quarta-feira, 9 de setembro de 2026

HELINHO ARAGÃO AVANÇA COM NOVA ESCOLA E PROMETE TRANSFORMAR EDUCAÇÃO NA COHAB

A educação de Santa Cruz do Capibaribe está passando por uma transformação estrutural, e um dos exemplos mais concretos desse novo momento está no bairro da Cohab. A gestão do prefeito Helinho Aragão prepara a construção de uma nova unidade de ensino para substituir o prédio atual, que já ultrapassa quatro décadas de existência.

O novo projeto chega com uma proposta bem diferente da estrutura existente. A futura escola será mais ampla, moderna e preparada para atender às necessidades atuais de estudantes e profissionais da educação. O equipamento contará com 14 salas de aula, quadra poliesportiva, refeitório, cozinha, área de convivência, sala de Atendimento Educacional Especializado (AEE), setor administrativo e sala dos professores.

Mais do que substituir um prédio antigo, a iniciativa representa uma aposta da Prefeitura em melhorar as condições oferecidas à comunidade escolar. A ideia é criar um espaço que acompanhe o crescimento da cidade e proporcione melhores condições para o aprendizado, para a convivência e também para o trabalho dos profissionais.

O prefeito Helinho Aragão tem apresentado a educação como uma das áreas estratégicas de sua administração e destaca que a modernização da rede municipal precisa acontecer também por meio da melhoria da infraestrutura.

“Chegamos para fazer uma gestão inovadora e transformadora na educação de Santa Cruz do Capibaribe. Aqui, no bairro da Cohab, teremos uma nova escola para os nossos alunos. É dessa forma que seguimos cuidando da educação, com muita fé, amor e carinho, inovando sempre”, afirmou o prefeito.

A nova escola também sinaliza uma mudança de conceito: não basta apenas ampliar o número de vagas, é preciso oferecer ambientes adequados para que o aluno possa estudar com dignidade e para que o professor tenha melhores condições de exercer sua função.

Na Cohab, um prédio com mais de 40 anos começa a dar lugar a uma perspectiva de futuro. E, para a gestão Helinho Aragão, esse é justamente o sentido do investimento: transformar a estrutura física para acompanhar uma proposta de educação mais moderna, inclusiva e preparada para os desafios dos próximos anos.

RAQUEL VENCE NO PRIMEIRO TURNO, APONTA QUAEST

Com 52,4% dos votos válidos, Raquel será eleita no primeiro turno, projeta Quaest
A pesquisa Quaest, divulgada nesta terça-feira (8), voltou a apontar a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), na liderança em todos os cenários. Considerando apenas os votos válidos, Raquel seria eleita já no primeiro turno, com 52,4%. 

A expectativa de vitória foi confirmada durante análise feita pelo professor e diretor da Quaest, Felipe Nunes, na Globo News, nesta tarde. "No caso de Pernambuco, o cenário é muito estável. Neste momento, Raquel Lyra venceria a eleição no primeiro turno. Esse é o quadro de Pernambuco, um colégio eleitoral muito significativo", analisou.

João Campos, por sua vez, ficaria bem distante de Raquel, com quase 9 pontos de diferença, pontuando 45%. 

Raquel também demonstrou a menor rejeição, com 34%, enquanto João Campos aparece com 38%. 

Comparando os meses de julho, agosto e setembro, o cenário da Quaest segue praticamente inalterado, consolidando a força de Raquel.

QUAEST DEIXA SENADO EM ABERTO E TRANSFORMA EDUARDO DA FONTE NA GRANDE INCÓGNITA DA ELEIÇÃO

Da REDAÇÃO - Edney Souto 

A nova pesquisa Quaest para o Senado em Pernambuco ajuda a organizar o tabuleiro, mas está longe de entregar o desenho da eleição. Pelo contrário. O levantamento divulgado nesta terça-feira (8) mostra uma disputa extremamente aberta pelas duas cadeiras que estarão em jogo em outubro e revela que o eleitor pernambucano ainda está longe de ter tomado uma decisão definitiva.

Marília Arraes aparece numericamente na primeira colocação, com 17%, seguida por Humberto Costa, com 14%, e Mendonça Filho, com 11%. Eduardo da Fonte vem logo atrás, com 7%, enquanto Túlio Gadêlha aparece com 4%. A questão é que, considerando a margem de erro de três pontos percentuais, os três primeiros estão tecnicamente empatados.

