terça-feira, 6 de outubro de 2026

PEDRO CAMPOS TURBINA VOTAÇÃO E ANUNCIA CORPO A CORPO POR LULA EM PERNAMBUCO

Reeleito com uma votação expressiva de 261.555 votos, o deputado federal Pedro Campos (PSB) já definiu sua primeira missão depois das urnas: entrar de cabeça na campanha do presidente Lula (PT) no segundo turno da eleição presidencial.

O parlamentar, que foi o deputado federal mais votado de Pernambuco e também alcançou a maior votação entre os deputados do campo progressista nas regiões Norte e Nordeste, pretende percorrer diferentes regiões do Estado para pedir votos e mobilizar eleitores em favor da candidatura de Lula.

Pedro Campos afirmou que encara o resultado eleitoral não apenas como uma demonstração de força política, mas também como uma responsabilidade para os próximos anos.

“Recebo essa votação com muita gratidão, mas, sobretudo, com muita responsabilidade. O povo de Pernambuco me deu a missão de continuar trabalhando e, agora, temos uma tarefa ainda maior: estar ao lado do presidente Lula, correndo Pernambuco inteiro”, afirmou.

A movimentação coloca Pedro em uma posição estratégica dentro do PSB pernambucano. Com mais de 261 mil votos, o deputado sai das urnas fortalecido e pretende transformar o tamanho da votação em presença política durante a reta decisiva da eleição presidencial.

A estratégia será levar a campanha para as ruas, especialmente em um momento em que Pernambuco e o Nordeste continuam sendo considerados territórios fundamentais para a disputa nacional.

Durante o primeiro mandato, Pedro Campos ganhou espaço na Câmara dos Deputados e passou a ocupar posições de destaque na articulação política. Como líder do PSB e vice-líder do governo na Câmara, participou das discussões de projetos ligados ao governo Lula e a pautas sociais, como o Pé-de-Meia, o Gás do Povo, a reforma tributária e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda.

Também teve atuação na defesa da Tarifa Social de Água e Esgoto e da redução da jornada de trabalho, incluindo o debate sobre o fim da escala 6x1.

VOTAÇÃO QUE ACENDE O SINAL DE FORÇA

O resultado de 2026 representa um salto considerável em relação à primeira eleição de Pedro Campos para a Câmara.

Em 2022, ele recebeu 172.526 votos. Agora, chegou a 261.555, um crescimento superior a 50%.

A votação consolida o nome do deputado como uma das principais forças eleitorais do PSB pernambucano e amplia seu espaço dentro do campo político ligado ao presidente Lula.

Pedro também destacou resultados de seu primeiro mandato, entre eles a atuação como relator da Tarifa Social de Água e Esgoto, que estabeleceu desconto superior a 50% para famílias de baixa renda inscritas no CadÚnico.

Na área social, o deputado ainda participou das discussões envolvendo a ampliação da licença-paternidade e a criação do salário-paternidade.

Agora, porém, a prioridade mudou de pauta. Com o mandato renovado e uma votação que chamou atenção, Pedro Campos quer colocar a máquina política para funcionar no segundo turno.

“Vamos colocar toda nossa energia na caminhada ao lado de Lula. Temos uma eleição pela frente e uma tarefa importante para o Brasil”, afirmou.

Na política, o recado das urnas foi claro: Pedro Campos saiu maior da eleição. Agora, quer usar esse tamanho para ajudar Lula a vencer a disputa presidencial em Pernambuco.

COM MAIS DE 71 MIL VOTOS, EDILSON TAVARES SE CONSOLIDA COMO LIDERANÇA NO POLO DAS CONFECÇÕES

Ex-prefeito de Toritama amplia presença política em Pernambuco e conquista votação expressiva em municípios do Agreste
Edilson Tavares (PP) encerrou a disputa para deputado federal com mais de 71 mil votos e uma presença política que ultrapassa os limites de Toritama, município que governou por dois mandatos. O resultado fortalece sua projeção no Agreste, especialmente nas cidades que integram o Polo das Confecções de Pernambuco.

Durante a campanha, Edilson apresentou os resultados de sua experiência à frente da Prefeitura de Toritama, e a defesa do Polo de Confecções, como principais credenciais para conquistar a confiança dos pernambucanos. No município, recebeu mais de 19 mil votos, o que totaliza 68,72% dos votos válidos na Capital do Jeans, reafirmando a força política construída ao longo de suas duas gestões.

