domingo, 5 de abril de 2026

FEDERAÇÃO PT, PCdoB E PV MONTA “TIME DE PESO” PARA ALEPE E MIRA AMPLIAR FORÇA POLÍTICA EM PERNAMBUCO

Com o encerramento da janela partidária e o tabuleiro eleitoral praticamente desenhado para 2026, a federação formada por PT, PCdoB e PV entra de vez no jogo com uma estratégia clara: apostar em nomes experientes, renovar com lideranças emergentes e ampliar sua presença na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O movimento revela não apenas uma composição eleitoral, mas um projeto político que busca dialogar com diferentes camadas da população, do campo às periferias urbanas.

No núcleo do Partido dos Trabalhadores (PT), a chapa ganha musculatura com figuras já consolidadas na política estadual. Entre elas, o ex-prefeito do Recife e atual deputado estadual João Paulo Lima, conhecido por sua trajetória ligada às pautas populares, e a deputada Dani Portela, que tem atuação destacada em defesa de direitos sociais, das mulheres e das minorias. A lista petista ainda incorpora nomes que representam diferentes frentes de atuação, como Doriel Barros, ligado à agricultura familiar, João da Costa, também ex-prefeito da capital, e Osmar Ricardo, além de quadros como Ivete Caetano, João Paulo Costa, Eugênia Lima, Breno e Professor Heleno, formando um grupo plural que tenta equilibrar experiência política e renovação.

Dentro da federação, o Partido Verde (PV) aposta em fortalecer sua presença especialmente no interior do estado. Nomes como Joaquim Lira, João de Nadeji, Moacir Bezerra Filho e Dr. Fernando surgem como peças-chave de uma estratégia que combina atuação regional com a defesa de pautas ambientais e de desenvolvimento sustentável. A sigla busca ampliar sua capilaridade e se posicionar como voz ativa em temas cada vez mais centrais no debate público.

Já o PCdoB entra na disputa com uma chapa mais enxuta, porém considerada estratégica. Os nomes de Vinícius Castelo e Cida Pedrosa carregam forte identidade com movimentos culturais e sociais, além de um histórico de defesa de direitos e políticas públicas inclusivas. A aposta é na consistência programática e na conexão com setores organizados da sociedade.

Nos bastidores, lideranças da federação avaliam que a composição reflete um esforço de unidade e alinhamento em torno de um projeto político comum, que tem como pano de fundo não apenas a disputa estadual, mas também a sustentação de um palanque competitivo para o campo progressista em Pernambuco. A expectativa é manter a atual bancada e, se possível, ampliar o número de cadeiras na Alepe, fortalecendo a capacidade de articulação no Legislativo.

Com nomes distribuídos entre diferentes regiões e segmentos, a federação entra na corrida eleitoral buscando equilibrar tradição e renovação. O desafio, agora, será transformar essa diversidade em votos nas urnas e consolidar o espaço político do bloco em um cenário que promete ser altamente competitivo.

AVANTE REAGE, SE FORTALECE E PROMETE CHAPAS ROBUSTAS PARA 2026 EM PERNAMBUCO

Em meio ao acirramento do cenário político e à reta final da janela partidária, o presidente estadual do Avante, Sebastião Oliveira, adotou um tom firme e estratégico ao assegurar que a sigla não apenas permanecerá competitiva, como também ampliará sua presença nas eleições de 2026. Em declaração dada neste sábado (4), o dirigente afastou qualquer especulação sobre fragilidade interna e projetou um desempenho expressivo tanto na disputa por vagas na Assembleia Legislativa de Pernambuco quanto na Câmara dos Deputados.

A fala de Sebastião ocorre em um momento decisivo para a reorganização das forças políticas no estado, especialmente após o encerramento do prazo de filiação partidária. Demonstrando confiança, ele destacou que o Avante chega a essa etapa fortalecido e pronto para surpreender. Segundo o presidente, a legenda deve apresentar uma chapa proporcional com potencial para eleger entre três e quatro deputados estaduais, além de dois a três nomes com competitividade para a Câmara Federal.

No centro desse projeto está também a pré-candidatura à reeleição do deputado federal Valdemar Oliveira, irmão de Sebastião, que deve ser uma das principais apostas do partido para manter espaço em Brasília. A estratégia do Avante, segundo o dirigente, passa pela chegada de novos quadros políticos, cujos nomes começaram a ser definidos ainda no último dia da janela partidária, indicando um movimento de articulação silencioso, porém eficaz.