Ou seja: não há hoje um líder isolado no Senado de Pernambuco.

E talvez o número mais importante da pesquisa esteja justamente fora da lista dos candidatos.

São 27% de eleitores indecisos e outros 18% que declararam voto branco, nulo ou disseram que não pretendem votar. Na prática, 45% dos entrevistados ainda não estão associados a nenhum dos candidatos apresentados no levantamento. É um volume enorme de votos em aberto.

Isso significa que a fotografia atual pode mudar bastante até a reta final.

A situação fica ainda mais interessante porque a eleição de 2026 não é uma disputa por uma única cadeira. O eleitor pernambucano terá direito a dois votos para o Senado. Por isso, a matemática eleitoral passa pela combinação de nomes. O candidato que conquistar o primeiro voto de determinado eleitor pode, por exemplo, aparecer também como segunda opção de outro eleitor.

É justamente nessa matemática que Eduardo da Fonte pode estar construindo sua estratégia.

O candidato do PP aparece com 7% na Quaest, contra 6% no levantamento anterior. O crescimento foi de apenas um ponto, dentro da margem de erro, portanto não permite afirmar que exista uma tendência consolidada de alta. Mas também seria um erro ignorar o movimento político ao redor de sua candidatura.

Eduardo vem aparecendo ao lado de Raquel Lyra em diferentes agendas pelo Estado e integra oficialmente a chapa governista ao Senado ao lado de Túlio Gadêlha. Nos últimos dias, esteve em mobilizações em municípios como Feira Nova, Quipapá e Cabo de Santo Agostinho, ampliando sua exposição junto à governadora e às lideranças municipais. 

E aqui está uma das grandes perguntas da eleição:

até onde vai o voto de Eduardo da Fonte quando a campanha entrar na fase de maior intensidade?

Porque os 7% da Quaest não podem ser lidos isoladamente. O deputado tem uma estrutura política construída ao longo de anos, presença em diferentes regiões do Estado e uma estratégia de associação direta ao projeto de Raquel Lyra. Ao mesmo tempo, existe uma disputa aberta pelo eleitor governista.

Mendonça Filho, que aparece com 11%, também tenta ocupar esse espaço. Embora esteja concorrendo pelo PL e não integre formalmente a chapa majoritária de Raquel, o ex-governador tem explorado publicamente sua proximidade política com a governadora.

Essa movimentação chegou inclusive à Justiça Eleitoral. Eduardo da Fonte e Túlio Gadêlha acionaram o TRE-PE contra propaganda de Mendonça que, segundo a representação, associava sua candidatura à imagem de Raquel Lyra. A Justiça concedeu liminar determinando a retirada das peças questionadas.

Esse episódio mostra que a briga pelo chamado voto governista não é detalhe de campanha. É uma das disputas centrais da eleição para o Senado.

E é aí que a Quaest ganha uma leitura política ainda mais interessante.

Mendonça tem 11%. Eduardo tem 7%. Túlio tem 4%. Mas esses números não necessariamente representam grupos eleitorais completamente separados. Existe sobreposição. Um eleitor pode votar em Mendonça e Eduardo. Outro pode escolher Eduardo e Túlio. Outro pode combinar Marília com Humberto. Outro pode simplesmente ainda não ter escolhido ninguém.

Por isso, a eleição para o Senado não pode ser analisada como se fosse uma corrida tradicional de primeiro colocado, segundo colocado e terceiro colocado.

É uma eleição de combinações.

Marília Arraes, por exemplo, oscilou de 16% para 17%. Humberto Costa passou de 13% para 14%. Mendonça Filho teve a maior evolução entre os quatro principais nomes, saindo de 9% para 11%. Eduardo da Fonte foi de 6% para 7%, enquanto Túlio Gadêlha avançou de 3% para 4%. 

Nenhuma dessas movimentações, isoladamente, é suficiente para decretar tendência definitiva. Mas o crescimento de Mendonça merece atenção porque ele passou a entrar no debate como um candidato competitivo e pode pressionar diretamente a estratégia governista.

Eduardo, por sua vez, continua sendo a grande incógnita.

Não porque esteja fora do jogo. Muito pelo contrário.

