Segundo analistas de mercado, o aumento na renda da população ajuda a inflar ainda mais a aplicação mais popular do país. Somente em dezembro, especialmente por causa do 13º salário, os poupadores guardaram R$ 11,2 bilhões. Recorde para um único mês.
O Banco Central também informou que os rendimentos creditados aos aplicadores no ano passado somaram R$ 30,5 bilhões. Com isso, a poupança fechou 2013 com um saldo total de R$ 597,9 bilhões. No final de 2012, o saldo era de R$ 496,3 bilhões. Mas por que será que o povo ainda insiste na caderneta?
Um dos motivos, certamente, é a facilidade de fazer a aplicação. A poupança também é isenta do Imposto de Renda. E desde o segundo semestre do ano passado, a poupança “nova” – para depósitos feitos a partir de 4 de maio de 2012 – voltou a render como a “velha”: 0,5% ao mês, ou 6,17% ao ano, mais a evolução da Taxa Referencial (TR).
Independentemente do valor aplicado, seja R$ 1 ou R$ 1 milhão, a liquidez entra como outro grande diferencial da poupança: na hora em que a pessoa precisar do dinheiro, pode tirá-lo sem problema. Claro que, com os juros subindo, outras aplicações serão mais atrativas que a poupança.
Mas vai ser difícil tirar a liderança dela. Uma pesquisa recente da Fecomércio-SP mostra que, dos 16% dos que poupam, 81% aplicam na caderneta. “Burrice” vão dizer os mais radicais.
Claro que é melhor sempre diversificar as aplicações. Mas para quem está começando a investir, a caderneta é o porto seguro. Depois que o dinheiro guardado ficar mais gordinho (e a reserva de emergência estiver garantida), aí sim é hora de ampliar os horizontes.
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