segunda-feira, 13 de julho de 2026

EDUARDO E LULA DA FONTE PARABENIZAM PRESIDENTE LULA PELA INICIATIVA DE AMPLIAÇÃO DO LIMITE DO MEI PARA R$ 140 MIL e DEFENDEM REAJUSTE ANUAL BASEADO NO IPCA

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, encaminhou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 186/2026, que amplia progressivamente o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028, além de autorizar a contratação de até dois funcionários. O presidente da Federação União Progressista e pré-candidato ao Senado, deputado federal Eduardo da Fonte (PP/UP), e o deputado federal Lula da Fonte (PP/UP) parabenizaram o presidente pela iniciativa e defenderam que a proposta seja aperfeiçoada com a criação de um mecanismo permanente de atualização anual dos limites com base na variação do IPCA.

Autor do Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 253/2025, apresentado em 3 de dezembro de 2025, Eduardo da Fonte propõe que os limites previstos na Lei Complementar nº 123/2006 sejam corrigidos automaticamente todos os anos pela variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo IBGE.

Após o envio do projeto do Governo Federal ao Congresso, em 29 de junho, os parlamentares encaminharam, no dia 30 de junho, um ofício ao presidente da República defendendo a inclusão de uma regra permanente de atualização anual dos limites do MEI e das micro e pequenas empresas. No documento, os parlamentares ressaltam que, tão importante quanto definir novos valores, é garantir que eles sejam corrigidos automaticamente todos os anos, preservando seu valor real diante da inflação.

“Parabenizo o presidente Lula pela iniciativa de ampliar o limite de faturamento do MEI para R$ 140 mil. Esse é um avanço importante para milhões de brasileiros que empreendem e geram emprego e renda. Agora, precisamos dar mais um passo e garantir que esses limites sejam corrigidos automaticamente todos os anos pelo IPCA. Assim, evitamos que a inflação torne os valores novamente defasados e prejudique os pequenos empreendedores”, afirmou Eduardo da Fonte.

VICTOR MANOEL COLOCA PARANATAMA NO TOPO DO BOXE PERNAMBUCANO COM APOIO DA GESTÃO HENRIQUE GÓIS

O esporte de Paranatama vive um momento de celebração e de afirmação. O jovem atleta Victor Manoel conquistou o título de Campeão Pernambucano de Boxe, levando o nome do município ao lugar mais alto do pódio e mostrando que talento, disciplina e incentivo caminham lado a lado quando há investimento e compromisso com os esportistas.

A conquista, comemorada pela Secretaria de Turismo, Esportes e Juventude, representa muito mais do que uma medalha. É o resultado de um trabalho que vem sendo fortalecido pela gestão do prefeito Henrique Góis, que tem ampliado o apoio às diversas modalidades esportivas e incentivado jovens atletas a representarem Paranatama em competições estaduais e regionais.

Na publicação oficial da secretaria, o sentimento é de orgulho. O município destaca que Victor Manoel levou o nome de Paranatama ao topo do boxe pernambucano, reforçando a importância do incentivo ao esporte e da valorização dos talentos locais. A imagem do atleta erguendo o cinturão de campeão simboliza uma vitória construída com dedicação, treinamento e perseverança.

Nos bastidores, o reconhecimento também se estende ao trabalho desenvolvido pela Secretaria de Turismo, Esportes e Juventude e pelo Programa Casa das Juventudes, que vêm criando oportunidades para que atletas do município possam sonhar mais alto e disputar competições de grande nível. O fortalecimento das políticas públicas voltadas ao esporte tem permitido que jovens encontrem no esporte não apenas uma atividade física, mas um caminho de inclusão, disciplina e transformação social.

A gestão do prefeito Henrique Góis tem defendido que investir no esporte é investir no futuro da juventude. Cada atleta que conquista espaço em competições estaduais leva consigo não apenas o próprio sonho, mas também o nome de Paranatama, projetando o município de forma positiva em Pernambuco.

A conquista de Victor Manoel é mais uma prova de que os resultados aparecem quando talento e incentivo caminham juntos. O título estadual coloca o atleta entre os grandes nomes do boxe pernambucano e serve de inspiração para outros jovens que enxergam no esporte uma oportunidade de crescimento.