Ele está dentro de uma equação política que pode ser muito maior do que os 7% registrados na pesquisa. A questão é saber se conseguirá transformar estrutura política, alianças municipais e presença ao lado de Raquel em voto efetivo para o Senado.

E existe ainda outro ponto: Eduardo pode ser beneficiado pela lógica do segundo voto.

Se conseguir se consolidar como um nome competitivo entre os eleitores que já escolheram outro candidato para a primeira vaga, poderá avançar rapidamente. Essa é uma das razões pelas quais uma pesquisa com 45% de eleitores entre indecisos, brancos, nulos e não votantes ainda não permite cravar praticamente nada.

O cenário é tão aberto que até a liderança de Marília Arraes precisa ser observada com cautela. Ela aparece numericamente na frente, mas sua vantagem sobre Humberto Costa é de apenas três pontos. E, considerando a margem de erro, os três primeiros estão tecnicamente empatados.

O mesmo vale para Humberto e Mendonça.

Portanto, a manchete correta não é simplesmente dizer que Marília lidera.

A manchete mais precisa é: Marília está numericamente na frente, mas a disputa pelas duas vagas permanece completamente aberta.

E isso muda bastante a leitura política.

Outro dado relevante é que a corrida para o Senado ainda apresenta um nível de indefinição muito maior do que a disputa pelo Governo de Pernambuco. A própria Quaest divulgada no mesmo dia colocou Raquel Lyra com 43% e João Campos com 37% no primeiro turno, enquanto a disputa pelo Senado aparece pulverizada entre vários nomes e com um enorme contingente de eleitores ainda sem escolha. 

Isso significa que os candidatos ao Senado terão uma batalha própria para travar.

Não basta estar na chapa de determinado candidato a governador. É necessário convencer o eleitor a apertar o número duas vezes, escolhendo dois nomes diferentes.

E essa é a parte da eleição que ainda está muito nebulosa.

Eduardo da Fonte é hoje uma incógnita porque sua pesquisa não traduz necessariamente o tamanho de sua estrutura política, mas também porque ainda não existe evidência suficiente para dizer que ele já conseguiu converter essa estrutura em voto.

A campanha terá que responder essa pergunta.

Se Eduardo conseguir crescer dos atuais 7% e transformar-se em uma opção natural para o segundo voto do eleitorado governista, poderá entrar de maneira muito mais forte na disputa pelas duas cadeiras. Se permanecer estacionado nessa faixa enquanto Marília, Humberto e Mendonça avançam, sua situação ficará mais complicada.

A mesma lógica vale para Túlio Gadêlha, que aparece com 4% e também terá que transformar sua presença na chapa governista em competitividade eleitoral.

Enquanto isso, Marília, Humberto e Mendonça começam a disputar uma faixa de eleitor que parece mais consolidada.

O detalhe é que ninguém pode dormir tranquilo.

Com 27% de indecisos e 18% de brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar, ainda existe uma quantidade gigantesca de votos disponíveis

E quando quase metade do eleitorado ainda não definiu uma escolha válida entre os candidatos, a eleição pode mudar de maneira muito rápida.

A Quaest de setembro, portanto, não fecha a conta do Senado pernambucano. Ela abre ainda mais a disputa.

Marília está na frente numericamente. Humberto mantém competitividade. Mendonça cresce e entra de vez na briga. Eduardo da Fonte segue como a grande incógnita, com uma estrutura política relevante e uma candidatura que ainda precisa provar, nas pesquisas, o tamanho que seus aliados acreditam possuir. Túlio tenta encontrar espaço em uma corrida extremamente congestionada.

Hoje, qualquer aposta definitiva sobre os dois eleitos seria precipitada.

O que existe é uma fotografia.

E, para o Senado, a fotografia ainda está bastante desfocada.

RAQUEL LYRA SE REÚNE COM ZECA CAVALCANTI EM ARCOVERDE E REFORÇA PARCERIA POR OBRAS E INVESTIMENTOS

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, esteve nesta terça-feira (8) em Arcoverde, onde se reuniu com o prefeito Zeca Cavalcanti para tratar de ações, obras e novos investimentos para o município. O encontro ocorreu após a governadora cumprir agenda em Sertânia e contou com a presença do vice-prefeito Siqueirinha e de vereadores da base aliada.
Participaram da reunião os vereadores Rodrigo Roa, Célia, João Taxista, Paulinho e Sg Brito.

