro de obras, o prefeito destacou que destravar projetos parados é uma das prioridades da atual gestão. Segundo ele, obras interrompidas representam atraso no desenvolvimento da cidade e prejuízo direto para a população.

“Assinei a ordem de serviço para retomar as obras da Escola Gumercindo Cavalcanti, que estavam paradas há quase dois anos. Obra parada não transforma vidas. Destravamos o projeto para garantir que essa escola saia do papel e possa atender cerca de 450 alunos com mais estrutura e dignidade”, afirmou o gestor.

A retomada da construção é vista pela administração municipal como parte de um esforço maior para recuperar projetos que estavam estagnados e ampliar a infraestrutura educacional de Arcoverde. A conclusão da escola deverá representar não apenas o aumento no número de vagas disponíveis na rede pública, mas também a melhoria da qualidade do ambiente escolar, com espaços mais adequados para atividades pedagógicas e convivência estudantil.

Além disso, a nova unidade deverá contribuir para fortalecer o sistema municipal de ensino, ampliando o acesso à educação e oferecendo melhores condições para o desenvolvimento educacional de crianças e jovens da cidade.

Com a obra novamente em andamento, a Prefeitura reforça o compromisso de investir em educação como instrumento de transformação social, apostando na ampliação da infraestrutura escolar como caminho para garantir mais oportunidades e um futuro melhor para a população de Arcoverde.

SÍLVIO COSTA FILHO MOSTRA MATURIDADE E REAFIRMA PRÉ-CANDIDATURA AO SENADO E PÕE FIM A ESPECULAÇÕES SOBRE VICE DE JOÃO CAMPOS

Em meio às movimentações políticas que começam a ganhar intensidade em Pernambuco com a aproximação das eleições estaduais, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, decidiu agir para encerrar de vez um rumor que vinha circulando nos bastidores da política local. Diante de comentários alimentados por adversários e por setores interessados em criar divisões internas, o ministro reafirmou publicamente que seu projeto político para este ano está definido: disputar uma vaga no Senado Federal.

A declaração foi interpretada nos meios políticos como uma demonstração clara de firmeza e maturidade política. Nas últimas semanas, especulações sugeriam que Costa Filho poderia estar interessado em compor uma chapa majoritária como candidato a vice-governador ao lado do prefeito do Recife, João Campos, caso o socialista viesse a disputar o Governo de Pernambuco. A narrativa, segundo aliados do ministro, fazia parte de um movimento de “fogo amigo” promovido por concorrentes que tentavam gerar ruídos dentro do campo político aliado.

Ao colocar um ponto final nessas especulações, Silvio Costa Filho adotou uma postura direta e transparente, reforçando que seu foco está concentrado na construção de uma candidatura consistente ao Senado. A atitude foi vista como um gesto de responsabilidade política, que ajuda a evitar mal-entendidos e fortalece a organização do seu grupo para o desafio eleitoral que se aproxima.

Nos bastidores, lideranças que acompanham a trajetória do ministro destacam que sua decisão também demonstra coerência com o caminho que ele vem construindo nos últimos anos. Filho de uma família tradicional da política pernambucana, Costa Filho consolidou uma carreira marcada por articulação política, diálogo com diferentes setores e forte presença em Brasília. Sua passagem pela Câmara dos Deputados e, mais recentemente, pelo comando do Ministério de Portos e Aeroportos ampliou sua visibilidade nacional e o colocou no centro de importantes projetos de infraestrutura para o país.

A atuação no ministério tem sido apontada por aliados como um dos pilares de sua credibilidade política. À frente da pasta, o ministro tem participado de projetos estratégicos voltados para a modernização de portos e aeroportos brasileiros, além de estimular investimentos e parcerias que fortalecem a logística nacional. Esse protagonismo tem sido frequentemente citado como um diferencial importante para quem pretende representar Pernambuco no Senado.

