terça-feira, 6 de outubro de 2026

RAQUEL LYRA REÚNE NOVA ALEPE NO PALÁCIO E COMEÇA A DESENHAR BASE PARA O SEGUNDO MANDATO

Governadora reeleita chamou deputados eleitos e reeleitos para uma conversa no dia seguinte à vitória nas urnas e sinalizou que a articulação política já entrou na agenda do novo governo

Nem deu tempo de baixar a poeira das urnas e a governadora reeleita Raquel Lyra (PSD) já começou a movimentar as peças para o segundo mandato.

Na tarde desta segunda-feira (5), apenas um dia depois de conquistar a reeleição para o Governo de Pernambuco, Raquel recebeu no Palácio do Campo das Princesas deputados estaduais eleitos e reeleitos para uma conversa sobre a relação entre o Executivo e a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

O encontro acontece em um momento importante para o novo governo. Com a composição da próxima legislatura definida pelas urnas, a governadora começa a construir a interlocução com os parlamentares que estarão no plenário da Alepe a partir do próximo mandato.

Entre os nomes que participaram da reunião estavam Gilson Machado Filho (PL), André Ferreira (PL), Lara Santana (PV), João Paulo (PT), Débora Almeida (PSD), Aglailson Victor (PSD), Jarbas Filho (PSD), Andréa Medeiros (PSD), Abimael Santos (PL) e Zé Irmão de Teca (PSD), entre outros.

O gesto de Raquel ocorre justamente no primeiro dia útil após a eleição e mostra que o Palácio não pretende esperar a posse para iniciar as conversas com a nova composição da Assembleia.

Mais do que uma reunião de boas-vindas, o encontro coloca na mesa um dos principais desafios do segundo mandato: transformar a vitória eleitoral em capacidade de articulação política e diálogo permanente com o Legislativo.

A governadora também reuniu, durante a manhã, os secretários estaduais para alinhar o planejamento e as prioridades do encerramento do atual ciclo de governo e do início do próximo mandato. 

A agenda revela uma Raquel que, passada a eleição, já começa a virar a chave da campanha para a gestão. A nova fase será marcada pela necessidade de administrar, entregar resultados e, ao mesmo tempo, construir uma relação institucional com uma Alepe que também saiu das urnas com uma nova configuração.

A eleição terminou no domingo. A articulação para os próximos quatro anos começou na segunda.


RAQUEL LYRA REÚNE NOVA ALEPE NO PALÁCIO E COMEÇA A DESENHAR BASE PARA O SEGUNDO MANDATO

Governadora reeleita chamou deputados eleitos e reeleitos para uma conversa no dia seguinte à vitória nas urnas e sinalizou que a articulação política já entrou na agenda do novo governo

Nem deu tempo de baixar a poeira das urnas e a governadora reeleita Raquel Lyra (PSD) já começou a movimentar as peças para o segundo mandato.

Na tarde desta segunda-feira (5), apenas um dia depois de conquistar a reeleição para o Governo de Pernambuco, Raquel recebeu no Palácio do Campo das Princesas deputados estaduais eleitos e reeleitos para uma conversa sobre a relação entre o Executivo e a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

O encontro acontece em um momento importante para o novo governo. Com a composição da próxima legislatura definida pelas urnas, a governadora começa a construir a interlocução com os parlamentares que estarão no plenário da Alepe a partir do próximo mandato.

Entre os nomes que participaram da reunião estavam Gilson Machado Filho (PL), André Ferreira (PL), Lara Santana (PV), João Paulo (PT), Débora Almeida (PSD), Aglailson Victor (PSD), Jarbas Filho (PSD), Andréa Medeiros (PSD), Abimael Santos (PL) e Zé Irmão de Teca (PSD), entre outros.

O gesto de Raquel ocorre justamente no primeiro dia útil após a eleição e mostra que o Palácio não pretende esperar a posse para iniciar as conversas com a nova composição da Assembleia.

