quinta-feira, 29 de outubro de 2026
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MASTERBOI PARTICIPA DO PROGRAMA TRABALHO, JUSTIÇA E CIDADANIA EM PERNAMBUCO
Iniciativa reuniu estudantes e educadores em uma cerimônia com apresentações culturais e premiações no Recife
A Masterboi marcou presença na edição 2026 do Programa Trabalho, Justiça e Cidadania (TJC), cuja cerimônia de encerramento foi realizada no auditório do Pleno do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), no Recife. A iniciativa reuniu estudantes, educadores e representantes do Judiciário em uma solenidade marcada por apresentações culturais e premiações, celebrando o papel da educação na formação cidadã.
Representando a Masterboi, a diretora de Cultura e Pessoas, Hellen Teles, participou da culminância do projeto. Como uma das apoiadoras do programa, a empresa contribuiu para ampliar o conhecimento dos estudantes sobre direitos, deveres e o funcionamento da Justiça, reafirmando seu compromisso com a responsabilidade social e com a valorização das pessoas, em sintonia com os valores da Masterboi.
Coordenado em Pernambuco pela Dra. Carmen Varejão Richlin, o TJC tem como um de seus objetivos contribuir para a formação de cidadãos conscientes de seus direitos e deveres e capazes de compreender como exercê-los. Durante a cerimônia, o presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 6ª Região (Amatra VI), Rafael Val, destacou, em mensagem em vídeo, o engajamento dos alunos e educadores e agradeceu aos parceiros, apoiadores e patrocinadores do projeto.
A programação cultural teve destaque na abertura. Estudantes da Escola Técnica Estadual (ETE) Professor Alfredo Freyre apresentaram trechos do musical Tropicália, enquanto o Grupo de Dança Cultura Pernambucana, da ETE Alcides do Nascimento Lins, levou ao palco referências ao Movimento Mangue e ao frevo.
Nesta edição, oito escolas técnicas estaduais participaram do programa. Os trabalhos dos estudantes foram reconhecidos nas categorias texto escrito/charge, videoclipe e jogo teatral. Além dos prêmios destinados aos alunos e professores, as instituições receberam placas de participação e troféus, em reconhecimento ao envolvimento com a iniciativa.
Ao apoiar o TJC, a Masterboi fortalece sua contribuição para a educação, a cultura e a formação cidadã dos jovens pernambucanos.
quarta-feira, 28 de outubro de 2026
TRUMP LAVA AS MÃOS, SE AFASTA DE FLÁVIO BOLSONARO E DIZ QUE NÃO VAI SE ENVOLVER NA CRISE PÓS-ELEIÇÃO
Presidente dos Estados Unidos evita endossar a autoproclamação de Flávio como presidente eleito, diz que não pretende se envolver na situação e mantém críticas ao processo eleitoral brasileiro.
O apoio de Donald Trump tem limites. Depois de Flávio Bolsonaro transformar a derrota para Lula em uma nova frente de confronto político, o presidente dos Estados Unidos deixou claro nesta quarta-feira (28) que não pretende se envolver diretamente na situação do senador brasileiro. Questionado sobre a carta em que Flávio se declarou o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, Trump evitou endossar a afirmação e afirmou que não entraria na disputa.
“Demos a ele uma autorização para entrar no país, então vamos ver. Mas não vou me envolver”, declarou Trump a jornalistas, segundo reportagem do UOL. Na mesma resposta, voltou a classificar a eleição brasileira como “muito estranha” e disse considerar que os envolvidos foram tratados de maneira injusta, sem apresentar provas de fraude eleitoral.
A declaração expõe a distância entre permitir a entrada de Flávio nos Estados Unidos e assumir a responsabilidade política por sua estratégia depois da derrota nas urnas.
UMA COISA É RECEBER, OUTRA É COMPRAR A BRIGA
Trump havia sinalizado anteriormente que aprovaria a entrada de Flávio nos Estados Unidos e demonstrado simpatia pelo senador e por sua família. Também criticou aspectos da eleição brasileira, especialmente a ampliação do horário de votação em determinadas localidades.
Agora, diante da repercussão da carta em que Flávio se autoproclamou presidente eleito, o republicano preferiu não assumir compromisso com a iniciativa do brasileiro.
A mensagem é clara: o governo americano pode autorizar a entrada de Flávio no país, mas isso não significa que Trump esteja disposto a endossar todas as suas declarações ou transformar a crise política brasileira em uma responsabilidade pessoal.
O presidente americano também reiterou que não tomou partido na eleição. Apesar disso, voltou a questionar o processo eleitoral e a dizer que considera injusto o tratamento dispensado aos Bolsonaro.
FLÁVIO MUDOU A CARTA, MAS A CRISE CONTINUOU
A declaração de Trump ocorre depois de Flávio publicar uma carta em que se apresentou como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Pouco depois, o senador retirou essa expressão da versão revisada do documento e passou a se definir como “líder do Brasil”.
A mudança não encerrou a controvérsia. Flávio manteve críticas às instituições brasileiras e acusações contra o processo eleitoral, sem apresentar provas de fraude capazes de alterar o resultado oficial.
A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi definida nas urnas no segundo turno de domingo (25). A contestação política do resultado, por si só, não transforma o candidato derrotado em presidente eleito.
Ao evitar endossar a autoproclamação, Trump também se distancia de uma declaração que poderia ampliar a tensão diplomática entre Washington e Brasília.
