quarta-feira, 1 de julho de 2026
CAMAROTE DA ACESSIBILIDADE ABRE AGENDAMENTOS PARA O FIG 2026
EDUARDO DA FONTE SOLICITA PRIORIDADE NO CREDENCIAMENTO DO ICIA COMO HOSPITAL GERAL PEDIÁTRICO DO AGRESTE
PREFEITURA DE GOIANA INICIA PAGAMENTO DE AUXÍLIO EMERGENCIAL DE R$ 2.500 EM PARCELA ÚNICA
EDUARDO E LULA DA FONTE QUEREM MAIS PRIORIDADES PARA OS ATINGIDOS EM CHEIAS
Eduardo e Lula da Fonte cobram ação imediata para socorrer municípios atingidos pelas fortes chuvas
na Mata Norte de Pernambuco do cenário de destruição provocado pelas fortes chuvas que castigaram a Zona da Mata Norte de Pernambuco neste fim de semana, os deputados federais Eduardo da Fonte (PP/UP) e Lula da Fonte (PP/UP) adotaram uma série de medidas para reforçar a assistência às famílias afetadas. Os parlamentares encaminharam ofícios, em caráter de urgência, à Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional e ao Governo de Pernambuco, solicitando o envio imediato de equipes especializadas em socorro, busca, resgate e apoio humanitário aos municípios atingidos.
Nos documentos, Eduardo e Lula da Fonte alertam para a gravidade da situação enfrentada por cidades como São Vicente Férrer, Macaparana, Timbaúba, Aliança, Goiana, São Benedito do Sul e outros municípios da Mata Norte, onde o transbordamento de rios e os alagamentos deixaram famílias desabrigadas, provocaram prejuízos e elevaram o risco em diversas comunidades. Os deputados defendem uma resposta rápida, coordenada e integrada entre os governos federal, estadual e municipal, com prioridade para o salvamento de vidas, assistência às famílias, monitoramento contínuo das áreas de risco, evacuação preventiva de locais vulneráveis e instalação de estruturas de acolhimento para os desabrigados.
Além das ações emergenciais, os parlamentares ressaltam a necessidade de fortalecer a política nacional de prevenção e resposta a desastres naturais. Nesse sentido, reforçam a importância da aprovação do Projeto de Lei Complementar nº 80/2022, de autoria de Eduardo da Fonte, que cria a Força Nacional de Defesa Civil e proíbe o contingenciamento de recursos federais destinados às ações de prevenção, socorro, recuperação e assistência às populações atingidas por eventos climáticos extremos.
A proposta busca estruturar uma atuação permanente, eficiente e articulada da União em apoio aos estados e municípios, garantindo maior rapidez no atendimento às emergências, mais recursos para prevenção e uma resposta mais eficaz diante do aumento da frequência e da intensidade dos desastres naturais registrados em todo o país.
Foto: Igor Toscano.
MICHELLE DEIXA A LINHA DE FRENTE DO PL E REORGANIZA O TABULEIRO POLÍTICO DO BOLSONARISMO
A saída de Michelle da linha de frente partidária altera uma configuração que vinha sendo considerada praticamente consolidada dentro do PL. Nos últimos anos, a ex-primeira-dama tornou-se uma das principais lideranças do conservadorismo nacional, ampliando sua presença em eventos partidários, fortalecendo o segmento feminino da legenda e conquistando protagonismo entre eleitores ligados às pautas conservadoras, especialmente entre o público evangélico e as mulheres. Seu nome aparecia como um dos mais competitivos para a disputa ao Senado no Distrito Federal, considerado um dos principais colégios eleitorais do país.
Com sua retirada desse projeto, o partido perde uma candidatura vista como estratégica para ampliar sua representação no Congresso Nacional. Além do peso eleitoral, Michelle exercia um papel importante na mobilização da militância e na aproximação com segmentos específicos do eleitorado, desempenhando uma função que poucos dirigentes da legenda conseguiram ocupar com a mesma intensidade.
A decisão também ocorre em meio ao ambiente de tensão provocado pela crise pública envolvendo o senador Flávio Bolsonaro. Ainda que Michelle não tenha relacionado oficialmente sua saída ao episódio, a proximidade entre os acontecimentos acabou ampliando as interpretações dentro dos bastidores políticos. A sucessão dos fatos alimentou análises de que o episódio poderá influenciar a dinâmica interna do grupo político liderado por Jair Bolsonaro.