Mais do que uma reunião de boas-vindas, o encontro coloca na mesa um dos principais desafios do segundo mandato: transformar a vitória eleitoral em capacidade de articulação política e diálogo permanente com o Legislativo.

A governadora também reuniu, durante a manhã, os secretários estaduais para alinhar o planejamento e as prioridades do encerramento do atual ciclo de governo e do início do próximo mandato. 

A agenda revela uma Raquel que, passada a eleição, já começa a virar a chave da campanha para a gestão. A nova fase será marcada pela necessidade de administrar, entregar resultados e, ao mesmo tempo, construir uma relação institucional com uma Alepe que também saiu das urnas com uma nova configuração.

A eleição terminou no domingo. A articulação para os próximos quatro anos começou na segunda.


GILSON MACHADO FILHO SE APROXIMA DE RAQUEL LYRA E SINALIZA APOIO AO GOVERNO NA ALEPE

Deputado eleito com 132.322 votos, bolsonarista chega à Assembleia Legislativa com uma das maiores votações de Pernambuco e promete atuar ao lado de Raquel Lyra

Um dia depois de sair das urnas como o segundo deputado estadual mais votado de Pernambuco, com impressionantes 132.322 votos, Gilson Machado Filho já começou a desenhar seu novo espaço no cenário político estadual.

O vereador do Recife e agora deputado estadual eleito foi recebido pela governadora Raquel Lyra no Palácio do Campo das Princesas, em uma reunião que reuniu os novos integrantes da Assembleia Legislativa de Pernambuco. O encontro teve como objetivo aproximar a futura bancada e abrir o diálogo para a nova composição política da Alepe.

Gilson Filho não chegou sozinho. Ao lado do pai, o ex-ministro Gilson Machado, e acompanhado do ex-ministro Carlos Brito, o novo deputado reforçou uma posição que já vinha sendo construída durante a campanha: apoio à reeleição de Raquel Lyra e disposição para atuar em sintonia com o Governo do Estado.

A aproximação chama atenção porque Gilson Machado Filho chega à Alepe com uma votação de peso e carregando uma marca política bastante definida: é um dos principais nomes da direita bolsonarista em Pernambuco.

Na Câmara do Recife, o parlamentar também ganhou notoriedade pela postura de oposição e pela fiscalização dura sobre a gestão do prefeito João Campos. Agora, com mandato estadual garantido, ele amplia o campo de atuação e passa a ocupar uma cadeira estratégica na Assembleia.

“A governadora Raquel Lyra pode contar com meu apoio na Assembleia Legislativa para legislarmos projetos que façam Pernambuco avançar. Esse é o objetivo da Direita aqui no Estado e em todo o país”, afirmou Gilson Filho.

O deputado eleito também deixou claro que sua atuação na Alepe estará conectada ao projeto nacional da direita e defendeu a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

A reunião no Palácio, portanto, vai além de uma simples fotografia de boas-vindas. Raquel Lyra começa a montar sua base para o segundo mandato e Gilson Machado Filho surge como um dos nomes de maior peso político dentro dessa nova composição.

Com mais de 132 mil votos, trânsito com a direita bolsonarista e uma postura de enfrentamento já conhecida no Recife, Gilson Filho chega à Alepe com cacife eleitoral suficiente para não ser apenas mais um deputado no plenário.

E a primeira sinalização foi dada: o novo parlamentar quer estar ao lado de Raquel Lyra na construção dos próximos capítulos da política pernambucana.

NA LUPA: JANJÃO CHEGA À ALEPE COM 67.479 VOTOS E TRANSFORMA O PROJETO DE BOM JARDIM EM FORÇA POLÍTICA ESTADUAL

NA LUPA: JANJÃO NÃO FOI APENAS ELEITO. ELE MUDOU DE PATAMAR

Da Redação — Blog do Edney

Tem eleição que confirma um nome. E tem eleição que muda o tamanho de um político.

