quarta-feira, 7 de outubro de 2026

DATAFOLHA VAI MOSTRAR COMO LULA E FLÁVIO CHEGAM AO SEGUNDO TURNO APÓS RESULTADO DAS URNAS

A eleição presidencial de 2026 entrou em uma nova fase e o primeiro grande retrato do segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) já tem data para chegar às ruas. O Datafolha realiza entre esta terça-feira (6) e quinta-feira (8) sua primeira pesquisa depois da votação do primeiro turno, em um levantamento que promete ser um dos mais aguardados da corrida presidencial. A divulgação está prevista para a noite desta quinta-feira (8).

O instituto vai ouvir 2.520 eleitores em todo o país. A pesquisa terá margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02949/2026. O levantamento será especialmente importante porque terá como ponto de partida não mais as projeções feitas antes da votação, mas o resultado efetivamente produzido pelas urnas no último domingo (4).

E foi justamente aí que a eleição ganhou uma nova configuração. Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na primeira colocação, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%. A diferença foi de apenas 1,87 ponto percentual, mas suficiente para colocar o candidato do PL na dianteira da disputa pela Presidência da República.

O cenário chama ainda mais atenção quando comparado com a última pesquisa Datafolha divulgada antes da eleição. Na simulação de segundo turno, Lula aparecia com 47% das intenções de voto contra 46% de Flávio Bolsonaro, configurando empate técnico dentro da margem de erro. No levantamento anterior, divulgado em 1º de outubro, o presidente aparecia com 48% contra 45% do adversário.

Agora a pergunta que movimenta os bastidores políticos é simples, mas pode definir o rumo da eleição: a vantagem obtida por Flávio Bolsonaro nas urnas será transformada em vantagem nas pesquisas ou Lula conseguirá reagir imediatamente e recuperar a dianteira?

A resposta estará no novo Datafolha.

O segundo turno começa com uma característica completamente diferente da primeira etapa. Não existem mais vários candidatos disputando espaço. O eleitor agora terá apenas duas opções para escolher quem comandará o país pelos próximos quatro anos. Isso significa que os votos obtidos por candidatos que ficaram pelo caminho passam a ter enorme importância.

Eleitores de nomes como Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e Augusto Cury serão cortejados pelas duas campanhas. Antes do primeiro turno, o próprio Datafolha já havia identificado uma vantagem de Flávio entre eleitores das candidaturas alternativas. Naquele levantamento, 43% desse grupo afirmavam preferência pelo candidato do PL em uma eventual segunda rodada, enquanto 30% declaravam voto em Lula.

Mas existe uma diferença fundamental entre aquela pesquisa e o momento atual: agora o eleitor viu o resultado das urnas. Flávio Bolsonaro foi o candidato mais votado do país no primeiro turno e chega à segunda etapa carregando esse argumento político.

A campanha bolsonarista deverá explorar a dianteira para tentar construir a percepção de que existe uma onda favorável à candidatura do PL. Do outro lado, o grupo de Lula deverá apostar na pequena diferença entre os dois candidatos para sustentar que a eleição está completamente aberta e que pouco mais de dois milhões de votos separam os dois concorrentes.

Outro elemento que pode pesar é o mapa eleitoral produzido no primeiro turno. Lula manteve uma enorme força no Nordeste, onde venceu nos nove estados da região. Flávio Bolsonaro, entretanto, terminou na frente nas demais quatro regiões do país e também liderou em 14 estados e no Distrito Federal.

É justamente nessa divisão regional que estará uma das principais batalhas do segundo turno. Lula precisará preservar sua vantagem no Nordeste e tentar recuperar terreno em estados onde ficou atrás. Flávio, por sua vez, terá de consolidar o desempenho obtido no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte, além de buscar uma parcela significativa dos votos dos candidatos eliminados.

Pernambuco e o Nordeste, portanto, voltam a ganhar peso estratégico. A região continua sendo o principal reduto eleitoral de Lula, mas a disputa nacional será definida pela capacidade de cada campanha ampliar sua votação fora de suas áreas tradicionais de força.

Outro fator que pode fazer diferença é a abstenção. Mais de 33 milhões de eleitores deixaram de comparecer às urnas no primeiro turno, em uma taxa que ficou acima de 21%. Em uma eleição tão apertada, conseguir levar esse eleitor de volta às urnas pode ser tão importante quanto convencer quem já votou em outro candidato a mudar de lado.

A partir da próxima sexta-feira (9), Lula e Flávio também voltarão ao horário eleitoral gratuito em condições iguais de tempo. Cada candidato terá 12 minutos e 30 segundos nas propagandas em rede, além das inserções durante a programação das emissoras. A televisão e o rádio voltarão a ser utilizados de maneira intensa, agora com uma disputa muito mais direta e sem espaço para a pulverização de votos típica do primeiro turno.

