sexta-feira, 21 de agosto de 2026
EM CAMINHADA NA VÁRZEA, NO RECIFE, RAQUEL REFORÇA FORÇA DAS RUAS: “A VONTADE QUE VEM DO POVO VAI SER MANIFESTADA
LIDERANÇA DE CUPIRA, RAMON CARNEIRO DECLARA APOIO A EDUARDO DA FONTE PARA O SENADO E ASSUME PRESIDÊNCIA DA FEDERAÇÃO UNIÃO PROGRESSISTA NO MUNICÍPIO
GIOVANA UCHOA DECLARA APOIO A SILVIO COSTA FILHO E MOVIMENTA BASTIDORES DA POLÍTICA NO LITORAL NORTE
O anúncio foi feito por meio das redes sociais, em um registro ao lado do esposo, Amigo Tato, ex-prefeito da Ilha de Itamaracá. Na mesma ocasião, Giovana também reafirmou seu apoio à deputada estadual Gleide Ângelo, mantendo uma aliança que já vinha sendo construída no cenário político pernambucano.
Filha do saudoso deputado estadual Guilherme Uchoa, o histórico “Leão do Norte”, Giovana carrega consigo um sobrenome de forte peso político no Litoral Norte. Mesmo sem exercer atualmente um mandato eletivo, ela permanece próxima das bases e mantém presença nas articulações políticas da região.
A trajetória de Giovana também é frequentemente associada ao legado deixado pelo pai. A forma de fazer política, a proximidade com as pessoas, a simplicidade no trato e a disposição para ouvir e servir continuam sendo marcas que remetem à atuação de Guilherme Uchoa.
O apoio a Silvio Costa Filho, portanto, não representa apenas uma declaração eleitoral. Nos bastidores, o movimento é interpretado como mais uma peça na reorganização das forças políticas do Litoral Norte para a disputa de 2026.
Com trânsito político, vínculos construídos ao longo dos anos e a força de um grupo que permanece ativo mesmo fora dos mandatos, Giovana Uchoa volta a ocupar espaço no radar das movimentações eleitorais de Pernambuco.
A sinalização também reforça o projeto de Silvio Costa Filho na região e mostra que o Litoral Norte segue sendo um território estratégico na montagem dos palanques para a próxima eleição.
Nos bastidores, a leitura é de que Giovana ainda terá papel importante nas próximas movimentações. E, quando o sobrenome Uchoa entra em cena, dificilmente o movimento passa despercebido.
DATAFOLHA SACODE A ELEIÇÃO EM PERNAMBUCO: RAQUEL LIDERA COM 47% E JOÃO CAMPOS APARECE COM 40%
A diferença é de sete pontos percentuais. Como a margem de erro é de três pontos para mais ou para menos, o levantamento mostra uma vantagem numérica de Raquel que vai além de uma simples oscilação dentro da margem. A pesquisa ouviu 1.204 eleitores entre os dias 18 e 21 de agosto e está registrada no TSE sob o número PE-01528/2026.
O dado ganha ainda mais peso porque este é o primeiro Datafolha realizado depois do início oficial da campanha eleitoral, em 16 de agosto. Ou seja, o levantamento começa a captar o ambiente eleitoral já com os candidatos nas ruas, comícios, caminhadas, propaganda e articulações políticas em andamento.
RAQUEL MANTÉM A LIDERANÇA E JOÃO RECUA
Apesar de Raquel ter aparecido com 48% no levantamento anterior do Datafolha e agora marcar 47%, João Campos passou de 42% para 40%. Na prática, a governadora oscilou um ponto para baixo, enquanto o socialista caiu dois. Como as variações individuais estão dentro da margem de erro, é preciso cautela para não transformar os números em uma tendência definitiva. O que efetivamente mudou foi a distância entre os dois: de seis para sete pontos.
O cenário, portanto, não autoriza falar em eleição liquidada. Mas revela uma fotografia importante: Raquel chega a este momento da campanha numericamente à frente e com uma vantagem que merece atenção dos dois grupos políticos.