Nos últimos meses, Flávio vinha buscando reforçar a imagem de unidade da família Bolsonaro como um dos pilares da estratégia eleitoral da direita para 2026. A coesão entre seus principais integrantes sempre foi tratada como um dos elementos centrais para manter unido o eleitorado identificado com o ex-presidente. Nesse contexto, qualquer sinal de desgaste interno naturalmente ganha repercussão política e amplia o interesse de aliados e adversários.
A eventual ausência de Michelle nas principais agendas eleitorais também cria um novo desafio para o PL. Desde as eleições de 2022, ela consolidou uma agenda própria, participando de encontros com mulheres, eventos religiosos, ações sociais e atividades partidárias em diversos estados. Sua capacidade de comunicação e mobilização transformou sua imagem em um dos ativos políticos mais importantes do bolsonarismo fora dos mandatos eletivos.
Além da influência eleitoral, Michelle passou a representar uma ponte entre o partido e segmentos do eleitorado que tradicionalmente apresentavam maior resistência ao discurso político mais confrontador. Sua presença em campanhas ajudava a ampliar o alcance da mensagem conservadora para públicos distintos, funcionando como uma liderança complementar dentro da estrutura política construída em torno de Jair Bolsonaro.
Outro aspecto observado por analistas políticos é o impacto simbólico da decisão. Em períodos eleitorais, movimentos internos costumam ser interpretados não apenas pelo conteúdo das declarações oficiais, mas também pelo momento em que ocorrem. A saída de uma liderança de destaque da estrutura partidária, especialmente após um período de tensão pública, inevitavelmente passa a integrar o debate político e desperta diferentes leituras sobre os rumos do grupo.
Para Flávio Bolsonaro, o cenário impõe agora um desafio adicional. Além das articulações próprias da pré-campanha presidencial, o senador terá a missão de preservar a percepção de estabilidade dentro do núcleo político da família e manter alinhados os principais aliados em torno do projeto eleitoral do grupo. Em campanhas nacionais, a demonstração de unidade costuma ser considerada um fator importante para fortalecer a confiança da base política e transmitir segurança ao eleitorado.
Enquanto isso, Michelle Bolsonaro permanece como uma das principais lideranças do campo conservador, mesmo sem ocupar, neste momento, um papel de candidata nas eleições de 2026. Sua influência política continua sendo reconhecida dentro do partido e entre os apoiadores do ex-presidente. A decisão de priorizar a vida familiar e deixar temporariamente a linha de frente eleitoral, entretanto, altera o cenário político e abre uma nova fase nas articulações do bolsonarismo, cujos desdobramentos deverão acompanhar toda a construção da campanha presidencial nos próximos meses.
LEGISLAÇÃO ELEITORAL VEDA PUBLICIDADE INSTITUCIONAL DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, A PARTIR DE 4 DE JULHO
MIGUEL COELHO REFORÇA PROTAGONISMO DE RAQUEL LYRA E DIZ QUE DECISÃO SOBRE CHAPA AO SENADO CABE EXCLUSIVAMENTE À GOVERNADORA
Em entrevista ao Podcast Dose Dupla, Miguel Coelho ressaltou que o processo de construção da aliança governista será conduzido por Raquel Lyra, reforçando o papel de liderança política da governadora nas articulações para a reeleição. Segundo ele, partidos aliados podem apresentar sugestões, discutir estratégias e defender seus nomes, mas a decisão final caberá a quem lidera o projeto político.
"Quem lidera esse processo é a governadora. Quem monta a chapa não é partido, é a governadora. Então essa é uma decisão que cabe única e exclusivamente a Raquel escolher quem serão os seus companheiros de chapa", afirmou.
As declarações surgem um dia após a reunião da executiva estadual da Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), que definiu, por maioria, o deputado federal Eduardo da Fonte como pré-candidato ao Senado. O resultado, entretanto, ocorreu sem unanimidade.
Miguel Coelho e o deputado federal Fernando Filho, representantes do União Brasil na federação, optaram por se abster da votação. Com isso, os cinco votos favoráveis à indicação partiram exclusivamente dos integrantes do PP, evidenciando que não houve consenso interno sobre o tema.
Ao explicar a decisão de não participar da votação, Miguel afirmou que o próprio Eduardo da Fonte teria esclarecido previamente que a reunião possuía caráter apenas administrativo e político, sem produzir qualquer efeito jurídico ou vinculante para a composição da chapa eleitoral.
Segundo ele, o encontro tratou de diversos assuntos relacionados ao funcionamento da federação, como lideranças parlamentares e questões administrativas, e a discussão sobre o Senado representava apenas uma manifestação interna.