Sem economizar nas palavras, Sebastião Oliveira também aproveitou o momento para rebater críticas e avaliações de adversários que apontavam um possível enfraquecimento da sigla. Em tom de provocação, ele afirmou que o partido segue em expansão não apenas em Pernambuco, mas em diversos estados do país, citando bases fortalecidas em regiões estratégicas como Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Amazonas, São Paulo e Rio de Janeiro.

A declaração reforça uma tentativa clara de reposicionar o Avante no tabuleiro político estadual, buscando protagonismo em um cenário dominado por grandes federações e alianças tradicionais. Ao sinalizar crescimento e capacidade de montagem de chapas competitivas, Sebastião Oliveira indica que o partido pretende ir além de coadjuvante e disputar espaço real nas eleições proporcionais, influenciando diretamente a formação das futuras bancadas.

Nos bastidores, a movimentação é vista como parte de uma estratégia mais ampla de consolidação partidária, que inclui a atração de lideranças regionais, fortalecimento de bases eleitorais e ampliação do diálogo com diferentes grupos políticos. Com isso, o Avante tenta transformar o discurso de resistência em narrativa de crescimento, mirando não apenas resultados eleitorais, mas também maior peso nas articulações políticas que definirão os rumos de Pernambuco nos próximos anos.

MARCONI SANTANA ADERE AO PSD DE RAQUEL LYRA E SE POSICIONA COMO FORÇA EMERGENTE NA DISPUTA PELA ALEPE

O tabuleiro político de Pernambuco ganhou um novo movimento estratégico com a filiação do ex-prefeito de Flores, Marconi Santana, ao PSD, legenda que integra a base da governadora Raquel Lyra. A decisão, tomada após conversas com diferentes partidos, sinaliza não apenas uma escolha partidária, mas um reposicionamento claro no cenário estadual, mirando diretamente uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) em 2026.

Reconhecido por sua atuação à frente da Prefeitura de Flores, no Sertão do Pajeú, Marconi entra no PSD com o objetivo de ampliar sua presença política para além das fronteiras do município. Nos bastidores, sua filiação é interpretada como um gesto de alinhamento ao projeto político liderado por Raquel Lyra, que trabalha para fortalecer sua base com nomes competitivos em todas as regiões do estado.

A movimentação não aconteceu por acaso. Segundo interlocutores, Marconi foi procurado por outras siglas, o que reforça seu capital político e sua capacidade de articulação. Ainda assim, optou por um partido que hoje desponta como um dos mais estruturados em Pernambuco, especialmente após o crescimento de sua bancada e o fortalecimento no campo governista. A escolha também o coloca mais próximo do centro das decisões estratégicas do grupo que comanda o Palácio do Campo das Princesas.

Paralelamente à filiação, o ex-prefeito já vem intensificando agendas políticas e ampliando sua rede de apoios. Lideranças locais, ex-aliados e novos parceiros têm sido incorporados ao seu projeto, numa construção que busca consolidar musculatura eleitoral suficiente para enfrentar uma disputa historicamente acirrada por cadeiras na Alepe. O movimento é visto como parte de uma pré-campanha silenciosa, mas consistente.

Analistas políticos avaliam que Marconi Santana reúne atributos que podem favorecer sua candidatura: experiência administrativa, trânsito político no Sertão e capacidade de diálogo com diferentes grupos. No entanto, também destacam que o caminho até a eleição exige capilaridade em outras regiões e fortalecimento de sua imagem junto ao eleitorado estadual.

A entrada no PSD, nesse contexto, funciona como um ponto de partida para uma caminhada que promete ser intensa. Ao se alinhar com o grupo de Raquel Lyra, Marconi não apenas define um lado, mas assume o desafio de se consolidar como um nome competitivo dentro de uma base que tende a lançar diversos candidatos fortes.

Se a disputa de 2026 ainda está no horizonte, os movimentos já começaram — e, pelo ritmo adotado, Marconi Santana demonstra que está disposto a percorrer cada etapa desse percurso com estratégia, articulação e presença política ativa.

