No núcleo do Partido dos Trabalhadores (PT), a chapa ganha musculatura com figuras já consolidadas na política estadual. Entre elas, o ex-prefeito do Recife e atual deputado estadual João Paulo Lima, conhecido por sua trajetória ligada às pautas populares, e a deputada Dani Portela, que tem atuação destacada em defesa de direitos sociais, das mulheres e das minorias. A lista petista ainda incorpora nomes que representam diferentes frentes de atuação, como Doriel Barros, ligado à agricultura familiar, João da Costa, também ex-prefeito da capital, e Osmar Ricardo, além de quadros como Ivete Caetano, João Paulo Costa, Eugênia Lima, Breno e Professor Heleno, formando um grupo plural que tenta equilibrar experiência política e renovação.
Dentro da federação, o Partido Verde (PV) aposta em fortalecer sua presença especialmente no interior do estado. Nomes como Joaquim Lira, João de Nadeji, Moacir Bezerra Filho e Dr. Fernando surgem como peças-chave de uma estratégia que combina atuação regional com a defesa de pautas ambientais e de desenvolvimento sustentável. A sigla busca ampliar sua capilaridade e se posicionar como voz ativa em temas cada vez mais centrais no debate público.
Já o PCdoB entra na disputa com uma chapa mais enxuta, porém considerada estratégica. Os nomes de Vinícius Castelo e Cida Pedrosa carregam forte identidade com movimentos culturais e sociais, além de um histórico de defesa de direitos e políticas públicas inclusivas. A aposta é na consistência programática e na conexão com setores organizados da sociedade.
Nos bastidores, lideranças da federação avaliam que a composição reflete um esforço de unidade e alinhamento em torno de um projeto político comum, que tem como pano de fundo não apenas a disputa estadual, mas também a sustentação de um palanque competitivo para o campo progressista em Pernambuco. A expectativa é manter a atual bancada e, se possível, ampliar o número de cadeiras na Alepe, fortalecendo a capacidade de articulação no Legislativo.
Com nomes distribuídos entre diferentes regiões e segmentos, a federação entra na corrida eleitoral buscando equilibrar tradição e renovação. O desafio, agora, será transformar essa diversidade em votos nas urnas e consolidar o espaço político do bloco em um cenário que promete ser altamente competitivo.