Na fotografia do momento, a diferença é de quatro pontos percentuais. Como a margem de erro é de três pontos para mais ou para menos, o levantamento aponta empate técnico entre os dois candidatos. A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo e ouviu 1.204 eleitores de Pernambuco entre os dias 22 e 24 de setembro. O levantamento está registrado no TSE sob o número PE-08125/2026.
O dado que chama atenção na comparação com o levantamento anterior é que os dois candidatos cresceram, mas Raquel permanece numericamente à frente. Em 11 de setembro, a governadora tinha 47% e João Campos aparecia com 42%. Agora, Raquel foi a 48%, enquanto João chegou a 44%.
Ou seja: a vantagem numérica da governadora caiu de cinco para quatro pontos, mas ela continua liderando o levantamento. O movimento mostra uma corrida extremamente apertada na reta final, com poucos dias para o eleitor definir seu voto.
E aqui está um dos pontos mais importantes da pesquisa: a disputa não está resolvida. O Datafolha registra empate técnico no primeiro turno e mostra que qualquer leitura sobre uma vitória antecipada precisa levar em conta a margem de erro.
Entre os demais candidatos, Professora Camila (UP), Ivan Moraes (PSOL) e Renan Hallais (Missão) aparecem com 1% cada. Victor Assis (PCO) e Guilherme Fonseca (PSTU) não pontuaram. Brancos, nulos ou nenhum somam 4%, enquanto 2% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar.
Mas o segundo turno traz outro retrato. Na simulação entre Raquel e João, a governadora aparece com 51% contra 45% do socialista. Na pesquisa anterior, Raquel tinha 51% e João, 44%.
Aqui, portanto, Raquel mantém os 51%, enquanto João oscila um ponto para cima. Com a margem de erro de três pontos, o cenário também exige cautela na interpretação, embora a governadora permaneça numericamente à frente.
A fotografia dos dois turnos mostra uma eleição que entrou definitivamente na fase da disputa voto a voto. Raquel mantém a liderança numérica nos dois cenários pesquisados, mas João Campos também apresenta crescimento em relação ao levantamento anterior.
Outro aspecto relevante é a redução do eleitorado que declarou voto branco, nulo ou em nenhum candidato. Esse grupo caiu de 6% para 4% no primeiro turno. O percentual de indecisos, entretanto, permanece em 2%.
Na prática, a eleição chega à última fase com um eleitorado cada vez mais concentrado nos dois principais nomes. E quando se olha para os números, fica evidente que cada ponto percentual ganhou peso enorme.
O Datafolha anterior já havia mostrado Raquel à frente por 47% a 42%. Agora, ela aparece com 48% contra 44%. A série recente confirma uma disputa acirrada, mas também mostra que a governadora conseguiu preservar a liderança numérica.
O cenário também coloca pressão sobre as campanhas. Para Raquel, o desafio é transformar a liderança numérica em votos efetivamente consolidados. Para João, os números indicam crescimento, mas também mostram que ainda existe uma diferença a ser buscada na reta final.
E é justamente por isso que os próximos dias serão decisivos. Com apenas quatro pontos separando os dois no cenário estimulado e uma margem de erro de três pontos, a eleição continua aberta dentro da fotografia estatística do Datafolha.
A pesquisa não entrega uma vitória antecipada a ninguém. Entrega, isso sim, uma corrida apertada, com Raquel numericamente na frente e João Campos encostando, enquanto os votos ainda não consolidados podem ter peso importante no resultado final.
Em Pernambuco, a eleição entrou na fase em que cada caminhada, cada debate, cada voto e cada erro de campanha pode fazer diferença.