A DERROTA BRASILEIRA NÃO VIROU UMA DISPUTA DE TRUMP
O episódio mostra os limites da aproximação política entre o trumpismo e o bolsonarismo. Embora o presidente americano tenha feito críticas à eleição brasileira e manifestado simpatia pela família Bolsonaro, não anunciou qualquer medida para interferir no resultado ou apoiar a reivindicação de Flávio à Presidência.
A posição tem peso político porque o senador tenta construir sua atuação pós-eleitoral a partir dos Estados Unidos. Sem um compromisso explícito de Trump com sua narrativa, Flávio terá de sustentar sua estratégia principalmente com os próprios aliados e apoiadores brasileiros.
Também é importante separar os fatos: Trump não declarou rompimento com Flávio. O que afirmou foi que não pretende se envolver na situação, ao mesmo tempo que manteve suas críticas ao processo eleitoral.
O RECADO DE WASHINGTON
Depois de uma carta que provocou repercussão no Brasil, Flávio encontrou em Trump uma resposta bem mais cautelosa do que um endosso público à sua reivindicação.
O presidente americano autorizou a entrada do senador nos Estados Unidos, mas não comprou a tese de que ele seria o verdadeiro presidente eleito. Preferiu manter distância da iniciativa e deixar a crise política brasileira sob responsabilidade dos próprios brasileiros.
No fim, a declaração de Trump estabelece uma diferença importante: simpatia política não significa compromisso irrestrito. E, quando o assunto envolve a contestação de uma eleição presidencial, o presidente dos Estados Unidos não demonstrou disposição para assumir a briga de Flávio Bolsonaro.
TRAPALHÃO - FLÁVIO BOLSONARO APAGA CARTA EM QUE SE AUTOPROCLAMAVA PRESIDENTE ELEITO E TROCA TÍTULO POR “LÍDER DO BRASIL”
Senador recuou poucos minutos depois da publicação inicial, retirou as declarações em que reivindicava a Presidência e manteve acusações de fraude eleitoral sem apresentar provas.
O discurso mudou antes mesmo de a repercussão esfriar. Depois de divulgar uma carta em que se apresentava como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, Flávio Bolsonaro (PL) retirou os trechos da publicação e divulgou uma versão revisada do documento nesta quarta-feira (28). No lugar da autoproclamação, passou a reivindicar para si o papel de “líder do Brasil”.
A mudança aconteceu poucas horas depois de o senador desembarcar nos Estados Unidos, para onde viajou após deixar o território brasileiro. A carta original circulou nas redes sociais por meio de aliados e continha declarações que colocavam em dúvida o resultado da eleição presidencial vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, realizado no último domingo (25).
Na primeira versão, Flávio afirmava que se dirigia aos brasileiros e à comunidade internacional como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Mais adiante, repetia a declaração e acusava adversários e integrantes das instituições de terem roubado a eleição. Na versão revisada, as referências à condição de presidente eleito foram substituídas pela palavra “líder”.
A alteração foi registrada por veículos como Folha de S.Paulo, Veja, Terra e Metrópoles. As reportagens também destacaram que as acusações de fraude apresentadas pelo senador não vieram acompanhadas de provas que demonstrassem irregularidades capazes de alterar o resultado da votação.
RECUO DEPOIS DA REPERCUSSÃO
A retirada das expressões mais contundentes ocorreu em meio à repercussão da carta, que apresentou Flávio como vencedor de uma eleição cujo resultado oficial apontou a vitória de Lula.
O episódio também chamou atenção por um detalhe da primeira versão: o brasão reproduzido no documento trazia a expressão “Estados Unidos do Brazil”, com a letra Z. O arquivo foi substituído por outra versão com um símbolo diferente.
A mudança no texto, entretanto, não significou abandono da contestação política. Flávio continuou questionando o resultado eleitoral e atribuindo a vitória de Lula a supostas irregularidades, sem apresentar evidências que comprovassem suas acusações.
ACUSAÇÕES CONTRA O JUDICIÁRIO
Na carta revisada, o senador manteve críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Também voltou a questionar a extensão do horário de votação em determinadas localidades no segundo turno.
A alegação precisa ser colocada em perspectiva: questionar decisões judiciais é legítimo, mas acusações de fraude eleitoral exigem provas. Até o momento da publicação das reportagens consultadas, não havia evidências apresentadas por Flávio que demonstrassem que a medida mencionada tenha alterado o resultado nacional.
A diferença entre as duas versões está justamente na forma como o senador se apresenta. Primeiro, reivindicou o título de presidente eleito; depois, retirou a afirmação e passou a se definir como líder político.
OPOSIÇÃO A PARTIR DOS ESTADOS UNIDOS
Apesar da alteração, Flávio manteve a intenção de liderar a oposição brasileira a partir dos Estados Unidos. Na carta, agradeceu aos presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina, e afirmou que pretende continuar se dirigindo aos brasileiros, além de organizar uma estratégia de mobilização de seus apoiadores.
O senador também negou que sua saída do país represente uma fuga e justificou a decisão com alegações de perseguição política e falta de segurança jurídica no Brasil.
A viagem e a carta abrem uma nova etapa de sua atuação política, agora com a promessa de comandar aliados à distância. A estratégia deverá ser acompanhada pelos próximos movimentos do PL, de parlamentares da oposição e das lideranças que apoiaram sua candidatura.
Por enquanto, o fato concreto é que a declaração mais explícita da carta original não permaneceu na versão revisada. Flávio retirou a autoproclamação de presidente eleito, mas manteve o discurso de contestação ao resultado das urnas.
A troca de palavras encerra a publicação inicial, mas não a disputa política que o senador pretende manter depois da derrota eleitoral.