domingo, 6 de setembro de 2026

JANJÃO MOSTRA FORÇA AO LADO DE RAQUEL E TEOBALDO EM GRANDE ATO POLÍTICO EM LIMOEIRO

DA REDAÇÃO

O sábado foi de agenda intensa e muita movimentação política em Limoeiro. Ao lado do ex-prefeito Ricardo Teobaldo, candidato a deputado federal pelo Podemos, o candidato a deputado estadual Janjão (PSD) participou de uma grande mobilização para receber a governadora Raquel Lyra (PSD), que percorreu as ruas do município acompanhada por uma verdadeira multidão.

Janjão apareceu em posição de destaque durante o ato, reforçando a estratégia de ampliar sua presença política para além dos seus tradicionais redutos no Agreste. A participação ao lado de Raquel e Teobaldo também sinaliza o alinhamento do candidato com um grupo que vem ampliando sua articulação para a disputa de 2026.

A movimentação em Limoeiro reuniu lideranças, apoiadores e militantes, transformando as ruas da cidade em um grande palco político. O clima foi de campanha aberta, com demonstrações de força e uma estrutura que chamou atenção de quem acompanhou a passagem da governadora.

Além de Raquel Lyra, participaram da agenda os candidatos ao Senado Eduardo da Fonte (UP) e Mendonça Filho (PL), reforçando o caráter amplo da mobilização.

Para Janjão, a presença em Limoeiro representa mais um passo na construção de uma candidatura que busca ganhar musculatura em diferentes regiões de Pernambuco. O ex-prefeito de Bom Jardim vem intensificando sua agenda e ampliando o número de contatos e lideranças que passam a integrar seu projeto rumo à Assembleia Legislativa.

A estratégia é clara: ocupar espaços, circular pelo Estado e transformar presença política em votos. Em uma eleição marcada pela disputa acirrada por cada cadeira da Alepe, Janjão sabe que não basta ser conhecido em casa. É preciso avançar território por território.

E foi exatamente isso que ele fez neste sábado em Limoeiro: apareceu, participou, mostrou grupo e, principalmente, deixou sua marca em mais uma agenda de peso do calendário político pernambucano.

ENCERRANDO O SÁBADO DE AGENDAS EM LIMOEIRO E FEIRA NOVA, RAQUEL DESTACA O INVESTIMENTO HISTÓRICO NOS MUNICÍPIOS

A governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), realizou, na noite deste sábado (5), um giro pelo Agreste Setentrional,  com caminhadas que reuniram uma multidão de pessoas em Feira Nova e Limoeiro. Em seus discursos, Raquel destacou que os dois municípios receberam o maior nível de investimento da história em seu governo, assim como ocorreu em todas as cidades pernambucanas, e exaltou a força das mulheres.

"O nosso governo é o governo que mais investiu na história da vida de Feira Nova, mas não só foi aqui, não. Foi em todas as cidades pernambucanas. O meu desafio é exatamente esse: digam onde mainha botou menos dinheiro do que o governo que passou oito anos? Não tem, não! O povo está comigo. E se pra você, que é mulher como eu, faz sentido eu estar aqui, sob as bênçãos de Deus, ninguém para um Estado que começou a mudar. Ninguém para uma mulher que acredita no que faz e que está junto de milhares de outras. Pernambuco voltou e não vai parar, não", disse a candidata da Coligação Pernambuco de Coração.

Em Feira Nova, o ato contou com a presença do prefeito do município, Joel Gonzaga; do ex-prefeito da cidade, Danilson Gonzaga; dos candidatos ao Senado na chapa de Raquel, os deputados federais Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP), além do candidato a deputado federal, Marcelo Gouveia. Do município, a governadora partiu para Limoeiro, sendo recebida pelo prefeito Orlando Jorge e pelo ex-prefeito Ricardo Teobaldo, que é candidato a deputado federal, além de um mar de gente na Rua da Alegria e no ponto final da caminhada, na Praça da Bandeira.