PT DE PERNAMBUCO FECHA FILEIRAS COM JOÃO CAMPOS, PROJETA PALANQUE FORTE DE LULA E DEFINE RUMOS PARA 2026

O cenário político pernambucano para as eleições de 2026 começa a ganhar contornos mais definidos dentro do Partido dos Trabalhadores, com a consolidação de uma estratégia que mira tanto o fortalecimento regional quanto o alinhamento nacional. Em entrevista ao programa Frente a Frente, comandado pelo jornalista Magno Martins, o deputado federal Carlos Veras, que também preside o PT no estado, reafirmou que a legenda já tem um caminho traçado: apoiar a candidatura de João Campos ao Governo de Pernambuco, além de sustentar um palanque robusto para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A composição defendida pela Federação Brasil da Esperança em Pernambuco inclui ainda a presença de Humberto Costa e Marília Arraes como nomes ao Senado Federal, formando uma chapa considerada estratégica para garantir competitividade e coesão política no estado. Segundo Veras, essa definição não foi construída de forma isolada, mas sim a partir de um processo interno amplo, que envolveu sete plenárias estaduais e culminou com mais de 90% de aprovação do diretório petista.

Apesar da demonstração de unidade, o dirigente reconheceu que divergências surgiram ao longo das discussões, especialmente após a ausência de alguns deputados estaduais em momentos considerados decisivos. Ainda assim, tratou os episódios como parte natural da dinâmica interna do partido, ressaltando que o PT tem tradição em debater suas diferenças de forma aberta. Para ele, o diálogo é o principal instrumento para construção de consensos, afastando qualquer possibilidade de decisões impostas de cima para baixo.

Um dos pontos mais sensíveis abordados durante a entrevista foi a possibilidade de existência de mais de um palanque para Lula em Pernambuco, diante das movimentações políticas da governadora Raquel Lyra. Veras deixou claro que, embora o PT reconheça João Campos como o único candidato oficialmente vinculado ao campo lulista no estado, não considera inadequado que outros postulantes ao governo também declarem apoio ao presidente.

Na avaliação do dirigente, esse movimento pode ser interpretado como um reconhecimento das ações do Governo Federal em Pernambuco, especialmente em áreas sociais e de infraestrutura. Ainda assim, ele enfatizou que a decisão final sobre em qual palanque Lula estará presente durante a campanha caberá exclusivamente ao próprio presidente, dentro de uma estratégia nacional mais ampla.

Ao comentar o posicionamento da atual gestão estadual, Veras destacou que existe uma contradição política no palanque liderado por Raquel Lyra, que reúne nomes ligados a setores da direita e ao bolsonarismo, ao mesmo tempo em que reconhece iniciativas do Governo Federal. Como contraponto, citou exemplos de articulações em outros estados, como a Bahia, onde partidos com composições nacionais distintas conseguem manter alianças locais baseadas em interesses administrativos e políticos convergentes.

Dentro desse contexto, a articulação em Pernambuco é vista como parte de uma engrenagem maior coordenada nacionalmente por Lula, com o objetivo de ampliar a presença da base aliada no Congresso Nacional e fortalecer palanques regionais estratégicos no Nordeste. A aposta é que a candidatura de João Campos funcione como eixo central dessa mobilização no estado, impulsionando não apenas a disputa pelo governo, mas também contribuindo diretamente para o projeto de reeleição presidencial.

Com o encerramento da janela partidária e a aproximação das convenções, o PT pernambucano passa a concentrar esforços na organização das chapas proporcionais e na mobilização das bases. A orientação, segundo Carlos Veras, é construir uma campanha que dialogue diretamente com a população, destacando políticas públicas voltadas às camadas mais vulneráveis e reforçando a defesa das instituições democráticas em um cenário político ainda marcado por polarizações intensas.

JOÃO CAMPOS INTENSIFICA PRÉ-CAMPANHA NO AGRESTE E TRANSFORMA VISITA À FEIRA DE BONITO EM ATO DE PROXIMIDADE POLÍTICA

Em mais um movimento estratégico de aproximação com o eleitorado do interior, o pré-candidato ao Governo de Pernambuco pela Frente Popular, João Campos (PSB), cumpriu agenda neste sábado (4) no município de Bonito, no Agreste do estado. A visita, marcada por forte simbolismo popular, teve como ponto alto a passagem pela tradicional feira livre da cidade — espaço emblemático da cultura nordestina e termômetro político em períodos pré-eleitorais.