A expectativa em torno do novo Datafolha, portanto, não está apenas nos percentuais de Lula e Flávio. O que os partidos querem descobrir é para onde estão migrando os votos dos candidatos derrotados, qual é o tamanho do eleitorado ainda disposto a mudar de posição, como está o comportamento dos votos brancos e nulos e, principalmente, se a vantagem conquistada por Flávio nas urnas representa o início de uma virada ou apenas uma diferença circunstancial dentro de uma eleição extremamente apertada.

O fato é que o resultado do primeiro turno mudou a narrativa da eleição. Durante boa parte da campanha, Lula aparecia numericamente à frente nas principais pesquisas. No momento decisivo, porém, Flávio Bolsonaro terminou na liderança. Agora, os institutos terão a missão de medir se essa mudança é real e sustentável ou se o eleitorado continuará dividido praticamente ao meio.

O próximo Datafolha será, portanto, muito mais do que uma simples pesquisa eleitoral. Será o primeiro teste de força das duas campanhas depois de conhecidos os votos das urnas.

A eleição que começou com vários candidatos terminou reduzida a dois nomes. Lula quer permanecer no Palácio do Planalto. Flávio Bolsonaro quer tirar o PT do poder e levar o bolsonarismo novamente ao comando do país.

A diferença de menos de dois pontos percentuais no primeiro turno deixou o Brasil diante de uma disputa que promete ser decidida no detalhe.

Agora é esperar o Datafolha colocar os números na mesa.

E aí começa, de fato, a guerra pelo segundo turno.

JANJÃO SAI DO “NINHO”, ESPALHA SEMENTES POR PERNAMBUCO E CHEGA À ALEPE COM GRANDE REPRESENTATIVIDADE ESTADUAL

Com 67.479 votos em 162 municípios, deputado eleito transforma uma candidatura que nasceu no Agreste Setentrional em um projeto político que alcançou Agreste Meridional, Sertão, Mata Sul e Região Metropolitana

A eleição de Janjão (PSD) para a Assembleia Legislativa de Pernambuco deixou uma mensagem que vai muito além dos números de Bom Jardim, seu principal reduto político.

O 55222 saiu do ninho.

E saiu forte.

Janjão foi eleito deputado estadual com 67.479 votos, alcançando a 16ª maior votação entre os 49 deputados eleitos em Pernambuco. Mais importante do que a posição no ranking, entretanto, é a distribuição dessa votação: o ex-prefeito de Bom Jardim recebeu votos em 162 municípios pernambucanos. 

Isso muda a leitura política sobre sua eleição.

Não se trata mais apenas de uma liderança do Agreste Setentrional que conseguiu chegar à Alepe.

É um político que conseguiu plantar sementes em diferentes regiões de Pernambuco e, no dia 4 de outubro, viu parte dessas sementes aparecer nas urnas.

A FORÇA DO NINHO, MAS UMA VOTAÇÃO QUE NÃO FICOU PRESA AO NINHO

Bom Jardim continua sendo o coração eleitoral de Janjão.

Foi lá que ele recebeu 12.754 votos, correspondentes a 56,47% dos votos válidos do município. Mas o resultado estadual mostra que a história não terminou nas fronteiras de sua cidade.

Surubim entregou 5.360 votos. João Alfredo, 4.162. Orobó, 4.041. Limoeiro, 3.519. Frei Miguelinho, 2.844. Ribeirão, 2.768. Vertente do Lério, 2.352. Passira, 1.700.

Só esses resultados já mostram a dimensão alcançada pela candidatura. 

Mas há um detalhe ainda mais importante.

Janjão também foi buscar votos longe de sua casa política.

E encontrou.

QUEM SAI DE CASA PARA PEDIR VOTO PRECISA ESTAR DISPOSTO A VOLTAR PARA AGRADECER

Durante a campanha, Janjão percorreu municípios que não faziam parte do seu núcleo tradicional de poder.

No Agreste Meridional, o projeto passou por cidades como Garanhuns, Bom Conselho, Caetés, Paranatama, Palmeirina, Correntes, São João, Capoeiras, Jupi, Jucati, Terezinha, Angelim, Lajedo, São Bento do Una, Jurema, Quipapá, Panelas, Pesqueira, Alagoinha, Tacaimbó, Sanharó e Venturosa. A estratégia também alcançou Caruaru e Arcoverde. 

Não foi apenas uma relação de cidades colocadas em material de campanha.

Houve estrada.

Houve reunião.

Houve conversa.

Houve feira.

Houve rádio.

Houve encontro com prefeito, ex-prefeito, vereador, suplente, liderança comunitária e eleitor.

