sábado, 7 de novembro de 2026
PREFEITO FAZ FISCALIZAÇÃO SURPRESA, FLAGRA MÉDICOS EM DESCANSO E ROMPE CONTRATO DE GESTÃO DE HOSPITAL EM BARREIROS
ESTUDANTES DE FERNANDO DE NORONHA PARTICIPAM DE IMERSÃO EDUCACIONAL NO RECIFE
PAPAI NOEL DOS CORREIOS ABRE CAMPANHA DE NATAL EM PERNAMBUCO COM FESTA E EMOÇÃO NO RECIFE
Movimento Pró-Criança recebeu lançamento da 37ª edição da iniciativa, que transforma cartinhas em sonhos realizados. Adoção dos pedidos segue até 23 de dezembro.
O espírito de solidariedade e a magia do Natal já começaram a tomar conta de Pernambuco. Os Correios lançaram, nesta sexta-feira (6), no Recife, a campanha Papai Noel dos Correios 2026. A abertura aconteceu no Movimento Pró-Criança, reunindo crianças atendidas pela instituição em uma manhã de música, emoção e muita expectativa pela chegada do Bom Velhinho.
A programação contou com apresentações do grupo de percussão e do coral do Movimento Pró-Criança, que encantaram os participantes com músicas natalinas. O ponto alto foi a chegada do Papai e da Mamãe Noel dos Correios, recebidos com entusiasmo pelas crianças.
Um dos momentos mais emocionantes foi a entrega simbólica das cartinhas. Entre os pedidos estava o de Pedro Rafael, apaixonado por futebol, que sonha em ser goleiro e conhecer Magrão, ídolo do Sport. Na carta, ele pediu luvas, caneleiras e uma chuteira para continuar treinando e alimentar o sonho de, no futuro, ajudar sua família.
O evento contou com a participação do superintendente dos Correios em Pernambuco, Ricardo Santos, e do diretor de Planejamento do Movimento Pró-Criança, Severino José Filho, representando a instituição parceira.
SOLIDARIEDADE QUE TRANSFORMA SONHOS
Em sua 37ª edição, a campanha Papai Noel dos Correios é uma das maiores iniciativas de solidariedade natalina do país. Criada a partir da mobilização de empregados da estatal, a ação convida a sociedade a adotar cartinhas de crianças em situação de vulnerabilidade social, transformando pedidos escritos à mão em presentes de Natal.
Em Pernambuco, o recebimento das cartas das instituições participantes começou no dia 12 de outubro. Agora, com o lançamento oficial, está aberta a temporada de adoção, que segue até 23 de dezembro.
Qualquer pessoa pode participar, escolhendo uma cartinha e assumindo o compromisso de realizar o desejo de uma criança. A adoção pode ser feita presencialmente, nas agências participantes, ou pela internet.
A primeira entrega coletiva de presentes está programada para o dia 3 de dezembro, no próprio Movimento Pró-Criança.
Mais do que entregar brinquedos e presentes, a campanha representa uma oportunidade de espalhar esperança, carinho e dignidade. Afinal, por trás de cada cartinha existe uma criança com sonhos que merecem ser respeitados e realizados.
COMO PARTICIPAR
Quem deseja ser padrinho ou madrinha nesta edição pode acessar o Blog Noel dos Correios, consultar as cartinhas disponíveis e conferir todas as orientações para adoção.
Acesse: https://blognoel.correios.com.br
Blog do Edney — A notícia verdade.
EM PE: OPERAÇÃO DA PF BLOQUEIA MAIS DE R$ 1 MILHÃO DE QUADRILHA SUSPEITA DE TRÁFICO INTERNACIONAL E EXPLORAÇÃO SEXUAL DE MULHERES
DE PERNAMBUCO PARA BRASÍLIA: JOÃO CAMPOS TROCA O SONHO DO PALÁCIO PELAS ARTICULAÇÕES NACIONAIS, MAS AINDA PRECISA EXPLICAR O ESCORREGÃO DO “MINISTRO DA EUCARISTIA”
Depois da derrota para Raquel Lyra, presidente nacional do PSB amplia presença em Brasília, entra no debate sobre o futuro do sistema eleitoral e tenta comandar uma federação partidária. Enquanto isso, a resistência de Marília Arraes pode transformar a costura em uma nova dor de cabeça política.
Por Edney Souto | Blog do Edney
A política tem dessas ironias que dispensam qualquer roteirista. Até pouco tempo, João Campos estava percorrendo Pernambuco como candidato ao Governo do Estado, vendendo a ideia de que estava pronto para comandar o Palácio do Campo das Princesas. O eleitor, entretanto, escolheu outro caminho, e Raquel Lyra saiu vitoriosa da disputa de 4 de outubro.