Mais do que um cinturão, Victor Manoel conquistou o reconhecimento de toda uma cidade. E, ao subir no lugar mais alto do pódio, mostrou que Paranatama também sabe formar campeões. É uma vitória do atleta, da equipe técnica, da Secretaria de Turismo, Esportes e Juventude e de uma gestão que acredita que o esporte é uma das ferramentas mais poderosas para transformar vidas e abrir novos horizontes para a juventude.

ESPECIAL - MARINHO SILVA ENTRE O SACRIFÍCIO E A GRAÇA: A ESTRADA ENSINA QUE A FÉ É O CAMINHO, E O JUAZEIRO APENAS O DESTINO


Existe um momento em que a caminhada deixa de ser física e passa a ser espiritual. O corpo continua seguindo pela estrada, mas é a alma quem assume o comando dos passos. É exatamente isso que vive o correspondente do Blog do Edney, Marinho Silva, em sua peregrinação rumo ao Santo Juazeiro. Muito antes de alcançar a terra de Padre Cícero, ele já coleciona histórias que revelam uma verdade antiga do povo nordestino: quem caminha com fé nunca segue sozinho.

No Sertão, cada quilômetro tem um significado. O calor castiga, o cansaço desafia, os pés reclamam e o silêncio da estrada parece testar a resistência de quem decidiu transformar promessas em passos. Mas, curiosamente, é justamente quando o corpo demonstra seus limites que Deus parece escolher agir através das pessoas.

Depois de deixar Serra Talhada e seguir em direção a São José do Belmonte, em um percurso de aproximadamente 85 quilômetros, a peregrinação ganhou novos capítulos. Não foram apenas quilômetros vencidos. Foram experiências que transformam uma simples viagem em uma verdadeira missão de fé.

A caminhada reservou um encontro simbólico com romeiros vindos de Sanharó, que também percorreram cerca de 400 quilômetros até o Santo Juazeiro. A fotografia registrada entre os grupos vale mais que uma lembrança. É o retrato de homens e mulheres unidos por uma mesma convicção: a de que a fé aproxima desconhecidos e transforma companheiros de estrada em irmãos de caminhada.


Marinho costuma repetir que segue "na luz que vem dos céus", levando consigo pedidos de saúde, prosperidade, proteção e paz feitos por inúmeras pessoas. E essa talvez seja a maior responsabilidade de um romeiro: compreender que a mochila pesa menos do que as esperanças depositadas por quem acredita na força da oração.

A estrada também ensina que alegria é resistência. Em meio ao esforço da caminhada, o amigo Chicão arrancou risadas e lembrou que até os momentos de descontração possuem um papel importante. Quem sorri no caminho encontra forças para continuar quando o destino ainda parece distante.

Mas foi a solidariedade espontânea que voltou a emocionar. Em Iati, Jeferson Nascimento fez questão de parar para oferecer um par de sandálias Havaianas, água, biscoitos e refrigerantes. Não foi apenas uma ajuda material. Foi uma demonstração de que o Sertão continua preservando uma de suas maiores riquezas: a capacidade de cuidar de quem sequer conhece.

Há gestos que alimentam o corpo.

Outros fortalecem a alma.

Esse fez as duas coisas ao mesmo tempo.

Pouco depois, a caminhada proporcionou um reencontro impossível de ser esquecido.

Em Serra Talhada, Taiane e seu esposo, Júnior, reconheceram Marinho e fizeram questão de compartilhar um testemunho que emocionou todos os presentes. Há dois anos, pedidos levados por ele até Padre Cícero e Nossa Senhora das Dores tornaram-se motivo de agradecimento. Segundo o casal, a graça foi alcançada.


Naquele instante, a romaria deixou de ser apenas uma peregrinação.

Transformou-se na confirmação de que a esperança continua encontrando espaço no coração de quem acredita.

Não houve discursos preparados.

Não havia câmeras suficientes para registrar a emoção.

Havia apenas abraços sinceros, lágrimas discretas e uma gratidão que dispensava qualquer explicação.

