quinta-feira, 16 de abril de 2026
OBRAS DO AEROPORTO DE CARUARU AVANÇAM
IMPASSE NA ALEPE TRAVA ORÇAMENTO E RAQUEL LYRA PRESSIONA POR VOTAÇÃO IMEDIATA DA LOA 2026
A situação ganhou novos contornos com a recente reviravolta na Comissão de Finanças da Alepe. O colegiado aprovou um projeto substitutivo que estabelece o limite de 20% para remanejamento do orçamento estadual — percentual superior aos 10% defendidos inicialmente pelo Governo do Estado. Este último, no entanto, encontra-se suspenso por decisão judicial, o que abriu espaço para que a nova proposta ganhasse protagonismo dentro da Casa.
Diante desse cenário, a governadora reforçou a necessidade de destravar o processo e garantir que o orçamento entre em vigor de forma plena. Em declaração nesta quinta-feira (16), Raquel Lyra destacou que, embora o Governo venha conseguindo aprovar suas matérias com apoio da base aliada, o atraso na votação da LOA prejudica diretamente a população.
Segundo ela, Pernambuco vive uma situação atípica em nível nacional. “É o único estado do Brasil que ainda não votou o orçamento em sua plenitude”, enfatizou, deixando claro que o impasse não atinge o governo em si, mas compromete a execução de políticas públicas essenciais. A gestora também fez um apelo por maior convergência entre os poderes, defendendo que o foco deve ser o interesse coletivo.
Nos bastidores da Alepe, o clima é de expectativa e incerteza. O presidente da Comissão de Finanças, deputado Antônio Coelho, avalia que o projeto substitutivo aprovado pelo colegiado deve ser priorizado na pauta do plenário, justamente porque o texto anterior está suspenso por liminar. A proposta foi apresentada pelo deputado João de Nadegi, que buscou construir uma alternativa viável diante do impasse jurídico.
Apesar da urgência, a tramitação sofreu novo atraso. A sessão plenária que poderia avançar na discussão foi cancelada pelo presidente da Alepe, Álvaro Porto, sob a justificativa de problemas técnicos. O adiamento frustrou a expectativa de votação imediata e ampliou a pressão política em torno do tema.
O impasse revela não apenas uma disputa técnica sobre percentuais, mas também um jogo político mais amplo, que envolve autonomia do Executivo, prerrogativas do Legislativo e o equilíbrio de forças dentro da Casa. Enquanto isso, o orçamento segue sem definição final, o que dificulta o planejamento e a execução de ações governamentais em áreas estratégicas.
Com o debate ainda em aberto, a tendência é que os próximos dias sejam decisivos. A pressão do Governo deve aumentar, enquanto deputados avaliam o impacto político e administrativo de manter o orçamento travado. No centro dessa disputa, permanece a população pernambucana, diretamente afetada pela indefinição de recursos e prioridades para o próximo ano.
VEJA OS CACHÊS DO SÃO JOÃO DE CARUARU
GARANHUNS INVESTE EM CULTURA E LEVA MÚSICA À SALA DE AULA COM PROJETO “SINTA O SOM”
A iniciativa é desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Música e Educação, com apoio do Santander e do Ministério da Cultura, e tem como foco proporcionar experiências artísticas a crianças e jovens da rede pública.
Antes da implementação nas escolas, professores e coordenadores de 17 unidades participaram de uma formação voltada às metodologias do projeto, que incluem práticas lúdicas, experimentação sonora, canto coletivo e construção de instrumentos com materiais recicláveis.
Duas unidades foram selecionadas para receber diretamente as atividades: a Escola Salomão Rodrigues Vilela, no distrito de Miracica, e a Escola Manoel Correia Evangelista, no Sítio Cruz. Com encontros semanais, o projeto busca estimular criatividade, senso crítico e conexão com as identidades culturais brasileiras.
Mais do que ensino musical, o “Sinta o Som” se apresenta como uma ferramenta de transformação social, reforçando o papel da cultura na formação integral dos estudantes e na valorização das realidades locais.
DEPUTADO EDUARDO DA FONTE APRESENTA PROJETO QUE AMPLIA DIREITOS PARA PESSOAS COM FIBROMIALGIA INCAPACITANTE
ESPONTÂNEA REVELA VIRADA DISCRETA: RAQUEL LYRA APARECE À FRENTE DE JOÃO CAMPOS EM MEIO À INDEFINIÇÃO DO ELEITORADO
No cenário estimulado — quando os nomes dos candidatos são apresentados ao eleitor — João Campos registra 50% das intenções de voto, consolidando uma liderança confortável. Raquel Lyra aparece na segunda colocação, com 38%, mantendo-se como principal adversária direta. A diferença de 11 pontos percentuais indica vantagem consistente do prefeito recifense nesse formato de consulta.