A votação de 67.479 votos conquistada por Janjão (PSD) neste domingo coloca o ex-prefeito de Bom Jardim em outro patamar da política pernambucana. Aos 39 anos, João Francisco da Silva Neto não apenas garantiu uma cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco: terminou como o 16º deputado estadual mais votado do Estado e o terceiro mais votado do PSD, atrás apenas de Joãozinho Tenório, com 73.761 votos, e Antonio Moraes, com 67.808. 

E aqui está o ponto que merece ser colocado NA LUPA.

Janjão entrou na eleição estadual carregando uma trajetória essencialmente municipal. Professor, nascido em Bom Jardim, ele foi eleito prefeito pela primeira vez em 2020 e voltou a vencer a disputa municipal em 2024. Em 2026, abriu mão da continuidade no Executivo para tentar algo muito maior: transformar uma liderança construída em Bom Jardim em um mandato com alcance estadual. Os registros eleitorais confirmam sua origem no município e sua trajetória de duas vitórias para prefeito. 

E conseguiu.

Não se trata apenas de uma cadeira na Alepe. 67 mil votos representam capilaridade. Representam a capacidade de fazer um nome conhecido fortemente em uma cidade ultrapassar as fronteiras do seu principal reduto e entrar no jogo estadual.

Durante a campanha, Janjão passou a ampliar sua presença no Agreste, costurando apoios em diferentes municípios e deixando de ser apenas “o candidato de Bom Jardim”. A movimentação incluiu apoios de prefeitos, vereadores e lideranças regionais, além da aproximação com nomes importantes do grupo político de Chaparral.

O resultado das urnas mostra que essa estratégia funcionou.

Antes da eleição, Janjão já aparecia entre os nomes mais competitivos do PSD em levantamentos internos divulgados durante a campanha, com citações em dezenas de municípios. Na reta final, também tentou associar sua candidatura a pautas que ultrapassavam os limites de Bom Jardim. Um exemplo foi a defesa da implantação de um Hospital do Câncer do Agreste, apresentada diretamente à governadora Raquel Lyra durante o Foguete Folia. 

Foi uma tentativa clara de mudar o discurso: sair da política de uma cidade para falar com uma região inteira.

E as urnas responderam.

O TERCEIRO DO PSD 

O desempenho de Janjão ganha ainda mais peso quando colocado dentro do próprio partido.

O PSD elegeu nove deputados estaduais. Janjão ficou em terceiro lugar na legenda, com apenas 329 votos a menos que Antonio Moraes e 6.282 votos atrás de Joãozinho Tenório. A diferença pequena para Moraes mostra o tamanho da votação alcançada pelo novo deputado. 

Na lista geral dos eleitos, Janjão aparece entre nomes tradicionais, deputados experientes e políticos que já possuem longa trajetória eleitoral.

Ele chegou.

E chegou forte.

DE PREFEITO DE BOM JARDIM A DEPUTADO ESTADUAL

A passagem pela Prefeitura de Bom Jardim foi fundamental para a construção do capital político que agora será levado para Recife.

Mas existe uma diferença importante entre administrar uma prefeitura e disputar uma eleição estadual.

Na eleição municipal, o político fala diretamente para sua cidade. Na eleição estadual, precisa ser reconhecido em diferentes regiões, construir alianças, encontrar lideranças e convencer o eleitor de que seu mandato poderá representar interesses que vão muito além do seu município.

Foi justamente esse salto que Janjão conseguiu dar em 2026.

A campanha começou com Bom Jardim como principal referência, mas terminou com uma votação que o colocou entre os principais nomes da nova bancada da Alepe.

E existe ainda um detalhe político importante: Janjão chega ao Legislativo estadual aos 39 anos, com espaço para construir uma carreira longa na política pernambucana. O próprio registro eleitoral mostra que sua atividade profissional declarada é de professor de ensino fundamental e que nasceu em Bom Jardim. 

