Principal nome de oposição ao prefeito João Campos na capital, Eduardo aproveitou o momento para lembrar que seu nome já começou a aparecer nas pesquisas para o Governo de Pernambuco. Segundo ele, a pontuação que saiu de 2% e chegou a 8% mostra que há espaço para crescimento e que uma eventual candidatura ao Palácio do Campo das Princesas não está descartada. A fala foi suficiente para empolgar aliados e reforçar a ideia de que o Novo pode entrar no debate majoritário no estado.
O entusiasmo também foi verbalizado pelo presidente estadual da legenda, Técio Teles. Em tom de celebração, ele destacou a coincidência de o partido ter um pré-candidato à Presidência e, ao mesmo tempo, um vereador pernambucano já pontuando em cenários estaduais. Para a cúpula do Novo, a presença de Zema deu musculatura simbólica ao projeto local e ajudou a dar visibilidade a Eduardo Moura como um dos quadros mais competitivos da sigla em Pernambuco.
O próprio Zema sinalizou apoio político ao afirmar que se sente satisfeito em ver o partido com alguém no estado que tenha potencial para disputar cargos majoritários. A declaração foi lida internamente como um gesto de incentivo, ainda que sem compromisso formal com uma candidatura ao governo.
Nos bastidores, porém, o cenário é tratado com mais cautela. A estratégia considerada mais provável, salvo mudanças inesperadas no tabuleiro político, é lançar Eduardo Moura como cabeça de chapa para a Câmara Federal. A preocupação com a cláusula de barreira pesa nas decisões. Garantir uma cadeira em Brasília é visto como passo fundamental para fortalecer tanto a direção nacional quanto a estrutura estadual do Novo.
As projeções que circulam entre lideranças da legenda indicam que Eduardo poderia alcançar entre 130 mil e 150 mil votos. Com a soma dos demais candidatos, o partido trabalharia para atingir cerca de 200 mil votos, número estimado como necessário para assegurar uma vaga na Câmara dos Deputados. Caso a conta feche, o Novo conquistaria seu primeiro deputado federal por Pernambuco, um marco para a sigla no estado.
Além disso, a legenda articula uma chapa competitiva para a Assembleia Legislativa, com expectativa de eleger ao menos dois deputados estaduais. Um dos nomes cotados é Renato Antunes, que deve deixar o PL para se filiar ao Novo. Já Técio Teles, que hoje comanda o partido em Pernambuco, prepara-se para disputar uma vaga de deputado estadual, consolidando o movimento de fortalecimento interno da sigla.
Se Eduardo Moura seguir o caminho da disputa federal e for eleito, o partido ainda preservaria sua presença na Câmara do Recife, mantendo as duas cadeiras conquistadas em 2024 por meio da convocação dos suplentes. Assim, o Novo tenta equilibrar ambição majoritária, sobrevivência partidária e crescimento institucional, usando a visita de Romeu Zema como vitrine para um projeto político que quer deixar de ser coadjuvante e ganhar protagonismo no estado.
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