A caminhada prosseguiu pelo povoado do Sítio Nunes, em Sertânia, mantendo vivo o espírito leve que acompanha os romeiros. Porque quem enfrenta centenas de quilômetros aprende rapidamente que o sorriso também é alimento.

O lema permanece inalterado desde o primeiro dia: Fé. Foco. Orações.

Não é um slogan.

É a disciplina que sustenta cada amanhecer, cada passo e cada noite de descanso.

A hospitalidade sertaneja voltou a aparecer quando Rogério abriu as portas de sua residência, em Serra Talhada, acolhendo Marinho como se recebesse um velho amigo. É uma cena comum no interior nordestino, mas cada vez mais rara em um mundo que parece caminhar depressa demais para enxergar o próximo.

A peregrinação ainda ganhou um ingrediente especial com a presença do historiador Luiz Ferraz, atendendo ao convite do escritor Júnior Almeida, de Capoeiras, estudioso das histórias do cangaço. Entre conversas sobre Padre Cícero, o Sertão e os personagens que moldaram a identidade nordestina, ficou evidente que caminhar também é preservar memórias. A estrada não conduz apenas ao Juazeiro. Ela atravessa séculos de cultura, religiosidade e resistência.

Talvez quem veja Marinho caminhando imagine que sua missão terminará quando ele finalmente avistar a imponente estátua de Padre Cícero, no Horto.

Mas quem acompanha essa jornada diariamente sabe que o verdadeiro milagre acontece muito antes.

Ele está no copo d'água oferecido sem que ninguém peça.

Na sandália entregue por quem percebeu a necessidade do outro.

Na porta aberta de uma casa sertaneja.

Na fotografia entre romeiros que jamais haviam se visto.

Na gargalhada que vence o cansaço.

No testemunho emocionado de quem voltou apenas para agradecer uma graça alcançada.

É por isso que esta não é apenas a história de um homem caminhando até Juazeiro.

É a história de um Sertão que continua acreditando.

De um povo que transforma solidariedade em costume.

Que faz da fé sua maior herança.

Que encontra em Padre Cícero um símbolo de esperança e em Nossa Senhora das Dores o conforto para as aflições da vida.

No fim das contas, os quilômetros serão esquecidos.

As bolhas nos pés irão cicatrizar.

O sol deixará apenas marcas na pele.

Mas permanecerão vivos os encontros, os abraços, as orações e os gestos que transformaram essa peregrinação em algo muito maior que uma romaria.

Porque há viagens que terminam quando se chega ao destino.

E existem jornadas como esta, que continuam para sempre na memória de quem teve o privilégio de cruzar o caminho de um peregrino.

Afinal, o Juazeiro é o ponto de chegada. Mas a verdadeira obra de Deus acontece, silenciosamente, ao longo da estrada. É ali, entre a poeira do Sertão e o coração do seu povo, que a fé revela sua face mais bonita: a de transformar desconhecidos em irmãos e quilômetros em eternidade.

domingo, 12 de julho de 2026

OPINIÃO - SE CHAPARRAL ABRIR A PORTA PARA JOÃO CAMPOS, RAQUEL LYRA NÃO PERDE O NORTE, MAS ELE PODE PERDER O PRUMO

Na política, existem conversas que são apenas conversas. E existem movimentos que, mesmo antes de acontecerem, já produzem efeitos.

A declaração do prefeito de Surubim, Cleber Chaparral, de que mantém diálogo com João Campos e aguarda uma definição de Miguel Coelho para decidir os próximos passos, colocou uma luz amarela acesa no tabuleiro político de Pernambuco.

É preciso registrar: este colunista não acredita que uma ruptura venha a acontecer. A leitura dos movimentos recentes aponta que ainda existe uma relação construída entre Chaparral e a governadora Raquel Lyra. Uma relação que não nasceu ontem, nem foi feita apenas de fotografias.

Raquel esteve presente. O Governo esteve presente. Surubim esteve na agenda administrativa. Chaparral esteve no projeto.

E política, principalmente em Pernambuco, é feita também de memória.