APROVAÇÃO DE RAQUEL É UM DOS PONTOS CENTRAIS
Outro número que ajuda a compreender o cenário é a avaliação do governo.
Segundo o Datafolha, 66% aprovam a gestão Raquel Lyra, enquanto 29% desaprovam. Na avaliação administrativa, 50% classificam o governo como ótimo ou bom, 30% como regular e 18% como ruim ou péssimo.
Esse dado é politicamente relevante porque mostra que a governadora entra na reta inicial da campanha com uma aprovação superior ao percentual de intenção de voto que possui. Isso significa que existe, matematicamente, um contingente de eleitores que aprova sua administração, mas ainda não necessariamente declara voto nela.
É justamente aí que a campanha pode ganhar uma nova dimensão: transformar aprovação administrativa em voto.
REJEIÇÃO É UM ALERTA PARA JOÃO
Na rejeição, João Campos aparece com 32%, enquanto Raquel Lyra registra 29%. A diferença é de três pontos, exatamente dentro da margem de erro.
O dado merece ser observado porque rejeição é um dos indicadores capazes de influenciar o espaço de crescimento de uma candidatura ao longo da campanha. Quanto maior o eleitorado que afirma não votar em determinado candidato de jeito nenhum, maior tende a ser a necessidade de ampliar a capacidade de diálogo com os demais segmentos.
ESPONTÂNEA MOSTRA OUTRA FOTOGRAFIA
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Raquel também aparece na frente: 39% contra 26% de João Campos. O levantamento mostra ainda 25% de indecisos nesse formato.
Esse número chama atenção porque a espontânea costuma revelar o grau de presença dos candidatos na memória do eleitor sem o estímulo da lista de nomes.
Mesmo assim, os 25% de indecisos mostram que ainda existe uma parcela expressiva do eleitorado que não consolidou sua escolha.
O QUE O DATAFOLHA DIZ SOBRE A ELEIÇÃO
A fotografia apresentada pelo Datafolha é clara: Raquel Lyra lidera, João Campos está em segundo e existe uma distância de sete pontos entre os dois na pesquisa estimulada.
Mas a eleição ainda está em fase inicial. A campanha começou oficialmente há poucos dias e ainda haverá televisão, rádio, debates, eventos, ataques, respostas, alianças e uma longa disputa pela parcela do eleitorado que permanece indecisa.
Outro ponto importante é que os demais candidatos aparecem com apenas 1% cada: Ivan Moraes (PSOL), Renan Hallais (Missão), Camila Falcão (UP) e Guilherme Fonseca (PSTU). Victor Assis (PCO) e Professor Jeremias do Banco (Democrata) não pontuaram. Brancos, nulos e nenhum somam 5%, enquanto 4% não sabem em quem votar.
NA LUPA
O Datafolha coloca uma nova peça sobre a mesa da eleição pernambucana.
Raquel Lyra chega ao segundo levantamento do instituto no ano eleitoral mantendo a liderança e, principalmente, com aprovação de 66%. João Campos, por sua vez, aparece com 40% e precisa lidar com uma rejeição numericamente maior que a da adversária.
Isso não significa que a eleição esteja definida. Longe disso.
O que a pesquisa mostra é que o jogo mudou de temperatura. A disputa que já vinha sendo acompanhada ponto a ponto agora apresenta Raquel com uma vantagem de sete pontos na estimulada.
Para João Campos, o desafio é reduzir essa distância e ampliar seu eleitorado. Para Raquel, o desafio é converter a liderança das pesquisas em consolidação eleitoral e evitar que a campanha adversária consiga alterar a fotografia nas próximas semanas.
Em uma eleição que promete ser longa e disputada, o Datafolha entrega um recado objetivo: neste momento, Raquel Lyra está na frente. E a corrida pelo Governo de Pernambuco entra em uma nova fase.
A análise acima é uma leitura jornalística dos números publicados por terceiros e não representa preferência, avaliação ou recomendação de voto entre os candidatos.