quarta-feira, 9 de outubro de 2013

PTB e PT de malas prontas do Governo Eduardo

Eugênio diz que na reunião com Lula foram discutidas as conjunturas nacional e no Estado

JC Imagem

Convencidos de que a aliança com o PSB está acabada, que não há mais chance de manutenção da unidade pela reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) – porque não há mais volta no projeto do governador Eduardo Campos de ser candidato à Presidência – e que o socialista vai escolher seu sucessor dentro de seu partido, PTB e PT começam agora os preparativos para deixar o governo estadual e a Prefeitura do Recife, devolvendo ao ex-aliado os cargos que ocupam.
Os petebistas devem ser os primeiros a desembarcar, posição que será definida no próximo final de semana, em reunião na qual um dos pontos – confirmado, nessa terça-feira, pelo senador e presidente da legenda, Armando Monteiro Neto – é a saída dos governos do PSB. “É ponto da pauta, como também o balanço das filiações e o perfil das chapas proporcionais”, adiantou.
O PT estadual deu o primeiro passo nesse mesmo sentido, também nessa terça-feira, em encontro no Instituto Lula, em São Paulo, que reuniu o ex-presidente da República, o atual presidente nacional da sigla, Rui Falcão, o senador Humberto Costa e os deputados federais João Paulo e Pedro Eugênio, este presidente estadual.
A reportagem do JC apurou que o novo cenário nacional, gerado pela adesão de Marina Silva – da Rede Sustentabilidade – ao projeto presidencial do PSB tirou o PT da posição de passividade, mas ficou decidido que o desembarque petista dos governos socialistas, em Pernambuco, será feito “sem açodamento”.
Os três dirigentes e parlamentares pernambucanos saíram do encontro com Lula com o compromisso de não dar detalhes das duas horas de discussão. “Discutiu-se as conjuntura nacional e no Estado. Ficou certo que, na próxima semana, representações da duas Executivas vão se reunir para preparar as condições para a deliberação no diretório estadual”, resumiu Eugênio.
“Não terá açodamento. Vai-se caminhar, em convergência com a nacional, para evitar que aumentem as dificuldades internas (na estadual). É o que posso dizer”, acrescentou João Paulo.
Sem as mesmas divisões internas do PT, os petebistas se consideram mais à vontade para decidir sobre a entrega dos cargos ao PSB. “Se acontecer, será feita de forma elegante. Comunicaremos primeiro ao governador”, ressalvou o deputado estadual José Humberto Cavalcanti.
Se a ruptura de 2012 ainda dificultam as decisões do PT, há petista, porém, sob anonimato, que observa ter a aliança Eduardo/Marina reduzido as posturas inflexíveis, o que pode facilitar a decisão.
O que o PT e o PTB negam, todavia, é que estejam articulando um desembarque conjunto dos governos do PSB. “Não estamos fazendo nenhuma ação coordenada. Essa é uma questão de economia interna do PTB”, disse Armando.

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