Derrotado nas urnas, o socialista parece ter encontrado em Brasília um novo endereço para suas ambições políticas. Longe do resultado que imaginava em Pernambuco, João agora intensifica sua atuação como presidente nacional do PSB e procura ocupar espaços nas grandes discussões que movimentam o Congresso Nacional.
E não está exatamente de braços cruzados.
Na quarta-feira (4), João reuniu senadores eleitos e lideranças do PSB em Brasília para discutir os próximos passos da legenda, a atuação parlamentar e a eleição para a presidência do Senado. A orientação apresentada pelo partido é caminhar pelo apoio à reeleição de Davi Alcolumbre, do União Brasil do Amapá. O apoio ainda depende de formalização, mas a sinalização política já foi dada pelo grupo socialista.
É uma demonstração de que João pretende continuar relevante no tabuleiro nacional, mesmo sem mandato parlamentar.
DO PALÁCIO QUE NÃO VEIO À REFORMA ELEITORAL
Outro assunto que colocou João Campos no radar de Brasília é a discussão sobre a regulamentação dos algoritmos das plataformas digitais durante as campanhas eleitorais.
O debate envolve empresas como Meta, Google, TikTok e X, responsáveis por plataformas que influenciam diretamente a circulação de informações, o alcance de publicações e a distribuição de conteúdos políticos.
João participa das articulações em torno do tema, dialogando com lideranças como o presidente da Câmara, Hugo Motta. Nesse movimento, conta também com a interlocução da deputada Tabata Amaral, sua esposa, e do deputado federal Pedro Campos, seu irmão.
A discussão é relevante e tem consequências para as próximas eleições. A intenção é estabelecer critérios de transparência e regras para a distribuição de conteúdo político nas redes sociais, especialmente durante o período eleitoral.
Mas não para por aí.
O presidente nacional do PSB também acompanha a proposta de implantação do voto distrital misto no Brasil. O modelo prevê uma mudança significativa na maneira como deputados federais, estaduais e vereadores são escolhidos.
A proposta em discussão na Câmara prevê uma transição a partir de 2030 e a implantação do novo sistema em 2034. Ainda não existe consenso entre os parlamentares, e o tema enfrenta resistências de diferentes partidos.
Ou seja, João está participando de discussões que podem redesenhar o jogo eleitoral brasileiro. Uma agenda de peso para quem, há pouco mais de um mês, estava tentando convencer os pernambucanos de que seria o próximo governador.
A FEDERAÇÃO: JOÃO QUER JUNTAR AS PEÇAS, MAS MARÍLIA NÃO PARECE DISPOSTA A ENTREGAR O TABULEIRO
Se existe uma operação política que merece atenção especial em Pernambuco, ela atende pelo nome de federação partidária.
João Campos convocou o Diretório Nacional do PSB para uma reunião na próxima quinta-feira (12), em Brasília. A pauta inclui a formação de uma federação, a possibilidade de incorporação de outras legendas e a conjuntura política nacional.
E o cenário ganhou um capítulo novo nesta sexta-feira (6).
A Executiva Nacional do PDT aprovou o ingresso do partido na federação formada por Solidariedade, PRD e Avante. O colegiado também aprovou um indicativo favorável à inclusão do PSB nessa associação partidária. A decisão ainda precisará passar pelas instâncias partidárias competentes e pelo Tribunal Superior Eleitoral.
É justamente aí que começa a parte interessante da história.
A eventual entrada do PSB pode transformar a federação em uma estrutura política de grande peso, com repercussões nacionais e, principalmente, estaduais.
Mas existe uma personagem pernambucana que não parece disposta a assistir passivamente a essa engenharia.
A senadora eleita Marília Arraes, presidente estadual do PDT, manifesta resistência à federação com o PSB. A preocupação é preservar sua autonomia política e evitar que o partido socialista, comandado nacionalmente pelo próprio João, passe a concentrar as decisões e o protagonismo em Pernambuco.
A resistência não é pequena. Marília e o ministro Wolney Queiroz já se posicionaram contra a composição com o PSB durante as discussões internas do PDT.
Segundo informações publicadas pela imprensa pernambucana, Marília considera até a possibilidade de deixar o PDT caso a federação com os socialistas seja concretizada.
E existe uma explicação política bastante clara: ela acabou de conquistar uma cadeira no Senado e não pretende trocar sua autonomia por uma posição subordinada dentro de uma estrutura comandada por João Campos.