"Nós somos já o governo do Estado que mais investiu em Limoeiro. Nós já fizemos história, mas pegamos a casa desarrumada. Fizemos projetos, fomos buscar dinheiro. Agora é pé no acelerador. E o trabalho que a gente começou não para. Porque nosso povo é trabalhador, carecia de um Estado presente, de uma governadora que conhecesse de perto a realidade. E o melhor, não tenha dúvida nenhuma, vai vir pelos próximos quatro anos. Que serão os melhores anos da história de Pernambuco", afirmou Raquel.

Na agenda em Limoeiro, a governadora e candidata à reeleição foi acompanhada por Eduardo da Fonte, pelo prefeito de Riacho das Almas, Dió Filho, além do candidato a deputado estadual, Janjão.

Neste domingo (6), Raquel faz uma caminhada no Cabo de Santo Agostinho, um panfletaço em São José da Coroa Grande, uma caminhada em Barreiros e fecha o dia de campanha com uma caminhada em Escada.

BASTIDORES: SENADO EMPURRA FIM DA ESCALA 6X1 PARA DEPOIS DA ELEIÇÃO E TIRA BOMBA POPULAR DO COLO DO GOVERNO

PEC avançou na CCJ, mas votação no Plenário foi adiada por Davi Alcolumbre; pressão empresarial e cálculo eleitoral pesaram na decisão

O Senado Federal resolveu pisar no freio justamente quando a pauta que acaba com a escala 6x1 começava a ganhar velocidade. A PEC 221/2019 foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), tratou de avisar: no Plenário, só depois das eleições de outubro.

Coincidência? No calendário político, quase nada acontece por acaso.

A proposta mexe diretamente com a rotina de milhões de trabalhadores e tem um ingrediente que deixa qualquer marqueteiro de campanha com os olhos brilhando: popularidade. Pesquisas recentes apontam aprovação próxima de 70% entre os brasileiros para o fim da escala 6x1.

Ou seja, colocar a PEC em votação antes de 4 de outubro poderia entregar ao governo uma bandeira eleitoral pronta, embalada e com enorme potencial de repercussão nas redes sociais.

Foi justamente aí que entrou o freio.

O setor produtivo vinha pressionando por mais tempo para discutir os efeitos da mudança. A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), que reúne mais de 2,3 mil associações e representa mais de 2 milhões de empreendedores, chegou a encaminhar uma nota pública aos parlamentares pedindo o adiamento.

O documento foi parar no gabinete de Alcolumbre.

A entidade argumenta que uma mudança dessa dimensão não pode ser aprovada na base da correria política. O presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, defende uma solução negociada e lembra que a própria reforma trabalhista já permite acordos entre empregados e empregadores.

Mas há outro componente nessa história: a eleição entrou pela porta dos fundos da discussão.

Nos bastidores, governistas enxergaram no adiamento uma articulação da oposição para impedir que a pauta fosse usada como combustível eleitoral pelo Palácio do Planalto. A oposição, naturalmente, não vai assumir que está tentando retirar um discurso poderoso das mãos do adversário. Mas a matemática política é simples: quanto mais perto da urna, maior o valor de uma pauta que agrada diretamente ao eleitor.

E o fim da escala 6x1 agrada.

Agora, quem defendia uma votação rápida terá que esperar. E esperar, em política, pode significar muita coisa.

Pode significar apenas ganhar tempo para construir um acordo. Pode significar deixar a poeira eleitoral baixar. Ou pode significar, dependendo do resultado das urnas, colocar a proposta diante de um Senado completamente diferente.

É justamente aí que mora o risco.

O cientista político Bruno Rizzi, da Fatto Inteligência Política, avalia que o resultado das eleições poderá alterar a correlação de forças no Senado e dificultar a aprovação de pautas defendidas pelo atual governo.

Traduzindo para o bom português dos bastidores: o que hoje parece ter caminho aberto pode encontrar uma porteira fechada amanhã.

