No principal cenário apresentado pelo instituto, Lula aparece com 47% das intenções de voto, contra 34,3% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de 12,7 pontos percentuais. O resultado marca um crescimento do presidente em comparação ao levantamento de abril, quando tinha 46,6%, enquanto o senador sofreu uma retração expressiva após ter registrado 39,7% no mês passado.
A pesquisa também mostra os demais nomes colocados na disputa presidencial. Renan Santos surge com 6,9%, seguido do governador mineiro Romeu Zema, com 5,2%. Já o governador goiano Ronaldo Caiado aparece com 2,7%. Augusto Cury pontua 0,4%, enquanto Aldo Rebelo registra 0,2%. Outros candidatos somam 0,6%. Brancos e nulos representam 1,4%, e 1,9% dos entrevistados disseram não saber em quem votar.
O levantamento também simulou um cenário sem Flávio Bolsonaro na disputa. Nesse quadro, Romeu Zema aparece em segundo lugar com 17%, mas ainda distante de Lula, que mantém liderança confortável com 46,7%.
Na projeção de segundo turno, o presidente também ampliou vantagem. Lula aparece com 48,9%, enquanto Flávio Bolsonaro soma 41,8%. Brancos, nulos e indecisos totalizam 9,3%. Em abril, os dois estavam em situação de empate técnico, com leve vantagem para o senador do PL, que tinha 47,8%, contra 47,5% de Lula. Agora, a diferença entre ambos chega a 7,1 pontos percentuais.
A queda do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro coincide com a divulgação de mensagens envolvendo Daniel Vorcaro e a produção do filme “Dark Horse”, projeto cinematográfico sobre a trajetória política do ex-presidente. Segundo o conteúdo vazado, Flávio teria cobrado recursos financeiros para a produção do longa, episódio que repercutiu fortemente nas redes sociais e no meio político.
O impacto do caso foi medido diretamente pela pesquisa. De acordo com o AtlasIntel, 95,6% dos entrevistados afirmaram ter tomado conhecimento das conversas vazadas. Entre eles, 65,2% disseram não ter se surpreendido com o conteúdo revelado. Já 45,1% afirmaram que o episódio enfraqueceu muito a candidatura de Flávio Bolsonaro, indicando um desgaste significativo da imagem do senador junto ao eleitorado.
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg ouviu 5.032 brasileiros adultos entre os dias 13 e 18 de maio de 2026. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06939/2026.