Em Arcoverde, por exemplo, Janjão cumpriu agenda no comércio, feira, pontos tradicionais da cidade e concedeu entrevista com alcance para municípios vizinhos como Pedra, Buíque e Tupanatinga.

E foi justamente dessa maneira que o candidato começou a fazer aquilo que uma eleição estadual exige: sair do próprio território e construir presença em outros territórios.

ARCO­VERDE, PEDRA, BUÍQUE, TACAIMBÓ, SANHARÓ, PESQUEIRA E ALAGOINHA ENTRAM NESSA CONTA

A presença no Agreste Meridional e no eixo que chega ao Sertão do Moxotó é particularmente simbólica.

Arcoverde representa uma porta de entrada para uma região diferente daquela onde Janjão construiu sua carreira.

Pedra e Buíque ampliam esse corredor.

Pesqueira, Alagoinha, Sanharó e Tacaimbó colocam a candidatura em outro ambiente político.

E esse movimento não aconteceu por acaso.

Antes mesmo da eleição, Janjão vinha construindo articulações nessas áreas. O Blog do Edney já havia mostrado, durante a campanha, que o candidato estava tentando transformar sua candidatura em um projeto de presença estadual, com articulações no Agreste, Sertão, Mata Sul, Mata Norte e Região Metropolitana. 

Agora as urnas responderam.

A SEMENTE PLANTADA NO AGRESTE MERIDIONAL

É aí que entra uma das principais leituras dessa eleição.

Janjão não tinha em todas essas cidades o mesmo poder político que possuía em Bom Jardim.

Não tinha o mesmo grupo.

Não tinha a mesma estrutura.

Não tinha a mesma disponibilidade de tempo.

Não tinha a mesma história.

Mesmo assim, conseguiu votos.

E voto em eleição proporcional tem uma característica especial: é uma escolha individual que pode nascer da identificação, da confiança, da indicação de uma liderança ou simplesmente da mensagem que o candidato conseguiu transmitir durante a campanha.

Quando milhares de pessoas, longe do principal reduto de um candidato, escolhem o número dele, alguma conexão foi estabelecida.

É justamente isso que transforma uma votação espalhada pelo Estado em patrimônio político.

E NÃO FOI SÓ NO INTERIOR

O mapa eleitoral de Janjão revela outro dado que merece ser observado com lupa.

Ele não ficou restrito ao interior.

Recife deu 1.643 votos ao 55222.

Camaragibe entregou 1.638.

Jaboatão dos Guararapes, 1.509.

Olinda, 850.

Paulista, 813.

Caruaru, 1.279.

São números que podem parecer pequenos diante dos 12.754 votos de Bom Jardim, mas politicamente dizem muito.

Porque são votos conquistados em municípios gigantescos e extremamente disputados, onde Janjão não possuía o domínio eleitoral que tinha em seu reduto. 

E há um detalhe que chama atenção: Janjão apareceu entre os candidatos mais votados em municípios de perfis completamente diferentes.

Do pequeno município onde foi majoritário à capital pernambucana.

Do Agreste Setentrional ao Agreste Meridional.

Da Mata Sul à Região Metropolitana.

Do Sertão do Moxotó à Zona da Mata.

Isso é o que começa a dar ao mandato uma característica estadual.

MATA SUL TAMBÉM ENTROU NO MAPA

A campanha também plantou sementes na Mata Sul.

Ribeirão foi um dos exemplos mais evidentes. Janjão chegou a inaugurar comitê no município ao lado do vice-prefeito Militão Filho e de vereadores, transformando a passagem pela cidade em uma base concreta para o projeto eleitoral. 

A agenda também passou por Palmares, Escada e Cabo de Santo Agostinho, mostrando que a estratégia não estava concentrada em uma única região. 

Ribeirão acabou confirmando essa aposta nas urnas com 2.768 votos para Janjão, o equivalente a 13,82% dos votos válidos do município. Foi a sétima cidade que mais entregou votos ao deputado eleito em todo Pernambuco.

Ou seja: a semente plantada na Mata Sul também germinou.

NA REGIÃO METROPOLITANA, O 55222 TAMBÉM APARECEU

Outro ponto que ajuda a dimensionar a eleição é a presença do candidato na Região Metropolitana.

Durante a campanha, Janjão chegou a cumprir agenda em Jaboatão dos Guararapes, inclusive na Feira de Prazeres, ampliando o contato com comerciantes, trabalhadores e moradores.

Nas urnas, Jaboatão entregou 1.509 votos.

Camaragibe deu 1.638.

Recife, 1.643.

Olinda, 850.

Paulista, 813.

Não é uma votação majoritária nesses grandes municípios, evidentemente. Mas não é esse o ponto.

O ponto é outro:

o 55222 chegou até lá.

O ELEITOR QUE SAIU DE CASA E DIGITOU 55222

Existe uma dimensão humana dessa eleição que os números frios não conseguem explicar.