No cenário estadual, a reafirmação da candidatura também sinaliza organização e planejamento. Em vez de entrar em disputas paralelas ou alimentar especulações, Silvio Costa Filho optou por manter o foco em um projeto político mais amplo, que busca ampliar a representação pernambucana em Brasília. A avaliação entre seus apoiadores é que a clareza de posicionamento fortalece sua imagem como liderança que não se deixa levar por pressões de bastidores.

A postura firme do ministro também tem sido vista como uma resposta elegante às tentativas de desestabilização política. Ao invés de entrar em confrontos ou alimentar polêmicas, ele preferiu reafirmar seus objetivos de forma pública e direta, sinalizando serenidade e confiança no caminho que escolheu.

Com a corrida eleitoral começando a ganhar forma, a definição do projeto de Silvio Costa Filho contribui para dar mais nitidez ao tabuleiro político de Pernambuco. Ao colocar seu nome no centro da disputa pelo Senado, o ministro reforça sua disposição de continuar atuando em favor do estado, agora buscando um novo espaço de representação no Congresso Nacional.

Para aliados e observadores da política local, a mensagem deixada por Costa Filho é clara: seu foco está no Senado, e qualquer tentativa de desviar essa rota não passa de especulação. A firmeza demonstrada ao esclarecer o assunto reforça sua imagem de liderança que prefere agir com transparência e determinação — características consideradas essenciais em um momento em que o eleitorado cobra cada vez mais clareza dos seus representantes.

O TEMPO URGE E JOÃO CAMPOS DIANTE DO XADREZ POLÍTICO E DAS ESCOLHAS DIFÍCEIS QUE TERÁ DE FAZER, CABEÇAS VÃO ROLAR!

O ambiente político de Pernambuco entrou em ebulição nos últimos dias e colocou o prefeito do Recife, João Campos, diante de um dos momentos mais delicados de sua trajetória política recente. Em menos de uma semana, uma sucessão de fatos movimentou os bastidores do poder no estado, pressionando o socialista a tomar decisões estratégicas e testar sua capacidade de articulação em um cenário cada vez mais complexo. No centro de tudo está uma constatação que começa a ganhar força entre aliados e adversários: o tempo urge, e João terá escolhas a fazer — inclusive, possivelmente, cabeças a cortar.

O primeiro movimento relevante veio do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto. No último sábado, ele declarou publicamente que sua candidata ao Senado é a ex-deputada federal Marília Arraes. A fala não foi apenas um gesto político isolado. Álvaro Porto se consolidou nos últimos anos como uma das lideranças mais influentes do Agreste Meridional e ampliou sua densidade política dentro do estado.

O detalhe que torna a declaração ainda mais significativa é a relação próxima que mantém com João Campos. O presidente da Alepe já afirmou que o prefeito do Recife é seu candidato ao Governo de Pernambuco e que pretende repetir em 2026 o que fez nas últimas eleições ao lado da governadora Raquel Lyra: percorrer o estado durante a campanha. Ao chancelar o projeto de Marília Arraes para o Senado, Álvaro Porto colocou mais uma peça no tabuleiro que João terá que administrar.

No domingo seguinte, a própria Marília Arraes tratou de deixar claro que sua decisão está tomada. Em declarações públicas, afirmou que sua candidatura ao Senado é irreversível e resumiu sua posição política de forma direta: seu governador é João Campos e seu presidente é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ex-deputada também encontrou abrigo no Partido Democrático Trabalhista, que lhe garantiu estrutura para a disputa. O movimento provocou forte repercussão nos bastidores e ampliou a pressão sobre o grupo político liderado pelo prefeito.

Como se não bastasse, a segunda-feira trouxe um episódio que gerou desconforto dentro da própria base do prefeito. O vereador do Recife Osmar Ricardo, aliado de João Campos e beneficiado politicamente por um gesto do prefeito — que levou o então titular da vaga, Marco Aurélio Filho, para a gestão municipal — decidiu assinar um pedido de CPI que tinha potencial de desgastar a administração municipal em ano eleitoral.