Em Caruaru, foram mais de 9 mil votos, além de ótimos desempenhos em Santa Cruz do Capibaribe, Brejo da Madre de Deus, Taquaritinga do Norte e Vertentes, municípios que ampliaram a base de apoio do ex-prefeito na região. Edilson recebeu votos em todos os municípios pernambucanos, com exceção de Brejinho. A distribuição aponta para a ampliação do alcance de seu nome no estado.

“Fizemos uma campanha limpa, com propostas claras, e só tenho a agradecer pela expressiva votação que tivemos no Agreste, em especial no Polo das Confecções. Nossa luta continua”, finalizou Edilson.

PREFEITOS MEDIRAM FORÇA NAS URNAS E TRANSFORMARAM PODER MUNICIPAL EM MANDATOS

As urnas de 2026 deixaram uma mensagem bem clara em Pernambuco: prefeito que tem grupo político forte não se limita a administrar prefeitura. Também quer mandar na Assembleia Legislativa, em Brasília e, quando possível, colocar a própria família no jogo.

A eleição para deputado estadual e federal virou uma espécie de teste de musculatura para prefeitos de várias regiões do Estado. Alguns provaram que conseguem transferir votos e eleger aliados, filhos, esposas, maridos e irmãos. Outros descobriram, da forma mais dura possível, que o eleitorado municipal não é propriedade particular de ninguém.

Em Jaboatão dos Guararapes, o prefeito Mano Medeiros (PSD) saiu das urnas com um resultado expressivo. A esposa, Andréa Medeiros, estreou na política eleitoral e conquistou uma cadeira na Alepe com 49.263 votos. Só no município administrado pelo marido foram cerca de 33 mil votos. Um recado direto de que o grupo Medeiros tem força eleitoral no segundo maior colégio eleitoral de Pernambuco.

No Cabo de Santo Agostinho, a força familiar também funcionou. Batista Cabral (PSB), irmão do prefeito Lula Cabral (SD), garantiu uma vaga na Assembleia com cerca de 73 mil votos. A votação colocou o nome do grupo entre os vencedores da disputa estadual.

Em Ipojuca, a operação eleitoral foi ainda mais robusta. O prefeito Carlos Santana (Republicanos) conseguiu eleger a filha, Lara Santana (PV), para a Alepe. E não foi com votação apertada. Lara recebeu 104.652 votos, uma das maiores marcas da eleição para deputado estadual. A cidade administrada pelo pai foi o principal motor da candidatura.

Lara, aliás, chega à Assembleia para ocupar o espaço político que já pertenceu à mãe, Simone Santana (PSB). Na política pernambucana, a cadeira muda de ocupante, mas continua dentro de casa.

No Litoral Norte, Júnior de Irmã Teca (PSD), prefeito de Itapissuma, também mostrou que o sobrenome continua sendo patrimônio eleitoral. O gestor apoiou o irmão e ex-prefeito Zé de Irmã Teca (PSD), que foi eleito deputado estadual com mais de 43 mil votos.

Em Serra Talhada, a prefeita Márcia Conrado (PT) também conseguiu levar o projeto familiar para a Alepe. O marido, Breno Araújo (PT), recebeu 47.722 votos e conquistou uma das 49 cadeiras do Legislativo estadual. Cerca de 15 mil votos vieram justamente do município administrado pela prefeita.

No Sertão de Itaparica, Petrolândia também entrou nessa conta. O prefeito Fabiano Marques (Republicanos) conseguiu eleger o filho, Bruno Marques (PSB), para deputado estadual.

Em Floresta, a família Maniçoba manteve seu espaço. Kaio Maniçoba (PP), filho da prefeita Rorró Maniçoba (PP), foi reeleito para a Assembleia. O resultado preserva a presença do grupo político na Alepe.

Garanhuns também confirmou a força do grupo comandado pelo prefeito Sivaldo Albino (PSB). Cayo Albino (PSB), filho do gestor, conquistou definitivamente uma cadeira na Alepe com 60.753 votos. Ele já havia exercido o mandato duas vezes como suplente durante a atual legislatura e agora chega ao cargo de titular eleito pelas urnas.

O mapa mostra que, em diferentes regiões de Pernambuco, a eleição serviu para consolidar verdadeiros núcleos familiares de poder. São prefeitos que não apenas disputaram a própria influência, mas utilizaram a estrutura política construída nos municípios para projetar parentes para o Legislativo.