Em Bom Jardim, Janjão era conhecido.

Em muitas outras cidades, não.

E mesmo assim houve gente que, no domingo, saiu de casa, foi até a seção eleitoral, enfrentou fila, entrou na cabine e digitou 5-5-2-2-2.

É esse eleitor que agora precisa entrar no radar do deputado eleito.

Porque o voto dado longe do ninho traz uma cobrança diferente.

Quem votou em Janjão em Bom Jardim pode esperar que ele continue representando sua terra.

Mas quem votou em Janjão em Arcoverde, Pedra, Buíque, Pesqueira, Alagoinha, Sanharó, Tacaimbó, Garanhuns, Lajedo, Ribeirão, Recife, Jaboatão, Camaragibe e em tantos outros municípios também está dizendo:

“Eu coloquei minha confiança em você.”

162 MUNICÍPIOS: O NÚMERO QUE MUDA O TAMANHO DO MANDATO

O dado oficial de 162 municípios com votos é provavelmente um dos maiores símbolos da eleição de Janjão. 

Porque 67.479 votos podem ser analisados de várias maneiras.

Pode-se olhar para o ranking.

Pode-se olhar para a votação de Bom Jardim.

Pode-se olhar para os 5.360 votos de Surubim.

Mas quando se olha para o mapa inteiro, aparece outra fotografia.

Janjão não foi eleito apenas por uma região.

Foi eleito por uma combinação de forças municipais espalhadas pelo Estado.

Essa característica pode ser decisiva para o futuro político do deputado.

UM MANDATO COM POTENCIAL DE DIÁLOGO COM RAQUEL

E aqui aparece outra questão política importante.

Janjão e a governadora Raquel Lyra estão no PSD.

Isso não significa que o novo deputado tenha recebido um mandato pronto ou que exista qualquer garantia de espaço político.

Mas existe uma circunstância objetiva: Janjão chega à Assembleia Legislativa pelo mesmo partido da governadora e com uma votação espalhada pelo Estado.

Isso pode abrir uma janela para que ele se apresente como um interlocutor de diferentes regiões junto ao Governo de Pernambuco.

E não apenas como um deputado de Bom Jardim.

É uma diferença importante.

Um parlamentar com 67 mil votos concentrados em uma única cidade tem uma força.

Um parlamentar com 67 mil votos espalhados por 162 municípios possui outro tipo de argumento político.

E JANJÃO JÁ MOSTROU QUAL SERÁ A PRIMEIRA BANDEIRA

Na entrevista desta terça-feira (6), à Rádio Integração FM, em Surubim, Janjão sinalizou que pretende transformar a força eleitoral em articulação regional.

Falou em união das forças políticas eleitas e citou projetos como o Hospital do Câncer, um campus universitário, um centro para crianças autistas e a duplicação da PE-90 entre Limoeiro e Toritama.

“Terminada a campanha, é momento da gente se unir. Quem votou com a gente, o palanque desarma, e agora começa a construção”, afirmou.

Essa frase pode ser mais importante do que parece.

Porque o discurso já não é de candidato.

É de deputado eleito.

DO DEPUTADO DE BOM JARDIM AO DEPUTADO DE PERNAMBUCO

A própria evolução eleitoral ajuda a explicar o tamanho desse salto.

Janjão foi eleito prefeito de Bom Jardim em 2020 com 14.065 votos e voltou a vencer a eleição municipal em 2024 com 13.659 votos.

Em 2026, na primeira disputa estadual, saltou para 67.479 votos. 

Não é simplesmente uma multiplicação de votos.

É uma mudança de território.

De escala.

De responsabilidade.

De projeto.

O homem que construiu sua carreira política em Bom Jardim agora terá quatro anos para provar que os votos conquistados em Pernambuco inteiro não foram apenas uma fotografia de campanha, mas o começo de uma nova fase.

A ELEIÇÃO ACABOU. AGORA COMEÇA A COBRANÇA

Janjão falou em sementes.

E talvez essa seja a melhor imagem para explicar sua eleição.

Ele passou meses plantando.

Plantou no Agreste Setentrional.

Plantou no Agreste Meridional.

Plantou no Sertão.

Plantou na Mata Sul.

Plantou na Região Metropolitana.

Plantou em cidades onde já tinha aliados e em outras onde ainda precisava conquistar confiança.

Algumas sementes deram frutos maiores.

Outras menores.

Mas o mapa mostra que muitas germinaram.

Agora começa a parte mais difícil.

Cuidar da plantação.

Porque o eleitor que entregou o voto longe do “ninho político” não quer apenas fotografia de campanha.

Quer presença.

Quer estrada.

Quer saúde.

Quer educação.

Quer emprego.

Quer obras.