O DESAFIO AGORA É OUTRO

A eleição acabou. A partir de agora começa a parte mais difícil.

Janjão terá que provar que os 67.479 votos não foram apenas uma fotografia de 2026, mas o primeiro capítulo de uma liderança estadual.

Terá que equilibrar a fidelidade às suas bases do Agreste com as responsabilidades de um deputado de Pernambuco inteiro.

Terá que transformar apoios eleitorais em articulação política.

E, principalmente, terá que mostrar na Alepe que consegue fazer aquilo que fez nas urnas: ampliar seu território político.

A primeira grande vitória já está registrada.

Janjão saiu de Bom Jardim, atravessou o Agreste e agora tem cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco.

A pergunta que fica para os próximos quatro anos é simples — e bastante política:

qual será o tamanho de Janjão depois de quatro anos de mandato?

Porque uma coisa as urnas de 2026 já deixaram clara:

ele não chega à Alepe para ocupar espaço. Chega para disputar espaço. É isso!

VOTAÇÃO DE JOÃO DE NADEGI E RENILDO CALHEIROS MOSTRA FORÇA DO GRUPO DE LUCAS ALEXANDRE EM SALOÁ

A eleição deste domingo deixou um recado importante nos bastidores da política de Saloá: Lucas Alexandre começa a despontar como uma nova força política no município.

O jovem conselheiro tutelar, que ainda não exerceu nenhum mandato eletivo, conseguiu construir uma articulação própria e conduzir seus candidatos a uma votação que chamou atenção no cenário local.

Para deputado estadual, João de Nadegi recebeu 330 votos em Saloá, resultado considerado expressivo diante da estrutura política tradicional existente no município.

Já para deputado federal, Renildo Calheiros somou 404 votos, também com o apoio do grupo liderado por Lucas Alexandre.

Mais do que os números isoladamente, o que chama atenção é a origem dessa votação.

Lucas não comandava uma prefeitura, não tinha mandato de vereador, não possuía uma grande estrutura política e nem estava amparado por uma das máquinas tradicionais que historicamente disputam espaço em Saloá.

Mesmo assim, conseguiu somar, articular e entregar votos.

E isso, na política municipal, tem peso.

A votação dos dois deputados mostra que Lucas Alexandre conseguiu formar um grupo com capacidade de mobilização e, principalmente, de transformar relacionamento político em resultado eleitoral.

João de Nadegi, inclusive, esteve em Saloá durante a campanha e foi recebido por Lucas Alexandre, amigos e apoiadores. A agenda terminou com uma carreata pelas ruas do município, demonstrando a proximidade construída entre o deputado e a nova liderança local.

Lucas também não é um nome que surgiu do nada. Antes mesmo de qualquer projeto eleitoral, já vinha construindo presença comunitária. Em 2023, disputou a eleição para o Conselho Tutelar de Saloá e seu nome constava oficialmente entre os candidatos. 

Agora, depois do resultado das urnas, essa atuação começa a ganhar uma dimensão política maior.

Lucas Alexandre ainda não tem mandato eletivo, mas já demonstra algo fundamental para quem pretende disputar uma eleição: capacidade de formar grupo.

E talvez esse seja o principal resultado político desta eleição em Saloá.

Enquanto grupos tradicionais contam com estruturas consolidadas e orçamentos maiores, Lucas mostra que também existe espaço para uma nova geração construir seu próprio caminho através da articulação, da confiança e da capacidade de agregar pessoas.

Por isso, seu nome começa naturalmente a entrar no radar de quem acompanha a próxima eleição municipal.

A pergunta que fica nos bastidores é simples: se sem mandato Lucas Alexandre já conseguiu esse desempenho, o que poderá fazer quando decidir disputar uma cadeira na Câmara de Vereadores?

A eleição de 2026 pode ter sido apenas o primeiro grande teste.

E, pelo resultado, Lucas passou no teste.

