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quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

APOIO DE GOVERNADOR DO PSD A LULA PODE INFLUENCIAR POSIÇÃO DE RAQUEL LYRA EM PERNAMBUCO

O governador de Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD), surpreendeu o cenário político nacional ao anunciar nesta quinta-feira, 22, que apoiará a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista amplamente divulgada nas redes sociais, Mitidieri afirmou que já comunicou sua decisão ao presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e destacou que conversou pessoalmente com o governador Ratinho Junior (Paraná), outro presidenciável do partido, deixando claro que vê possibilidade de um palanque único para Lula em Sergipe.

Mitidieri relatou que o próprio presidente Lula teria tratado diretamente com ele, pedindo seu apoio, e elogiou publicamente Ratinho Junior, além do outro presidenciável do PSD, o governador Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). A declaração surge em um momento estratégico para o PSD e pode influenciar diretamente a postura da governadora Raquel Lyra, também filiada ao partido, em Pernambuco. Segundo um assessor da governadora, Raquel possui a compreensão de Kassab para qualquer decisão que venha a tomar em relação à eleição presidencial.

No estado, o cenário é mais complexo do que em Sergipe, onde a possibilidade de um palanque único já está em discussão. Em Pernambuco, o presidente estadual do PT, deputado federal Carlos Veras, esteve recentemente com o prefeito do Recife, João Campos (PSB), e o candidato a governador do PSOL, Ivan Moraes, sinalizando que o PT está disponível para dialogar com a governadora Raquel Lyra. A intenção é construir um entendimento que permita múltiplos palanques para Lula, respeitando a diversidade política local.

Petistas pernambucanos já admitem que o partido atuará em um palanque único, atualmente ligado ao prefeito João Campos, com o objetivo de consolidar a eleição do senador Humberto Costa. Nesse contexto, Lula poderia gravar mensagens para o guia eleitoral do PSB/PT pedindo votos para Humberto, estratégia que exige articulação cuidadosa para não gerar conflitos entre os aliados locais.

A indefinição sobre o posicionamento de Raquel Lyra e a decisão estratégica de Lula de não visitar Pernambuco no primeiro turno indicam que os desdobramentos políticos no estado prometem ser decisivos e intensos. Com candidatos em lados opostos e a necessidade de equilibrar alianças, a eleição presidencial e estadual em Pernambuco entra em um período de alta complexidade, onde cada movimento poderá determinar os rumos do pleito.


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