O gesto causou perplexidade entre aliados do prefeito e levantou questionamentos nos bastidores: como alguém que chegou ao mandato graças a um movimento político do próprio João Campos poderia se engajar em uma iniciativa com potencial de desgaste direto ao governo municipal? O episódio acendeu um alerta dentro do grupo socialista sobre a fidelidade e os limites da relação com alguns aliados.

A quarta movimentação veio em forma de rumor político que sacudiu os bastidores na tarde da quarta-feira. Circulou intensamente em grupos políticos a informação de que o ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, teria aceitado disputar o cargo de vice-governador em uma chapa encabeçada por João Campos.

O burburinho foi suficiente para movimentar o xadrez político do estado ao longo de todo o dia, até que o próprio ministro resolveu intervir. Em nota pública, Sílvio descartou a possibilidade de disputar como vice e reafirmou seu projeto político: disputar o Senado com o apoio do presidente Lula. Embora não tenha rompido com João Campos, a declaração deixou claro que seu caminho político segue em outra direção.

Para muitos observadores, a fala teve um recado indireto: outros atores políticos também se colocam como representantes do campo lulista em Pernambuco, inclusive no campo de alianças da governadora Raquel Lyra.

O quinto elemento que ampliou a pressão sobre o prefeito foi discutido diretamente em Brasília. Em reunião com o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, e com o senador pernambucano Humberto Costa, João Campos ouviu um recado claro da legenda.

O PT não aceita a possibilidade de que a chapa do prefeito tenha três candidatos ao Senado — dois oficiais e um avulso. Para o partido, esse cenário fragmentaria os votos e enfraqueceria o campo político aliado ao presidente Lula. A posição é objetiva: a chapa pode ter apenas dois nomes disputando o Senado.

Isso cria uma equação delicada. Humberto Costa é considerado um nome praticamente certo em uma das vagas. A segunda vaga, porém, passa a ser disputada por diferentes interesses políticos, incluindo o projeto de Marília Arraes e as ambições de outras lideranças.

Diante desse cenário, o prefeito João Campos se vê diante de um momento decisivo. O jovem líder socialista, que em 2024 conduziu sua reeleição com amplo domínio político no Recife, agora precisa demonstrar que tem capacidade de conduzir uma coalizão estadual complexa, com múltiplos interesses e lideranças fortes.

A política pernambucana entrou em uma fase de ajustes finos e reposicionamentos estratégicos. E, nesse novo tabuleiro, João Campos terá que mostrar habilidade para manter aliados próximos, administrar disputas internas e tomar decisões duras quando necessário.

Nos bastidores, cresce a percepção de que o tempo urge. E que, para manter o controle do jogo político em Pernambuco, o prefeito do Recife terá escolhas a fazer — e talvez algumas cabeças a cortar.

MILÍCIA PRIVADA, INTIMIDAÇÃO E PODER E A QUEDA DO BANQUEIRO DANIEL VORCARO COM O ESCÂNDALO QUE ABALA O BRASIL

Uma investigação da Polícia Federal revelou um dos escândalos mais explosivos envolvendo o sistema financeiro e o poder político no Brasil nos últimos anos. O banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, foi preso novamente nesta quarta-feira em São Paulo por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. A decisão foi tomada após a análise de mensagens extraídas do celular do empresário, que indicam a existência de uma estrutura clandestina usada para proteger interesses do banco, pressionar adversários e até intimidar jornalistas.

As revelações da investigação provocaram forte repercussão nos bastidores políticos e jurídicos de Brasília. De acordo com a Polícia Federal, Vorcaro teria comandado uma organização paralela conhecida como “A Turma”, descrita pelos investigadores como uma espécie de milícia privada voltada à proteção do banqueiro e à execução de ações contra críticos, concorrentes e ex-funcionários.

Além de Vorcaro, outras três pessoas foram presas na operação: o empresário e pastor Fabiano Zettel, cunhado e considerado braço-direito do banqueiro; Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido pelo apelido de “Sicário” e apontado como líder operacional da estrutura clandestina; e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, suspeito de participar de ações de vigilância e intimidação.