Nos bastidores, uma pergunta começa a circular: até onde vai o espaço para uma mudança de rota sem que isso seja interpretado como quebra de confiança?

Porque uma coisa é dialogar. Outra coisa é trocar de caminho.

A política permite conversas, aproximações e construção de pontes. Mas também cobra coerência daqueles que ocupam espaços de liderança.

Raquel Lyra construiu sua trajetória política justamente sobre uma característica que seus aliados costumam destacar: ela não costuma tomar decisões pela pressão do momento. A governadora tem um estilo próprio, muitas vezes silencioso, mas baseado em estratégia e organização.

Quem conhece o ambiente político sabe: Raquel não é uma liderança que trabalha no improviso. Ela observa, analisa e decide.

E talvez esse seja o ponto central dessa equação.

Uma eventual saída de Chaparral do grupo da governadora — se um dia vier a ocorrer — não seria apenas uma mudança de palanque. Seria uma mudança de narrativa.

Porque política não é apenas sobre para onde alguém vai. É também sobre como chega lá.

O eleitor acompanha gestos. Os aliados acompanham gestos. A classe política acompanha gestos.

E, no jogo político, confiança é um ativo caro. Muito caro.

Chaparral tem força política, tem história e tem uma base construída. Não se trata aqui de negar sua capacidade de articulação. Pelo contrário: justamente por ser uma liderança experiente, espera-se dele uma leitura cuidadosa do cenário.

Porque às vezes a pressa em procurar uma nova porta faz alguém esquecer quem ajudou a construir a casa onde ele está.

Miguel Coelho é uma liderança importante e suas decisões terão peso no futuro político de Pernambuco. Mas Chaparral também possui uma trajetória própria e precisa avaliar qual caminho fortalece sua imagem perante aqueles que confiaram nele.

Nos bastidores da política, há uma máxima antiga: aliados podem até discordar, mas precisam saber o valor da palavra empenhada.

Raquel Lyra não chegou onde chegou negociando convicções a cada movimento do tabuleiro. Ela venceu eleições, construiu alianças e consolidou seu espaço político justamente por saber a hora de avançar e a hora de esperar.

Se Chaparral é uma liderança experiente, como seus aliados afirmam, saberá medir o tamanho de cada passo.

Porque na política, nem todo caminho novo representa avanço. Alguns atalhos podem esconder curvas perigosas.

Este colunista segue acreditando que prevalecerá o diálogo e que a parceria construída até aqui terá mais peso do que qualquer especulação de momento.

Mas fica o registro: em política, ninguém perde apenas quando muda de lado. Às vezes, perde quando deixa dúvidas sobre onde realmente está.

O tempo dirá se estamos diante apenas de uma conversa ou de uma mudança de rota.

E Pernambuco, como sempre, estará observando.

MARÍLIA ARRAES UNE DEFESA DOS TRABALHADORES E ARTICULAÇÃO POLÍTICA EM AGENDAS NO AGRESTE

Em mais uma série de agendas pelo interior de Pernambuco, a pré-candidata ao Senado, Marília Arraes, esteve, hoje, no Agreste, ao lado dos pré-candidatos ao Governo de Pernambuco, João Campos, e a vice-governador, Carlos Costa. O time de Lula participou de um encontro com loteiros, em Tacaimbó, e recebeu apoio de lideranças de Pesqueira, em um evento comandado pelo Delegado Rossine, um dos principais nomes da política local. As atividades encerraram um fim de semana de mobilizações intensas da Frente Popular, que começou no Sertão do São Francisco. 

Durante o encontro com integrantes da Associação de Toyoteiros e Loteiros, Marília defendeu a valorização dos trabalhadores e a adoção de políticas públicas que garantam o fortalecimento das condições de trabalho da categoria, que presta um tipo ode serviço de grande importância para a população do interior. “Perseguir os toyoteiros, os loteiros, é perseguir o trabalhador mais humilde, aquele que acorda cedo para garantir o sustento da família e que também depende desse transporte para exercer o seu direito de ir e vir. Essa é uma escolha política: ou se governa para quem concentra privilégios ou se governa para quem vive do próprio trabalho. Eu escolhi estar ao lado do povo. Foi isso que o presidente Lula fez ao colocar os brasileiros mais pobres no centro das prioridades do país, e é esse compromisso que queremos fortalecer em Pernambuco, com mais investimentos, respeito aos trabalhadores e oportunidades para quem mais precisa", afirmou.