Quer representação.

E, principalmente, quer saber se aquele candidato que chegou à sua cidade pedindo voto vai voltar depois de eleito para prestar contas.

Janjão agora tem 67.479 motivos para trabalhar.

E tem outros milhares de motivos espalhados por 162 municípios para não esquecer que seu mandato não termina em Bom Jardim.

O 55222 nasceu politicamente no Agreste Setentrional. Mas as urnas mostraram que ele já ultrapassou o tamanho do próprio ninho.

Agora é transformar semente em presença, presença em mandato e mandato em resultado.

Porque, depois de uma eleição dessas, Janjão já não pode pensar pequeno.

O mapa mudou. E o tamanho da responsabilidade também. É essa a história do professor de matemática de Bom Jardim que agora é Deputado de todos os Pernambucanos.

PAULINHO GALINDO É ELEITO POR UNANIMIDADE E VAI COMANDAR A CÂMARA DE ARCOVERDE NO BIÊNIO DO CENTENÁRIO

O vereador Paulinho Galindo (PP) voltou ao centro das decisões políticas de Arcoverde. Em uma demonstração de articulação e unidade dentro da Casa James Pacheco, o parlamentar foi eleito, por unanimidade, presidente da Câmara de Vereadores para o biênio 2027-2028.

A eleição aconteceu na noite desta segunda-feira (5), com chapa única e o voto de todos os vereadores presentes. O resultado consolida o nome de Paulinho como uma das principais forças políticas do Legislativo arcoverdense e abre um novo capítulo na sua trajetória parlamentar.

E não será um mandato qualquer.

Paulinho terá a responsabilidade de comandar o Legislativo justamente no período em que Arcoverde completará 100 anos de emancipação política, em 2028. A coincidência transforma a próxima Mesa Diretora em uma das mais simbólicas da história recente do município.

A nova composição da Câmara assumirá oficialmente em janeiro de 2027.

ARTICULAÇÃO E UNIDADE

A construção da candidatura de Paulinho Galindo aconteceu ao longo dos últimos meses, em diálogo com os demais vereadores e com apoio do prefeito Zeca Cavalcanti.

A votação unânime é, por si só, um recado político. Em um Legislativo onde diferentes forças e interesses costumam disputar espaço, conseguir reunir todos os parlamentares em torno de uma única chapa demonstra capacidade de diálogo e articulação.

Após o resultado, Paulinho fez questão de destacar que pretende administrar a Casa James Pacheco sem transformar a presidência em um espaço fechado.

A proposta apresentada pelo novo presidente é de uma Câmara participativa, com os vereadores tendo espaço nas decisões e com atenção permanente às demandas da população.

“Queremos fazer uma gestão participativa, com todos os vereadores participando da gestão, fazer uma gestão para a Casa James Pacheco e para o povo de Arcoverde”, afirmou Paulinho.

CÂMARA NO CENTENÁRIO DE ARCOVERDE

O centenário será um dos grandes desafios e, ao mesmo tempo, uma das maiores vitrines da futura gestão.

Presidir a Câmara durante os 100 anos de emancipação política de Arcoverde coloca Paulinho diante de uma missão que vai além da rotina legislativa. O momento deverá envolver programação histórica, resgate da memória do município e ações que marquem a passagem de um século de emancipação.

Paulinho classificou como uma honra estar à frente do Legislativo nesse período e sinalizou que pretende construir as ações do centenário em conjunto com os demais vereadores.

NOVA MESA DIRETORA

A chapa eleita terá Luiza Margarida como primeira vice-presidente, Wellington Siqueira como segundo vice-presidente, João Marcos na primeira secretaria e Rodrigo Roa como segundo-secretário.

A composição representa uma divisão de espaços dentro da nova direção da Casa James Pacheco e reforça o caráter coletivo defendido por Paulinho para o próximo biênio.

CONTINUIDADE COM NOVAS IDEIAS

Outro ponto apresentado pelo presidente eleito é a intenção de avaliar o trabalho realizado pela atual Mesa Diretora, comandada pelo vereador Luciano Pacheco.

A ideia é aproveitar aquilo que vem funcionando, manter ações positivas e, ao mesmo tempo, abrir espaço para novos projetos e iniciativas.

Na prática, Paulinho sinaliza que não pretende chegar à presidência simplesmente para romper com o que foi feito. A estratégia anunciada é combinar continuidade administrativa com novas ideias, buscando fortalecer institucionalmente o Legislativo.

UM NOVO CAPÍTULO NA POLÍTICA DE ARCOVERDE

A unanimidade conquistada por Paulinho Galindo mostra que sua eleição não foi apenas uma disputa interna pela presidência da Câmara. O resultado revela uma construção política que conseguiu reunir diferentes vereadores em torno de um mesmo projeto.