A oposição ganha tempo. O empresariado ganha tempo. O governo perde a oportunidade de apresentar uma eventual aprovação como vitória eleitoral. E os trabalhadores ficam esperando para descobrir se o fim da 6x1 será tratado como prioridade nacional ou como mais uma pauta empurrada de um calendário para outro.

O setor produtivo, por sua vez, aproveitou a oportunidade para colocar o peso das pequenas empresas na mesa. Cotait Neto alertou que milhões de micro, pequenas e médias empresas estão inadimplentes e que uma mudança sem uma discussão aprofundada poderia aumentar a pressão sobre negócios que já enfrentam dificuldades.

É um argumento que certamente será explorado nos próximos capítulos.

O fato é que a PEC conseguiu uma façanha curiosa: é popular entre os trabalhadores, incomoda parte do setor empresarial e virou objeto de disputa entre governo e oposição antes mesmo de chegar ao Plenário.

Agora, o Senado jogou a decisão para depois das urnas.

E talvez esse seja justamente o ponto mais interessante da história: uma proposta que deveria ser discutida essencialmente sob a ótica das relações de trabalho acabou sendo capturada pela lógica mais tradicional da política brasileira — quem vota, quando vota e quem pode colher os dividendos da votação.

A escala continua 6x1. A votação também entrou em uma espécie de escala: seis dias de espera e um dia de promessa de votação.

Só falta combinar com o resultado das urnas.

TEOBALDO DÁ O BOTE, HERDA BASE DE MENDONÇA E MIRA OS 7 MIL VOTOS DE BEZERROS

Na política, espaço vazio costuma ser ocupado rapidamente. E Ricardo Teobaldo (Podemos) parece ter entendido isso antes de muita gente. Com Mendonça Filho (PL) deixando a disputa pela Câmara dos Deputados para tentar uma vaga no Senado, Teobaldo entrou em campo e conseguiu algo que vale muito mais do que uma simples declaração de apoio: a base política de Mendonça em Bezerros.

A prefeita Lucielle Laurentino (União) anunciou apoio a Teobaldo para deputado federal e, com isso, o candidato passa a contar com o grupo político que ajudou Mendonça Filho a sair de Bezerros como majoritário na eleição de 2022.

E aqui está o detalhe que chama atenção nos bastidores: Teobaldo havia declarado apoio a Mendonça para o Senado poucos dias antes. O movimento foi rápido. Primeiro, o gesto de Teobaldo na disputa pela Casa Alta. Depois, a retribuição em Bezerros. Na política, raramente essas coisas acontecem por acaso.

O que estava em jogo era justamente o espaço deixado por Mendonça na Câmara. E Teobaldo não esperou a cadeira esfriar.

Em 2022, Mendonça Filho recebeu 7.219 votos em Bezerros, com o apoio de Lucielle Laurentino. Foi o deputado federal mais votado do município. Agora, esse patrimônio eleitoral passa a ser colocado na mesa de Ricardo Teobaldo.

É evidente que voto não é herança automática. O eleitor não recebe ordem de ninguém e a eleição de 2026 terá uma dinâmica própria. Mas começar uma campanha com uma estrutura política que já provou sua força eleitoral é, sem dúvida, uma vantagem considerável.

Lucielle fez questão de deixar claro que o compromisso será de corpo inteiro.

“Nosso time está com você. O desafio de suceder Mendonça não é fácil e vamos cobrar de perto. Teremos um deputado federal e um senador”, afirmou a prefeita.

A frase diz muito. Teobaldo não está chegando a Bezerros apenas para ser mais um nome na disputa. Está chegando com a missão de suceder eleitoralmente Mendonça Filho no município.

E a dobradinha já está montada: Ricardo Teobaldo para deputado federal e Joãozinho Tenório (Patriota) para deputado estadual.

Nos bastidores, a jogada de Teobaldo é vista como cirúrgica. Ao apoiar Mendonça para o Senado, abriu-se a porta para receber em troca uma das bases que mais interessam na região. Mendonça muda de disputa, mas sua estrutura política em Bezerros não fica órfã.

