segunda-feira, 12 de outubro de 2026

MARÍLIA ARRAES FAZ GESTO A RAQUEL, REVELA BASTIDORES DA CHAPA E TIRA 2028 DO RADAR


Senadora eleita sinaliza disposição para trabalhar em parceria com a governadora, expõe articulações durante a formação da chapa e descarta disputar a Prefeitura do Recife em 2028.

A política pernambucana já começa a desenhar os próximos capítulos depois das urnas. Senadora eleita, Marília Arraes deu sinais de que pretende ocupar seu espaço em Brasília sem fechar as portas para o diálogo com o Governo de Pernambuco. Em entrevista, ela afirmou que já procurou a governadora Raquel Lyra para colocar seu mandato à disposição dos interesses do estado.

Marília também anunciou a intenção de propor a criação de um comitê permanente para discutir os recursos destinados a Pernambuco e acompanhar ações que beneficiem a população. O movimento abre espaço para uma possível atuação conjunta em pautas de interesse estadual, mesmo com as diferenças políticas entre as duas lideranças.

Nos bastidores, porém, a senadora eleita também trouxe revelações sobre a disputa que antecedeu sua chegada ao Senado. Segundo Marília, houve tentativas de retirá-la da chapa até a véspera da convenção. Ela citou articulações envolvendo a Frente Popular e o deputado federal Eduardo da Fonte.

Na avaliação da própria Marília, a composição de uma chapa com perfil mais à esquerda foi determinante para o resultado eleitoral. A declaração joga luz sobre as tensões internas e as negociações que marcaram a montagem da aliança, mostrando que a disputa não aconteceu apenas diante do eleitor, mas também dentro dos próprios grupos políticos.

Outro ponto que movimentou os bastidores foi a declaração de que Marília está fora da disputa pela Prefeitura do Recife em 2028. Com uma votação expressiva na capital pernambucana, seu nome poderia representar um obstáculo aos planos da Frente Popular para a sucessão municipal.

A sinalização, portanto, reduz uma incerteza no tabuleiro político recifense, ao menos por enquanto. Mas, em política, dois anos representam uma eternidade. Até lá, alianças podem mudar, projetos podem ser revistos e novos protagonistas podem surgir.

Marília sai das urnas com capital eleitoral, mandato no Senado e espaço próprio no cenário estadual. Resta saber como transformará essa força em articulação política e até onde irá sua disposição para construir pontes com adversários. Em Pernambuco, o resultado das eleições encerra uma disputa, mas nunca encerra os bastidores.

LULA LEVA MULTIDÃO À AVENIDA PAULISTA, APOSTA NA JUVENTUDE E INTENSIFICA CAMPANHA PARA O SEGUNDO TURNO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou neste domingo (11) de uma grande manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, em mais uma mobilização pela reeleição. Com a presença de movimentos estudantis, artistas, lideranças políticas e apoiadores, o ato colocou a campanha petista nas ruas em um momento decisivo da disputa presidencial.

Batizada de “Marcha pela Democracia”, a manifestação ocupou um longo trecho da avenida e teve forte participação de jovens. A campanha de Lula estimou a presença de mais de um milhão de pessoas, mas não houve contagem independente que confirmasse esse número. A avenida chegou a ficar ocupada por vários quarteirões, segundo relatos da imprensa.

Durante o ato, Lula direcionou parte de seu discurso à juventude e pediu maior participação dos jovens na política. O presidente também convocou seus apoiadores a conversar com eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno e com aqueles que ainda não definiram seu voto.

A mobilização contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do ministro Guilherme Boulos e de governadores aliados, entre eles Elmano de Freitas, do Ceará, Jerônimo Rodrigues, da Bahia, e Rafael Fonteles, do Piauí. Parlamentares e representantes de movimentos estudantis também participaram da programação.

A concentração de público exigiu medidas operacionais no transporte. A estação Trianon-Masp, da Linha 2-Verde do Metrô, foi temporariamente fechada devido ao grande fluxo de pessoas na região, sendo reaberta após a normalização da movimentação.

CORRIDA PRESIDENCIAL EM MOMENTO DECISIVO

O ato na Paulista integra a estratégia de Lula para ampliar a mobilização de sua base eleitoral antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro. A campanha busca transformar a presença nas ruas em participação nas urnas, especialmente entre os eleitores mais jovens e aqueles que não votaram na primeira etapa da eleição.