Na sequência, o trio majoritário seguiu para Pesqueira, onde participou de um grande encontro liderado pelo Delegado Rossine, uma das principais lideranças do município. Durante o ato, Rossine oficializou o apoio político dele e de seu grupo à pré-candidatura de João Campos ao Governo de Pernambuco e à pré-candidatura de Marília Arraes ao Senado.

Muito aplaudida pelo público, Marília destacou a importância da eleição de uma bancada progressista comprometida com a governabilidade do presidente Lula e com a defesa de políticas públicas voltadas à população, ressaltando a necessidade de fortalecer o campo democrático diante dos desafios enfrentados pelo país. "Não basta eleger um presidente comprometido com o povo. É preciso eleger um Congresso que caminhe na mesma direção. Quem tenta enfraquecer o presidente Lula está enfraquecendo as políticas que garantem emprego, comida na mesa, investimentos e oportunidades para o povo brasileiro. Pernambuco pode dar uma resposta clara: eleger uma bancada progressista, democrática e comprometida em derrotar de vez o projeto de retrocesso representado pelo bolsonarismo", concluiu. 

No final da noite Marília prestigia a 34ª edição do Festival de Inverno de Garanhuns. Amanhã a pedetista se reunirá com lideranças políticas do Agreste Meridional.

SEMANA - DATAFOLHA APONTOU, PARANÁ PESQUISAS CONFIRMOU: RAQUEL CONSOLIDA VIRADA SOBRE JOÃO EM PERNAMBUCO

Antes mesmo da divulgação do levantamento do Paraná Pesquisas, o grande fato político da semana em Pernambuco já havia sido a pesquisa Datafolha. O instituto, considerado um dos mais observados do país, foi o primeiro a apontar uma mudança significativa no cenário da disputa pelo Governo do Estado ao mostrar Raquel Lyra (PSD) numericamente à frente de João Campos (PSB). Agora, o Paraná Pesquisas reforça essa tendência ao apresentar números que caminham na mesma direção, consolidando o que, até poucos meses atrás, parecia improvável: a virada da governadora sobre seu principal adversário. 

A nova pesquisa do Paraná, divulgada na última sexta-feira (10), mostra Raquel Lyra com 46,8% das intenções de voto no cenário estimulado contra 42,5% de João Campos. Em um cenário direto entre os dois, a vantagem também permanece: 47,5% para a governadora contra 43,3% do socialista. Embora a diferença esteja dentro da margem de erro de 2,6 pontos percentuais e configure empate técnico do ponto de vista estatístico, o dado político mais relevante é a mudança da tendência observada ao longo dos últimos meses. 

O contraste com o fim de 2025 é expressivo. Em dezembro, João Campos liderava com ampla vantagem, registrando 55,1% das intenções de voto, enquanto Raquel aparecia com 33,8%. Em apenas seis meses, o cenário foi completamente alterado. A governadora avançou quase 14 pontos percentuais, enquanto João perdeu praticamente 12 pontos. O resultado revela uma mudança consistente no humor do eleitorado pernambucano.

Esse movimento já havia sido captado pelo Datafolha no fim de maio. O instituto mostrou Raquel Lyra com 48% das intenções de voto contra 43% de João Campos no primeiro turno e, pela primeira vez, liderando também uma simulação de segundo turno, com 51% contra 44%. Na ocasião, a pesquisa também registrou aprovação de 67% ao governo estadual, indicando que a melhora da avaliação administrativa começava a refletir diretamente na disputa eleitoral. 

O Paraná Pesquisas praticamente confirma esse diagnóstico. A aprovação da gestão Raquel Lyra alcançou 65,7%, enquanto a avaliação positiva (ótima e boa) chegou a 48,6%. Já a avaliação negativa caiu para menos de 20%, números que ajudam a explicar o crescimento eleitoral da governadora. A pesquisa ainda mostra que a aprovação é elevada em diferentes segmentos do eleitorado, incluindo jovens, homens e pessoas com ensino superior. 