E quando a conta chega a Brasília, a história não é muito diferente.

Em Surubim, o prefeito Cléber Chaparral (União Brasil) viu a esposa, Juliana de Chaparral (União Brasil), conquistar uma das maiores votações de Pernambuco para a Câmara dos Deputados. Foram impressionantes 183.089 votos.

Em Vitória de Santo Antão, Paulo Roberto (MDB) conseguiu reelegar a filha, Iza Arruda (MDB), para a Câmara Federal. Iza já havia conquistado o mandato em 2022 e agora garantiu mais quatro anos em Brasília. O outro filho do prefeito, Túlio Arruda, entretanto, tentou uma vaga na Alepe e acabou ficando pelo caminho.

Petrolina apresentou um cenário ainda mais emblemático. O grupo político ligado ao prefeito Simão Durando (União Brasil) conseguiu garantir Fernando Filho (União Brasil) novamente na Câmara dos Deputados e Antonio Coelho (União Brasil) na Assembleia Legislativa.

Mas nem todo mundo da família passou pelo crivo das urnas. Miguel Coelho, ex-prefeito de Petrolina e irmão dos dois eleitos, tentou chegar à Câmara Federal, mas não conseguiu.

E é justamente aí que está o detalhe mais importante dessa eleição: sobrenome ajuda, estrutura ajuda, prefeitura ajuda, grupo político ajuda. Mas nada disso garante mandato.

Em Olinda, a prefeita Mirella Almeida (PSD) não conseguiu transformar seu apoio em uma vaga para o ex-prefeito Professor Lupércio (PSD). Depois de dois mandatos à frente da Prefeitura, Lupércio tentou retornar à política pela porta da Alepe, mas ficou fora da lista dos eleitos.

Em Abreu e Lima, o prefeito Flávio Gadelha (PSB) também não conseguiu eleger o filho, Flávio Gadelha Filho (MDB), para a Assembleia.

O mesmo aconteceu em Moreno. Edmilson Cupertino (PP) apoiou o filho, Tierry Cupertino (PP), mas o projeto familiar não alcançou votos suficientes para garantir uma cadeira na Alepe.

Na Zona da Mata, Henrique Queiroz (PP) também sofreu um revés. O prefeito de Buenos Aires não conseguiu manter o filho, Henrique Queiroz Filho (PP), na Assembleia. O deputado estadual buscava a reeleição, mas ficou fora da nova composição da Casa.

Em Caruaru, outro exemplo de que prefeitura não é urna particular. O prefeito Rodrigo Pinheiro (PSDB) apoiou o secretário municipal de Articulação Social, Anderson Luiz (PSD), na corrida pela Alepe. O candidato, porém, não conseguiu se eleger.

No fim das contas, a eleição de 2026 deixou duas lições políticas bem claras.

A primeira é que prefeitos continuam sendo peças fundamentais na montagem das chapas e na transferência de votos. Quem controla uma máquina municipal organizada, tem grupo, lideranças e presença nos bairros e comunidades pode fazer a diferença numa eleição proporcional.

A segunda é que o eleitor também sabe dizer não. Em vários municípios, estruturas poderosas foram colocadas à prova e não conseguiram produzir o resultado esperado.

Pernambuco sai das urnas com uma nova fotografia do poder. Famílias tradicionais ampliaram espaços, novos sobrenomes chegaram à Alepe e Brasília e alguns grupos conseguiram transformar prefeitura em trampolim eleitoral.

Mas também houve prefeito que descobriu que apoio político tem limite.

Porque, no final, quem aperta o botão é o eleitor. E sobrenome nenhum vota sozinho.

LULA MANDA ALIADOS AO ENCALÇO DE RAQUEL LYRA DE OLHO NO 2º TURNO

A reeleição de Raquel Lyra (PSD) resolveu uma equação eleitoral em Pernambuco, mas abriu outra, bem mais espinhosa, para o presidente Lula (PT): quem vai conseguir levar a governadora para o palanque de um dos candidatos à Presidência no segundo turno?

Desde que confirmou a vitória nas urnas, no último domingo, Raquel tem repetido que pretende manter a mesma postura adotada no primeiro turno: coerência e Pernambuco em primeiro lugar. Até agora, a governadora não declarou apoio nem a Lula nem a Flávio Bolsonaro (PL).