"O próprio Eduardo disse que aquela reunião não produziria efeito jurídico algum. Era uma deliberação interna da federação. Se não iria decidir nada na prática, entendemos que seria apenas um gesto simbólico. Por isso preferimos não participar da votação", explicou.
Outro ponto destacado por Miguel Coelho foi a posição do União Brasil em relação ao projeto de reeleição da governadora. Ele revelou que solicitou o registro, em ata, de que seu partido já havia decidido apoiar oficialmente Raquel Lyra em 2026. Segundo ele, o Progressistas preferiu não incluir essa informação no documento, decisão que chamou sua atenção.
Apesar desse episódio, Miguel fez questão de reafirmar que o União Brasil permanece alinhado ao projeto político da governadora e continuará trabalhando pela sua recondução ao Palácio do Campo das Princesas.
Ao comentar a formação da futura chapa majoritária, Miguel também defendeu que a Federação União Progressista tenha espaço de destaque nas duas vagas destinadas ao Senado. Para ele, a força política da federação, que reúne dois dos principais partidos do país, justifica a reivindicação por protagonismo na composição da aliança governista.
Mesmo assim, evitou transformar a discussão em um embate interno, ressaltando que qualquer definição deverá ocorrer por meio do diálogo entre os partidos aliados e, sobretudo, sob a coordenação da governadora.
As declarações revelam que, embora Eduardo da Fonte tenha recebido o respaldo da maioria da executiva estadual da federação, a construção da chapa governista permanece aberta e dependerá das negociações que serão conduzidas nos próximos meses. A fala de Miguel Coelho também sinaliza que o União Brasil pretende continuar participando ativamente das articulações, mantendo a defesa de seus interesses sem romper a unidade do grupo político que apoia Raquel Lyra.
Com o calendário eleitoral avançando, a disputa pelas vagas ao Senado promete se tornar um dos principais focos das negociações entre os partidos da base governista em Pernambuco. Enquanto diferentes lideranças buscam consolidar espaço na chapa, Raquel Lyra permanece no centro das articulações, sendo apontada pelos próprios aliados como a responsável pela decisão definitiva sobre quem representará o seu projeto político nas eleições de 2026.
GRAVE ACIDENTE NA BR-232 DEIXA CINCO MORTOS E QUATRO FERIDOS EM BELO JARDIM
Grave acidente na BR-232 deixa cinco mortos e quatro feridos em Belo Jardim
Um grave acidente registrado na manhã desta quarta-feira (1º) provocou uma tragédia na BR-232, no município de Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco. A colisão envolveu uma motocicleta, um caminhão, uma van de passageiros e um carro de passeio, deixando cinco pessoas mortas e outras quatro feridas, segundo informações preliminares da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
O acidente aconteceu por volta das 9h45, no quilômetro 172 da rodovia. De acordo com a PRF, a suspeita inicial é de que o condutor de uma motocicleta tenha iniciado uma ultrapassagem em local proibido. Ao perceber a manobra, o motorista de um caminhão que trafegava no sentido contrário tentou evitar a colisão, perdeu o controle da direção, invadiu a pista contrária e atingiu frontalmente a motocicleta e uma van que seguia pela rodovia. Logo em seguida, um automóvel que vinha atrás da van não conseguiu parar a tempo e também acabou se envolvendo no acidente.
Com a força do impacto, o motociclista e quatro passageiros da van morreram ainda no local. As equipes de resgate constataram os óbitos antes mesmo da chegada ao hospital. Outras quatro pessoas ficaram feridas, entre elas o motorista do caminhão, o condutor da van e dois passageiros, que foram socorridos para unidades de saúde da região. O motorista do carro envolvido na colisão saiu ileso e realizou o teste do bafômetro, que apresentou resultado negativo para ingestão de álcool.
Equipes da Polícia Rodoviária Federal, do Corpo de Bombeiros, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto de Medicina Legal (IML) foram mobilizadas para atender a ocorrência. A rodovia teve o tráfego parcialmente interditado durante os trabalhos de resgate, perícia e remoção dos veículos, causando lentidão no trecho.
A Polícia Rodoviária Federal informou que a dinâmica do acidente ainda será confirmada por meio da perícia técnica. O laudo deverá esclarecer as circunstâncias exatas da colisão e apontar as responsabilidades pelo sinistro. Enquanto isso, a tragédia reforça o alerta sobre os riscos das ultrapassagens em locais proibidos e a importância do respeito às normas de trânsito, especialmente em rodovias de grande movimento como a BR-232.