Outro indicador que chama atenção é o chamado "sentimento de vitória". Quando perguntados sobre quem acreditam que vencerá a eleição, independentemente da intenção de voto, 44,7% dos entrevistados apontam Raquel Lyra, enquanto 40,7% acreditam na vitória de João Campos. Esse tipo de percepção costuma influenciar campanhas e fortalecer o ambiente político em torno de quem passa a ser visto como favorito. 

Também pesa no cenário o índice de rejeição. Segundo o levantamento, João Campos aparece com rejeição de 25,4%, superior aos 21,3% registrados por Raquel Lyra. Embora ambos ainda tenham espaço para conquistar eleitores, o dado indica uma vantagem adicional para a governadora no momento atual. 

Politicamente, a sequência dos levantamentos produz um efeito importante. Quando institutos diferentes, com metodologias distintas, passam a apontar uma tendência semelhante, o debate deixa de ser apenas sobre números isolados e passa a girar em torno da consolidação de um novo cenário. Foi exatamente isso que ocorreu nesta semana: o Datafolha sinalizou a mudança e o Paraná Pesquisas reforçou que a disputa, antes amplamente favorável a João Campos, hoje se apresenta equilibrada, com Raquel Lyra ocupando a dianteira numérica. 

A corrida pelo Palácio do Campo das Princesas continua aberta, e ainda há meses de campanha pela frente. Mas, até aqui, o principal fato político da semana foi justamente a convergência entre os levantamentos: a percepção de que a governadora conseguiu reverter um cenário de desvantagem expressiva e transformar a eleição em uma disputa completamente diferente daquela desenhada no final de 2025.

DE BOM JARDIM, JANJÃO ULTRAPASSA 100 MUNICÍPIOS, INTENSIFICA AGENDA PELOS QUATRO CANTOS DO ESTADO E ENTRA DE VEZ NO JOGO PELA ALEPE

Na política, o tempo costuma separar projetos passageiros de construções consistentes. Enquanto alguns apostam em movimentos pontuais para ganhar visibilidade, outros preferem investir na presença permanente, no diálogo e na formação de alianças. É exatamente nessa segunda estratégia que se encaixa a caminhada do ex-prefeito de Bom Jardim, João Francisco, o popular Janjão (PSD), que vem consolidando uma das pré-candidaturas que mais cresceram no cenário pernambucano rumo à Assembleia Legislativa.

Quando decidiu deixar a Prefeitura de Bom Jardim, muitos enxergaram o gesto como uma aposta ousada. Afinal, poucos políticos abrem mão de um cargo de grande visibilidade para disputar um mandato estadual sem antes consolidar uma ampla base de apoio. Hoje, porém, os fatos mostram que a decisão fazia parte de um planejamento político muito maior.

Desde então, Janjão passou a transformar Pernambuco em seu principal campo de atuação. Sua agenda praticamente não para. Nos sete dias da semana, o ex-prefeito percorre todas as regiões do Estado, visitando municípios, reunindo-se com prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, ex-prefeitos, ex-vereadores, lideranças comunitárias, empresários e representantes dos mais diversos segmentos da sociedade. Do Agreste ao Sertão, passando pela Zona da Mata e pela Região Metropolitana do Recife, sua presença constante tornou-se uma das marcas da pré-campanha.

Na política, quem deseja representar Pernambuco precisa, antes de tudo, conhecer Pernambuco de perto. E Janjão parece ter compreendido essa lógica antes de muitos dos seus concorrentes.

O resultado desse trabalho de bastidores já aparece de forma concreta. Sua base política ultrapassa a marca de 100 municípios, um número que chama atenção não apenas pelo volume, mas pela diversidade de lideranças que passaram a integrar o projeto. São prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, ex-prefeitos, ex-vereadores e lideranças políticas distribuídas por praticamente todas as regiões do Estado.

Esse crescimento ocorre em um momento de profundas mudanças na política eleitoral. Com o fim das coligações proporcionais, tornou-se praticamente impossível conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa dependendo exclusivamente de um único reduto eleitoral. Hoje, a capilaridade política é um dos principais ativos de qualquer candidatura competitiva.