Teobaldo aparece justamente para ocupar esse espaço.

Agora, a cobrança será proporcional ao tamanho do acordo. Se em 2022 o grupo entregou 7.219 votos para Mendonça, a pergunta que começa a circular é inevitável: quanto dessa votação Teobaldo conseguirá transformar em votos próprios em 2026?

A resposta virá das urnas. Mas uma coisa já está definida nos bastidores: em Bezerros, Ricardo Teobaldo conseguiu chegar antes e sentar na cadeira que Mendonça deixou vazia.

Se quiser, posso deixar ainda mais “Blog do Edney”, com uma abertura mais provocativa, no estilo: “Mendonça mudou de rumo, e Teobaldo não perdeu tempo para ocupar o vácuo”.

CEMIT ORIENTA POPULAÇÃO SOBRE BANHO DE MAR SEGURO NO FERIADO DE 7 DE SETEMBRO

Órgão alerta para as condições das marés e recomenda que os banhistas procurem áreas protegidas por arrecifes e respeitem a sinalização

O Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), presidido pela Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha, orienta a população que pretende aproveitar as praias do litoral pernambucano durante o feriado da Independência, celebrado em 7 de setembro. Com a expectativa de aumento no número de banhistas durante a tradicional “Abertura do Verão”, o órgão chama a atenção para medidas que ajudem a prevenir afogamentos e incidentes com tubarões.

Na Região Metropolitana do Recife, o Cemit recomenda atenção no trecho de 33 quilômetros entre a Praia do Farol, em Olinda, e a Praia do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho. Os banhistas devem procurar áreas protegidas por arrecifes e verificar se essas formações estão funcionando como barreiras naturais, sobretudo nos períodos de maré mais baixa, registrados no início da manhã e no final da tarde. Quando o nível do mar estará mais elevado, entre 9h e 13h30, a orientação é redobrar os cuidados antes de entrar na água.

A secretária do Cemit, Danise Alves, recomenda que a população escolha locais protegidos e devidamente sinalizados. “Os banhistas devem procurar áreas abrigadas e sinalizadas pelo Corpo de Bombeiros. Durante a Operação Verão 2026, o Grupamento de Bombeiros Marítimos estará nas praias para orientar a população e indicar os locais mais seguros. É fundamental respeitar as bandeiras, as placas de advertência e todas as medidas preventivas”, explicou.

O Cemit também orienta os banhistas a não entrarem em áreas de mar aberto, sem a proteção dos arrecifes, nem em locais próximos às desembocaduras de rios. Nesses trechos, a água costuma ficar mais turva, reduzindo a visibilidade e aumentando o risco de incidentes. A atenção com as crianças deve ser permanente. Elas nunca devem permanecer sozinhas dentro ou próximas da água. Os responsáveis precisam mantê-las sempre ao alcance de um braço.

“O trabalho integrado do Cemit com os demais órgãos estaduais fortalece as ações de prevenção e amplia o acesso da população a informações e orientações de segurança. Esse esforço conjunto contribui para que todos aproveitem as praias com mais segurança”, afirmou o secretário em exercício de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha, Gustavo Pereira.

Em caso de emergência, a população deve acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

Orientações do Cemit para um banho de mar seguro:

- Respeitar as placas de advertência e as bandeiras de sinalização;
- Procurar áreas protegidas por arrecifes;
- Redobrar a atenção nos períodos em que a maré estiver mais cheia;
- Não entrar no mar após o consumo de bebidas alcoólicas;
- Evitar áreas próximas às desembocaduras de rios;
- Não entrar em águas turvas ou com baixa visibilidade;
- Evitar áreas de mar aberto ou com correnteza;
- Seguir as orientações dos guarda-vidas;
- Nunca deixar crianças sozinhas dentro ou próximas da água;
- Manter as crianças sempre ao alcance de um braço;
-  Não entrar no mar se estiver sangrando ou com objetos brilhantes