Durante a conversa, Raquel Lyra e Zeca Cavalcanti fizeram uma avaliação das ações que vêm sendo executadas em Arcoverde a partir da parceria entre a Prefeitura e o Governo de Pernambuco. Entre os assuntos estiveram os investimentos em pavimentação e asfaltamento de ruas, a reforma e requalificação de escolas, além de obras e equipamentos estratégicos para o município, como o Batalhão Integrado Especializado (BIESP) e a implantação da Polícia Científica. São mais de R$ 130 milhões em investimentos em Arcoverde.

A reunião também teve espaço para uma avaliação do cenário político e da campanha eleitoral. Otimista, Raquel destacou a importância da união do grupo político e da continuidade das parcerias que vêm garantindo investimentos para Arcoverde e para o interior do Estado.

Para Zeca Cavalcanti, a presença da governadora na cidade representa também o reconhecimento de uma parceria que tem produzido resultados concretos para a população.

“Raquel tem mostrado, na prática, que governa olhando para Pernambuco inteiro. Arcoverde tem sido beneficiada por uma parceria séria, responsável e que já trouxe obras e investimentos importantes para a nossa cidade. Temos asfaltamento, escolas sendo reformadas, investimentos na segurança pública e projetos que vão transformar ainda mais a vida da nossa população. É uma governadora que trabalha, que dialoga e que cumpre o que promete. Por isso, acredito muito na sua reeleição e na continuidade desse trabalho. Pernambuco precisa seguir avançando, e Arcoverde quer continuar fazendo parte dessa transformação”, afirmou o prefeito.

O encontro reforçou a sintonia entre Zeca Cavalcanti e Raquel Lyra e sinalizou a disposição do grupo de manter a articulação política e administrativa em torno de novos investimentos para Arcoverde.

NA LUPA: QUAEST MANTÉM RAQUEL NA FRENTE, MAS ACENDE O SINAL AMARELO PARA A DISPUTA COM JOÃO CAMPOS

A nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira (8) coloca mais combustível na disputa pelo Governo de Pernambuco e confirma aquilo que vem se desenhando nos últimos levantamentos: Raquel Lyra continua na liderança, mas João Campos não está fora do jogo. A governadora aparece com 43% das intenções de voto, contra 37% do ex-prefeito do Recife. A diferença, portanto, caiu de oito para seis pontos em relação à pesquisa anterior da própria Quaest, quando Raquel tinha 44% e João aparecia com 36%. 

À primeira vista, pode parecer uma mudança pequena. E, estatisticamente, é exatamente isso. Raquel oscilou um ponto para baixo e João subiu um ponto, ambos dentro da margem de erro de três pontos percentuais. A pesquisa ouviu 1.302 eleitores entre os dias 4 e 7 de setembro, tem nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-00285/2026. 

Mas eleição não se resume à fotografia. É preciso olhar para o filme.

E o filme mostra uma disputa que continua extremamente competitiva, mas que, neste momento, ainda favorece Raquel Lyra.

O dado mais importante talvez esteja escondido atrás dos 43% da governadora. Quando se considera apenas os votos atribuídos aos candidatos, Raquel alcança aproximadamente 52,4% dos votos válidos no cenário pesquisado. Isso significa que, mantido exatamente o retrato apresentado pela Quaest, a governadora estaria acima da metade dos votos válidos e poderia vencer ainda no primeiro turno. É importante destacar: isso não significa que a eleição esteja decidida. A margem de erro permite outros cenários e ainda existe uma parcela significativa do eleitorado em movimento. Mas o dado mostra o tamanho do desafio que João Campos tem pela frente. 

E aqui está o ponto que merece uma lupa política mais poderosa.

João Campos cresceu, mas Raquel não despencou.

Essa diferença é fundamental.

Se a governadora tivesse caído cinco, seis ou sete pontos e João tivesse avançado na mesma proporção, estaríamos diante de uma mudança de cenário. Não é o que aconteceu. A fotografia anterior era de 44% para Raquel contra 36% para João. Agora temos 43% contra 37%.

Ou seja: João ganhou um ponto. Raquel perdeu um. A distância diminuiu, mas não houve uma ruptura.