É justamente essa estratégia que Janjão vem colocando em prática.

Enquanto muitos pré-candidatos permanecem concentrados em suas bases tradicionais, o ex-prefeito de Bom Jardim decidiu ampliar horizontes. Em vez de esperar o início oficial da campanha, antecipou o trabalho político e passou a construir alianças permanentes em diferentes regiões do Estado.

Os apoios mais recentes reforçam essa leitura.

Em João Alfredo, Janjão conseguiu algo que poucos pré-candidatos alcançam em uma fase tão antecipada da disputa: reunir o principal núcleo da oposição do município em torno do seu projeto para a ALEPE. Além da ex-candidata a prefeita e líder oposicionista Vânia do Oim, também passaram a integrar sua base o vereador Júlio de Oim, atualmente uma das vozes mais atuantes da oposição na Câmara Municipal, além de lideranças históricas do grupo oposicionista ligadas ao ex-vice-prefeito Zeca Falcão e à ex-vereadora Leide da Melancia. A costura política fortaleceu significativamente a presença de Janjão no Agreste Setentrional e ampliou sua capacidade de mobilização em um dos municípios mais estratégicos da região..

Outro passo importante aconteceu em Frei Miguelinho, onde o prefeito Lindonaldo da Farinha (PSD) confirmou apoio à sua pré-candidatura. Pouco depois, foi a vez do prefeito de Vertente do Lério, Histênio Sales (PSD), também anunciar que caminhará ao lado de Janjão na disputa pela Assembleia Legislativa.

Na política, o apoio de prefeitos em exercício possui um significado especial. Não representa apenas mais um município na conta. Demonstra confiança, fortalece a estrutura política da candidatura e amplia sua capacidade de mobilização eleitoral.

Não por acaso, analistas políticos passaram a observar com mais atenção os movimentos do ex-prefeito. A avaliação predominante é de que sua candidatura deixou de ser uma aposta restrita ao Agreste para assumir uma dimensão estadual.

Outro aspecto que explica esse crescimento é sua experiência administrativa.

Durante sua gestão em Bom Jardim, Janjão conduziu uma administração marcada pela organização das contas públicas, fortalecimento da estrutura administrativa e estabilidade política. Ao deixar o cargo, conseguiu preservar a unidade do grupo político que construiu ao longo dos anos, demonstrando capacidade de liderança mesmo fora da Prefeitura, permanece com o apoio do atual prefeito Arsênio dos Minérios e todo o grupo.

Quem deixa o governo mantendo sua liderança mostra que construiu um projeto político, e não apenas uma administração de quatro anos.

Sua filiação ao PSD, partido presidido em Pernambuco pela governadora Raquel Lyra, também fortalece seu posicionamento no cenário estadual. A legenda trabalha para ampliar sua representação na Assembleia Legislativa e aposta em candidaturas municipalistas capazes de dialogar diretamente com os gestores das cidades pernambucanas.

Esse perfil parece encaixar-se perfeitamente na trajetória construída por Janjão.

Ao longo dos últimos meses, ele tem priorizado o contato direto com quem vive a realidade dos municípios. Em vez de discursos genéricos, leva para as conversas sua experiência como gestor e discute temas como saúde, educação, infraestrutura, desenvolvimento regional e fortalecimento das administrações municipais.

Essa postura tem encontrado receptividade entre lideranças políticas que convivem diariamente com os desafios enfrentados pelos municípios.

Outro detalhe chama atenção nos bastidores. Janjão praticamente transformou a estrada em seu gabinete político. Enquanto muitos pré-candidatos intensificam agendas apenas em finais de semana, ele mantém compromissos praticamente todos os dias, percorrendo o Estado em uma rotina intensa de reuniões e articulações. Esse contato permanente ajuda a explicar por que sua rede de apoios continua crescendo de forma constante.

Naturalmente, apoio político não significa voto garantido. A eleição para deputado estadual continua sendo uma das disputas mais complexas do sistema eleitoral brasileiro. Mas construir uma base que já ultrapassa 100 municípios antes mesmo do início oficial da campanha representa um patrimônio político relevante e coloca qualquer candidatura em outro patamar de competitividade.