Mas o silêncio de Raquel começou a incomodar o entorno do presidente.

Lula já acionou aliados para tentar abrir uma conversa com a governadora. A estratégia é simples: depois de garantir mais quatro anos no Palácio do Campo das Princesas, Raquel não precisa mais administrar o equilíbrio eleitoral pensando em uma disputa estadual. Agora, a pressão passa a ser nacional.

Um dos nomes escalados é o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Integrante do mesmo PSD de Raquel, ele já sinalizou que pretende conversar com a governadora e tentar aproximá-la de Lula.

Outro nome que pode entrar em campo é Rui Costa (PT), ex-ministro da Casa Civil e antigo articulador da relação entre o Governo Federal e os governadores. Durante sua passagem pelo Planalto, Rui foi uma das principais pontes entre Lula e Raquel.

Também pode participar da operação o senador reeleito Humberto Costa (PT). A relação entre os dois é considerada boa e, durante toda a campanha do primeiro turno, Humberto evitou transformar Raquel em adversária política.

O resultado das urnas mostrou, inclusive, que a relação política entre os dois grupos é mais complexa do que parece. Humberto recebeu apoio de prefeitos ligados à governadora, inclusive integrantes do PSD. Isso aconteceu mesmo com Raquel tendo Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD) em sua chapa para o Senado.

A questão agora é saber se essa relação será suficiente para fazer Raquel atravessar a ponte em direção a Lula.

E essa não parece ser uma travessia fácil.

Raquel chega ao segundo turno presidencial com uma posição privilegiada: foi reeleita governadora e, portanto, não precisa mais fazer concessões eleitorais para garantir sua permanência no cargo. Pode escolher o caminho que considerar mais conveniente para seu projeto político e para Pernambuco.

Do outro lado, Flávio Bolsonaro conta com aliados importantes dentro do campo político que ajudou a eleger Raquel em 2022 e que permanece próximo da governadora. O candidato do PL também terminou o primeiro turno à frente em Pernambuco, criando um cenário que aumenta a pressão sobre a governadora.

Raquel, por enquanto, prefere não entregar o jogo.

Questionada sobre a eleição presidencial em sua primeira entrevista depois da reeleição, ela novamente evitou declarar voto e recorreu ao discurso que marcou sua campanha: Pernambuco acima das disputas nacionais.

“Eu sempre disse que ser pernambuquista era colocar Pernambuco em primeiro lugar, independentemente de qualquer circunstância”, afirmou.

Na sequência, a governadora falou sobre sua relação institucional com Lula e fez questão de registrar sua gratidão ao presidente.

É justamente aí que está o detalhe político que chama atenção.

Raquel não rompeu com Lula, mas também não fechou com Lula. Não atacou Flávio, mas também não abraçou Flávio.

E essa posição, que antes poderia ser interpretada apenas como cautela eleitoral, agora ganha outro peso.

Nos próximos 20 dias, o Palácio do Planalto deverá aumentar a pressão. Ministros, senadores, ex-ministros e aliados pernambucanos podem desfilar pela mesa da governadora tentando descobrir se existe uma brecha.

O problema é que Raquel chega ao segundo turno com uma carta que poucos governadores possuem: acabou de conquistar uma reeleição expressiva e pode se dar ao luxo de ouvir todo mundo antes de escolher qualquer lado.

Lula quer Raquel. Flávio também sabe o valor político desse apoio.

E, enquanto os dois lados disputam espaço, a governadora parece disposta a fazer o que mais interessa a quem acabou de vencer uma eleição: deixar os pretendentes esperando.

OUTUBRO ROSA: HOSPITAL REGIONAL DE ARCOVERDE PROMOVE AÇÕES DE CUIDADO À SAÚDE DA MULHER

Hospital iniciou as atividades com ações de orientação e atendimento às colaboradoras; programação segue até novembro

O Hospital Regional Ruy de Barros Correia (HRRBC), unidade da rede estadual de saúde localizada em Arcoverde, no Sertão do Moxotó, iniciou sua programação do Outubro Rosa, campanha de conscientização e prevenção ao câncer de mama e do colo do útero. As atividades são voltadas às colaboradoras e ao público da unidade, com ações de orientação, prevenção, cuidado e acolhimento.

A programação incluiu a rosa Itinerante, com orientações rápidas nos setores do hospital. A iniciativa foi conduzida pela Comissão de Humanização e contou com a participação do público da unidade.