É justamente por isso que seria precipitado anunciar uma virada de João Campos. Da mesma forma, seria um erro político da campanha de Raquel comemorar como se a eleição estivesse liquidada.

O cenário é de liderança consolidada, mas com disputa aberta.

A espontânea ajuda a entender ainda melhor o momento. Quando os nomes não são apresentados aos entrevistados, Raquel aparece com 33%, repetindo o mesmo percentual da pesquisa anterior. João Campos avançou de 22% para 24%. Os indecisos, entretanto, chegam a 40%. Isso mostra que ainda existe uma quantidade considerável de eleitores que não transformou a eleição estadual em uma decisão absolutamente cristalizada. 

Só que há uma contradição interessante: ao mesmo tempo em que 40% permanecem indecisos na espontânea, 76% dos entrevistados dizem que sua escolha já é definitiva. Em agosto eram 72%. Agora são 76%. Apenas 23% afirmam que ainda podem mudar de voto.

Isso significa que a eleição está entrando numa fase diferente.

A janela para uma grande virada começa a ficar menor.

João Campos ainda tem tempo para crescer? Tem.

Pode virar? Pode.

Mas precisará produzir algo mais forte do que simplesmente oscilar um ponto para cima.

Precisará provocar uma mudança perceptível no comportamento do eleitorado.

E esse é o grande problema do candidato do PSB neste momento.

A pesquisa mostra que ele tem espaço para crescer, mas também mostra que Raquel não está em processo de derretimento. Pelo contrário. A governadora mantém 43% no cenário estimulado, 33% na espontânea e permanece numericamente à frente também quando a Quaest simula um segundo turno.

E aí aparece outro dado que merece atenção.

No eventual segundo turno entre Raquel e João, a governadora aparece com 45%, contra 39% de João Campos. Na pesquisa anterior, Raquel tinha 47% e João 37%. Portanto, João avançou dois pontos, enquanto Raquel caiu dois. A vantagem passou de dez para seis pontos.

Esse é provavelmente o melhor argumento que a campanha de João terá para dizer que existe reação.

E existe mesmo.

Seria intelectualmente desonesto ignorar isso.

João cresceu na espontânea, cresceu no primeiro turno, cresceu no segundo turno e reduziu a diferença. Além disso, sua rejeição caiu de 40% para 38%. São sinais positivos.

Mas ainda não são suficientes para caracterizar uma virada.

Raquel continua apresentando uma combinação que, eleitoralmente, é bastante perigosa para quem está atrás: liderança no primeiro turno, vantagem no segundo e menor rejeição.

Na Quaest, 34% afirmam conhecer Raquel e não votar nela, enquanto João aparece com 38% de rejeição. A governadora também registra potencial de voto de 60%, contra 55% do ex-prefeito. 

E aqui está uma das maiores diferenças entre a eleição que muitos imaginavam no começo do ano e a eleição que Pernambuco está vivendo agora.

Raquel conseguiu transformar uma candidatura que começou o ciclo eleitoral em posição defensiva em uma candidatura efetivamente competitiva.

É preciso lembrar que pesquisas anteriores da própria Quaest mostravam João Campos em vantagem muito mais confortável. Em agosto de 2025, por exemplo, João aparecia com 55% contra 24% de Raquel em determinado cenário. Em abril de 2026, João ainda liderava, com 42%, enquanto Raquel tinha 34%. 

O que aconteceu depois foi uma inversão de trajetória.

Raquel cresceu.

João perdeu a enorme vantagem inicial.

E agora os dois chegam à reta final praticamente sozinhos na disputa.

Isso é politicamente relevante.

Os demais candidatos não conseguiram construir uma terceira via capaz de romper a polarização. Ivan Moraes e Renan Hallais aparecem com apenas 1% cada, enquanto os demais nomes não pontuaram na pesquisa estimulada. 

Na prática, Pernambuco vive uma eleição de dois.

E quando uma eleição se transforma em confronto direto, cada ponto passa a valer muito mais.

É aí que entra a grande pergunta: quem tem mais condições de buscar os pontos que ainda estão disponíveis?

João tem um eleitorado muito forte na esquerda e conta com a força política de Lula em Pernambuco. A própria Quaest já mostrou anteriormente que, entre os eleitores identificados como lulistas, João Campos possui vantagem expressiva. Na pesquisa divulgada anteriormente, João chegava a 54% nesse segmento, contra 33% de Raquel. Entre os independentes, entretanto, Raquel aparecia à frente, com 47% contra 31%. Entre eleitores de direita não bolsonarista, a vantagem da governadora era ainda maior.