Agora, o desafio será transformar essa unidade construída nos bastidores em uma gestão capaz de entregar resultados.

E o calendário não poderia ser mais emblemático: Paulinho Galindo assumirá a presidência da Câmara em 2027 e estará no comando do Legislativo quando Arcoverde completar 100 anos de emancipação política, em 2028.

É um biênio que já nasce com peso histórico — e que colocará a atuação de Paulinho e dos demais vereadores sob os holofotes da política arcoverdense.

terça-feira, 6 de outubro de 2026

FRANCE HACKER AMPLIA VOTAÇÃO, CHEGA A 60 MIL VOTOS E GARANTE SEGUNDO MANDATO NA ALEPE

Deputado estadual do PP foi reeleito com 60.535 votos e seguirá na Assembleia Legislativa de Pernambuco até 2030

France Hacker está confirmado para mais quatro anos na Assembleia Legislativa de Pernambuco. O deputado estadual do PP foi reeleito no último domingo (4), conquistando 60.535 votos e assegurando sua permanência na Alepe para o quadriênio 2027/2030. O resultado também representa crescimento em relação à eleição de 2022, quando obteve 52.009 votos. 

A votação colocou France Hacker entre os parlamentares eleitos para a nova composição da Alepe. Na totalização, o deputado alcançou 1,15% dos votos válidos e terminou na 27ª colocação entre os candidatos a deputado estadual em Pernambuco. 

Após a confirmação da reeleição, France Hacker agradeceu aos eleitores e destacou que o novo mandato representa a continuidade do trabalho desenvolvido durante sua primeira passagem pela Assembleia.

“Recebo essa reeleição com muita gratidão. Agradeço a cada pernambucano e pernambucana que confiou no nosso trabalho e nos deu a oportunidade de continuar representando nosso estado. Vamos seguir trabalhando com responsabilidade, ouvindo a população e buscando resultados para todo Pernambuco”, afirmou o parlamentar.

A reeleição também mantém France Hacker no cenário político estadual em um momento de renovação da composição da Alepe. O deputado chega ao segundo mandato com uma votação superior à registrada em 2022, quando foi eleito pela primeira vez para o Legislativo estadual. 

PARCERIA COM RAQUEL LYRA

Depois de confirmar a própria reeleição, France Hacker também parabenizou a governadora Raquel Lyra pelo resultado nas urnas e sinalizou a intenção de manter a parceria política e institucional com o Governo de Pernambuco durante o próximo mandato.

“Quero parabenizar a governadora Raquel Lyra pela vitória e reafirmar que continuaremos trabalhando juntos por Pernambuco. Temos muitos desafios pela frente e vamos seguir buscando investimentos, obras e ações que contribuam para o desenvolvimento do nosso estado”, declarou.

Com o resultado das urnas, France Hacker inicia agora a preparação para o segundo mandato na Alepe. A nova legislatura começa em 2027 e terá pela frente uma Assembleia com nova correlação de forças e diferentes nomes chegando ao Legislativo pernambucano.

France Hacker, portanto, renova o mandato e leva para a próxima legislatura uma votação de 60.535 votos, ampliando em mais de 8 mil votos o desempenho obtido quatro anos atrás.

JUNTOS PELA SEGURANÇA: PERNAMBUCO REGISTRA EM SETEMBRO O MELHOR RESULTADO DA SÉRIE HISTÓRICA EM ROUBOS VIOLENTOS

Mês também registrou queda nos roubos de veículos e de cargas e no número de celulares subtraídos, em comparação com setembro de 2025
Pernambuco teve, em setembro de 2026, o melhor resultado da série histórica em roubos violentos, também chamados de crimes violentos contra o patrimônio (CVPs). Os dados são da Secretaria de Defesa Social (SDS) e mostram os menores números desde o início da contagem, há 16 anos. Segundo dados preliminares da Gerência Geral de Análise Criminal e Estatística (GGACE), da SDS, setembro terminou com 1.962 ocorrências de CVPs. Em setembro de 2025, foram 2.788. A redução foi de 29,6%, ou 826 casos a menos. De janeiro a setembro, a queda foi de 20%, com 7.018 casos em 2026 e 8.774 em 2025, uma diferença de 1.756 ocorrências.

“Nossas forças de segurança têm sido fortalecidas, com troca de viaturas e aquisição de equipamentos, além do reforço policial, e esse cuidado com a segurança resulta na melhoria dos nossos índices. Com as nossas polícias Militar e Civil fortalecidas, estamos trabalhando para tornar cada vez mais Pernambuco um estado seguro para quem vive aqui e quem vem nos visitar”, declarou a governadora Raquel Lyra.