A disputa segue polarizada com o senador Flávio Bolsonaro (PL), que também cumpriu agenda política em São Paulo no domingo, reunindo aliados e buscando fortalecer sua articulação para a reta final da campanha.

Com a eleição se aproximando, as manifestações de rua, as alianças políticas e a capacidade de mobilização dos candidatos ganham peso no cenário nacional. A presença de Lula na Avenida Paulista foi mais um movimento de campanha para tentar conquistar votos e ampliar o engajamento de seus apoiadores.

Fontes para conferência: Agência Brasil · Poder360 · Folha de S.Paulo

MARÍLIA ARRAES DESCARTA DISPUTAR PREFEITURA DO RECIFE EM 2028 E FAZ GESTO A VICTOR MARQUES

A senadora eleita Marília Arraes (PDT) tratou de colocar um ponto final, pelo menos por enquanto, nas especulações sobre uma possível candidatura à Prefeitura do Recife em 2028. Em entrevista ao programa Ponto de Encontro, ela descartou entrar na disputa municipal e sinalizou que sua prioridade será o mandato no Senado Federal.

Durante a entrevista, Marília também fez um gesto político ao prefeito Victor Marques (PSB), reconhecendo a contribuição dele para o resultado eleitoral na capital pernambucana. Ao dividir os méritos da votação, a senadora eleita ressaltou que a vitória não pode ser atribuída exclusivamente à sua trajetória política e à relação histórica que mantém com o Recife.

A declaração tem peso no tabuleiro político da capital. Com um mandato de oito anos pela frente, Marília poderia ser apontada como um nome para a sucessão municipal em 2028, hipótese que alimentava especulações nos bastidores, inclusive sobre os possíveis movimentos do PSB.

Mas a própria senadora eleita sinalizou outro caminho. Marília afirmou que pretende morar em Brasília e destacou a importância de sua presença no Congresso Nacional, especialmente diante da baixa representação de mulheres progressistas no Senado. Segundo ela, a atuação em defesa dessas pautas será uma das prioridades de seu mandato.

O recado, neste momento, abre espaço para que Victor Marques concentre as atenções em sua própria trajetória política e na administração do Recife, sem uma declaração de Marília que a coloque, desde já, como adversária em uma futura disputa municipal.

Na política, porém, os cenários mudam e as alianças de hoje nem sempre são as mesmas de amanhã. Por enquanto, Marília Arraes escolhe Brasília como centro de seu projeto político e deixa 2028 fora dos seus planos declarados.

NA LUPA 🔎 | QUEM PASSOU A CAMPANHA APONTANDO O DEDO AGORA PRECISA RESPEITAR A ESCOLHA DE RAQUEL

Na política pernambucana, a memória parece curta quando a conveniência bate à porta. Durante a campanha eleitoral, Raquel Lyra foi alvo de ataques e tentativas de associação ao bolsonarismo e à extrema direita por adversários ligados ao campo de João Campos. Agora, depois das urnas, o cenário é outro: o posicionamento da governadora passou a despertar interesse nas articulações políticas nacionais.

João Campos fez associações públicas entre Raquel e o bolsonarismo, inclusive em declarações noticiadas pelo Diario de Pernambuco. Em setembro, a disputa também chegou à Justiça Eleitoral, que determinou a retirada de uma publicação de um blogueiro alinhado ao campo do PSB por associar a governadora a métodos nazifascistas. A decisão apontou que o conteúdo ultrapassava os limites da crítica política.

Diante desse histórico, uma pergunta é inevitável: se Raquel era apresentada como representante de um campo político que seus adversários combatiam, por que agora sua posição merece tanta atenção?

A política é feita de alianças, negociações e mudanças de cenário. O problema começa quando o discurso de campanha aponta uma direção e a conveniência eleitoral parece empurrar os mesmos atores para outra. Quem passou meses tentando enquadrar uma adversária em rótulos ideológicos não pode esperar que ela simplesmente se alinhe quando seu apoio se torna interessante.

Raquel Lyra não tem obrigação de escolher um lado para satisfazer as expectativas de terceiros. A governadora pode dialogar, negociar ou permanecer neutra. Essa decisão pertence a ela, e não a quem imagina ter direito de cobrar uma posição por interesse eleitoral.

Neutralidade não é covardia, muito menos favor a adversário. É também uma posição política.