Mais atrás, os demais nomes testados têm desempenho discreto. Eduardo Moura surge com cerca de 3%, enquanto Ivan Moraes aparece com aproximadamente 1%. Brancos, nulos e eleitores que afirmam não escolher nenhum candidato somam cerca de 10%, além de uma pequena parcela que ainda não sabe em quem votar.
No entanto, é na pesquisa espontânea — considerada por analistas como um termômetro mais “orgânico” da lembrança do eleitor — que o cenário ganha nuances mais complexas. Nesse recorte, Raquel Lyra aparece com 28% das intenções de voto, à frente de João Campos, que registra 26%. A diferença, ainda que pequena, revela que o nome da governadora está mais presente na memória imediata do eleitorado neste momento.
Outras menções surgem de forma pulverizada, incluindo referências indiretas como “filho de Eduardo Campos” (2%) e o ex-governador Eduardo Campos (1%), além de citações residuais que somam 5%. Brancos e nulos chegam a 7%, mas o dado mais expressivo é o alto índice de indecisão: 36% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder, evidenciando que a corrida eleitoral ainda está em aberto e sujeita a mudanças.
O levantamento também mediu a rejeição dos possíveis candidatos. Ivan Moraes aparece como o nome com maior resistência, sendo citado por 39% dos eleitores como alguém em quem não votariam de forma alguma. João Campos também registra 39% nesse indicador, o que sugere um nível elevado de polarização em torno de sua candidatura. Raquel Lyra, por sua vez, apresenta 29% de rejeição — um índice menor, mas ainda significativo dentro do cenário competitivo.
Entre os entrevistados, 3% afirmaram não saber responder à pergunta sobre rejeição, enquanto 2% disseram que votariam em qualquer um dos candidatos ou não rejeitam nenhum nome.
Registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-04713/2026, a pesquisa reforça a existência de dois movimentos simultâneos: de um lado, a vantagem consolidada de João Campos no cenário estimulado; de outro, a presença competitiva de Raquel Lyra na lembrança espontânea do eleitor, em um ambiente ainda marcado por incertezas.
Com um contingente expressivo de eleitores indecisos e índices relevantes de rejeição entre os principais nomes, o quadro aponta para uma disputa que, apesar das sinalizações iniciais, permanece aberta e sujeita a reconfigurações ao longo do processo eleitoral.
ESCÂNDALO NA ALEPE DERRUBA EX-DEPUTADO LEONARDO DIAS
LULA ARTICULA DOIS PALANQUES EM PERNAMBUCO E AMPLIA JOGO POLÍTICO DE OLHO EM 2026
O anúncio de obras estruturadoras, como a Adutora do Agreste, reforça o discurso institucional de cooperação entre os governos federal e estadual. No entanto, nos bastidores, o gesto tem leitura eminentemente política: Lula sinaliza que pretende dialogar com diferentes forças locais, mesmo aquelas que não compõem historicamente seu campo mais próximo.
Tradicional aliado do presidente, o prefeito do Recife, João Campos, segue como peça central do lulismo em Pernambuco. Jovem liderança com forte capital político, ele representa a continuidade de uma aliança consolidada entre o PT e o PSB no estado. Ainda assim, a aproximação com Raquel Lyra evidencia que o presidente busca ir além dessa base tradicional, mirando uma estratégia mais ampla e pragmática.
Esse movimento ganha ainda mais relevância diante do cenário eleitoral que começa a se desenhar nacionalmente. Pesquisas recentes apontam um ambiente competitivo, com o nome de Flávio Bolsonaro aparecendo numericamente à frente de Lula em alguns levantamentos. Diante disso, ampliar palanques regionais se torna uma necessidade estratégica para o presidente, especialmente em estados com peso eleitoral significativo como Pernambuco.
A leitura de que Lula deve trabalhar com mais de um palanque no estado foi reforçada pelo deputado João Paulo, que defendeu publicamente essa possibilidade. Para ele, a conjuntura exige flexibilidade política e capacidade de diálogo, indicando que o presidente não pretende restringir seu apoio a uma única candidatura ao governo estadual em 2026.
Na prática, o que se observa é a construção de um cenário onde Lula mantém pontes com diferentes lideranças, preservando alianças históricas ao mesmo tempo em que abre espaço para novos entendimentos. A presença ao lado de Raquel Lyra, sem romper com João Campos, simboliza exatamente esse equilíbrio.
Com isso, Pernambuco se consolida como um dos principais tabuleiros políticos do país na próxima eleição presidencial. E Lula, experiente articulador, já começa a desenhar sua estratégia: fortalecer sua presença no estado apostando na coexistência de dois palanques — uma jogada que pode ampliar seu alcance eleitoral e garantir maior competitividade em 2026.