Além de um mutirão de saúde da mulher que aconteceu nesta segunda-feira dia 05, no ambulatório da unidade. A ação contemplou 20 colaboradoras, que tiveram acesso a exames de citologia oncótica (Papanicolau) e avaliação das mamas, além de solicitações de mamografia e testes rápidos.

“Cuidar das profissionais que atuam na assistência também integra as iniciativas de valorização, cuidado e acolhimento dentro da unidade. Essa iniciativa teve como objetivo ampliar o acesso das profissionais aos cuidados preventivos e reforçar a importância do acompanhamento periódico da saúde da mulher”, destacou Cristiane Duarte, enfermeira que realizou os procedimentos.

Programação

As ações do Outubro Rosa seguem no HRRBC ao longo do mês. No dia 14 de outubro, às 15h, será realizada, na Sala de Reunião, a palestra “Outubro: Cuidar Também é se Amar”, com o Dr. Jarbas Maciel, aberta ao público geral.
No dia 21 de outubro, às 15h, também na Sala de Reunião, acontece o Dia da Autoestima, com atividades voltadas para cuidado, beleza e bem-estar, conduzidas pela equipe multiprofissional.

Já no dia 29 de outubro, às 14h, a programação contará com a Sala Sensorial Rosa, na Sala de Reunião. A atividade será voltada à experiência de acolhimento e orientação às mulheres, com participação da psicóloga, equipe de enfermagem e colaboradoras.

Encerrando a programação, no dia 9 de novembro, às 8h, o Ambulatório receberá consultas ginecológicas e ações de planejamento reprodutivo, incluindo inserção de DIU, com a enfermeira Cristiane Duarte e participação das colaboradoras.

Assessoria de comunicação do HRRBC

FELIPE CARRERAS DÁ SALTO GIGANTE NAS URNAS E CONSOLIDA FORÇA EM PERNAMBUCO


Deputado federal é reeleito com 148.971 votos, praticamente dobra votação de 2022 e transforma o interior em um dos principais motores de sua força política

Felipe Carreras não apenas renovou o mandato na Câmara dos Deputados. O socialista saiu das urnas de 2026 com uma demonstração expressiva de crescimento eleitoral e com um mapa de votação que revela uma expansão importante de sua presença política em Pernambuco.

Com 148.971 votos, Carreras praticamente dobrou o desempenho obtido em 2022, quando recebeu 76.528 votos. Foram 72.443 votos a mais em quatro anos, consolidando uma trajetória que já contabiliza quatro eleições consecutivas para deputado federal, desde 2014.

O resultado colocou Carreras entre os dez deputados federais mais votados de Pernambuco e confirmou uma característica que chama atenção nesta eleição: o deputado deixou de ter sua força concentrada apenas na Região Metropolitana e ampliou de maneira significativa sua presença no interior.

Os dados eleitorais mostram que 83,7% da votação de Carreras veio de fora da Região Metropolitana do Recife, enquanto o Agreste respondeu por 68,4% de seus votos. É um dado especialmente relevante em um estado onde a RMR concentra 41,7% de todo o eleitorado pernambucano.

GARANHUNS VIRA UM DOS GRANDES SÍMBOLOS DA VITÓRIA

Se existe uma cidade que simboliza o tamanho da votação de Felipe Carreras em 2026, ela é Garanhuns.

O deputado recebeu 27.474 votos no município, nada menos que 38,1% dos votos válidos para deputado federal na cidade.

O desempenho transformou Carreras no deputado federal mais votado da história eleitoral de Garanhuns, um resultado que demonstra o tamanho da confiança depositada nas urnas e a consolidação de uma base que ganhou musculatura ao longo dos últimos anos.

Garanhuns também foi responsável por nada menos que 18,44% de toda a votação estadual de Carreras.

E não foi um fenômeno isolado.

SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE TAMBÉM ENTREGOU UMA VOTAÇÃO GIGANTE

Em Santa Cruz do Capibaribe, Carreras recebeu 22.282 votos, correspondentes a 42,9% dos votos válidos para deputado federal.

Mais uma vez, terminou como o candidato mais votado para a Câmara dos Deputados no município.

Somados, Garanhuns e Santa Cruz do Capibaribe entregaram 49.756 votos, o equivalente a 33,4% de toda a votação estadual de Felipe Carreras.

É muita coisa.

Um terço de uma votação de quase 149 mil votos saiu de apenas duas cidades.