O que não combina é transformar uma adversária em símbolo de tudo aquilo que se combate e, depois, esperar que ela esteja disponível quando a matemática política exigir novas alianças.

Na política, mudar de posição faz parte do jogo. Mas coerência continua sendo uma cobrança legítima. Quem quer diálogo precisa começar respeitando a autonomia do outro.

Raquel tem o direito de ficar neutra. Apoio não se arranca no grito, não se exige por conveniência e muito menos se conquista com rótulos.

Edney Souto | Blog do Edney — A notícia verdade.

CLARISSA TÉRCIO DENUNCIA DIRETORA DE ESCOLA POR SUPOSTA COAÇÃO ELEITORAL CONTRA ALUNOS EM PERNAMBUCO

A disputa política chegou ao ambiente escolar e agora será alvo de apuração pelos órgãos competentes. A deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE) denunciou uma diretora de escola pública ao Ministério Público Eleitoral por uma suposta prática de coação eleitoral contra estudantes.

O caso envolve a Escola de Referência em Ensino Médio Lagoa Encantada, em Pernambuco. Segundo informações encaminhadas ao gabinete da parlamentar, a diretora Niedja Pereira teria utilizado o espaço escolar para manifestar apoio ao presidente Lula, fazer críticas ao senador Flávio Bolsonaro e atacar eleitores identificados com a direita.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Clarissa Tércio apresentou uma gravação de áudio atribuída à diretora, na qual a profissional afirma que quem “vota na extrema-direita são os ricos”. A deputada também relatou outras supostas situações de pressão política sobre estudantes e disseminação de informações falsas.

Diante da gravidade das acusações, a parlamentar informou que encaminhou o caso ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE), ao Ministério Público Eleitoral e ao Ministério da Educação. A denúncia também foi levada à Gerência Regional de Educação e à Secretaria de Educação de Pernambuco.

“Escola é lugar de ensino, não de pressão política sobre os alunos!”, declarou Clarissa, afirmando que vai acompanhar o caso e cobrar providências das autoridades responsáveis.

A deputada anunciou ainda a criação de um canal de denúncias nas redes sociais para receber relatos de estudantes, pais, responsáveis e profissionais da educação sobre possíveis episódios semelhantes. Os denunciantes poderão encaminhar materiais como áudios, vídeos e documentos para subsidiar eventuais investigações.

O episódio coloca novamente em debate os limites da atuação política dentro das escolas públicas e a necessidade de garantir que estudantes não sejam submetidos a pressões ou constrangimentos por suas posições políticas.

Até o momento, as informações divulgadas partem da denúncia apresentada pela deputada. Caberá aos órgãos competentes investigar os fatos, verificar a autenticidade e o contexto dos materiais apresentados e esclarecer se houve alguma irregularidade. Não há, até agora, informação sobre uma conclusão oficial da apuração ou manifestação da diretora citada.

JANJÃO E ARSÊNIO ACOMPANHAM ASFALTO EM BIZARRA E REFORÇAM PARCERIA COM RAQUEL LYRA

Após vitória nas urnas, deputado estadual eleito já retoma agenda de trabalho em Bom Jardim e destaca novas ações de infraestrutura no município.

A eleição passou, mas a agenda de trabalho já começou. O deputado estadual eleito Janjão (PSD) esteve na última sexta-feira (9) no distrito de Bizarra, em Bom Jardim, ao lado do prefeito Arsênio Medeiros (PSD), acompanhando as obras de pavimentação asfáltica executadas na localidade com participação do Governo de Pernambuco.

A visita marcou uma das primeiras agendas públicas de Janjão após o resultado das urnas e reforçou a parceria política e administrativa com Arsênio e a governadora Raquel Lyra (PSD). O parlamentar eleito aproveitou a ocasião para agradecer à governadora pela obra e sinalizar que pretende manter Bom Jardim entre as prioridades de sua atuação na Assembleia Legislativa.

“Nosso mandato já começa com muito trabalho. Ao lado do prefeito Arsênio, acompanhei o asfaltamento de Bizarra. Obrigado, governadora Raquel Lyra, por mais essa importante conquista. E isso é só o começo. É trabalho por Bom Jardim e por todos os cantos de Pernambuco”, afirmou Janjão.