Traduzindo para a linguagem dos bastidores: ninguém quer ganhar uma eleição para depois descobrir que precisa pedir autorização a outro grupo para decidir o próprio futuro.
O PROBLEMA É QUE JOÃO PRECISA DE UMA FEDERAÇÃO, MAS NÃO PODE IGNORAR QUEM TEM VOTOS
A questão é delicada.
João Campos precisa fortalecer o PSB nacionalmente, ampliar sua capacidade de negociação e garantir musculatura para os próximos ciclos eleitorais. Uma federação pode oferecer exatamente isso.
Entretanto, Pernambuco não é um detalhe nessa negociação. É o estado onde João sofreu sua maior derrota política recente e onde Marília acaba de conquistar uma importante vitória eleitoral.
A senadora tem capital político próprio, relação direta com o eleitorado e planos para continuar participando das decisões estaduais.
Uma federação que nasce para somar forças pode acabar produzindo uma disputa interna pelo comando.
E esse é o tipo de problema que não se resolve apenas com uma fotografia de dirigentes sorrindo em Brasília.
E O MINISTRO DA EUCARISTIA?
Agora, convenhamos: existe um episódio da campanha que continua rondando a trajetória política de João Campos e que merece ser lembrado.
Durante uma agenda em Jupi, no Agreste pernambucano, em maio, o então candidato soltou a famosa frase: “Se nada der certo, a gente vira ministro da eucaristia”.
A declaração provocou reações entre católicos e adversários políticos. João respondeu posteriormente que a fala havia sido retirada de contexto e que fazia parte de um causo político que costumava contar, inclusive associado às histórias do pai, o ex-governador Eduardo Campos.
A explicação foi apresentada. Mas a frase entrou para o repertório político da campanha e continua sendo lembrada.
E aqui está a ironia: depois de não conseguir chegar ao governo de Pernambuco, João agora se dedica a discussões sobre algoritmos, legislação eleitoral, articulações partidárias e presidência do Senado.
Parece que o plano B acabou sendo bem mais ambicioso do que aquela brincadeira em Jupi.
O problema é que ministro da Eucaristia não é profissão alternativa para político derrotado, assim como Brasília não funciona como sala de recuperação para quem perdeu uma eleição estadual.
NA LUPA: O FUTURO DE JOÃO CAMPOS NÃO ESTÁ APENAS EM BRASÍLIA
João Campos tem experiência política, sobrenome de peso, trânsito nacional e agora ocupa a presidência de um partido com história e representação no Congresso. Seria um erro imaginar que sua carreira acabou com a derrota em Pernambuco.
Mas também seria ingenuidade acreditar que basta transferir o centro de suas atividades para Brasília para apagar o resultado das urnas pernambucanas.
O desafio de João é reconstruir sua liderança, organizar o PSB, acomodar interesses divergentes e, sobretudo, evitar que uma federação partidária se transforme em um campo de batalha entre aliados.
E há uma pergunta que precisa ser respondida: João Campos quer construir uma federação para fortalecer um projeto coletivo ou pretende montar uma estrutura na qual o PSB e sua direção nacional tenham a palavra final sobre os destinos das demais legendas?
Marília Arraes, pelo menos até agora, não parece disposta a aceitar qualquer resposta que diminua seu espaço.
No fim das contas, João saiu da disputa pelo Palácio do Campo das Princesas, mas continua disputando poder. Só mudou o endereço da negociação.
E Brasília, como se sabe, é um lugar onde até os aliados mais próximos costumam descobrir que amizade política tem prazo de validade quando o assunto é comando, candidatura e poder.
A coluna Na Lupa continuará acompanhando. Porque, se em Pernambuco João perdeu a eleição, em Brasília ainda está tentando ganhar o controle do tabuleiro.
sexta-feira, 6 de novembro de 2026
PIX APRESENTA INSTABILIDADE EM TODO O PAÍS, AFETA CLIENTES DE GRANDES BANCOS E REGISTRA QUASE 10 MIL RECLAMAÇÕES
CHÃ GRANDE: SANDRO ADVOGADO LEVA A BRASÍLIA PROJETO PARA CONSTRUÇÃO DE UM NOVO HOSPITAL NO MUNICÍPIO
GIL PM GANHA FORÇA PARA ASSUMIR A 5ª CIRETRAN DE GARANHUNS POR INDICAÇÃO DE DÉBORA ALMEIDA NO NOVO GOVERNO RAQUEL LYRA
Ex-vereador de Garanhuns é lembrado para comandar unidade do Detran-PE no Agreste Meridional e demonstra disposição para assumir o desafio. Movimento reforça o espaço político da deputada Débora Almeida na nova composição do governo estadual.