E esse talvez seja um dos principais recados deixados pelas urnas: Carreras conseguiu transformar presença política em voto e voto em bases eleitorais consistentes.

UM MAPA ELEITORAL CADA VEZ MAIS AMPLO

Depois de Garanhuns e Santa Cruz do Capibaribe, aparecem Recife, com 13.559 votos; Lajedo, com 9.810; São Bento do Una, com 9.253; Orocó, com 6.159; Bonito, com 5.513; e Cachoeirinha, com 4.468.

O tamanho da distribuição chama atenção.

Carreras foi o deputado federal mais votado em 11 municípios pernambucanos: Garanhuns, Santa Cruz do Capibaribe, Lajedo, São Bento do Una, Orocó, Bonito, Cachoeirinha, Brejo da Madre de Deus, Jupi, Santa Terezinha e Tuparetama.

Em alguns desses municípios, os percentuais são impressionantes.

Em Orocó, Carreras chegou a 60,75% dos votos válidos para deputado federal. Em Santa Terezinha, alcançou 55,72%. Santa Cruz do Capibaribe entregou 42,90%; Lajedo, 41,71%; e Tuparetama, 40,39%.

São números que ajudam a explicar por que a reeleição veio acompanhada de uma votação tão acima daquela registrada quatro anos antes.

O AGRESTE NO CENTRO DA FORÇA DE CARRERAS

O dado mais interessante da eleição talvez esteja justamente aí.

O Agreste passou a ocupar posição central no mapa político de Felipe Carreras.

Garanhuns, Lajedo, São Bento do Una, Bonito, Cachoeirinha, Jupi e Brejo da Madre de Deus estão entre os municípios que ajudaram a construir uma votação robusta para o deputado.

Em Garanhuns, especificamente, o tamanho do resultado ganha ainda mais relevância porque o município é um dos maiores colégios eleitorais do interior pernambucano, com 99.626 eleitores aptos em 2026. 

A força demonstrada no Agreste, portanto, não pode ser tratada como um detalhe estatístico. Ela representa uma mudança importante no desenho da votação do parlamentar.

QUATRO ELEIÇÕES, QUATRO MANDATOS

A reeleição de 2026 também amplia uma trajetória construída ao longo de mais de uma década.

Felipe Carreras chegou à Câmara pela primeira vez em 2014, foi reconduzido em 2018, novamente em 2022 e agora em 2026.

Mas a eleição deste ano tem uma diferença importante: a dimensão da votação.

Dos 76.528 votos de 2022 para 148.971 agora, Carreras praticamente dobrou seu eleitorado.

Não foi apenas uma reeleição.

Foi uma ampliação significativa da base.

Recife continua tendo papel importante, com 13.559 votos e a terceira maior votação municipal do deputado. Mas o mapa de 2026 mostra claramente que a força de Carreras ganhou novas dimensões e que o interior pernambucano passou a ocupar um espaço ainda maior em sua trajetória eleitoral.

CINCO CIDADES CONCENTRAM MAIS DA METADE DOS VOTOS

Garanhuns, Santa Cruz do Capibaribe, Recife, Lajedo e São Bento do Una, juntas, foram responsáveis por 55,3% dos 148.971 votos conquistados por Felipe Carreras.

É uma concentração significativa, mas que vem acompanhada de uma distribuição territorial muito mais ampla.

O deputado não dependeu de um único reduto.

Construiu uma votação expressiva em diferentes regiões, com destaque especial para o Agreste e presença também no Sertão.

O resultado das urnas de 2026 deixa, portanto, uma fotografia bastante clara: Felipe Carreras cresceu, ampliou seu território eleitoral e transformou o interior pernambucano em uma das principais marcas de sua reeleição.

Aos 148.971 votos, soma-se outro dado político importante: o deputado sai da eleição com bases municipais muito fortes e com uma votação que praticamente dobrou em relação a 2022.

Em tempos de eleições cada vez mais disputadas, crescer mais de 72 mil votos de uma eleição para outra não é apenas repetir mandato. É aumentar o tamanho do próprio espaço político.