RAQUEL LYRA SAI DAS URNAS COM MAIORIA NO LEGISLATIVO E PREPARA NOVA FASE DE DIÁLOGO

Governadora reeleita terá cenário mais favorável na Alepe e na Câmara Federal e já sinaliza que pretende virar a página dos conflitos com o Legislativo

A vitória de Raquel Lyra (PSD) nas urnas não terminou apenas com a reeleição para mais quatro anos no comando de Pernambuco. O resultado de 4 de outubro também redesenhou o tabuleiro político do Estado e entregou à governadora uma condição que ela não teve com a mesma tranquilidade durante o primeiro mandato: uma base política numericamente forte no Legislativo.

Com mais de 53% dos votos válidos e uma diferença expressiva sobre João Campos (PSB), Raquel chega ao segundo mandato fortalecida eleitoralmente e, principalmente, com aliados ocupando a maioria das cadeiras da Assembleia Legislativa e com uma bancada favorável também na Câmara Federal.

Na Alepe, os partidos que integram o campo político da governadora elegeram 27 deputados, contra 22 parlamentares ligados à oposição. A conta, porém, não é simplesmente partidária. Há deputados eleitos por legendas que estiveram no palanque de João Campos, mas que durante a campanha declararam apoio a Raquel ou demonstraram disposição de dialogar com o Palácio do Campo das Princesas.

É justamente nessa composição que a governadora pretende trabalhar.

O novo cenário também muda o peso de nomes que, durante o primeiro mandato, fizeram oposição dura ao governo. Alberto Feitosa (PL), por exemplo, foi um dos principais críticos da gestão, enquanto Fabrízio Ferraz (Podemos) esteve no campo de João Campos. Gleide Ângelo (PP), que anteriormente estava no PSB, também não acompanhou Raquel durante a eleição.

Por outro lado, parlamentares eleitos por partidos que estavam formalmente em outro campo político podem acabar integrando a base governista. É o caso dos parlamentares do PV e de um deputado petista, que passam a ser peças importantes na nova aritmética da Assembleia.

Na Câmara Federal, o cenário também é favorável à governadora. 13 deputados eleitos estão no campo governista, enquanto 12 pertencem a partidos que fizeram oposição ao projeto de reeleição de Raquel. A situação ainda pode ganhar novos contornos a partir da postura individual de cada parlamentar.

Um exemplo foi Clodoaldo Magalhães (PV), eleito por uma legenda que esteve no campo da Frente Popular, mas que declarou apoio a Raquel durante a campanha.

RAQUEL QUER VIRAR A PÁGINA

O primeiro mandato foi marcado por momentos de forte tensão entre o Executivo e a Assembleia Legislativa. A relação com o presidente da Alepe, Álvaro Porto (MDB), um dos principais nomes da oposição ao governo, foi um dos símbolos desse confronto.

A disputa política chegou a afetar a tramitação de matérias consideradas estratégicas pelo Executivo, especialmente projetos relacionados a operações de crédito e ao orçamento estadual.

Agora, Raquel parece disposta a mudar a estratégia.

Em entrevista nesta segunda-feira, a governadora reeleita deixou claro que pretende conversar inclusive com quem fez oposição durante a campanha.

O recado é direto: acabou a eleição, começa outra etapa.

Raquel afirmou que espera contar com uma ampla maioria na Assembleia e disse que pretende chamar também parlamentares eleitos por partidos adversários para construir uma relação baseada nos interesses de Pernambuco.

A governadora também fez uma leitura política do resultado das urnas. Para ela, a polarização e os ataques marcaram uma eleição extremamente dura e agora precisam dar lugar a um ambiente de maior tranquilidade.

O discurso é de pacificação, mas não deixa de carregar uma mensagem política importante: Raquel não quer governar apenas com quem esteve no seu palanque. Quer atrair parte de quem estava do outro lado.

A estratégia pode ser fundamental para o segundo mandato.