DE 10 VOTOS A APOSTA DO GRUPO GOVERNISTA, DEPUTADO FEDERAL RENILDO CALHEIROS GANHA FORÇA EM CUMARU

Deputado federal será o novo nome apoiado pela prefeita Zeneide Medeiros após desistência de Eriberto Medeiros

O cenário político de Cumaru começa a ganhar novos contornos para a eleição de 2026. Com a desistência do deputado federal Eriberto Medeiros (PSB) de disputar a reeleição, a prefeita Zeneide Medeiros (PSB) já definiu quem ocupará o espaço deixado pelo parlamentar na chapa governista: o deputado federal Renildo Calheiros (PCdoB).

A escolha chama atenção por um detalhe que não passa despercebido nos bastidores. Na última eleição para deputado federal, Renildo recebeu apenas 10 votos em Cumaru. Agora, quatro anos depois, o parlamentar deixa uma condição de quase desconhecido eleitoralmente no município para assumir a condição de candidato oficial do grupo que comanda a Prefeitura.

A missão, portanto, é transformar apoio político em voto e, de preferência, fazer de Renildo o nome majoritário da base governista na disputa pela Câmara Federal.

Em 2022, Eriberto Medeiros foi o grande nome do grupo para deputado federal. Com o apoio da então prefeita Mariana Medeiros, esposa do parlamentar, além da estrutura política e administrativa da gestão municipal, Eriberto conquistou 4.564 votos em Cumaru, correspondentes a 43,13% da votação, terminando como majoritário.

Agora, a pergunta que começa a movimentar as conversas políticas no município é justamente quanto dessa votação poderá ser transferida para Renildo Calheiros. O deputado do PCdoB terá pela frente o desafio de ocupar um espaço eleitoral que, na eleição passada, estava completamente consolidado nas mãos de Eriberto Medeiros.

Para deputado estadual, o grupo governista mantém sua escolha. Eriberto Filho (PSB) disputará novamente uma cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco e seguirá contando com o apoio da base. Em 2022, ele também foi majoritário em Cumaru, alcançando 3.934 votos, o equivalente a 37,84%.

A família Medeiros, que está há cerca de dez anos no comando político do município, passa agora por uma mudança importante na composição de sua chapa. Se antes o sobrenome Eriberto aparecia tanto na disputa federal quanto na estadual, em 2026 Renildo Calheiros passa a ser o escolhido para a Câmara Federal, enquanto Eriberto Filho permanece na corrida pela Assembleia.

Politicamente, a mudança também mantém o grupo alinhado ao palanque de João Campos (PSB), candidato ao Governo de Pernambuco. Zeneide Medeiros e Renildo Calheiros estarão juntos no mesmo projeto estadual, reforçando a articulação do grupo governista para a eleição deste ano.

Para Renildo, entretanto, o desafio em Cumaru é considerável. Os 10 votos obtidos na eleição passada são apenas uma lembrança de que o deputado precisará construir uma nova relação eleitoral com o município. Agora ele terá a força política da Prefeitura e da base governista ao seu lado, mas será nas urnas que a escolha será medida.

A eleição em Cumaru, portanto, ganha um ingrediente a mais. Renildo Calheiros chega com o apoio oficial do grupo que já mostrou sua força eleitoral em 2022. Resta saber se a estrutura que levou Eriberto Medeiros a mais de 4,5 mil votos será capaz de produzir uma nova transferência de votos e transformar um candidato que recebeu apenas 10 votos no último pleito em um dos principais nomes da disputa de 2026.

JANJÃO ENTRA NO RADAR DOS FAVORITOS PARA A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE PERNAMBUCO

Ex-prefeito de Bom Jardim é apontado entre os nomes competitivos para uma das 49 cadeiras da Alepe em 2026

O ex-prefeito de Bom Jardim, Janjão (PSD), começa a ganhar espaço nas projeções para a disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) em 2026. O nome do político aparece entre os considerados favoritos em um estudo técnico divulgado pela Revista Total, que reúne 64 candidatos apontados como competitivos na corrida eleitoral.