MARÍLIA ARRAES SAI DAS URNAS COM 2,3 MILHÕES DE VOTOS E JÁ ASSUME LUGAR DE DESTAQUE AO LADO DE LULA

Senadora eleita por Pernambuco participa de reunião com Lula em Brasília e mostra que sua votação expressiva a colocou novamente no centro do jogo político nacional

Marília Arraes mal terminou de comemorar a vitória nas urnas e já voltou para o centro do tabuleiro político nacional. Eleita senadora por Pernambuco com mais de 2,3 milhões de votos, a pedetista participou, na noite desta segunda-feira (5), em Brasília, de uma reunião convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para organizar os próximos passos da campanha presidencial no segundo turno.

E não foi uma presença qualquer.

Marília ocupou lugar na mesa principal ao lado de Lula, em uma reunião que reuniu lideranças políticas de diferentes estados. A imagem diz muito sobre o tamanho que a votação obtida pela pernambucana passou a representar dentro do campo político lulista.

A reunião foi dividida em dois momentos. Primeiro, Lula conversou com lideranças que disputaram eleições majoritárias. Depois, o encontro reuniu candidatos que continuam na disputa neste segundo turno.

Marília chega a essa nova etapa da política nacional fortalecida por uma votação que chama atenção. Foram mais de 2,3 milhões de votos, resultado que não apenas garantiu sua cadeira no Senado, mas também recolocou seu nome entre as figuras políticas pernambucanas com capacidade de mobilização em escala estadual e nacional.

Ao comentar o encontro, a senadora eleita destacou que pretende transformar a votação recebida nas urnas em força política para a reta final da eleição presidencial.

“Saio das urnas com mais de 2,3 milhões de votos e uma responsabilidade imensa com Pernambuco e com o Brasil. Vamos levar essa força às ruas pela reeleição do presidente Lula, dialogando com quem pensa diferente”, afirmou.

A declaração deixa claro que Marília não pretende guardar os votos apenas como troféu eleitoral. A estratégia agora é colocar esse capital político a serviço da campanha de Lula, especialmente em Pernambuco, onde a disputa presidencial também ganhou contornos próprios depois do resultado do primeiro turno.

DOIS MILHÕES E TREZENTOS MIL VOTOS NÃO SÃO APENAS UMA ESTATÍSTICA

Na política, votação expressiva costuma abrir portas. E Marília Arraes entrou por uma delas.

A presença ao lado de Lula, justamente no primeiro encontro após a eleição, funciona como um sinal político importante. A pernambucana deixa a campanha para o Senado não apenas eleita, mas com uma votação capaz de lhe dar voz dentro das articulações nacionais.

Agora, resta saber como esse capital eleitoral será utilizado.

Marília terá pela frente o desafio de transformar os milhões de votos recebidos em influência política concreta, mantendo presença em Pernambuco e ampliando seu espaço no cenário nacional.

Uma coisa, porém, já ficou evidente: Marília Arraes saiu das urnas maior do que entrou na campanha. E Lula sabe disso.

ELEIÇÃO 2026: FAMÍLIAS MANTÊM FORÇA E AMPLIAM ESPAÇO NA POLÍTICA DE PERNAMBUCO

As urnas de 2026 confirmaram uma velha tradição da política pernambucana: o poder também circula dentro de casa. Irmãos, pais, filhos, maridos, esposas e outros parentes conseguiram transformar sobrenomes conhecidos em votos e garantiram espaço na Câmara dos Deputados, na Assembleia Legislativa e no Senado.

O resultado da eleição deste domingo (4) mostra que, apesar da renovação e da disputa cada vez mais acirrada por espaço político, as estruturas familiares continuam tendo peso importante nas eleições de Pernambuco. Pelo menos 12 irmãos conquistaram mandatos de deputado estadual ou federal, enquanto outros oito eleitos chegaram ao Legislativo contando diretamente com a força política de parentes que comandam prefeituras.

Na bancada dos irmãos, Anderson e André Ferreira, ambos do PL, saíram das urnas novamente fortalecidos. Anderson foi eleito deputado federal e André conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa, ocupando posições de destaque nas respectivas disputas. André retorna à Alepe, enquanto Anderson permanece com espaço em Brasília.

Outro grupo familiar que amplia sua presença é formado por Marcelo e Gustavo Gouveia. Marcelo estreia na Câmara dos Deputados, enquanto Gustavo renovou o mandato de deputado estadual pelo Podemos.

No Avante, Sebastião Oliveira volta à Assembleia Legislativa, enquanto Waldemar Oliveira permanece na Câmara Federal. Os dois também representam uma das famílias que seguem com presença simultânea nas duas Casas legislativas.