Os roubos de veículos caíram 25% em setembro: foram 675 ocorrências, contra 900 no mesmo mês de 2025, ou 225 a menos. Os roubos de cargas diminuíram 40% no mês, de 25 para 15 casos. No acumulado do ano, foram 166 registros, contra 213 em 2025, uma queda de 22,1%.

“Considerando as reduções mês a mês dos principais indicadores criminais, incluindo os roubos violentos, estamos caminhando a passos firmes para finalizarmos 2026 alcançando um dos melhores anos de toda a série histórica”, avaliou o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho.

Também em setembro, foram subtraídos 2.078 celulares, contra 3.114 no mesmo mês de 2025. A queda foi de 33,3%, com 1.036 aparelhos a menos. De janeiro a setembro, a redução foi de 32%: os registros passaram de 33.780 em 2025 para 22.962 em 2026, ou 10.818 aparelhos a menos.

A produtividade policial também teve destaque em setembro. No mês, foram feitas 2.595 conduções por flagrante, sendo 733 por violência doméstica e 596 por tráfico de drogas. Também foram apreendidas 549 armas.

INVESTIMENTOS – Desde o início do programa Juntos pela Segurança, o Governo de Pernambuco faz os maiores investimentos da história na segurança pública estadual. Até o fim de 2026, estão previstos R$ 2,3 bilhões para infraestrutura, tecnologia, inteligência e pessoal.

FRANCISMAR PONTES SE REELEGE COM 81,5 MIL VOTOS E TERMINA COMO O MAIS VOTADO DO PSB PARA A ALEPE

O deputado estadual Francismar Pontes (PSB) saiu das urnas de 2026 com uma votação expressiva e garantiu mais um mandato na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O parlamentar recebeu 81.502 votos, resultado que o colocou como o candidato do PSB mais votado para deputado estadual em Pernambuco e o sexto colocado no ranking geral da disputa pela Assembleia.

O desempenho confirma a força eleitoral de Francismar e assegura sua permanência no Legislativo estadual para uma nova legislatura. A votação obtida pelo socialista também reforça o espaço conquistado pelo parlamentar dentro do partido e sua capacidade de manter uma base competitiva em diferentes regiões do Estado.

Ao longo de sua trajetória política, Francismar Pontes construiu sua atuação principalmente em torno das demandas da saúde pública, área na qual tem concentrado parte significativa de sua atividade parlamentar. O deputado também mantém articulação com municípios pernambucanos, acompanhando reivindicações locais e apresentando propostas relacionadas à melhoria dos serviços públicos.

A reeleição chega como uma confirmação nas urnas de um mandato que buscou combinar atuação política na Alepe com presença junto às demandas dos municípios. Com 81 mil votos, Francismar não apenas renovou seu mandato, mas terminou a eleição entre os principais nomes escolhidos pelos pernambucanos para ocupar uma cadeira no Legislativo estadual.

Para o novo período, o parlamentar deverá manter a saúde como uma das prioridades de sua atuação, além de ampliar a interlocução com prefeitos, lideranças e comunidades que integram sua base política.

O resultado eleitoral coloca Francismar Pontes novamente no jogo político da Alepe e dá ao deputado mais quatro anos para transformar a votação expressiva conquistada nas urnas em atuação parlamentar e defesa das demandas de Pernambuco.y

ANDERSON LUIZ ASSUME SECRETARIA DE GOVERNO E JÁ MEXE NO TABULEIRO POLÍTICO DE RODRIGO PINHEIRO NA CÂMARA

A mudança na Secretaria de Governo de Caruaru não ficou apenas na troca de cadeira. No primeiro dia de Anderson Luiz à frente da pasta, o prefeito Rodrigo Pinheiro já deu um recado claro de que a articulação política com a Câmara Municipal entra em uma nova fase.

Ex-candidato a deputado estadual e dono de uma votação expressiva de 31.962 votos nas últimas eleições, Anderson Luiz foi nomeado secretário de Governo nesta segunda-feira (5). O resultado das urnas também pesa no novo posto: ele foi o candidato a deputado estadual mais votado em Caruaru, demonstrando uma força política que agora será colocada à disposição da gestão municipal.

E Anderson não esperou nem esquentar a cadeira para começar a operar.

Logo no primeiro dia de trabalho, anunciou uma mudança estratégica na liderança do governo na Câmara de Vereadores. Wagner do Santa Rosa (PDT) passa a comandar a bancada governista no Legislativo, enquanto Hugo Chaves (Podemos) assume a vice-liderança.

A troca mexe diretamente na linha de frente da relação entre Prefeitura e Câmara. Na prática, Wagner passa a ser um dos principais responsáveis por defender as pautas do Executivo no plenário, conversar com os vereadores e ajudar a construir maioria para os projetos de interesse da administração.

Hugo Chaves, por sua vez, assume a vice-liderança em uma composição que busca dar mais musculatura à articulação governista dentro da Casa.