Essa divisão explica muito da eleição.

João Campos possui uma base ideológica e eleitoral bastante definida.

Raquel, por sua vez, vem tentando construir uma candidatura que atravesse diferentes campos políticos.

É justamente aí que está uma das maiores forças da governadora.

Raquel tem buscado apresentar sua campanha menos como uma guerra ideológica e mais como uma disputa sobre Pernambuco. A estratégia de se colocar como uma governadora que conversa com diferentes setores, inclusive mantendo diálogo institucional com o governo Lula apesar de o PSD ter candidatura própria à Presidência, faz parte desse movimento. Recentemente, ela resumiu essa posição ao afirmar que é "pernambuquista" e que seus dois pés estão em Pernambuco. 

Pode funcionar?

Até aqui, os números indicam que funcionou.

A governadora conseguiu chegar a uma posição em que reúne setores de direita, centro e eleitores independentes, sem necessariamente depender de uma identificação automática com o bolsonarismo.

Esse talvez seja o maior mérito político da estratégia de Raquel.

E é também o maior problema estratégico para João.

Porque João precisa tirar votos de Raquel justamente onde ela construiu sua vantagem: no eleitorado independente e em parcelas da direita que passaram a enxergar a governadora como uma alternativa viável.

A eleição, portanto, não será decidida apenas pela capacidade de João de mobilizar o eleitorado de esquerda.

Ele já possui uma parcela muito importante desse eleitorado.

O desafio será ampliar a fronteira.

Raquel, por sua vez, precisa fazer exatamente o contrário: conservar o que conquistou.

Quem está na frente joga uma partida diferente de quem está atrás.

João precisa acelerar.

Raquel precisa administrar.

E isso produz comportamentos eleitorais completamente diferentes.

A campanha de João terá de encontrar uma narrativa capaz de produzir urgência no eleitor que hoje está confortável com Raquel. Terá de convencer esse eleitor de que a mudança é necessária e que a continuidade não é o melhor caminho.

Raquel, enquanto isso, terá de evitar tropeços.

Uma campanha que lidera por seis pontos não pode se comportar como se estivesse quinze atrás. Mas também não pode entrar em clima de comemoração antecipada.

Porque há uma eleição inteira pela frente.

E Pernambuco já mostrou nesta campanha que as coisas podem mudar.

O mais interessante da pesquisa Quaest é justamente isso: ela não entrega um vencedor definitivo; ela entrega uma governadora liderando e um adversário pressionado pelo calendário.

Faltam poucas semanas.

Cada debate passa a ter peso.

Cada entrevista pode produzir efeito.

Cada evento de rua pode representar mobilização ou desgaste.

Cada erro pode custar caro.

Cada prefeito, vereador, liderança comunitária ou cabo eleitoral que entrar efetivamente em campo poderá fazer diferença em uma disputa que, embora tenha uma liderança clara no momento, continua matematicamente aberta.

E há ainda outro elemento: a eleição está cada vez mais nacionalizada.

João Campos carrega Lula consigo.

Raquel tenta carregar Pernambuco.

Esse choque de estratégias será um dos grandes temas da reta final.

João pode dizer que Pernambuco precisa de um governador alinhado ao presidente Lula.

Raquel pode responder que Pernambuco precisa de uma governadora capaz de conversar com qualquer presidente.

São duas narrativas completamente diferentes.

Uma busca transformar a eleição estadual em extensão da disputa nacional.

A outra tenta transformar a eleição estadual em um plebiscito sobre a gestão local e a capacidade de articulação da governadora.

A população decidirá qual narrativa será mais convincente.

Na Lupa, a leitura é direta: a Quaest não mostra uma virada de João Campos. Mostra uma aproximação. E aproximação é diferente de virada.

João reduziu a diferença de oito para seis pontos, melhorou na espontânea, melhorou no segundo turno e reduziu a rejeição. É uma reação real.

Mas Raquel continua com 43%, mantém 33% na espontânea, possui menor rejeição, lidera o primeiro turno e também aparece à frente no segundo.

Mais importante: a parcela de eleitores que considera sua escolha definitiva aumentou.