Nos corredores da política pernambucana, seu nome já aparece entre aqueles que podem surpreender na disputa proporcional. Não apenas pela quantidade de apoios conquistados, mas pela consistência da estratégia adotada. Enquanto muitos ainda trabalham para consolidar suas bases locais, Janjão já atua como quem disputa Pernambuco inteiro.

PASSANDO A LUPA -  política ensina que mandato não se conquista apenas com popularidade. Conquista-se com presença, articulação, credibilidade e capacidade de construir alianças. Janjão parece ter entendido essa equação desde o primeiro dia em que decidiu deixar a Prefeitura de Bom Jardim. Ao percorrer Pernambuco nos sete dias da semana, ampliar sua base para mais de 100 municípios e reunir ao seu lado prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e lideranças de todas as regiões, o ex-prefeito deixa de ser apenas uma liderança municipal para ocupar espaço entre os nomes que entram na disputa pela ALEPE com uma estrutura política sólida e em franca expansão. Se esse trabalho será suficiente para transformá-lo em deputado estadual, somente as urnas responderão. Mas uma conclusão já pode ser feita: poucos pré-candidatos percorreram tanto Pernambuco e cresceram de forma tão consistente quanto Janjão nesta pré-campanha. É isso!


PRESIDENTE DA CÂMARA SE REBELA EM SALOÁ E ELEVA A TEMPERATURA DA CRISE POLÍTICA

Os bastidores da política de Saloá deixaram de ser discretos e ganharam o centro do debate público. O presidente da Câmara Municipal, Jamelão (MDB), decidiu romper o silêncio e partir para o enfrentamento ao denunciar o que classificou como perseguição política contra servidores municipais que mantêm proximidade com seu mandato.

O pronunciamento representa muito mais do que uma simples reclamação. Na prática, é um recado direto ao núcleo do Poder Executivo. Ao afirmar que servidores estariam sendo intimidados por participarem de eventos ou manterem relações pessoais com o presidente da Câmara, Jamelão leva para o campo institucional uma crise que, até então, circulava apenas nos corredores da política local.

O parlamentar afirmou que comunicará oficialmente o caso ao prefeito Júnior de Rivaldo e cobrou uma resposta imediata da administração municipal. Segundo ele, caso as denúncias continuem chegando ao seu gabinete sem que haja providências, o próximo destino será o Ministério Público.

A declaração tem peso político. Quando o presidente do Poder Legislativo afirma publicamente que há relatos de intimidação dentro da estrutura administrativa, o discurso deixa de ser apenas uma crítica e passa a elevar a pressão sobre a gestão municipal, que poderá se manifestar sobre as acusações.

Jamelão também endureceu o discurso ao afirmar que nenhum servidor pode ser transformado em alvo por causa de suas amizades, posicionamentos pessoais ou participação em atividades políticas fora do expediente. Para ele, o funcionalismo público existe para servir à população e não para atender disputas de grupos políticos.

Nos bastidores, a fala foi interpretada como um dos posicionamentos mais firmes do presidente da Câmara desde o início da atual legislatura. O tom adotado indica que a relação entre Legislativo e Executivo atravessa um momento de forte desgaste, ampliando a tensão política no município.

Agora, a expectativa gira em torno da resposta da Prefeitura. Se o Executivo rebater as declarações, o embate tende a ganhar novos capítulos. Se optar pelo silêncio, a pressão política poderá aumentar ainda mais.

Uma coisa é certa: a crise saiu definitivamente dos bastidores. Em Saloá, o confronto político passou a ser travado às claras, e o episódio pode marcar um novo momento na relação entre os dois Poderes.

O Blog do Edney mantém o compromisso com a informação equilibrada e responsável. O espaço permanece aberto para que o prefeito Júnior de Rivaldo ou a Prefeitura de Saloá apresentem seu posicionamento sobre as declarações do presidente da Câmara, Jamelão. Havendo manifestação oficial, esta matéria será atualizada para contemplar a versão do Executivo.