Recebido pelo prefeito Ruy Barbosa (PSB), João iniciou a agenda com um café da manhã ao lado de lideranças locais, em um momento reservado que antecedeu a caminhada pela feira. O encontro serviu não apenas para alinhamentos políticos, mas também para reforçar laços com aliados estratégicos em uma região considerada decisiva para o pleito estadual.

Ao circular entre bancas de frutas, verduras, carnes e produtos regionais, João Campos conversou com feirantes, ouviu demandas da população e posou para fotos com moradores. A presença de lideranças da Mata Sul e de diversas cidades do Agreste ampliou o peso político do ato, transformando a visita em uma espécie de demonstração de força e articulação regional.

A agenda também contou com a participação do pré-candidato a vice-governador, Carlos Costa, e da pré-candidata ao Senado, Marília Arraes, que acompanharam João durante toda a programação. A presença do trio reforça a construção de uma chapa que busca equilíbrio político e capilaridade eleitoral em diferentes regiões do estado.

Encerrando a passagem por Bonito, João concedeu entrevista a uma rádio local, onde destacou a importância de ouvir a população de perto e reafirmou o compromisso de percorrer todas as regiões de Pernambuco durante a pré-campanha. O tom adotado foi de proximidade e escuta ativa, estratégia que vem sendo adotada ao longo de sua agenda pelo interior.

A visita a Bonito integra uma série de compromissos no Agreste pernambucano, região historicamente disputada e fundamental para qualquer projeto eleitoral estadual. Ao apostar em agendas populares, como visitas a feiras livres, João Campos sinaliza uma tentativa clara de fortalecer sua imagem junto às bases e consolidar apoios antes do início oficial da campanha.

Com articulação crescente e presença constante no interior, o pré-candidato do PSB intensifica sua movimentação política e amplia o diálogo com diferentes segmentos da sociedade, em um cenário que começa a ganhar forma rumo às eleições estaduais de 2026.

LULA TERÁ DOIS PALANQUES EM PERNAMBUCO E DISPUTA GANHA NOVOS CONTORNOS COM FORÇA DE ANDRÉ DE PAULA E ADESÃO DE TÚLIO GADELHA

A corrida pelo Governo de Pernambuco em 2026 se consolida com um desenho político que remete a movimentos já conhecidos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: dois palanques aliados disputando o mesmo espaço eleitoral. Mesmo com o Partido dos Trabalhadores (PT) estadual sinalizando apoio à pré-candidatura de João Campos, o cenário aponta para uma divisão estratégica da base lulista, sem exclusividade para nenhum dos lados.

O paralelo mais evidente vem de 2006, quando Lula esteve politicamente ligado a duas candidaturas competitivas ao Governo do Estado: Humberto Costa e Eduardo Campos. Naquele contexto, ambos representavam o campo governista, com vitória final de Eduardo no segundo turno, apoiado pelo próprio Humberto. Duas décadas depois, o enredo se repete com novos atores e maior complexidade.

De um lado, João Campos estrutura sua pré-campanha com base na Frente Popular e no apoio petista, contando com nomes estratégicos do governo federal. Entre eles, o próprio Humberto Costa, que deve disputar a reeleição ao Senado em sua chapa, além dos ministros Luciana Santos e Wolney Queiroz, que reforçam o vínculo direto com Brasília.

No campo da governadora Raquel Lyra, o palanque também ganha densidade política e aproximação com o governo federal. Dois ministros de Lula já orbitam sua base: José Múcio Monteiro e, sobretudo, André de Paula, que se fortaleceu nacionalmente ao assumir uma das pastas mais estratégicas da Esplanada.

À frente da Agricultura, André de Paula passou a concentrar influência direta sobre políticas públicas, crédito rural e articulação com o setor produtivo, ampliando significativamente seu peso político. Esse protagonismo o transformou em peça-chave no xadrez pernambucano, fortalecendo o PSD e ampliando a capacidade de diálogo entre o governo estadual e Brasília.

Agora, um novo ingrediente adiciona ainda mais complexidade ao cenário: a presença de Túlio Gadelha no palanque de Raquel Lyra. Tradicionalmente identificado como um deputado de esquerda, com atuação alinhada a pautas progressistas e proximidade histórica com o campo lulista, Túlio surge como opção para a disputa ao Senado na chapa governista.