Portanto, a pergunta que a pesquisa deixa não é mais "Raquel vai conseguir crescer?".

Ela já cresceu.

A pergunta agora é outra:

João Campos conseguirá crescer mais rápido do que Raquel consegue preservar sua vantagem?

Essa é a corrida.

E, neste momento, a largada da reta final ainda favorece Raquel Lyra.

Mas há uma diferença importante: a governadora está na frente, porém não está passeando.

João está atrás, mas está vivo.

E quando uma eleição chega ao mês final com dois candidatos concentrando praticamente toda a disputa, seis pontos podem ser uma vantagem importante — ou podem se transformar rapidamente em história política.

A urna, como sempre, terá a última palavra. É isso!

terça-feira, 8 de setembro de 2026

GOVERNO DE PERNAMBUCO INVESTE MAIS DE R$ 28,5 MILHÕES EM ABASTECIMENTO DE ÁGUA, EDUCAÇÃO E INFRAESTRUTURA EM SERTÂNIA

O Governo de Pernambuco executa mais de R$ 28,5 milhões em obras nas áreas de abastecimento de água, educação e infraestrutura em Sertânia, no Sertão do Moxotó. As ações incluem a implantação de uma adutora, com investimento de R$ 16 milhões, que vai ampliar o abastecimento e permitir a retirada do município do sistema de rodízio; a construção de uma creche, no valor de R$ 5,2 milhões; e a pavimentação de 54 ruas nas zonas urbana e rural do município, com aporte superior a R$ 7,3 milhões. As obras foram vistoriadas pela governadora Raquel Lyra nesta terça-feira (8).

A adutora será implantada a partir da Barragem de Campos, com nove quilômetros de tubulação, estação de bombeamento e uma Estação de Tratamento de Água (ETA). A obra vai elevar a vazão do sistema de 80 para 130 litros por segundo e beneficiar cerca de 33 mil habitantes, com previsão de abastecimento diário após a entrega, programada para novembro deste ano. “A obra amplia o sistema produtor que atende Sertânia. Com a nova adutora, o município terá um aumento de aproximadamente 50% no volume de água bruta que chega para tratamento, ampliando a oferta para atender à demanda atual, entregando abastecimento diário à população”, explicou o diretor-presidente da Compesa, Douglas Nóbrega.

Já na área de infraestrutura, as obras estão divididas em três frentes: no distrito de Rio da Barra, duas vias recebem pavimentação asfáltica e sinalização, com mais de 85% dos serviços executados. Outras 19 vias em distritos do município recebem calçamento em paralelepípedos, sendo oito já concluídas. Recebem o mesmo serviço mais 33 vias da zona urbana. “As intervenções abrangem áreas urbanas e distritos rurais de Sertânia e têm como objetivo melhorar as condições de trafegabilidade, mobilidade e segurança nas vias. Os serviços incluem diferentes tipos de pavimentação e sinalização, de acordo com as características de cada localidade”, explicou o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação de Pernambuco, Rodrigo Ribeiro.

Na área de educação, o novo Centro de Educação Infantil (CEI) contará com dez salas de aula, sendo duas para berçário, três para maternal e cinco para pré-escola. A unidade terá ainda bloco administrativo, playground, refeitório, horta e espaços de apoio para o atendimento das diferentes etapas da primeira infância. O equipamento está sendo implantado pela Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab). “O novo Centro de Educação Infantil de Sertânia amplia a estrutura disponível no município e reúne ambientes adequados para diferentes fases da primeira infância”, pontuou o diretor-presidente da Companhia Estadual de Habitações e Obras, Paulo Lira.

Fotos: Ed Machado/Governo de Pernambuco

JANJÃO MOSTRA FORÇA EM SANTA MARIA DO CAMBUCÁ EM ATO COM O GRUPO CARA NOVA

Da REDAÇÃO - Edney Souto 

O Agreste Setentrional foi palco de mais uma demonstração de força da campanha de Janjão (PSD). No último fim de semana, o candidato a deputado estadual desembarcou em Santa Maria do Cambucá e encontrou uma cidade mobilizada pelo Grupo Cara Nova, em um ato político que reuniu uma grande quantidade de apoiadores.