O nome do ex-vereador Givanildo da Silva de Lima, conhecido popularmente como Gil PM, começa a ganhar força nos bastidores políticos de Garanhuns para assumir a chefia da 5ª Circunscrição Regional de Trânsito (CIRETRAN), unidade do Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE) instalada no município.
A possível indicação estaria sendo articulada pela deputada estadual Débora Almeida (PSD), uma das principais lideranças políticas do Agreste Meridional e integrante do grupo de sustentação da governadora Raquel Lyra. A movimentação faz parte das conversas em torno da composição política e administrativa do novo governo estadual.
De acordo com informações divulgadas pelo blog O Contraditório, o próprio Gil PM confirmou que recebeu com satisfação a lembrança de seu nome para a função. O ex-parlamentar afirmou que considera uma honra ter sido lembrado pela deputada Débora Almeida e pela governadora Raquel Lyra, além de demonstrar disposição para encarar a responsabilidade, caso a indicação seja confirmada.
A declaração sinaliza que Gil está preparado para uma nova experiência na vida pública, agora com a possibilidade de ocupar uma função estratégica na estrutura estadual em Garanhuns.
UMA TRAJETÓRIA CONHECIDA EM GARANHUNS
Policial militar da reserva, Gil PM construiu uma trajetória de proximidade com a população garanhuense. Conhecido também por sua atuação na área de trânsito, disputou eleições municipais e conquistou dois mandatos como vereador, em 2012 e 2016.
Na Câmara Municipal, chegou a ocupar a vice-presidência e assumiu interinamente a presidência do Legislativo em 2020, durante o afastamento do então presidente Daniel da Silva, por motivos de saúde.
Sua atuação política também ficou marcada pela presença nas comunidades e por posicionamentos firmes em questões relacionadas à administração municipal.
A LIGAÇÃO POLÍTICA COM DÉBORA ALMEIDA
A relação entre Gil PM e Débora Almeida ganhou visibilidade durante a campanha eleitoral de 2022, quando o ex-vereador decidiu apoiar a então candidata a deputada estadual em Garanhuns.
Naquele momento, Débora ainda trabalhava para consolidar sua presença eleitoral no município, e Gil foi uma das lideranças locais que abraçaram seu projeto político desde o início.
Ao longo dos anos, a parceria foi mantida e se fortaleceu, colocando o ex-vereador entre os nomes próximos ao grupo político da parlamentar na cidade.
Agora, a possibilidade de assumir a 5ª CIRETRAN representa um novo capítulo dessa relação política e pode ampliar a presença do grupo de Débora Almeida na estrutura administrativa do Governo de Pernambuco.
UMA UNIDADE ESTRATÉGICA PARA O AGRESTE
A 5ª CIRETRAN está localizada na Rua Irga, em Garanhuns, e integra a estrutura regional do Detran-PE, responsável por serviços relacionados à documentação, habilitação e regularização de veículos, entre outras atividades.
A unidade tem importância que ultrapassa os limites de Garanhuns, considerando a condição do município como polo regional e a procura pelos serviços do órgão por moradores de diversas cidades do Agreste Meridional.
Uma eventual chegada de Gil PM ao comando da unidade colocaria um nome com experiência na área de trânsito e conhecimento da realidade local à frente da estrutura.
O RECADO DOS BASTIDORES
A possível indicação também tem leitura política. A montagem do novo governo Raquel Lyra passa pela acomodação de espaços e pelo reconhecimento das lideranças que contribuíram para o fortalecimento do projeto governista em Pernambuco.
Débora Almeida, que ampliou sua presença política no Agreste Meridional, aparece como uma liderança com capacidade de articulação junto ao Palácio do Campo das Princesas.
Se confirmada, a escolha de Gil PM representará mais do que uma indicação administrativa: será também o reconhecimento de uma parceria política construída em Garanhuns ao longo dos últimos anos.
Por enquanto, o nome está no campo das articulações e ainda depende de confirmação oficial do Governo do Estado. Mas uma coisa já ficou clara: Gil PM recebeu a lembrança com entusiasmo e não esconde que está pronto para o desafio.
NA LUPA: A política também é feita de reconhecimento. E, em Garanhuns, a possível chegada de Gil PM à 5ª CIRETRAN mostra que as articulações para o novo governo Raquel Lyra já começam a produzir movimentos importantes no tabuleiro político do Agreste. É isso!