Segundo os investigadores, o grupo realizava monitoramento sistemático de jornalistas, autoridades públicas, concorrentes do mercado financeiro e ex-funcionários do banco. As mensagens analisadas também apontam possíveis tentativas de obstrução de investigações e ações coordenadas para pressionar pessoas consideradas obstáculos aos interesses do grupo.

Um dos episódios mais graves revelados pela investigação envolve o jornalista Lauro Jardim, colunista de O Globo e da rádio CBN. Em mensagens encontradas pela polícia, Vorcaro teria sugerido forjar um assalto contra o jornalista com o objetivo de intimidá-lo e causar agressões físicas que o fizessem parar de publicar reportagens sobre o banco. A revelação provocou imediata reação de entidades ligadas à imprensa.

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro divulgaram nota classificando o episódio como um ataque grave à liberdade de imprensa e ao direito da sociedade à informação. As entidades cobraram rigor nas investigações e responsabilização dos envolvidos.

O caso ganhou contornos ainda mais dramáticos horas após a prisão dos suspeitos. Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”, tentou tirar a própria vida dentro de uma cela da Polícia Federal em Belo Horizonte. Ele foi reanimado por equipes de emergência e levado a um hospital, mas teve a morte cerebral confirmada posteriormente, aumentando ainda mais a tensão em torno do caso.

As mensagens apreendidas pela PF também levantaram questionamentos sobre possíveis conexões com figuras do Judiciário e do sistema financeiro. Em uma conversa com sua esposa, a influenciadora Martha Graeff, Vorcaro afirmou que iria se encontrar com o ministro do STF Alexandre de Moraes em abril de 2025. No mesmo contexto, surgiu a informação de que a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, manteve contrato de cerca de R$ 129 milhões com o Banco Master. Até o momento, Moraes não comentou publicamente a menção ao seu nome nas mensagens.

Outro ponto investigado envolve a relação do banqueiro com veículos de comunicação. A Polícia Federal apura se houve pagamentos para influenciar conteúdos publicados em sites jornalísticos. Entre os citados estão o portal Diário do Centro do Mundo e o site O Bastidor, do jornalista Diego Escosteguy. Segundo os investigadores, as mensagens sugerem negociações para publicações favoráveis ao banco. Os citados negam irregularidades e afirmam que os valores mencionados se referiam a contratos de publicidade, prática comum no mercado.

A investigação também aponta que a influência do banqueiro teria alcançado áreas estratégicas do sistema financeiro. Ex-integrantes do Banco Central do Brasil são suspeitos de manter contato constante com Vorcaro e fornecer informações privilegiadas sobre fiscalizações e decisões envolvendo o banco. Entre os nomes citados estão o ex-diretor de fiscalização Paulo Sérgio de Souza e o ex-chefe de departamento da supervisão bancária Bellini Santana, que, segundo a investigação, receberiam pagamentos mensais do banqueiro.

No campo político, mensagens mostram que Vorcaro mantinha proximidade com líderes partidários. Em uma delas, ele descreve o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas, como “um dos meus grandes amigos de vida”. Há ainda registros indicando que Nogueira e o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, teriam utilizado helicópteros pertencentes ao banqueiro para participar de um evento esportivo em São Paulo.

Diante da avalanche de revelações, o caso ganhou grande repercussão política e jurídica. A jornalista Julia Duailibi avaliou que a decisão de André Mendonça acabou trazendo à tona informações que, segundo ela, estavam sendo mantidas longe dos holofotes por outros setores do Judiciário, em referência indireta ao ministro Dias Toffoli.

Com a prisão do banqueiro e o avanço das investigações, o escândalo envolvendo Daniel Vorcaro começa a revelar um intrincado sistema de relações entre dinheiro, influência e poder. A expectativa agora é que novas etapas da investigação tragam à tona outros personagens e esclareçam a extensão real da rede que, segundo a Polícia Federal, operava nos bastidores para proteger os interesses do Banco Master e de seu controlador.