Com uma base maior e uma oposição numericamente menor, a governadora terá melhores condições para aprovar projetos, discutir orçamento, buscar novos investimentos e avançar em pautas que dependem da Assembleia.

Mais do que contar votos, porém, será necessário administrar egos, interesses e alianças. A política pernambucana mostrou durante os últimos quatro anos que uma maioria no papel não significa necessariamente tranquilidade na prática.

Raquel sabe disso.

Por isso, o discurso adotado após a vitória é de diálogo, mas o movimento político já começa a ser observado de perto nos bastidores. A governadora que passou quatro anos enfrentando uma oposição organizada agora terá a oportunidade de construir uma maioria política mais confortável.

E, pelo tom adotado nesta segunda-feira, ela pretende fazer isso sem olhar para trás.

Pernambuco entra, portanto, em uma nova fase. A eleição terminou. Os palanques começam a ser desmontados. E a governadora reeleita já deixou claro que quer transformar a força conquistada nas urnas em governabilidade nos próximos quatro anos.

Agora começa a parte mais difícil: fazer essa maioria funcionar.

MARÍLIA ARRAES VOLTA AO CENTRO DO JOGO E ELEIÇÃO PARA O SENADO MEXE NO TABULEIRO POLÍTICO DE PERNAMBUCO

Com 2,3 milhões de votos, Marília transforma uma trajetória de derrotas, disputas e enfrentamentos em um mandato de oito anos no Senado e recoloca o sobrenome Arraes no centro das articulações estaduais

A urna falou alto. E agora muita gente em Pernambuco vai precisar ouvir.

Marília Arraes está de volta ao jogo grande. A pedetista foi eleita senadora por Pernambuco com 2.310.719 votos, garantindo uma das duas vagas em disputa e confirmando uma força eleitoral que vinha sendo construída ao longo de diferentes eleições. O resultado coloca Marília novamente no centro das articulações políticas do estado — desta vez com oito anos de mandato pela frente.

Não é apenas mais um mandato.

É Senado Federal. É visibilidade nacional. É estrutura política. É acesso a Brasília. E, principalmente, é a recuperação de um espaço de protagonismo depois de uma sequência de disputas que produziram vitórias e derrotas, mas mantiveram Marília como um nome impossível de retirar completamente do tabuleiro.

E aqui está a parte que interessa à Política na Lupa: a eleição muda o tamanho do problema — ou da oportunidade — para praticamente todo mundo que pretende disputar espaço na política pernambucana nos próximos anos.

Marília já havia mostrado musculatura eleitoral na eleição para a Prefeitura do Recife, em 2020, quando chegou ao segundo turno, e na disputa pelo Governo de Pernambuco, em 2022, quando terminou com cerca de 2,2 milhões de votos. Agora, transforma esse histórico em uma cadeira no Senado. Em 2026, ela ainda apareceu na liderança de pesquisas na reta final da disputa, com 30% dos votos válidos na última Quaest antes da votação.

Ou seja: não foi uma candidatura que apareceu na última curva.

Foi uma candidatura que chegou à linha de chegada carregando uma marca eleitoral própria.

E o sobrenome, claro, continua pesando.

Arraes nunca foi um sobrenome qualquer em Pernambuco. Miguel Arraes marcou profundamente a história política do estado e sua influência atravessou gerações. Marília cresceu dentro dessa tradição, mas construiu sua própria carreira, passando pela Câmara do Recife, pela Câmara dos Deputados e por disputas majoritárias que a colocaram em evidência nacional.

Agora, ela chega ao Senado em um cenário ainda mais interessante.

Pernambuco elegeu Marília Arraes e Humberto Costa para as duas cadeiras em disputa. O resultado fortalece no Congresso uma representação ligada ao campo político que também teve desempenho relevante na eleição presidencial.

Mas reduzir Marília ao lulismo seria simplificar demais a equação.