A escolha não acontece por acaso. Anderson Luiz chega à Secretaria de Governo com a missão de aproximar ainda mais o Executivo do Legislativo e transformar a articulação política em uma operação permanente, especialmente em um cenário no qual diálogo, negociação e capacidade de construir consenso fazem diferença na aprovação das matérias enviadas pela Prefeitura.

A decisão foi construída em conjunto com Rodrigo Pinheiro e representa uma aposta em nomes que, segundo o novo secretário, têm disposição para conversar e atuar na construção de entendimentos.

“Wagner e Hugo têm demonstrado disposição para o diálogo e para contribuir com a construção de uma Caruaru cada vez melhor. Essa é uma decisão construída junto ao prefeito Rodrigo Pinheiro, pensando no fortalecimento da nossa base e, principalmente, na continuidade de um diálogo responsável e produtivo com a Câmara Municipal”, afirmou Anderson.

A movimentação também coloca Anderson Luiz definitivamente no centro da articulação política da gestão Rodrigo Pinheiro. Com quase 32 mil votos obtidos em Caruaru na eleição para deputado estadual, o novo secretário chega ao governo municipal não apenas com uma função administrativa, mas carregando capital eleitoral e trânsito político.

Agora, caberá a ele fazer aquilo que nem sempre aparece nos discursos oficiais: conversar, aparar arestas, negociar e garantir que a relação entre Prefeitura e Câmara funcione sem solavancos.

Em Caruaru, o jogo político continua. E Anderson Luiz já entrou em campo mostrando que não pretende passar os primeiros dias apenas conhecendo os corredores da Prefeitura.

LIANA CIRNE VAI A BRASÍLIA E ENTRA NO JOGO NACIONAL DO PT PELA REELEIÇÃO DE LULA

A eleição acabou para as urnas, mas para o PT a disputa presidencial está apenas entrando em uma nova fase. Recém-eleita deputada federal por Pernambuco, Liana Cirne (PT) desembarca em Brasília nesta quarta-feira (7) para participar de uma articulação nacional do partido em defesa da reeleição do presidente Lula (PT) no segundo turno.

Professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e vereadora reeleita do Recife, Liana foi convocada para a reunião conjunta das bancadas do PT na Câmara e no Senado, que também contará com os novos parlamentares eleitos pela legenda. O encontro acontece às 9h, no Auditório do Diretório Nacional do PT, e terá como pauta central a organização política e eleitoral para a segunda etapa da disputa presidencial.

A movimentação mostra que Liana não pretende esperar 2027 para começar a atuar no novo espaço conquistado nas urnas. Mesmo com o mandato de deputada federal começando oficialmente no próximo ano, a petista já foi chamada para participar das decisões e estratégias nacionais do partido.

E ela chega com discurso de quem quer colocar o mandato recém-conquistado a serviço da campanha presidencial.

“A campanha não acabou. Ela só está começando. Não tem descanso enquanto a gente não eleger Lula. Não tem folga. A gente precisa estar nas ruas, dialogando com as pessoas e defendendo o projeto que acreditamos para o Brasil. Agora é trabalhar ainda mais”, afirmou Liana.

A declaração deixa claro que a deputada eleita pretende manter presença ativa nas ruas durante o segundo turno. Para o PT, o desafio agora é transformar a votação obtida no primeiro turno em uma mobilização capaz de ampliar votos para Lula e garantir a permanência do partido no comando do Palácio do Planalto.

Liana também destacou o tamanho da responsabilidade que passa a carregar depois da votação que garantiu sua eleição para a Câmara dos Deputados.

“A responsabilidade aumenta. Recebi uma votação muito expressiva do povo de Pernambuco e agora quero colocar essa força à disposição de uma construção nacional. Vamos a Brasília para organizar, articular e ajudar nessa caminhada”, declarou.

A ida à capital federal acontece apenas três dias depois da eleição e representa também a primeira participação de Liana, já na condição de deputada federal eleita, em uma reunião nacional da bancada petista com os novos parlamentares.

Nos bastidores, a presença dos eleitos é estratégica. O PT quer transformar seus novos quadros em soldados eleitorais para o segundo turno, espalhando a mobilização para os estados e ampliando a pressão política nos últimos dias da campanha.

Em Pernambuco, Liana passa a integrar a nova bancada federal do Estado e chega ao Congresso com experiência acumulada na política municipal e na universidade. Agora, antes mesmo de assumir oficialmente a cadeira em Brasília, já começa a participar de uma disputa que pode definir não apenas quem comandará o país, mas também o tamanho do espaço político do PT na próxima legislatura.

Na política, quem chega depois da eleição também precisa mostrar serviço antes da posse. E Liana já recebeu a primeira convocação.