Do lado da Prefeitura, Arsênio destacou que a parceria com o deputado eleito deverá ganhar importância na busca por novos investimentos e na continuidade das ações de infraestrutura. O prefeito também ressaltou que a administração municipal seguirá com o cronograma de pavimentação em diferentes localidades.

“Acabou a eleição e a gente já está aqui, de pé, caminhando, correndo, agradecendo agora ao nosso deputado Janjão por essa parceria que será ainda mais importante para Bom Jardim daqui pra frente, junto com a nossa governadora Raquel Lyra”, declarou.

Segundo Arsênio, a programação prevê intervenções na Vila Paraná, em seguida em Lagoa Comprida, além de outras localidades contempladas pelo planejamento municipal. A expectativa anunciada pelo prefeito é de que novas obras sejam executadas ainda este ano.

Com a vitória eleitoral de Janjão, a relação entre o município e o futuro mandato estadual passa a ter um novo capítulo. A pavimentação de Bizarra é apresentada pelo grupo político como parte de uma agenda de investimentos que busca ampliar a infraestrutura e atender às demandas da população de Bom Jardim.

A eleição terminou, e agora começa a cobrança pelo trabalho. Para Janjão e Arsênio, o desafio será transformar a parceria política em novas entregas para a população, mantendo o ritmo das obras e fazendo com que os investimentos cheguem também a outras comunidades do município.

Blog do Edney — A notícia verdade.

Edney Souto | Equipe Blog do Edney

LULA NÃO TRANSFERE VOTOS POR PROCURAÇÃO: DERROTA DE JOÃO CAMPOS REFORÇA LIMITE DO APADRINHAMENTO EM PERNAMBUCO

O eleitor pernambucano pode votar no presidente para governar o Brasil e escolher outro nome para comandar o estado. A derrota de João Campos para Raquel Lyra em 2026 reforça uma lição que atravessa diferentes eleições: padrinho político ajuda, mas não ganha eleição sozinho.

A política pernambucana acaba de dar mais uma demonstração de que prestígio nacional não é garantia de vitória estadual. Lula tem força eleitoral em Pernambuco, mas essa popularidade não funciona como um cheque em branco para os candidatos que recebem sua bênção. João Campos sentiu isso na disputa de 2026 ao perder para Raquel Lyra, mesmo contando com o apoio do presidente.

O resultado escancara uma diferença que muita gente insiste em ignorar: votar em Lula não significa, necessariamente, votar nos candidatos escolhidos por Lula. O eleitor tem suas próprias razões, avalia os nomes, compara projetos e, no fim, decide conforme seus interesses e sua percepção de cada candidatura.

A história recente de Pernambuco oferece exemplos claros dessa separação.

Em 2006, Lula venceu a eleição presidencial no estado, mas Humberto Costa, candidato petista ao governo, terminou em terceiro lugar. Na disputa estadual, quem cresceu foi Eduardo Campos, que recebeu o apoio do PT e derrotou Mendonça Filho. A força do presidente não foi suficiente para levar o próprio candidato do partido ao segundo turno.

O roteiro se repetiu, com outras peças, em 2014. Lula e Dilma Rousseff apoiaram Armando Monteiro, mas Paulo Câmara venceu a eleição para governador ainda no primeiro turno. Dilma, por sua vez, saiu vitoriosa em Pernambuco nas duas etapas da disputa presidencial. Mais uma vez, o eleitor mostrou que a escolha para Brasília não precisava acompanhar a preferência para o governo estadual.

É verdade que o apadrinhamento também produziu vitórias. Eduardo Campos foi reeleito em 2010 com o apoio de Lula, enquanto Paulo Câmara conquistou novo mandato em 2018, numa aliança que envolveu o PT. Seria incorreto, portanto, afirmar que o presidente não consegue ajudar seus aliados. Consegue, sim. O que não pode é transformar apoio político em garantia antecipada de vitória.

Em 2022, o contraste voltou a chamar atenção. Lula venceu em Pernambuco nos dois turnos, mas Danilo Cabral, candidato apoiado pelo campo petista ao governo estadual, terminou a disputa em quarto lugar. Na sequência, o apoio de Lula a Marília Arraes não foi suficiente para impedir a vitória de Raquel Lyra.

Agora, em 2026, João Campos entra nessa relação de candidatos que descobriram, nas urnas, que o prestígio do padrinho tem limites. Lula venceu a votação presidencial em Pernambuco no primeiro turno, mas seu aliado perdeu a disputa estadual para Raquel Lyra.