A votação mostra que existe uma marca eleitoral associada ao seu nome. E é justamente essa marca que pode fazer diferença daqui para frente.

A política pernambucana tem uma característica conhecida: mandato acaba, mas projeto político não necessariamente termina.

E Marília acaba de ganhar oito anos para trabalhar o seu.

Na Câmara dos Deputados, ela ganhou projeção nacional por sua atuação em pautas sociais, defesa das mulheres e oposição ao governo Bolsonaro. Também esteve à frente da proposta que originou a Lei da Dignidade Menstrual.

Agora, a escala é outra.

No Senado, cada movimento terá repercussão nacional e estadual. Cada articulação poderá produzir efeito em Pernambuco. Cada posicionamento poderá ser observado não apenas pela bancada federal, mas também pelos grupos que já começam a pensar na próxima eleição.

E é aí que a vitória de Marília fica politicamente mais interessante.

Porque eleição não termina quando as urnas fecham.

Às vezes, é justamente quando começa a conta.

Marília agora terá de administrar uma vitória expressiva, construir pontes no Senado, manter sua base política e definir como pretende ocupar o espaço que conquistou. Ao mesmo tempo, os demais grupos políticos terão de considerar uma nova variável em qualquer cálculo para 2028 e 2030.

A senadora eleita deixa de ser apenas uma personagem importante das eleições pernambucanas.

Passa a ter mandato federal de longo prazo.

E isso muda conversa, muda articulação e muda o peso de uma ligação telefônica.

NA LUPA: Marília Arraes acaba de ganhar algo que nenhuma pesquisa entrega: tempo político. São oito anos para ampliar alianças, consolidar posições e construir uma nova etapa de sua trajetória. A pergunta que fica não é apenas o que ela fará no Senado. É até onde pretende levar a força eleitoral que acabou de demonstrar nas urnas.

A política pernambucana ganhou uma nova peça pesada no tabuleiro.

E agora é esperar os próximos movimentos.

FORÇA POLÍTICA DE EVILÁSIO E BRINGEL FILHO É REAFIRMADA NAS URNAS DE ARARIPINA

As urnas de Araripina deram um recado claro sobre o peso político do grupo liderado pelo prefeito Evilásio Mateus e pelo vice-prefeito Bringel Filho. A votação obtida pelos principais candidatos apoiados pela dupla mostrou que a estrutura política construída no município segue com força e capacidade de transferência de votos.

Na disputa pela Câmara Federal, Fernando Filho (União Brasil) foi o nome mais votado pelo grupo em Araripina, somando 18.295 votos. O resultado ficou bem acima dos 9.825 votos conquistados por Socorro Pimentel, adversária política do grupo no município.

Para a Assembleia Legislativa, a diferença foi ainda mais expressiva. Roberta Arraes (PP), aliada de Evilásio Mateus e Bringel Filho, alcançou 23.787 votos em Araripina. Raimundo Pimentel, também adversário do grupo, recebeu 10.994 votos.

Os números mostram uma vantagem significativa dos candidatos apoiados pela atual gestão nas duas principais disputas proporcionais, com Fernando Filho e Roberta Arraes concentrando votações expressivas dentro do município.

Nas disputas majoritárias, o cenário também apresentou resultados importantes. Marília Arraes e Eduardo da Fonte terminaram entre os nomes mais votados para o Senado em Araripina, enquanto João Campos liderou a votação para o Governo de Pernambuco na cidade.

O resultado das urnas coloca novamente Evilásio Mateus e Bringel Filho no centro das articulações políticas de Araripina. Mais do que os números individuais, a votação dos aliados serve como termômetro da capacidade do grupo de mobilizar o eleitorado e manter uma base política organizada no município.

Para quem acompanha os bastidores da política do Sertão, Araripina deixou um recado importante nesta eleição: o grupo de Evilásio e Bringel continua sendo uma das forças que precisam ser consideradas na conta política do município.