terça-feira, 16 de julho de 2013

COPA 82 - Literatura e futebol : Um Brasil x Itália que ninguém esquece



Uma derrota que marcou gerações o Sarriá"82" será lançado com quinze histórias em torno da tragédia do Sarriá. Apresentados por Tostão, os contos são uma homenagem literária ao futebol-arte.
5 de julho de 1982. Quem assistiu aquele Brasil e Itália disputado no estádio do Sarriá durante a Copa da Espanha, jamais esquecerá. A partida épica terminaria separando o destino das duas seleções: a Brasileira, eliminada, que encantava pela maneira de jogar e a Italiana, em crise, que terminaria se consagrando como tricampeã do mundo. O lançamento de 82 - uma copa, quinze histórias acontece no dia 28 de junho (sexta-feira), às 18h, na Livraria LDM do Espaço Itaú de Cinema, na Praça Castro Alves, centro de Salvador.
Quinze autores brasileiros apresentam suas versões literárias em torno de uma das mais doloridas derrotas nacionais, só comparável em dramaticidade com o Maracanaço de 1950. Para o organizador da coletânea, Mayrant Gallo, os autores são privilegiados entre os que viveram aquele jogo porque puderam expurgar sua decepção através da Literatura. "É um livro de várias histórias, com vários estilos, vários tons, vários pontos de vista. Há contos para todo e qualquer gosto. Só o assunto é o mesmo, o sarriaço de 1982. Talvez o livro se torne um amuleto, às avessas, para ganharmos a Copa do Mundo. E vamos precisar mesmo", afirma.
Já o editor da Casarão do Verbo, Rosel Soares, afirma que o projeto é um meio de eliminar os fantasmas que ainda resistem, passados mais de trinta anos. "O livro vai tocar a geração que viveu aquele drama e também os mais jovens, que vão entender o significado de uma seleção mágica como aquela ter sido derrotada. Só entendemos o Maracanazzo através da experiência espanhola no Sarriá", destaca.
Em "82", os estilos e ambientações são diversificados e devem arrebatar os leitores com histórias que ultrapassam os limites do esporte: há dramas familiares, desilusões amorosas e memórias de uma infância que remetem à época de cada um. Entre os autores estão os premiados Sidney Rocha, Luiz Pimentel e Carlos Barbosa. Quem assina a orelha é o craque da bola e da palavra, o mestre Tostão, campeão do mundo na Copa do México em 1970.

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