A projeção foi elaborada pelo estrategista político Marcelo Mesquita, a partir de uma análise do cenário político nos 184 municípios pernambucanos. O levantamento leva em consideração fatores como bases eleitorais, alianças, presença regional, articulação política e potencial de votação dos candidatos.

É justamente nesse cenário que Janjão aparece em posição de destaque.

Com passagem pelo comando da Prefeitura de Bom Jardim e uma trajetória construída no Agreste Setentrional, o ex-prefeito busca ampliar sua presença política e transformar a força acumulada na região em uma votação capaz de levá-lo à Alepe.

Disputa será pesada

A lista divulgada pela Revista Total também revela o tamanho do desafio para quem pretende chegar ao Legislativo estadual.

São 64 nomes considerados competitivos para apenas 49 vagas na Assembleia. Na prática, mesmo dentro do grupo apontado como favorito, pelo menos 15 candidatos ficariam de fora caso a projeção se confirme nas urnas.

Isso significa que a eleição tende a ser marcada por uma disputa intensa dentro das próprias regiões e chapas, com candidatos brigando voto a voto pela consolidação de suas bases.

Para Janjão, o momento é de construção. A presença entre os nomes competitivos coloca o ex-prefeito definitivamente no radar da eleição estadual e mostra que sua movimentação política começa a ser observada para além dos limites de Bom Jardim.

Nome em crescimento

A projeção não representa resultado eleitoral, mas funciona como um termômetro importante do cenário atual. Em uma eleição ainda em construção, aparecer entre os nomes considerados favoritos significa, sobretudo, estar no grupo daqueles que já possuem condições políticas de entrar na briga por uma das cadeiras.

Janjão agora terá pela frente o desafio de transformar articulação, alianças e presença regional em votos.

E uma coisa já está clara: a corrida pela Alepe em 2026 promete ser uma das mais disputadas dos últimos anos.

JANJÃO VAI À FEIRA DE VICÊNCIA E AMPLIA CONTATO COM A POPULAÇÃO DA ZONA DA MATA

A campanha de Janjão ganhou mais uma parada neste sábado (5). Depois de passar por Ribeirão e Limoeiro, o candidato a deputado estadual chegou a Vicência, onde esteve na feira livre ao lado do vice-prefeito.

A agenda segue a estratégia que Janjão vem colocando em prática nesta eleição: a cada semana, uma região de Pernambuco, um novo reduto e muitos quilômetros de estrada para ampliar contatos e construir novas alianças.

A feira foi escolhida para um contato direto com a população.

Janjão circulou entre comerciantes, trabalhadores e moradores, conversando e ouvindo as demandas do município.

Aos 39 anos, o candidato aposta em uma campanha de presença.

É estrada, conversa e articulação política.

Depois de exercer o cargo de prefeito de Bom Jardim, Janjão agora tenta transformar sua experiência administrativa em um projeto estadual.

E sabe que, para chegar à Alepe, precisa ampliar sua presença para diferentes regiões.

Vicência entra justamente nesse mapa.

Acompanhado do vice-prefeito, Janjão reforçou o diálogo com uma liderança importante do município e buscou aproximar sua candidatura da população local.

É uma estratégia simples e tradicional da política pernambucana: estar presente, conversar e construir confiança.

A agenda também mostra o ritmo que Janjão pretende manter durante a campanha.

Uma região por semana.

Um novo município.

Novas lideranças.

Novos contatos.

Mais quilômetros percorridos.

O objetivo é construir uma rede política espalhada por Pernambuco e transformar essa presença territorial em votos.

A “Nação Laranja” saiu de Bom Jardim e está ganhando as estradas.

E Janjão quer chegar à Assembleia Legislativa levando consigo não apenas uma votação concentrada em seu município de origem, mas uma rede construída ao longo de toda a campanha.