A relação de parentes eleitos inclui ainda Silvio Costa Filho, do Republicanos, reeleito deputado federal, e João Paulo Costa, do PT, que renovou o mandato estadual. O mesmo aconteceu com Fernando Filho e Antônio Coelho, ambos do União Brasil, que continuarão atuando no Legislativo.

A família Tércio também saiu das urnas com motivos para comemorar. Clarissa Tércio foi reeleita deputada federal, enquanto o marido, Júnior de Tércio, garantiu novo mandato na Assembleia Legislativa, ambos pelo Progressistas.

Entre pai e filho, outro resultado de peso foi registrado na família Machado. Gilson Machado conquistou seu primeiro mandato de deputado federal pelo Podemos, enquanto o vereador Gilson Filho foi eleito deputado estadual. A família agora terá representantes nas duas esferas do Legislativo.

O MDB também terá Álvaro Porto novamente na Assembleia Legislativa. Ao lado dele, o filho Gabriel Porto foi eleito deputado federal pelo PSB, ampliando a presença política da família no cenário estadual e nacional.

A família Arraes também manteve espaço de destaque, embora os candidatos tenham seguido caminhos eleitorais distintos. Pedro Campos, do PSB, foi reeleito deputado federal e terminou como o mais votado para a Câmara dos Deputados. As primas Maria Arraes, pelo PSB, e Marília Arraes, pelo PDT, também saíram vitoriosas: Maria conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa e Marília foi eleita senadora por Pernambuco.

PARENTESCO COM PREFEITOS TAMBÉM GARANTE ESPAÇO

A eleição de 2026 também mostrou que o controle político exercido nas prefeituras continua sendo um importante ativo eleitoral para familiares que buscam chegar ao Legislativo.

Um dos principais exemplos é Lara S

 Kantana, do PV, que terminou como a segunda mulher mais votada para a Assembleia Legislativa, com 104,6 mil votos. Ela contou com o apoio do pai, Carlos Santana, prefeito de Ipojuca, e ocupará o espaço deixado pela mãe, Simone Santana, do PSB, que decidiu não disputar a reeleição.

Em Garanhuns, Cayo Albino, do PSB, confirmou novamente sua força eleitoral e foi reeleito deputado estadual. Filho do prefeito Sivaldo Albino, Cayo amplia a presença política do grupo no Legislativo estadual e transforma a expressiva votação obtida em mais um sinal da força da família nas urnas.

Também foram eleitos Kaio Maniçoba, do PP, filho da prefeita de Floresta, Rorró Maniçoba, e Bruno Marques, do PSB, que contou com o apoio do pai, Fabiano Marques, prefeito de Petrolândia.

A força dos grupos familiares aparece ainda entre irmãos de prefeitos. Jobson Almeida, do Republicanos, conquistou seu mandato com o apoio do prefeito de São Caetano, Josafá Almeida. Batista Cabral, do PSB, também chegou à vitória respaldado pelo irmão, Lula Cabral, prefeito do Cabo de Santo Agostinho.

No Jaboatão dos Guararapes, a primeira-dama Andréa Medeiros, do PSD, foi eleita deputada com o apoio do prefeito Mano Medeiros, também do PSD.

Em Serra Talhada, a prefeita Márcia Conrado, do PT, apostou no marido, Breno Araújo, também petista, e a estratégia terminou com a eleição dele.

Outra prefeita que deixa o Executivo municipal para assumir um novo desafio é Juliana Chaparral, do União Brasil. Ela renunciou ao mandato de prefeita de Casinhas para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados e saiu vitoriosa, contando com o peso político do marido, Cleber Chaparral, prefeito de Surubim.

Em Vitória de Santo Antão, Iza Arruda, do MDB, filha do prefeito Paulo Roberto, também garantiu a reeleição para a Câmara dos Deputados.

E a lista ainda tem espaço para mais um caso de parentesco direto no ambiente municipal. Zé de Irmã Teca, do PSD, será estreante na Assembleia Legislativa e chega ao cargo com uma ligação familiar direta com o prefeito de Itapissuma, Júnior de Irmã Teca.

O resultado das urnas deixa uma mensagem clara: em Pernambuco, a política pode até mudar de partido, de cargo e de geração, mas os sobrenomes continuam pesando. Em 2026, muitas famílias não apenas sobreviveram à disputa eleitoral como ampliaram sua presença nos principais espaços de poder do Estado.