A derrota de João não representa, por si só, uma rejeição dos pernambucanos a Lula. O resultado mostra que a eleição estadual tem dinâmica própria e que o eleitor não entrega seu voto por fidelidade automática a lideranças nacionais.

Para Raquel Lyra, a vitória representa também a confirmação de que uma candidatura pode superar a força política de um adversário respaldado pelo presidente da República. Para João Campos, fica a necessidade de compreender que o sobrenome, a estrutura partidária e o apoio de Lula não substituem a conquista direta da confiança popular.

Na política, padrinho abre portas, fortalece palanques e ajuda a construir alianças. Mas não aperta o botão da urna pelo eleitor.

Em Pernambuco, Lula pode até emprestar seu prestígio. O voto, porém, continua sendo propriedade do eleitor. E eleição não se ganha apenas com bênção política: ganha-se convencendo a população.

REFORMA NO RECIFE PODE ABRIR ESPAÇO PARA DIOGO MORAES E ADERALDO PINTO NA ALEPE EM 2027

Uma possível mudança no secretariado de Victor Marques pode mexer nas cadeiras do PSB na Assembleia Legislativa e contemplar dois suplentes estratégicos para o partido.

A política pernambucana pode começar 2027 com mudanças importantes na composição da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Uma eventual reforma administrativa na Prefeitura do Recife, comandada por Victor Marques (PCdoB), poderá abrir caminho para que os suplentes Diogo Moraes e Aderaldo Pinto, ambos do PSB, assumam mandatos no Legislativo estadual.

A articulação dependeria da indicação de dois deputados estaduais socialistas para ocupar cargos no primeiro escalão da gestão municipal. Com a saída dos titulares da Alepe para o secretariado, as vagas seriam preenchidas pelos suplentes, movimentando as peças do tabuleiro político do PSB.

O partido elegeu nove deputados estaduais em 2026 e dispõe de nomes com experiência parlamentar e trânsito político que poderiam integrar a equipe de Victor Marques. Por enquanto, porém, a possibilidade está no campo das articulações e depende de decisões administrativas e partidárias.

DIOGO MORAES DE OLHO NO AGRESTE

Com atuação política consolidada no Agreste pernambucano, Diogo Moraes é um nome importante para o PSB na região. Durante a última disputa eleitoral, esteve alinhado ao projeto político de João Campos e atuou na defesa da candidatura socialista ao Governo de Pernambuco.

Uma eventual chegada à Alepe permitiria ao suplente retomar espaço no Legislativo estadual e manter sua participação nas articulações do partido em uma região considerada estratégica para as próximas disputas eleitorais.

ADERALDO PINTO PODE GANHAR ESPAÇO NA CAPITAL

Já Aderaldo Pinto tem sua força política concentrada no Recife, especialmente nas zonas Oeste e Norte da cidade. Sua possível chegada à Assembleia também teria reflexos na política municipal.

Caso assuma o mandato estadual, a movimentação poderá abrir espaço para que Almir Fernando, suplente de vereador e aliado político do grupo, chegue à Câmara Municipal do Recife.

Na prática, seria uma articulação capaz de produzir efeitos em duas frentes legislativas: na Alepe, com a entrada de Aderaldo, e na Câmara do Recife, com a eventual ascensão de Almir Fernando.

O JOGO POLÍTICO DE 2027

Mais do que uma simples troca de nomes, a possível reforma pode representar uma estratégia para acomodar aliados, fortalecer a presença do PSB na administração recifense e preservar a unidade do partido depois da disputa estadual.

Victor Marques teria, nesse cenário, a oportunidade de ampliar sua base política e reconhecer quadros que contribuíram para a construção do projeto socialista. Para Diogo Moraes e Aderaldo Pinto, a mudança significaria a possibilidade de transformar a condição de suplentes em mandato efetivo.

Por enquanto, não há confirmação de que os dois deputados serão convocados para o secretariado municipal. O que existe é uma possibilidade que, se avançar, poderá redesenhar parte da representação do PSB na Alepe e produzir novos movimentos na política do Recife a partir de janeiro de 2027.

Na política, uma mudança no primeiro escalão raramente termina apenas na troca de secretários. Às vezes, uma cadeira ocupada no Executivo é justamente o que falta para outra ser conquistada no Legislativo.