Sua entrada representa uma inflexão política relevante. Ao mesmo tempo em que amplia o espectro ideológico do grupo de Raquel, também injeta uma “pitada lulista” em seu palanque, aproximando ainda mais a governadora de setores que orbitam o presidente. Na prática, a movimentação reforça a tese de que a influência de Lula estará distribuída entre os dois principais projetos em disputa no estado.

Esse rearranjo evidencia que a eleição pernambucana não será marcada por uma divisão simples entre governo e oposição, mas por uma disputa dentro do próprio campo de aliados do presidente. Nenhum dos lados poderá reivindicar exclusividade, já que a prioridade de Lula segue sendo a manutenção de uma base ampla para seu projeto nacional.

O histórico recente reforça a importância das estratégias adotadas. Em 2022, Marília Arraes tentou nacionalizar o debate ao atrelar sua candidatura ao projeto presidencial, enquanto Raquel Lyra focou em pautas locais — movimento que acabou sendo decisivo para sua vitória. A lição permanece viva para 2026.

Diante desse cenário, tanto João Campos quanto Raquel Lyra terão o desafio de equilibrar a associação com o governo federal e a defesa de propostas concretas para Pernambuco. Mais do que estar próximo de Lula, será fundamental demonstrar capacidade de transformar essa relação em resultados práticos para a população.

Com dois palanques competitivos, presença de ministros em ambos os lados, o fortalecimento de André de Paula em Brasília e a entrada de Túlio Gadelha ampliando o campo político de Raquel, Pernambuco caminha para uma eleição estratégica, complexa e marcada pela divisão — e ao mesmo tempo pela força — do lulismo no estado.

FESTA DA PITOMBA 2026 TRANSFORMA JABOATÃO EM GRANDE PALCO DE FÉ, CULTURA E MOVIMENTAÇÃO MILIONÁRIA

O Domingo de Páscoa 2026 marca o início de uma das mais emblemáticas manifestações culturais e religiosas de Pernambuco. A 369ª edição da Festa de Nossa Senhora dos Prazeres, tradicionalmente conhecida como Festa da Pitomba, começou neste dia 5 e segue até o próximo dia 13, no histórico Monte dos Guararapes, reunindo milhares de fiéis, turistas e moradores em uma programação que mistura devoção, cultura popular e entretenimento.

Com raízes profundas na religiosidade pernambucana, a festa dedicada à Nossa Senhora dos Prazeres ultrapassa séculos de tradição e se consolida como um dos maiores eventos do calendário do Jaboatão dos Guararapes. Ao longo de nove dias, o espaço do santuário se transforma em um verdadeiro centro de convivência, onde celebrações litúrgicas, procissões e apresentações musicais convivem em um ambiente de intensa participação popular.

A expectativa da gestão municipal é de que o evento movimente cerca de R$ 9 milhões na economia local, reforçando o impacto direto da festa não apenas no campo cultural, mas também no desenvolvimento econômico da cidade. O prefeito Mano Medeiros destaca que a Festa da Pitomba representa um elo entre tradição e geração de oportunidades, sendo responsável por impulsionar setores como comércio, alimentação, transporte e serviços.

Durante o período festivo, aproximadamente mil empregos diretos devem ser gerados, envolvendo desde artistas e técnicos de som até ambulantes, cozinheiros, seguranças e profissionais de apoio. A cadeia produtiva do evento ganha força com a circulação de visitantes, criando um ambiente favorável para pequenos empreendedores e trabalhadores informais que encontram na festa uma importante fonte de renda.

A movimentação intensa também exige um planejamento rigoroso na área de mobilidade urbana. A Prefeitura, por meio da Secretaria Executiva de Mobilidade, implementou um esquema especial de trânsito que altera significativamente a rotina nas imediações do evento. Nos dias dedicados às atividades religiosas, entre 6 e 8 de abril, seis pontos de bloqueio viário entram em funcionamento. Já durante todo o período da festa, especialmente nos dias de shows e procissões, o número de interdições sobe para 11 pontos, operando diariamente das 14h até as 3h da madrugada.

