A ex-Miss Venezuela Mónica Spear Mootz, atriz da rede americana em
espanhol Telemundo, e seu marido foram assassinados a tiros em uma
estrada da Venezuela, informaram as autoridades nesta terça-feira, em um
crime descrito como "massacre" pelo presidente Nicolás Maduro.
"Chegaram
e os massacraram. É um massacre. A violência é um mal que temos",
lamentou Maduro em uma reunião com autoridades no Palácio de Miraflores,
em Caracas, transmitida pela rede de televisão oficial.
Spear,
seu marido Thomas Henry Berry e sua filha de cinco anos, que ficou
ferida na perna direita, foram baleados dentro de um veículo na noite de
segunda em uma estrada do estado Carabobo (noroeste) depois que seu
carro teve um defeito, explicaram as autoridades.
"Supõe-se que
tenha sido um roubo (...) Mas estamos em plena investigação. Temos cinco
detidos que estão sendo interrogados", disse o ministro do Interior,
Miguel Rodríguez, ao término da reunião com o presidente.
O
diretor da Polícia Científica (CICPC), José Gregorio Sierralta, disse à
imprensa que as vítimas foram atacadas supostamente por cinco homens,
logo no momento em que acabavam de entrar em seu veículo que seria
rebocado por um caminhão-guincho na estrada entre Puerto Cabello e
Valencia.
Ao notar que Spear, eleita Miss Venezuela em 2004, sua
filha e Berry, venezuelano nascido na Grã-Bretanha, tinham se trancado
no carro sobre o caminhão-guincho, "os criminosos atiraram várias vezes
no veículo", contou Serralta, acrescentando que os dois homens que
operavam o caminhão-guincho estão sendo interrogados.
A atriz
tinha 29 anos e seu marido, 39. A filha, Maya Berry Spear, "foi levada
para um centro médico onde foi atendida e permanece em um quadro
estável".
A trágica morte comoveu e revoltou a opinião pública venezuelana.
O
líder opositor venezuelano e governador do estado de Miranda (norte),
Henrique Capriles, pediu em seu perfil no Twitter que o presidente
Nicolás Maduro deixe de lado suas "profundas divergências" e que "todos
se unam em um só bloco".
Há dez dias foram divulgados relatórios contraditórios sobre a taxa de assassinatos no país, com quase 29 milhões de habitantes.
A
organização civil Observatório Venezuelano da Violência (OVV) indica em
seu informe de 2013 que a taxa chegou a 79 homicídios para cada 100.000
habitantes, índice que situou a Venezuela como o terceiro país mais
perigoso do mundo, depois de Honduras e El Salvador.
Mas o
ministro do Interior venezolano, Miguel Rodríguez, informou no final do
ano que a taxa de homicídios tinha caído para 39 casos em cada 100.000
pessoas.

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