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NA LUPA 🔎
Por Edney Souto.
LIDERANÇAS DE GARANHUNS QUE NUNCA ENTRARAM NA POLÍTICA E PERDERAM O BONDE DA HISTÓRIA
LUCIANO DO DULAR- O empresário Luciano Oliveira, que hoje dedica-se integralmente a sua indústria do Café Ouro Verde, teve o seu nome colocado por diversas vezes para ser prefeito de Garanhuns. Tivesse entrado na disputa teria sido sem nenhuma dúvida, prefeito da nossa cidade. Foi Luciano quem trouxe também a Rádio FM 7 Colinas, que hoje pertence à família do ex-deputado Ivo Amaral, de saudosa memória, e que muita falta faz a todos nós, pela sua lucidez e visão correta da realidade nacional e local. Luciano Oliveira foi cortejado por deputados federais, governadores, senadores e inúmeras lideranças locais, porém nunca aceitou sequer discutir ou conversar sobre o tema. “Sou empresário, não sou político”, teria dito ao ser convidado por uma grande liderança do nosso estado. Dessa maneira o tempo passou e Luciano, que cuida pessoalmente dos seus negócios, junto dos filhos, jamais pensou em entrar para a política. Perdeu Garanhuns que poderia ter contado com um grande gestor financeiro e administrativo.
MARINHO DA PÉROLA - Mário Barbosa, o Marinho da Pérola Joias, foi outro nome expressivo que jamais se permitiu entrar para a política de nossa cidade de forma direta. Seu nome foi bastante cogitado para disputar o palácio Celso Galvão, até mesmo por prefeitos que exerciam mandato e nunca aceitou o desafio. Não foram poucos os convites que o empresário recebeu para deixar a iniciativa privada e transferir-se para a vida pública. Até mesmo o ex-prefeito Bartolomeu Quidute foi um dos que, entre outros, insistiram pra que Mário Barbosa viesse para a política. Não teve jeito, simplesmente não aceitou. Tivesse sido o candidato em 1996 teria sido prefeito tranquilamente da Suíça Pernambucana. Em tempo após sucessivos convites que nunca foram aceitos, vários políticos locais também queriam que o filho de Marinho, Mário César, topasse a parada, o que também não aconteceu e nem um nem outro chegaram ao Palácio Celso Galvão.
ALUÍZIO ALVES- O radialista e comunicador, gerente geral da Rádio Difusora de Garanhuns Aluízio Alves, de saudosa memória, era titular do maior programa de audiência de toda a história no interior pernambucano, a Ronda Policial e foi muitas vezes sondado para ser prefeito de Garanhuns e preferia alimentar o mistério, porém na última hora nunca se confirmava a postulação de Aluízio Alves, uma pessoa querida e amada do povo de Garanhuns e que também faz muita falta, sobretudo aos mais humildes a quem atendia com a assistência social, que fazia no seu competente programa radiofônico. Aluízio Alves era, na sua época, um nome acima de todos os partidos e ligado ao povão. Se tivesse entrado na parada política não ia ter pra ninguém. Querido e amado seria eleito facilmente prefeito de Garanhuns.
JEOVÁ DO JATOBÁ- O empresário Jeová Barros, empresário do ramo de bebidas e refrigerantes sempre teve o seu nome lembrado para concorrer a prefeitura de Garanhuns no Agreste Meridional. Jeová entretanto, apesar de nunca ter aceito o convite para entrar diretamente política local, ainda disponibilizou a sua força e elegeu o seu irmão Gedécio Barros (foto) para a Casa Raimundo de Moraes, onde exerceu mandatos de vereador. Porém o preferido dos políticos era Jeová que nunca foi convencido por nenhuma pessoa a entrar diretamente e por a cara na política. Os mais antigos afirmam que teria sido prefeito pois além de ser, na época, uma grande liderança empresarial, gerava centenas de empregos diretos e indiscretos na Cidade da Flores.
JOÃO INOCÊNCIO- O engenheiro João Inocêncio, que não se encontra mais entre nós, também foi bastante lembrado para disputar a prefeitura de Garanhuns. Nele de fato nasceu o desejo de governar a cidade que, de certa forma ajudou a projetar na sua prancheta, pois realizou inúmeras obras públicas e participou como engenheiro, de milhares de construções privadas na cidade de Garanhuns. João Inocêncio era a bola da vez na eleição de 1992, porém foi convencido a sair do páreo a fim de abrir caminho para o médico José Tinoco Machado de Albuquerque, ex-deputado federal e que foi indicado pelos caciques do PFL na época, para enfrentar o que parecia ser o favoritismo de Givaldo Calado(PSB) o candidato de Miguel Arraes e de nada menos do que nove partidos na época. Deu errado e João Inocêncio saiu como companheiro de chapa de Tinoco, como vice-prefeito. Foram derrotados pelo trator e fenômeno político Dr. Bartolomeu Quidute. Inocêncio ainda se elegeu vereador e presidente da Câmara Municipal, porém o bonde passou. João era uma pessoa de bem e deixou muitas saudades.
IVO JÚNIOR - Ivo Amaral Júnior foi também convidado para entrar na disputa pela prefeitura de Garanhuns. Esse projeto inclusive chegou a contar com o apoio do então Governador Eduardo Campos, e reunia todo apoio a nível municipal do PSB da cidade. Ivo Amaral Júnior ainda pediu um tempo para analisar a sua postulação e deixou as lideranças em espera, porém ele iluminou e deu ânimo aos correligionários, porém para a tristeza dos mesmos, já na prorrogação e o tempo indo para os pênaltis, Ivo Amaral Júnior comunicou que preferia cuidar de sua vida privada e profissional como sócio do escritório jurídico Urbano Vitalino, um dos maiores do país. Ivo Júnior também tem atuação destacada na Ordem dos Advogados do Brasil. Definitivamente decidiu não seguir a carreira do seu pai que governou a cidade por dois mandatos e também elegeu-se deputado estadual por duas vezes.
TOINHO ALVES DE LIMA- Toinho Alves Lima, então empresário do setor automobilístico, teve o seu nome colocado também por vários políticos locais para uma jornada rumo a cadeira central do Palácio Celso Galvão. Não foram poucos os que sonharam em colocar o empresário na política. Boa gente e afável com todo mundo, possuidor de carisma e pessoa de trato fácil, tivesse Toinho Alves de Lima, tomando a iniciativa, com certeza teria recebido total apoio do meio empresarial e industrial o que o levaria facilmente a uma campanha bairro a bairro a bairro cercado de políticos que facilitariam o expandir do seu nome perante o eleitorado. Entretanto, da maneira como os demais citados acima, Toinho não entrou na política e vou também o bonde passar.
DESTINO - Diversos empresários e pessoas do comércio tiveram os seus nomes colocados no tabuleiro para a partida de xadrez político, mas declinaram na iniciativa. Uns por motivos pessoais e familiares, outros porque não queriam deixar os seus negócios nem nas mãos de familiares e muito menos de terceiros, como foi o caso do mega empresário Guilherme Ferreira Costa, que na iniciativa privada expandiu o grupo que leva o seu sobrenome para grandes centros do país. Mas de um jeito ou de outro a política nos ensina que como está muito evidenciado: política é destino, não adianta forçar. É isso aí.
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