O acesso ao santuário, localizado no alto do Monte dos Guararapes, será feito prioritariamente pela Rua dos Sonhos e pela Praça das Bandeiras. Com a limitação de vagas para estacionamento, a recomendação das autoridades é o uso de transporte público, alternativa considerada mais segura e eficiente diante do grande fluxo esperado. Cerca de 30 agentes de trânsito atuam diariamente para organizar o deslocamento de veículos e pedestres, buscando reduzir congestionamentos e garantir a fluidez nas vias.

A segurança também ganha reforço expressivo durante a Festa da Pitomba. Aproximadamente 40 guardas municipais são mobilizados por dia, em um esquema que soma 248 operações ao longo do evento. As equipes atuam de forma estratégica, utilizando viaturas, motocicletas e patrulhamento a pé, além do suporte de duas bases móveis de videomonitoramento que permitem acompanhamento em tempo real das áreas de maior concentração.

A operação conta ainda com o apoio da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, que integra forças da Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros. Uma Delegacia Móvel instalada no local reforça a capacidade de resposta rápida a eventuais ocorrências, ampliando a sensação de segurança para o público presente.

Entre a fé que move romeiros e devotos e o ritmo dos shows que animam as noites, a Festa da Pitomba reafirma sua importância como patrimônio imaterial e motor econômico, ocupando as ladeiras do Monte dos Guararapes com uma energia que atravessa gerações e mantém viva uma das tradições mais marcantes de Pernambuco.

TIROS, CORRERIA E TENSÃO EM PORTO DE GALINHAS: AÇÃO POLICIAL CONTRA TRÁFICO TERMINA COM TRÊS PRESOS E PÂNICO ENTRE TURISTAS

Um dos destinos turísticos mais movimentados de Pernambuco foi cenário de momentos de tensão na tarde deste sábado (4). A tranquilidade típica da praia de Porto de Galinhas foi interrompida por uma ação policial que resultou em correria, medo e apreensão entre banhistas e comerciantes que estavam na faixa de areia.

De acordo com a Polícia Militar de Pernambuco, equipes do 18º Batalhão foram acionadas após denúncias de tráfico de drogas em um dos acessos à praia. A área, conhecida por concentrar grande fluxo de turistas, estava bastante movimentada no momento da ocorrência, o que ampliou o impacto da operação.

Ao chegarem ao local, os policiais identificaram quatro homens em atitude considerada suspeita. Segundo a corporação, o grupo tentou fugir ao perceber a aproximação das viaturas. Três deles foram alcançados rapidamente, enquanto o quarto conseguiu escapar em meio à movimentação intensa.

Durante a abordagem, ainda conforme a PM, houve resistência por parte dos suspeitos, o que desencadeou luta corporal com os agentes. Um policial ficou ferido, apresentando escoriações e uma torção na perna após ser empurrado durante o confronto.

O clima de tensão aumentou quando populares passaram a interferir na ação. Testemunhas relataram que algumas pessoas tentaram impedir a prisão dos suspeitos, chegando a arremessar objetos contra os policiais e até tentar retirar os detidos à força, além de investidas para subtrair armamento dos agentes.

Relatos de quem estava no local apontam que o episódio foi marcado por disparos, provocando pânico generalizado. Turistas correram em busca de abrigo, enquanto comerciantes fecharam barracas às pressas temendo uma escalada da violência. Em resposta, a Polícia Militar informou que utilizou força considerada proporcional à situação, além de agentes químicos para dispersar a multidão, e destacou que não houve registro de feridos por arma de fogo.

Na ação, foram apreendidas 45 porções de uma substância semelhante à maconha. Os três suspeitos detidos, com idades de 19, 24 e 28 anos, foram encaminhados à delegacia local.

A Polícia Civil de Pernambuco confirmou que os homens foram autuados em flagrante por tráfico de drogas pela 43ª Delegacia de Porto de Galinhas. Após os procedimentos, eles seguiram para audiência de custódia e permanecem à disposição da Justiça.

O episódio reacende o debate sobre segurança em áreas turísticas de grande circulação no litoral pernambucano. Frequentemente associada a cenários paradisíacos, Porto de Galinhas também enfrenta desafios ligados ao crescimento urbano e à presença de atividades ilícitas, exigindo ações cada vez mais estratégicas das forças de segurança para garantir a tranquilidade de moradores e visitantes.