A movimentação teve à frente a liderança Júnior de Lula, que comandou a organização do encontro ao lado do grupo político. O resultado foi um comício de forte participação popular, com discursos, abraços, encontros e uma demonstração pública de apoio às candidaturas apresentadas pelo grupo.

Janjão dividiu o palanque com o deputado federal Waldemar Oliveira (Avante), que também está na disputa pela renovação do mandato. A presença dos dois candidatos no mesmo evento deixou evidente a composição política construída para a eleição e a estratégia de unir forças em torno das lideranças que atuam no município.

Durante o encontro, Janjão fez questão de reconhecer o papel do Grupo Cara Nova na organização da agenda e destacou a forma como foi recebido pela população. O candidato também aproveitou a ocasião para reforçar o discurso de construção de uma caminhada baseada na presença nos municípios e no contato direto com as pessoas.

“O Grupo Cara Nova de Santa Maria do Cambucá recebeu a gente com muito carinho e muita energia. Mais gente que chega junto nessa caminhada de trabalho e coragem para fazer mais pelo nosso Pernambuco”, afirmou.

Waldemar Oliveira, por sua vez, ressaltou o ambiente encontrado em Santa Maria do Cambucá e agradeceu a parceria com Júnior de Lula, Janjão e os demais apoiadores. Em tom de campanha, o deputado federal reforçou a dobradinha e afirmou que o município já teria definido suas escolhas eleitorais.

“Que energia boa viver esse momento ao lado de Júnior de Lula, Janjão e de tanta gente querida de Santa Maria do Cambucá. Santa Maria do Cambucá já escolheu. É 7070 e 55222”, declarou.

A agenda também serve para mostrar como as campanhas proporcionais começam a ganhar corpo no interior pernambucano. Em uma eleição marcada pela disputa intensa por bases e pela formação de alianças municipais, contar com um grupo organizado e com capacidade de mobilização pode representar uma vantagem importante na corrida por votos.

O encontro de Santa Maria do Cambucá, nesse sentido, coloca o Grupo Cara Nova como uma peça importante na estratégia eleitoral de Janjão na região. Para o candidato, cada nova adesão e cada município incorporado à caminhada ajudam a construir uma rede política que será decisiva quando chegar a hora de transformar apoio de rua em voto na urna.

NA LUPA: Janjão não foi a Santa Maria do Cambucá apenas para cumprir agenda. Foi para mostrar que existe grupo, liderança e gente disposta a colocar a campanha na rua. Em eleição proporcional, esse tipo de demonstração pesa. E quando a mobilização vem acompanhada de liderança local e palanque compartilhado, o recado político fica ainda mais evidente.

PRESIDENTE DA CÂMARA E MAIS SETE VEREADORES DE SERTÂNIA DECLARAM APOIO A EDUARDO DA FONTE PARA O SENADO

Candidato ao Senado integra a chapa majoritária da governadora Raquel Lyra, candidata à reeleição
O candidato ao Senado Federal Eduardo da Fonte (PP/UP) recebeu o apoio do presidente da Câmara Municipal de Sertânia, Vando do Caroá (PL), e de mais sete vereadores do município, à sua candidatura à Casa Alta.

Além do presidente da Casa, declararam apoio à candidatura de Eduardo da Fonte: Damião Silva, Rielson de Algodões, Doia, Junhão Lins, André Chaves Gijio, Patricia de Júnior do Posto e Luiz Abel. A adesão da maioria dos parlamentares da Câmara de Sertânia reforça a presença da candidatura de Eduardo da Fonte no Sertão pernambucano e amplia a mobilização de lideranças municipais em torno de seu nome para representar Pernambuco no Senado Federal.

Eduardo da Fonte é um dos candidatos ao Senado apoiados pela governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição, e vem acompanhando a governadora em agendas políticas por diferentes regiões do Estado. Além de Eduardo, integra a chapa majoritária da governadora o também candidato ao Senado Túlio Gadelha (PSD). 

“Receber o apoio da maioria dos vereadores de Sertânia aumenta ainda mais a nossa responsabilidade. É uma demonstração de confiança no trabalho que construímos por Pernambuco e no projeto que estamos levando ao Senado ao lado da governadora Raquel Lyra. Vamos trabalhar para que Sertânia e todo o Sertão tenham ainda mais voz, investimentos e oportunidades”, afirmou Eduardo da Fonte.