Caso optem por uma candidatura própria nomes como Roberto Freire, Rubens Bueno e Raul Jungmann não são descartados
A Executiva do Partido Popular Socialista (PPS) anunciou, nesta terça-feira (8), que vai fazer uma pesquisa interna para decidir como vai agir para as eleições presidenciais em 2014. Pois agora com a união da ex-senadora Marina Silva, idealizadora da Rede Sustentabilidade, e do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), a legenda terá que decidir se vai lançar uma candidatura própria ou se apoiará algum pré-candidato de outro partido.
“O partido vai fazer através da Fundação uma pesquisa entre os filiados para saber se eles querem candidatura própria, se eles querem apoiar Eduardo e Marina, ou Aécio. Não vamos decidir até o fim do ano, primeiro vamos fazer a pesquisa para termos uma noção do que os filiados querem e pensam”, informou o vereador e presidente do PPS em Pernambuco, Raul Jungmann, em conversa com o Portal LeiaJá, após a reunião da Executiva.
“Ela foi deselegante e foi desnecessário ter nos chamado”, frisou Jungmann sobre o encontro. Para o vereador, a aliança de Marina com o PSB é positiva, mas atrai inúmeros riscos. “A junção tem um aspecto positivo, já que faz crescer o polo que tem a possibilidade de romper a polarização do PT e PSDB, mas também atrai riscos, pois isso pode levar a volta de Lula a ser candidato e evidentemente pode também levar a uma redução do número de candidatos da oposição, facilitando a vida para Dilma”, criticou.A legenda tinha a esperança de que Marina se filiasse a sigla, caso a Rede Sustentabilidade não fosse autorizada pelo Tribunal Superior Eleitoral, como aconteceu na última semana. Pouco antes de anunciar a sua filiação ao PSB, a ex-senadora esteve com a Executiva do PPS, reunião marcada para delinear o seu destino. No entanto a conversa não serviu para firmar, finalmente, a adesão de Marina para o partido, mas para comunicar o seguimento ao PSB.
Questionado se preferiria que o PPS firmasse alianças ou lançasse um nome para concorrer à presidência da República, Jungmann fez questão de frisar que “defende uma candidatura própria”. Já sobre os possíveis nomes da legenda o vereador não descartou a possibilidade de ser ele uma das opções, mas elencou outros dois líderes do PPS. “Temos bons nomes como Rubens Bueno, nosso líder na Câmara Federal, e o próprio presidente nacional do partido, Roberto Freire. Eles seriam os melhores para o caso da candidatura própria”, enumerou Jungmann

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